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sexta-feira, março 16, 2018

É muito estranho o procedimento para creditação dos titulares universitários.
Há por ali muitos, muitos borra botas. É raro assistir a concursos limpos e onde os verdadeiros "artistas" por mérito próprio e não por alguma jogada de bastidores sejam seleccionados (parabéns João Seixas!, com mérito!).
E uma vez chegados ao poleiro o descalabro é, tantas vezes, total.  Como dizia hoje uma "apresentadora" que contou algumas anedotas desenquadradas e sem qualquer sentido numa pseudo comunicação, sempre se vai fazendo umas viagens e vendo os amigos....
Pois hoje as fronteiras afastaram-se do conhecimento.
Uma primeira intervenção em Skype, ressaibiada e sem qualquer estrutura, lógica de comunicação ou colocação da voz. Inútil.
Depois a tal contadora de anedotas a que se seguiu outro, que se limitou a apresentar umas citações (de Jorge Dias, datadas e a necessitar de tratamento e integração), também sem qualquer reflexão significativa sobre elas e o contexto da inexistente fronteira do norte de Moçambique.

Fez-me lembrar quando o então reitor me telefonou para dar uma equivalência a um colega... o mesmo que deu as tais equivalências ao Miguel, mau, muito mau...esse tinha mais qualidade que este e levou uma notita, que o desgostou...
Espero que a tarde, sem fronteiras, tenha melhorado...
Mas estive depois numa sessão onde se discutiu, mas mesmo a sério a fronteira, e as ligações entre os dois lados e como vamos superar os problemas que se põe.
Retortillo esteve hoje na Assembleia da Republica, todos os partidos, todos, apresentaram propostas para colocar o nosso governo em campo para evitar este desastre social e ambiental.
Bons discursos, saliento os do B.E., P.S.D. e P.S. mas todos eles incisivos e acutilantes.
Não há mais fronteira em Retortillo, o ambiente, as gentes, a terra, a água é toda a mesma!

quinta-feira, março 15, 2018


Quem te manda a ti sapateiro aprender a tocar rabecão...
Nada contra, mas...
Há que dizer que os investigadores, sobretudo em ciências humanas, desde logo inexactas, falíveis, pseudo objectivas, com objectos voláteis, métodos discutíveis, conclusões certas ou erradas, sendo, todavia, todas de grande utilidade para o conhecimento, que é sempre relativo, esses têm esse hábito.
Mas é um erro assumir autoridade, essa, para extrair conclusões “sócio-políticas”, quais Deus ex Machina, que estão fora do seu múnus.
Estive no interessante seminário sobre Fronteiras aqui referido, pena a sua organização ex-catedra não permitir um trabalho e discussão real, mas é assim...

Desde logo sobre a questão do conceito de fronteira, e tenho que manifestar o meu desagrado com uma das comunicações sobre essas.... As fronteiras e o Estado-Nação são do século XVIII ou XIX e surgem ligados aos mitos históricos de construção nacional e ao sistema de impostos do capitalismo e também à “unificação” linguística, essencial para esse.
As fronteiras são áreas de liberdade, terras de ninguém e de refúgio, de marginalidades ( à margem) . Aí se mantêm línguas antigas ( mirandês / leonês) ou falas de defesa, o barranquenho, o nizouco, a algarviada, e outras mencionadas, mas não enquadradas, em Espanha e por toda a raia.
 Cada zona, cada terra, mesmo, tem usos e falares que são defensivos e resultam de construção no espaço e no tempo (ou de reminiscências antigas). Engraçado e, isso foi referido en passant que haja 7 ou 8 versões e falas diferentes do catalão, que hoje o nazionalismo procura unificar...
O estudo das línguas é uma fonte de rendimento para os linguistas e filólogos, e muito bem, mas seria conveniente que não se fechassem em redomas e não se pusessem a tocar rabecão.
As propostas para o barranquenho não podem passar por um ensino escolar, e tenho sérias dúvidas em relação a uma criptografação, embora pense que é um trabalho válido.

Deveria ser introduzido, aliás acho que em todos os concelhos o deveria ser feito sobre a cultura local, uma cadeira sobre cultura de Barrancos na escola e essa ser sobre histórias, hábitos, civilidades, festas, gastronomias e claro sobre o processo de ocupação do território e como nesse a fala surge e se desenvolve, ao contrário da matriz, língua, a fala tem a ver com o tempo e o improviso, as relações e o espaço. Mas os linguistas metem a sua colher, em seara alheia.
O resultado é problemático.

segunda-feira, março 12, 2018

É já esta semana que se vai realizar este Encontro que se anuncia muito interessante:
As fronteiras são resquícios de outros tempos e limitam lógicas de poder. São permeáveis e, o caso de Africa é evidente, não correspondem a nenhuma lógica de ocupação do território pelos povos.
Que lhe dão conteudo através da língua e dos dialectos que os marcam.
De onde a invenção ou re invenção de línguas mortas ou de um tempo e uma ruralidade em extinção, que devem ser preservados mas como símbolos culturais e não em lógicas de afirmação do poder/ nação que é ilusório.
Dialectos como o barranquenho tem o seu tempo e na sua continuidade trazem mais cultura à cultura, mas só podem ser continuados na sua imersão e, ao contrário do mirandês que é o leonês antigo, são falas de invenção no tempo e no espaço e só podem ser continuadas nesse. Na escola, não obrigado!