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sexta-feira, março 22, 2019


Embora já aqui tenha anunciado a minha intenção de apresentar ou dinamizar uma candidatura Alfacinha contra o actual Presidente da C.M.L. Arq. Manuel Salgado, que está, sem uma ideia e estratégia, a desconstruir e alterar o que fez e continua a nossa cidade, tenho que reconhecer, que ou por ser cedo de mais ou por estar tudo na expectativa, os primeiros contactos não têm sido animadores, mas veremos...

Já fui sondado em 2 outras autarquias onde tenho trabalho cívico para dinamizar ou protagonizar candidatura, nos dois casos referi que não está nas minhas intenções, dado que tenho outros compromissos, mas não deixo de ser cidadão.
Ontem mesmo deram entrada na Inspecção Geral das Finanças 3, três, queixas contra o Presidente e o Executivo da Câmara Municipal de Barrancos, por incumprimento da legislação em vigor, por pôr em risco a população e o seu património, e por também, embora tal tenha sido mera matéria ociosa no texto das ditas queixas, por falta de estratégia ou um qualquer projecto de dinamização do concelho que está em estado quase vegetal, embora haja muito porco pata negra, ou uma ideia, uma, para revitalizar o povo ou a economia local.
Aqui, uma feira que parou no tempo, todavia ainda é o único momento em que se dá conta do símbolo de Barrancos:

E já lhes dei inúmeras ideias, que saíram pelo lado oposto por onde entraram. Noutros concelhos onde tenho intervindo ou conhecido projectos e iniciativas até ressuscitaram aldeias mortas, mas por aqui é mais boataria e gritaria.  Chamarem-lhes fake news é um pleonasmo.


sábado, outubro 06, 2018

Mais um artigo muito bom!
https://www.dn.pt/pais/interior/em-outubro-de-1918-lisboa-nao-tinha-madeira-para-tantos-caixoes-9950451.html
bem escrito, documentado e com mensagem subliminar.

quarta-feira, agosto 22, 2018

Para entreter o tempo releio (e saúdo a edição num português sem os erros que actualmente o enxameiam e cujo deixei de adquirir) esta viagem por Portugal do grande Miguel Torga,
onde me delicio com o capítulo sobre Lisboa...
e recomendo, Lisboa está nas entrelinhas do que poderia ter sido o nosso melhor Presidente...

https://www.publico.pt/2018/08/22/politica/perfil/a-luta-pelo-ambiente-e-a-luta-pela-cidadania-1841660

sábado, março 31, 2018

Apesar da autoria ser do Cerejo vale a pena ler e meditar sobre artigos do Público de hoje.
A Câmara está ao deus dará, ao melhor ao que o Salgado, ai.ai.ai, quiser.
Não há presidente, não há oposição, não há ninguém que levante a voz. Uns estão em Bruxelas, outros estão no bolso e outros têm ideias ainda piores e passados inventados em forma curricular.
Lisboa está a saque, não há ideias, não há projectos, não há lógicas de cidadania ou de fazer cidade.
E depois é isto. O Cerejo deveria aprofundar outros contratos, outros riscos....
Mas, vai cair tudo em saco roto.
Até que alguém dê uma varridela, ou para debaixo da mesa, ou mesmo para abrir janelas e futuro.
Vamos ver...

sábado, março 10, 2018

Leio entusiasmado este livro que tem tudo a ver connosco, com Lisboa, com Pessoa, com as pequenas coisas de que somos feitos, com os tempos do tempo, com o ambiente e a sua destruição, com as relações e o amor nestas por estas, com o trivial e o importante.
Muñoz Molina, que já encalhou várias vezes entre nós, onde ocorrem partes importantes de tantos dos seus livros, neste livro monumental ( 500 páginas devoradoras!) conta- nos tudo. Escreve sobre tudo.
Deixa-nos tudo o que está lá dentro e tudo o que está fora, da escrita, com a escrita.
Um livro luminoso!

terça-feira, junho 13, 2017

Na parte da manhã houve pensamento para a acção...
aqui, em intervenção,onde também se falou de Lisboa e propostas que fiz na vereação da cidade.


terça-feira, maio 02, 2017



Esteve o Movimento Ibérico Antinuclear presente na Marcha do Clima.
As alterações climáticas, devidas em grande parte ao inapropriado uso das energias, é um dos grandes desafios que a Humanidade enfrenta. Todos temos que nos mobilizar para alterar o paradigma em que as nossas sociedades se atolam e criar suficiência.
Os combustíveis fósseis, o consumismo irresponsável, as lógicas de ganância e rapina dos recursos, são elementos deste presente que estão a comprometer o nosso futuro na Terra.
Sabemos como o culto da mentira domina os mais altos níveis de decisão, onde é referido que a energia nuclear é solução para contrariar as alterações climáticas.
Mas,
mesmo que não houvessem os problemas dos resíduos radioactivos insolúveis,
mesmo que associada á nuclear não houvessem as armas nucleares ou as com urânio enriquecido,
mesmo que não houvessem os inúmeros problemas do funcionamento destas fábricas,
mesmo que não houvesse o risco, o enorme risco, destas centrais, tal seria uma redonda mentira.
A energia nuclear é uma aliadas dos combustíveis fósseis na destruição do nosso planeta e da nossa vida neste.
Desde logo no processo de mineração do urânio, e sabemos também as consequências na vida dos trabalhadores e da população das zonas mineiras e as terras devastadas, mas a mineração e o enriquecimento do urânio são altamente emissores de dióxido de carbono, componente do efeito de estufa e das alterações climáticas.
E, e esse é um elemento crucial, a energia nuclear é pela sua lógica um obstáculo ao desenvolvimento das energias renováveis, eólicas, solares e outras e inimiga da eficiência energética.
As centrais nucleares, pela sua potência, ocupam a base do sistema eléctrico, impedindo assim que as renováveis possam crescer e obstaculizando, como é o caso em França, alternativas de maior eficiência ou como é o caso em Espanha limitando o crescimento das renováveis.
As renováveis, eficiência e novos paradigmas de gestão e melhoria da eficácia dos sistemas são as soluções para sobrevivermos em sociedades livres e sustentáveis.

FECHAR ALMARAZ E TODAS AS DEMAIS, 100% RENOVÁVEIS, é a nossa melhor contribuição para que o clima não seja nuclearizado!
Não à nuclearização do CLIMA, marchemos dia 10 de Junho, em Madrid, todos e todas!

E para desenvolver as renováveis, temos, além do nosso compromisso pessoal e sempre que possível a micro geração individual e a ligação à Cooperativa Coopérnico, as nossas renováveis, que com o verão a bombar, pese o  actual defice hídrico nos aquecem a alma.

 Os dados do mês passado dão-nos expectativa!

sábado, abril 22, 2017

De vez em quando mão fraterna descobre meus artigos antigos. Este tem 26 anos e é importante para a nossa história, cheia de mitos e inverdades...
Aqui ( carregar para leitura):

quarta-feira, março 22, 2017


sexta-feira, dezembro 30, 2016

Hoje no Público mais um exemplo das razões porque deixei de comprar jornais. Uma senhora, que até devia saber escrever e investigar, publica um texto sem qualquer verificação nem utilização de contraditório.
Enviei este esclarecimento:

Um ministro mal informado

Há dois meses que o Movimento Ibérico Antinuclear solicitou uma audiência ao Ministro do Ambiente, com vista a informá-lo, como informámos o Parlamento e autarquias, do problemas e de toda a situação relacionada com Almaraz.
Ter-lhe-íamos dado as informações que o Conselho de Segurança Nuclear e em consequência o Estado espanhol omite e referido a situação em relação ao Armazém Temporal em avaliação nessa altura e as razões porque a avaliação de impacto poderia ser contestada, o armazém não é neste momento necessário, há espaço para armazenamento dos resíduos até ao fim de vida, dos 40 anos da central.

Mas o ministro continuou a assobiar para o ar e a dar palmadinhas nas costas do seu colega espanhol.
Agora vem o ministro lembrar-se de chorar sobre o leite derramado e dizer que vai solicitar uma avaliação de impacto transfronteiriça. Mas a quê?

O ATI é um armazenamento de resíduos de alta actividade que existe em inúmeras centrais e que será necessário para Almaraz para o processo de desmantelamento, e o estudo de impacto só deve ser local. Um ATI não tem impacto transfronteiriço!
A questão que se liga com o ATI, neste momento, é que ele está a ser construído com argumentação falsa e com o objectivo de prolongar a vida desta central mais 10 ou 20 anos, e não como referi por quaisquer razões de necessidade.

O que o Ministro deveria exigir, já deveria com base no historial que continua a ignorar, desta central era o seu encerramento, ou no quadro da construção deste ATI a garantia do seu final de vida aos 40 anos.
Mas o Ministro, ao contrário do que aconteceu com muitos dos seus antecessores, não ouve os grupos e entidades que conhecem esta situação a e está, manifestamente, mal assessorado e desinformado.

O que já devia ter feito, desde logo quando o Parlamento por unanimidade lhe solicitou que agisse com vista ao encerramento desta central, com peças defeituosas, acidentes registados no índice de graves e inúmeras paragens por questões de segurança, essas sim um problema transfronteiriço que já levou à iminência do corte de água a Lisboa, era ao abrigo dos acordos internacionais sobre a nuclear, dar seguimento ao voto do parlamento, e desde logo utilizar também a pressão económica junto das empresas que são titulares da central, e ao governo espanhol dizer aquilo que nas Cortes espanholas está a ser exigência: Só ATI com decisão, interligado com o fim de vida da central.
Mas continua a soprar para o ar, o nosso ministro.

António Eloy


Mas conhecendo o corporativismo não lhe dou grandes hipóteses. E o mais curioso é que ainda ontem estive quase uma hora ao telefone com uma colega da senhora que hoje se desplanta sobre Almaraz a explicar-lhe isto tudo, mas os jornais também são capelinhas fechadas.

quinta-feira, dezembro 29, 2016

Um artigo bem escrito e com suculência que remete para um operativo muito útil para conhecer Lisboa.
http://expresso.sapo.pt/cultura/2016-12-12-Lisboa-essa-grande-desconhecida-tem-agora-muitos-dos-segredos-a-vista.-Conheca-10-deles
No meio do sensacionalismo, mentiras descaradas, promoção de falsidades, notícias da manha, manipulações descaradas e opiniões inúteis em que se vai transformando a nossa comunicação social ( e noutros países o caminho é igual ou pior!) salvam-se ainda alguns jornalistas e espaços nalguns jornais, poucos é certo, a nível nacional. Felizmente que alguma imprensa regional ainda dá local.
Que o futuro nos traga boas leituras e melhor informação é um simples desiderato.

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Aqui há algum tempo referi que estava tudo determinado nas candidaturas em Lisboa.
Pois está tudo a correr como tinha previsto, excepto na área do Bloco e da cidadania.
A retirada de Mariana Mortágua abriu um espaço para mais cidadania, assim se saiba aproveitar a oportunidade. Voltarei ao tema, com energias...

Energias que trago aqui, como de costume... e dar a novidade, que a Zero tem estado distraída, que durante quase 24 horas ( e tenho que referir que têm aparecido uns textos "anónimos", na linha de uma opinião infundada de Mira Amaral, aliás parecem dele!, em vários jornais, a mencionar que existem sempre backups prontos a entrar em base, mas sem escrever que esses não são produção, estão em standby e logo não emitem CO2) o país esteve outra vez a renováveis e 96 ‰ eram só vento.
Pois em Lisboa no mês passado:
o fotovoltaico é a grande alternativa, só falta os custos continuarem a desdcer e as baterias a melhorar e temos um novo paradigma e uma nova cultura da energia.

A produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 225,1 kWh, o que permitiu abastecer os electrodomésticos da cozinha e os pequenos electrodomésticos .

O aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo, 7,69 m3 de gás natural, durante o último mês.
Ou seja mesmo com as temperaturas a diminuir o calor é suficiente para quase metade dos nossos consumos caloríferos

E a produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 24 % das habitações de Lisboa.  

quarta-feira, novembro 09, 2016

A democracia é um sistema perverso, Hitler também foi eleito democraticamente, sabemos que com a cumplicidade dos comunistas, como hoje Trump é eleito com a ajuda de alguma esquerda, que continua a defender a lógica do quanto pior melhor, ou a ignorar as diferenças entre as direitas, que também saiu derrotada.
Ainda recentemente me diziam que o voto aconcelhável era... em branco, sem perceber que esse é um voto numas eleições bipolares é o voto num, assim como o voto foclórico.
A democracia é um sistema perverso, hoje à mercê de populismos endinheirados, ou não, e pela Europa, e aqui mesmo ao lado,  também já os temos.
Hoje é um dia triste, não para a democracia que está jubilada e cooptada pela demagogia e extremismos, mas para as liberdades públicas e os direitos.
Felizmente em mais Estados, nos E.U.A., pode-se fumar uma ganza, em público, sem ir para a prisa. Logo que tenha os resultados finais aqui os divulgarei.Ao menos o sonho ganhou mais liberdade. Infelizmente o mundo abeira-se da guerra e um maluco tem o dedo no botão.
Pode destruir Lisboa!
Um artigo visionário:
http://www.huffingtonpost.es/michael-moore/trump-va-a-ganar_b_11212536.html?utm_hp_ref=spain
aqui:
http://www.nola.com/elections/index.ssf/2016/11/marijuana_referendum_results_9.html 

quinta-feira, outubro 06, 2016

Numa altura em que o Medin-algadismo toma conta de Lisboa, sem qualquer voz crítica a denunciar as asneiras (dizem-me que o meu estimado Nunes da Silva o faz mas não o ouço, teremos que almoçar!),
numa altura em que se vê à luz fosca que não há tirando os mencionados (mesmo discordando deles!),  e pouco, muito pouco mais, qualquer capacidade na vereação da cidade,
numa altura em que já se sabem todos os candidatos, salvo o do P.S.D. que o meu estimado, e da minha forja, José Eduardo Martins, numa lamentável entrevista hoje à T.S.F. disse não ser (mas quem, sabendo-se que não há mais ninguém, o PSL não vai, o Moreira, tem outros projectos, o???a ???? por favor haja dó!), pois diz ele que está a fazer o programa ( para o quê? se não for para ele...)
numa altura em que por todo o lado se lamenta a falta de uma ideia global para a cidade que não seja mais casuística, e obra ignara, falta de projectos culturais e ambientais, falta de ideias de sustentabilidade, e sobretudo continua a faltar uma ideia para o essencial a reforma dos serviços camarários, que passa por libertar a maioria do pessoal e aligeirar os serviços, informatizar  e agilizar processos e a gestão.
Sei bem do que falo, na minha última passagem pelo Executivo fui cilindrado por mais umas manigâncias dos serviços, cobertas por gentinha com ambição mas sem categoria.
Os serviços da C.M.L. continuam a servir-se e a gestão desta não se pode alterar sem uma limpeza radical, que o que se tem feito tem sido sempre pela rama. Não há nenhum cidadão que tenha interagido com eles (serviços) que não saiba do que estou a falar.
You know what I mean!????

sábado, setembro 10, 2016

Já temos 3 ou 4  (se contarmos com o do PCP) candidatos à C.M.L. para as próximas autárquicas e nada de novo se anuncia no horizonte. Falta o do PSD, em relação ao qual só sei ( de certeza!) que não será o PSL, que tem outras ambições.
Nenhum dos que se anunciam, dois, nem o Presidente (que só poderia surpreender se mudasse radicalmente e totalmente a sua equipa e deixasse a "chinela") e nem o do PCP trazem qualquer novidade.
A Cristas nem comento porque não vale a pena (é uma carinha laroca mas o CDS até podia apresentar um candidato decente!) e a do Bloco, pois depende também da equipa e do projecto, pelo menos sabe de finanças...
Pois como tenho referido há um projecto, há pessoas para o corporizarem, só que as eleições deixaram de ser sobre isso, são hoje sobre o dinheiro que se investe, a chama dos media que o/a candidata poderá almejar e sabe-se lá que moeda ao ar, e soundbytes da manha.
Falta muito, mas não vejo hipóteses de uma candidatura que assuma cidadania, património, cultura e sociedade para e prós Alfacinhas.

quarta-feira, maio 25, 2016

Ontem, em Cacilhas, durante mais de uma hora tracei a linha dos principais problemas ecológicos nacionais, e a sua génese e história. O meu querido amigo Goncçalo Ribeiro Telles foi fartamente referido e as "diatribes" que fizemos para que se viva em Lisboa viva, algumas falharam mas a marca dele ficará não só em espírito. Falei menos do que deveria sobre urbanismo e ordenamento do território, porque me deixei arrastar pelo peso de campanhas e acções em curso, Almaraz, Glifosato, Petróleo. Esqueci mas aqui faço a contricção ( fantástica invenção, que nos absolve de todo o pecado a troco de algo!), aqui venho recomendar, com uma acção associada!, uma espectacular página e um campanha de todo o mérito:http://ultimoanodotua.pt/
Mais vale tarde que nunca!

terça-feira, maio 10, 2016

Hoje, depois de me ter "passado" a ouvir uns disparates na Fundação Gulbenkian, mas também comunicações muito interessantes, é certo...no âmbito de uma Declaração de Lisboa, que não entrará para a história, e em preparação para a sessão de amanhã... trago aqui um pouco de cultura, que eram as bibliotecas municipais ( e as itinerantes da Gulbenkian!)
foto picada deste simpático blog:http://diasquevoam.blogspot.pt/search/label/Lisboa

sexta-feira, maio 06, 2016

Está à venda e recomendo entusiasticamente este número do Descubrir El ARTE:
com um dossier notável sobre o estupendo Hieronymus Bosch, a que os espanhóis chamam... Bosco.
Uma séria de artigos excelentes ( devo dizer que falta uma análise "freudiana") e óptimas fotografias.
Faltam, também, o nosso notável do Museu de Arte Antiga (que julgo terá sido deixado no nosso país por Felipe II (1º de Portugal):
 uma ocasião, mais, para visitar este simpático Museu!


segunda-feira, abril 25, 2016

Encontrei, para um slide show, sucessão de imagens, que estou a fazer para apresentações sobre o clima #O Clima é Connosco#, que irá estar na estrada a partir de Maio, esta imagem de um livro, talvez o meu 10º, de 1992:
onde falava já de alterações climáticas, que considerava ser o tema charneira do nosso tempo, onde também tem um longo capítulo sobre Lisboa, imprescindível para que tem alma de alfacinha, e onde claro falo da nuclear, dos resíduos desta e também dela com forma de energia e perigo para a humanidade.
Hoje passam 30, 30 anos do acidente nuclear, impossível de acontecer, de Chernobyl.
Este o texto de um comunicado de imprensa que irei, já estou a divulgar.

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Dia 26 de Abril.
Recordemos Chernobyl. Não esqueçamos Almaraz

Foi há 30 anos de Chernobyl

30 anos após a explosão, a explosão de um reactor, a catástrofe continua.
Mais de 8 milhões de pessoas (a populacão de Portugal continental) vivem em territórios contaminados da Rússia, Ucrânia e Bielorússia, obrigadas a consumir quotidianamente produtos altamente contaminados.
Entre essas numerosas crianças sofrem de cancros e leucemias, malformações e patologias cardio-vasculares.
Os atentados ao património genético são hereditários e as autoridades minimizam descaradamente o número de vítimas, que segundo investigação dos profs Nesterenko e Yablokov, publicado em 2010 pela Academia das Ciências de Nova York já teriam atingido 985 000 (quase um milhão!) de falecimentos prematuros de 1986 a 2004. E o florescimento da natureza, flora e fauna é um mito dados os elevados níveis de contaminação e mutações que está a ocorrer.
Recordo como se fosse hoje.
Estava dia 27 de Abril em Amsterdão, fazia então parte da direcção internacional do movimento ecologista #Friends Of the Earth#, quando nos chegou a notícia do acidente nuclear de Chernobyl que a ditadura soviética tinha procurado escamotear.

As radiações já atravessavam a Europa, milhares de pessoas começavam a ser evacuadas, muitas centenas, hoje muitos milhares já estavam, continuam hoje a caminho da morte.
Em Lisboa tinha começado há alguns dias no mestrado de Economia de Energia um módulo com um técnico do Laboratório Nuclear do então INETI, com o qual tinha tido discussões ágrias, que tinham terminado com um definitivo “- não é possível um reactor nuclear explodir.” Da parte dele.
Imagine-se a cara o sujeito quando voltei no dia seguinte e a notícia já era tema de todas as notícias.

Pode, um reactor nuclear pode explodir. Claro que no quadro de uma imprevisível conjugação de circunstâncias todas elas negativas. Mas pode. É possível!
Neste aniversário pouco mais há para dizer. A nuclear continua a tenta vender-se, continua a comprar mentes e encher bolsos, apesar de ser uma indústria a bordejar a falência, total. Mas será uma falência de muitos, muitos milhões e até lá continua a estrebuchar.
A nuclear não é económica, não é ambientalmente limpa, seja no início do ciclo, a mineração de urânio, que como sabemos no nosso país ainda tem um legado de destruição ambiental, sofrimento e mortes na família mineira e nas populações das zonas circundantes, seja na produção,
e recordemos Almaraz, aqui ao lado, com os problemas contínuos do seu funcionamento, os incidentes e acidentes inúmeros e agora, com o passar do tempo a insegurança crescente, a que o nosso ministro do Ambiente continua a fazer orelhas moucas,
mas não esqueçamos lutas árduas contra a nuclear em Portugal, Ferrel e todas as tentativas de nos colocar nucleares de Trás-os-Montes ao Alentejo, que tiveram oposição determinada, as lutas contra os despejos nucleares no Atlântico ou o cemitério nuclear de alta-actividade radioactiva de Aldeavila.
Não podemos esquecer também o urânio enriquecido e os mortos, também portugueses no teatro de operações onde esse foi utilizado.
Em todos esses casos, em todas essas lutas estivemos presentes.
Hoje aqui deixo este testemunho. Para que não se repita (mas e Fukushima?), para que não se repita mais.
Para que Chernobyl não se chame Almaraz, algum dia. Encerremos Almaraz e nem uma palavra mais!
António Eloy membro do Movimento Ibérico Antinuclear
Tele 919 289 390

Nota:
Hoje mesmo apresentámos, em Madrid, um documento técnico, ambiental e político sobre o encerramento das centrais nucleares espanholas, que enviarei a quem estiver interessado
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terça-feira, julho 21, 2015

A foto é uma simulação do futuro de Nova York:
mas o artigo é claro:
já passámos o limite. As consequências serão alarmantes, mesmo que a conferência de Paris consiga chegar a acordo sobre os mitológicos 2 graus de aumento da temperatura. Os efeitos cumulativos já são inevitáveis.
E Lisboa? O Terreiro de Paço transformado em S. Marcos, as águas do Tejo a chegarem ao Retiro das Freiras, a baixa a andar de canoa...
Para memória futura... próxima....