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terça-feira, junho 20, 2017

As alterações climáticas e os extremos meteorológicos a elas ligados, o desordenamento do território e as plantações erradas de espécies vegetais, a falta de limpeza das florestas e o seu regime de propriedade, a ausência de políticas agrícolas e pastoris adequadas que promovam os fogos controlados para deter estes incontrolados, a ausência de uma cultura de prevenção, por muitas razões até algumas chocantes ( aumenta o PIB o combate aos fogos), outras razões várias que multiplicam a dor e o luto mas não nos podem fazer esquecer este e as suas causas.
Delas há responsáveis. Há 40 anos que os venho denunciando. Há 40 anos que escrevo sobre fogos, florestação, agricultura e gestão do território e pastorícia, e criação de espaços rurais adequados.
Hoje, 2º dia do luto, que nos destroça as almas recordei, na semana passada, 5ª e sábado ao almoço, num escrito e numa conferência, usei esta cábula que está no fim.
Faz lembrar a situação actual, embora fosse muito, muito pior.
E, aparentemente, esta está no fundo das preocupações do nosso governo.
Esta a notícia que não quero que interrompa os nossos noticiários e suspenda os programas de televisão, em todos os canais. Esta a notícia que nunca vou querer comentar na rádio.
Mas não é impossível.
Este luto de hoje era também improvável...

"Explosão num reactor em Almaraz. Mortos e feridos incontáveis e a nuvem radioactiva dirige-se para Portugal.
Governo reunido de emergência, com o ministro do Ambiente desaparecido, declara o Estado de Sítio.
O Presidente, sem tomar a pastilha de iodo, que não existem, dirige-se, pese os conselhos em contrário, para a fronteira para abraçar os possíveis sinistrados.
Protecção Civil confirma que não há plano de emergência nenhum. É o salve-se quem poder."

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Uma campanha cidadã exemplar.
Em crowdfunding um grupo de activistas e cidadãos responsáveis, financiou uma útil sonda para medição da radioactividade no Tejo:
Aqui:
http://allbesmart.ddns.net/tejoseguro
Lisboa não está mais segura, mas pelo menos está mais informada!

segunda-feira, junho 04, 2007

«Telmo Correia quer Polícia Municipal com mais»

Essa coisa da Polícia Municipal nunca cheguei a perceber o que é, onde está ou para que serve. Para mim bastaria que a PSP fizesse cumprir a lei e fosse garantia de segurança para os cidadãos. O desaparecimento das esquadras de bairro, por razões economicistas, aliado a um total desentendimento sobre «quem faz o quê» tem contribuído para que em Lisboa haja cada vez mais zonas, e horas do dia, inseguras. E que, por exemplo, o estacionamento selvagem seja o que é. Mais polícias municipais para fugirem dos feirantes ciganos, quando são homens, e ameaçarem quando são mulheres, vou ali e já venho.

Fonte: Sol Online

domingo, maio 20, 2007

torcer o pepino III

Nos últimos anos as crianças estão a crescer cada vez mais isoladas do mundo e dos amigos.

A protecção dos pais é compreensível: Portugal tem recordes verdadeiramente trágicos de mortes na estrada para qualquer grupo etário, mas são principalmente os mais jovens e idosos (os tais Lisboetas que não têm carta de condução) que são vítimas de condutores.

Crianças do 1 aos 14 anos mortas em acidentes rodoviários na União Europeia.

A tragédia é tanto maior porque as estatísticas mostram que quanto mais protegermos as crianças na sua exposição à cidade e ao tráfego, sem a gradual experiência e aprendizagem do perigo, mais probabilidades elas têm de morrer durante a adolescência.

A socióloga Helene Fretigné, no livro A Praça do Saldanha: Conflitos de uso no espaço público lisboeta (ed. Assírio & Alvim e ACA-M), ao medir as velocidades praticadas no Saldanha, detectou em quatros horas 69 infracções graves e 4 infracções muito graves. À noite "só um pouco mais de 30% [dos condutores] anda a uma velocidade adequada à requerida numa praça".

quarta-feira, maio 16, 2007

Torcer o pepino I

Agora que vamos todos a votos, apetece-me falar dos que não têm voto na matéria. Querem lá saber do Carmona, do Pedro Santana Lopes, da Helena Roseta ou do José Sá Fernandes. Nem sequer pediram para andar por aí. Os que já não podem tocar às campainhas e fugir, nem trocar cromos no lancil do passeio. Aqueles que nos momentos de excitação vêem a cidade do banco de trás enquanto se deslocam de garagem-em-garagem – sabem melhor as marcas dos carros que o nome dos pássaros ou das arvores.

Quando digo que mais de 70% dos lisboetas não têm o privilégio de ter carro, depois do primeiro espanto, o pessoal diz-me com um sorriso matreiro – Eh pá, estás a contar com as crianças?! Outros, mais versados nestas “falácias” estatísticas, chegam a acusar que não é bem assim, porque a cidade tem muitos idosos!

Ok, confesso já aqui que me apanharam. Estou mesmo a contar com todos os Lisboetas.