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quinta-feira, outubro 12, 2017

Nunca esquecerei o ar dos colegas da vereação da CML quando lhe fiz saber da inexistência de exercícios de sismicidade e, também, do facto da nossa cidade estar perto de uma falha que pode provocar outro "big one".
Certo que o Manuel Brito ainda tentou dar umas mas facto é que estamos, completamente, indefesos, e ( ao que me dizem...) com uma sumidade na Protecção Civil Municipal, que é o mesmo que nada.
Amanhã, consta, que vai haver uma simulação.
Não é assim que se faz, mas melhor que nada...
E, talvez para aquecer os motores, e chamar a atenção também para isto, que será base para mais uma intervenção no sábado...

http://elperiodicodelaenergia.com/panico-en-los-mercados-electricos-europeos-edf-anuncia-que-existe-riesgo-sismico-significativo-en-29-reactores-nucleares/

é que Almaraz está... aqui mesmo ao lado e ao contrário do que técnicos da nuclear disseram depois do acidente de Fukushima ( que já ultrapassa as centenas de mortos e muitos milhares de contaminados, claro não reconhecidos...) não é pondo boa cara e sorrindo que se evitam as radiações, como também deve pensar o nosso ministro do Ambiente.

terça-feira, junho 20, 2017

As alterações climáticas e os extremos meteorológicos a elas ligados, o desordenamento do território e as plantações erradas de espécies vegetais, a falta de limpeza das florestas e o seu regime de propriedade, a ausência de políticas agrícolas e pastoris adequadas que promovam os fogos controlados para deter estes incontrolados, a ausência de uma cultura de prevenção, por muitas razões até algumas chocantes ( aumenta o PIB o combate aos fogos), outras razões várias que multiplicam a dor e o luto mas não nos podem fazer esquecer este e as suas causas.
Delas há responsáveis. Há 40 anos que os venho denunciando. Há 40 anos que escrevo sobre fogos, florestação, agricultura e gestão do território e pastorícia, e criação de espaços rurais adequados.
Hoje, 2º dia do luto, que nos destroça as almas recordei, na semana passada, 5ª e sábado ao almoço, num escrito e numa conferência, usei esta cábula que está no fim.
Faz lembrar a situação actual, embora fosse muito, muito pior.
E, aparentemente, esta está no fundo das preocupações do nosso governo.
Esta a notícia que não quero que interrompa os nossos noticiários e suspenda os programas de televisão, em todos os canais. Esta a notícia que nunca vou querer comentar na rádio.
Mas não é impossível.
Este luto de hoje era também improvável...

"Explosão num reactor em Almaraz. Mortos e feridos incontáveis e a nuvem radioactiva dirige-se para Portugal.
Governo reunido de emergência, com o ministro do Ambiente desaparecido, declara o Estado de Sítio.
O Presidente, sem tomar a pastilha de iodo, que não existem, dirige-se, pese os conselhos em contrário, para a fronteira para abraçar os possíveis sinistrados.
Protecção Civil confirma que não há plano de emergência nenhum. É o salve-se quem poder."

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Numa das minhas últimas intervenções na vereação de Lisboa disse isto:https://www.publico.pt/2017/01/05/local/noticia/risco-sismico-em-lisboa-e-como-estar-em-cima-de-um-barril-de-polvora-1757115 e muito mais.
Recordo que havia vereadores a assobiar para o ar e o da protecção civil disse-me para estar descansado.
Ai, ai, ai!

terça-feira, outubro 18, 2016


M.I.A.* alerta autarquias e a população!

Estiveram vários elementos do Movimento Ibérico Antinuclear presentes em Seia no simpático, mas a necessitar de mais envolvimento, festival de cinema ambiental o Cine-eco, este ano sob o epigrama Nuclear, Não Obrigado.
Neste foram passados dois documentários notáveis sobre Chernobyl (um o grande prémio!) e duas excelentes peças jornalísticas sobre Almaraz. De referir ainda um interessante sobre a história do urânio (também premiado!), todavia dando todavia pouca importância às consequências e ligações desta mineração, que felizmente contou com as palavras informadas de António Minhoto, da comissão dos ex-trabalhadores.
Mas foi   no dia dos documentários sobre Almaraz que houve debate, a sério.
Nesse podemos confirmar que a nossa Protecção Civil está entregue a Nª Senhora de Fátima no que se refere a qualquer hipotético acidente nuclear.
Numa altura em que os trabalhadores do Conselho de Segurança Nuclear  (C.S.N.) espanhol, denunciam a administração do mesmo e referem o paralelismo entre o que se passou Fukushima e “que o contribuiu para a gravidade do acidente e o que nos diz o C.S.N.” sobre Almaraz.
No debate ficou claro que a nossa Protecção Civil:
1- tem um plano de evacuação que deve estar no mesmo local onde estava o plano de emergência e de evacuação de Chernobyl. Fechado no cofre forte da central... que explodiu.
Pois esse plano de evacuação, a existir, é ignorado pelas autarquias do Tejo de Castelo Branco e de Portalegre, é ignorado pelas forças vivas, escolas, associações profissionais, sociais, sindicais ou empresariais. Ninguém conhece, ninguém ouviu falar, nunca foi feito qualquer simulacro, não há nenhuma preparação, de nada, nem o envolvimento de ninguém, nimguém mesmo. Está fechado nalgum cofre...
Numa altura em que o risco de uma central com um imenso historial de incidentes, e acidentes, mesmo tendo já que motivado o quase fecho do abastecimento de água a Lisboa nos anos 80, numa altura em que as peças defeituosas motivam alarme nas centrais francesas mas são tidas por irrelevantes pela administração do C.S.N. (mas não pelos seus técnicos e cientistas!), a nossa Protecção Civil refere que tem um plano de evacuação.
“Fia-te na Virgem e não corras” disse um dos membros do M.I.A. quando um responsável da Protecção civil o anunciou.
Autarquias é hora de agir!

2- Mas mais grave foi o total, total e absoluto desconhecimento pelo mesmo responsável  da Protecção Civil da intervenção de emergência necessária. Seja o lançamento na rede de água de iodo, seja a disponibilização de pastilhas aos cidadãos das zonas afectadas.
Na Bélgica e em muitas zonas da Alemanha todos os cidadãos já tem esse fornecimento, por lei. Por cá um encolher de ombros e “não é connosco é um problema de saúde”.
É imperativo que alguém, e desde logo as autarquias sujeitas a graves consequências no caso de um imponderável nesta central nuclear, se imponham,
uma vez que a acção do nosso ministro do Ambiente, que tem um pedido de audiência do M.I.A há bastante tempo e que ao contrário do Parlamento e das autarquias não quer ser informado do que se passa nestas centrais, (a acção do nosso ministro do Ambiente continua a ser ao arrepio do tratado luso-espanhol e das directivas europeias, escassa e dispiciente).
É imperativo que as autarquias estejam alertas, exijam que se façam exercícios de evacuação e sejam disponibilizadas pastilhas de iodo para as populações, ou sejam armazenadas em condições adequadas.
O M.I.A., todas as inúmeras organizações e forças políticas e sociais portuguesas, extremenhas e ibéricas que se têm empenhado a uma só voz, exigem o encerramento, imediato, de Almaraz. Porque a sua produção é desnecessária e negligenciável, porque é demasiado arriscada a continuação da sua laboração, porque os riscos sociais ambientais são tremendos.
Mas também exigimos que todas as medidas de segurança das populações, todos os meios de minimizar riscos, que infelizmente não se compaginam com documentos fechados em gavetas, ou acções depois da hora do acidente.
A nossa Protecção Civil deve ser desde já pro-activa e é isso que deve ser a exigência das autarquias e das forças sociais de todo o país!

António Eloy
*Movimento Ibérico Anti-nuclear

terça-feira, setembro 23, 2014

Não sei quem é o responsável pela Protecção Civil de Lisboa, mas só posso ficar estupefacto quando leio:
#O vereador da Proteção Civil na Câmara de Lisboa negou hoje ter acusado o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) ou a Proteção Civil pelos danos causados pela chuva de segunda-feira, afirmando que deram uma “resposta notável”.#
 Ontem disse exactamente o oposto!
Mas a  sua imbecilidade não vem de nos querer passar um atestado. Vem pelo facto de o seu cargo ser só uma vaidade. Não há, não há Protecção Civil nenhuma na cidade de Lisboa.
Viu-se o que se viu com uma chuvazita de 20 minutos. Se fora uma noite inteira é que ia ser o bonito. Nem falo do miserável estado das sarjetas, nem falo das obras que por aqui e ali proliferam impedindo acessos e funcionalidades. Falo de só haver um sistema de contenção(?) e salvados(?) mas nada estar previsto com antecedência e com carácter preventivo, nem sequer haver uma pedagogia cidadã para preparar a cidade para uma chuvita!.
Recordo que quando alertei a Vereação para a questão da sismicidade, ter obtido um encolher de ombros e uma resposta chapa 5 para a prevenção. Népia.
E apesar de tudo o Manuel Brito era uma pessoa capaz, mas limitado pela burocracia camarária e o deixa andar.
Este vereador, que desconheço mas é certamente mais um boy, é um irresponsável, e devo dizer pelo nível de respostas que, leio, deu hoje na Assembleia Municipal (essa inutilidade!), um imbecil.
António Eloy, com todas as letras!