segunda-feira, setembro 14, 2009

Passatempo «Quantos foram?»

Ver [aqui] a explicação para esta imagem
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A
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B
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C
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A FOTO 'A' mostra uma cena de todos os dias: uma dezena de carros estacionados em 2ª fila na Rua Frei Amador Arrais.

A foto 'B' mostra um agente da Polícia Municipal a chegar ao local do caos.

Finalmente, a de baixo mostra o mesmo agente, já a afastar-se, depois de ter multado um certo número daqueles carros em infracção.


A pergunta com prémio é: que número foi esse?

NOTA: serão atribuídos dois livros (um policial e outro de ficção...) aos dois primeiros leitores que derem a resposta certa até às 13h de amanhã, 3ª-feira, dia 15 Set 09. Ou seja: poderá haver respostas repetidas. De qualquer forma, os resultados só serão revelados no fim do prazo.

Actualização (15 Set 09/ 13h06m): o resultado está no comentário das 13h05m.
Este passatempo foi, também, uma homenagem a Fibonacci (pela sua contribuição na introdução do ZERO na nossa numeração).
HOJE MESMO, tirei mais esta foto. Alguém adivinha qual (ou quais) destes 3 carros foi (ou foram) multado(s) pela EMEL?

domingo, setembro 13, 2009

A malta do «Não há lugares!...» na terra das leis-da-treta


ONTEM, ao fim da tarde, fui às compras e deparei-me com a cena de cima, que já é habitual:

Um condutor (m/f) despreza o lugar vago, estaciona o carro em 2ª fila, liga os 4 piscas e vai à sua vida - normalmente, às compras, ali perto.

Quando, já de regresso, voltei a passar por ali, a única novidade era haver mais alguns lugares vagos e o previsível engarrafamento já estar em curso...

sábado, setembro 12, 2009

Por outro lado...

AS FOTOS de prédios da Av. Almirante Reis, que há dias aqui afixei, eram do lado dos pares. Aqui fica uma, do outro lado, onde se vê um prédio verdadeiramente ímpar.

Meditando um pouco

1 - Quem se lembra para que serviam estas estruturas metálicas?

2 - A resposta certa já foi dada, às 13h01m: as estruturas serviam para segurar umas redes gigantescas, que impediam que umas bolas de golfe fossem parar à rua - bolas essas que eram lançadas a partir de uns cubículos que se vêem no meio da imagem (em 2.º plano). Houve reclamações, não sei se a coisa chegou a tribunal, mas o certo é que houve ordem para tirar as redes - e ela foi cumprida.

3 - A outra questão que se põe é, então, a seguinte: porque é que as estruturas de suporte (que até valem um dinheirão, no sucateiro) continuam lá, como se nada se tivesse passado e, ainda por cima, a desfear aquilo?

NOTA: No comentário das 15h13m indiquei o que me parece ser a resposta certa. Terei razão?

sexta-feira, setembro 11, 2009

«Voluntários em Movimento» ou «Estacionados»?

1 Set 09 - 16h30m
Largo do Rato, junto à sede do PS
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HÁ DIAS, afixou-se [aqui] uma foto de um carrinho de um movimento político (o mms) estacionado em infracção. Como é evidente, chamava-se a atenção para o mau aspecto que essas "pequenas coisas" dão, quando praticadas por pessoas ligadas a quem se propõe governar-nos.

Mas o que é isso comparado com este monstro, ao serviço do PS, estacionado em faixa BUS?

(Foto enviada por Paulo Gomes)

quinta-feira, setembro 10, 2009

Publicidade desnecessária...

Lisboa - Av. Guerra Junqueiro
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ESTÁ PREVISTA uma coima (cerca de um salário mínimo!) para quem coloque lixo fora dos locais apropriados - e, de vez em quando, ela é aplicada.

Nesse seguimento, afixei aqui, há tempos, fotos (tiradas em dias diferentes) de caixas e mais caixas, vazias, deixadas por um talho junto a um ecoponto (espraiando-se por todo o passeio), e em que as embalagens estavam de tal modo identificadas que só faltava trazerem o nome do responsável por essa
arte urbana. O facto de essas cenas serem frequentes, fazia com que aquilo tresandasse a certeza de impunidade - mas isso é outra história...

Vem isso a propósito das fotos anteriores, pois no que toca ao lixo que eu vi (e tirei muitas outras fotos, além dessas quatro) a origem da maior parte era perfeitamente identificável - nomeadamente embalagens de lojas. Mas olhem que esse não é um fenómeno exclusivo de zonas e lojas pobres!

Alô, está alguém em casa?


O site é magnífico mas por detrás parece não haver nada, já que nem telefones atendem. Haverá ainda administradores?

Alguém sabe...?




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ESTAS FOTOS foram tiradas há poucos dias, e todas de seguida. O nome da freguesia (que só vim a saber depois) parece-me apropriado ao que aqui se vê. Alguém sabe qual é?

Actualização (15h08m): a resposta certa já foi dada, como se pode ver [aqui].

quarta-feira, setembro 09, 2009

Cargas e descargas - Alguém sabe se há algum regulamento?

Av. Sacadura Cabral
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EU TENHO reparado que mais de metade dos veículos que, em Lisboa, estacionam ilegalmente (em 2ª fila, em cima dos passeios, nas paragens de autocarro, etc.) estão ao serviço de empresas - são, quase sempre carrinhas e camionetas (mas também há carros, desde Smarts a táxis).

Não sei o que se passa (nem se existe, quanto mais como funciona!) com o regime de cargas e descargas. Mas parece que esses condutores desses veículos se sentem como que moralmente autorizados a não cumprir a legislação:

«Nós estamos a trabalhar!» - devem eles pensar, à laia de auto-justificação.
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A foto que aqui se afixa é recente, e a imagem diz tudo: apesar de ter espaço com fartura uns metros à frente, o camionista parou como se vê, ligou os 4 piscas, e esteve ali a descarregar durante o tempo que entendeu - completamente insensível aos protestos (longos e ruidosos) de quem estava atrás.

Foi você que pediu um "designer"?


A moda realmente pegou. E há que tirar o chapéu (e eu tiro sem hesitar) a Guta Moura Guedes por conseguir levar a sua por diante, seja com que executivo for, salvo a raríssima excepção do obtuso mandato de CR. Há intervenções engraçadas e ideias bem conseguidas, outras nem tanto, pena é que a maior parte do trabalho dos "designers" e "criativos" (nas suas variadíssimas áreas) seja subaproveitado neste país, como em tudo, aliás. Hoje arranca a Experimenta Design 2009 Acontece, porém, que muito do chamado "vanguardismo" das propostas apresentadas neste certame são tudo menos isso, porque assentam em clichés. Aplica-se isso em coisas simples como criar novos rótulos de garrafas, ou em coisas mais importantes como uma remodelação de um jardim.

Vem esta lenga-lenga a propósito da "reabilitação" (ver polémica, aqui e ali) que é anunciada para o jardim romântico histórico do Largo de Santos, o Jardim Nuno Álvares, que irá ver a partir de hoje coisas como bancos de cimento, iluminações de árvores, casas metálicas dependuradas nos ramos da árvore mais imponente do jardim, esplanada para a "movida", etc., além de, intrusiva e abusivamente, a operação de "reabilitação" entrar pelo espaço público da própria rua defronte ao Cinearte.

É verdade que o jardim precisa de uma intervenção (essencialmente limpeza assídua, repavimentação dos percursos com materiais menos agressivos, manutenção do mobiliário urbano, recolocação das colunas de iluminação "fin de siècle" estupidamente retiradas na última década; numa palavra: restauro.

Por isso a forma como a CML "entregou" à liberdade criativa da equipa e associados da Experimenta Design um dos últimos jardins românticos é esquisita, mesmo que se compreenda a tentativa do "bonito" de puxar para cima o tal de "Santos District Design", que compreende uma série de ateliers, lojas e restaurantes da moda localizados em Santos. E perigosa. Perigosa porque ela não vai ser uma operação pontual, ou que fique em "exibição" durante uma semana ou 15 dias. Não, ela vai ficar para os anos mais próximos.

Sob o signo do "cliché" de que o jardim só existe se tiver movida, DJ e holofotes, mobiliário topo de gama, etc., é o exemplo acabado da inversão de valores sob o signo do vanguardismo. Vanguardismo seria assumir a posição oposta: restauro, restauro e restauro. Não é isso que "eles" fazem lá fora? Um jardim é um jardim. É feito de sombra e sol, de árvores seculares e de arbustos, de jacarandás e de romanzeiras, de canteiros e bebedouros, de bancos e iluminação apropriada. Calma e sossego. E asseio. E manutenção. Deixem-se de protagonismos, S.F.F.

Irritações solenes (11)

Vindo de mais uma "investigação" à "obra em curso" do Zé, que é como quem diz vindo dos jardins que agora estão cercados de vedações, e que verão os seus canteiros virar relvados, e os candeeiros de época (quando ainda os há, claro) substituídos por piroseiras pseudo-revivalistas; sou abordado por uma rapariga defronte a um restaurante da Amirante Reis, que me desafia a uma prova de batatas fritas. Agradeço mas recuso. Uma irritação solene essa coisa da dieta.

segunda-feira, setembro 07, 2009

O bilhete da minha empresa é mais giro que o da tua

(...)
Minha filha, portadora dos dentes que seriam examinados, possui no entanto outro passe, o 4_18@escola.tp, em transição para o sub23@superior.tp - nomes simples, pensados para não baralhar ninguém. Servem para ir para a escola, mas não ao dentista. Agarrei em tudo o que havia lá em casa que se assemelhasse a um título de transporte. Sim, caros leitores, porque hoje em dia, num louvável tributo à diversidade e à balbúrdia, o direito de se locomover está traduzido numa miríade de cartões, passes e bilhetes, muitos deles incompatíveis entre si, para júbilo privado de quem os inventou. Achei vários espalhados pela casa. Pareciam iguais, mas não eram. Havia os da CP, que são iguais aos do metro, mas não podem ser utilizados no metro. E os do metro, embora iguais aos da CP, não dão para os comboios. Claro.

Atenta, minha filha apontou-me um pormenor morfológico determinante: os cartões da CP têm pontas arredondadas, os do metro são em ângulo recto. No plano geométrico, já não nos apanham. Mas quais deles ainda eram válidos?
Fui para a estação decidido a testar todos." (continua)
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ARTIGO DE OPINIÃO - PUBLICO
Indo eu - Bolsos recheados - Por Ricardo Garcia

domingo, setembro 06, 2009

Ainda a propósito de marquises de alumínio





Casas da R. Frei Amador Arrais, Av. Almirante Reis e da R. Morais Soares
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Repare-se que é a própria morfologia dos edifícios que facilita (ou impede) a colocação de marquises. Ver também, a este propósito, a crónica de Alfredo Barroso «A Estética do Alumínio» - [aqui].
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Actualização (13h30m): ver mais 9 fotos, [aqui]. Peço especial atenção para as duas primeiras (dessas 9): repare-se no contraste entre a A e a B (em termos de marquises, evidentemente), em prédios lado-a-lado.

A síndrome da pulga grávida

SE UM DIA apanharmos uma pulga que esteja cheia de ovos, o mais certo será acontecer uma de duas coisas: ou a matamos logo, ou teremos uma carga-de-trabalhos pouco depois...

Ora é exactamente isso o que sucede com certos problemas: se não são atalhados logo no início, tomam proporções que os tornam incontroláveis, sendo o fogo o exemplo mais paradigmático.
Claro que casos desses não faltam:

A praga dos arrumadores-de-automóveis, o estacionamento-selvagem, a fuga-ao-fisco, as casas clandestinas, os cães que defecam nas ruas, as mulheres que usam crianças na mendicidade, os jornais gratuitos que 'pavimentam' os passeios, os grafitos, a violência nos 'bairros problemáticos'... são tudo situações que podiam (e deviam) ter sido atalhadas logo no início e não o foram.

Como é evidente, a praga das marquises de alumínio encaixa nesse paradigma.
Agora, depois de elas se terem entranhado na cultura urbana e suburbana, é tarde. E não digam que "mais vale tarde do que nunca" - pois "não é tarde"; é, isso sim, demasiado tarde.
Opinião - "Marquises, caixotes de ar condicionado e outras excrescências" Por António Sérgio Rosa de Carvalho -PUBLICO

O
tema das marquises e da forma como estas excrescências têm invadido, como verrugas, a pele dos nossos edifícios, tem sido motivo de desespero para todos aqueles preocupados com o património de Lisboa.
Com efeito, a varanda, espaço-plataforma que devia garantir o nosso contacto natural com os elementos; que devia ser terraço, jardim suspenso, espaço de lazer e transição térmica natural num clima com as nossas caracteristicas, foi transformada através da marquise, irracionalmente, em estufa asfixiante e excrescência desfiguradora.
O desespero vem do sentimento que este fenómeno, tão terceiro-mundista, parece constituir uma fatalidade irreversivel e incontrolável, tal como os carros em cima dos passeios ou os "cachos" de caixotes de ar condicionado que invadiram tudo quanto é fachada.
Tomámos conhecimento através do PÚBLICO, que alguém tomou a iniciativa louvável de desencadear uma campanha sensibilizadora, tendo como objectivo, se não acabar, pelo menos inverter progressivamente esta calamidade. Este texto tem como objectivo contribuir através de uma proposta concreta, "de facto" para o sucesso progressivo desta campanha. A única forma efectiva de desenvolver um exemplo estimulante e pedagógico, capaz de mudar mentalidades e estabelecer disciplina, é conseguir uma situação de conjunto, onde num conjunto arquitectónico significativo, a situação seja invertida e o desastre e o atentado sejam corrigidos.
Na história do urbanismo português, a Baixa pombalina e o bairro de Alvalade constituem dois exemplos paradigmáticos.
No entanto, além da diferença fundamental de discursos determinada pelas diferentes épocas, eles só são comparáveis não só na escala gigantesca dos projectos urbanisticos, mas também pelo facto de que foram executados na íntegra. Fora disso, enquanto um, o da Baixa, nasce da urgência de reconstrução do centro depois do cataclismo, e é portanto sistemático tanto na linguagem arquitectónica unificada e única, como nos métodos de produção, o outro apresenta características diferentes.
O bairro de Alvalade é planeado por Faria da Costa, e conhece o início da sua execução coerente, na década do apogeu do Estado Novo, ou seja os anos 40. Ele é desenvolvido, em diversas fases e células, numa dialéctica simbiótica de diversas inspirações e modelos internacionais, e da "receita-síntese" tradicionalismo-modernismo.
Dentro dele, o bairro das Estacas (1949) surge como uma peça única para a época, de pura influência CIAM - Carta de Atenas (1933) e de linguagem corbusiana, com todos os seus elementos de morfologia e detalhes arquitectónicos (pilotis, brise-soleils, etc). O estado de conservação e de alienação deste notável conjunto é lastimável.
Ainda por cima, quando sabemos que o Icomosdispõe de um departamento dedicado aos monumentos do modernismo, o Docomomo, com trabalho internacional de restauro, ou mesmo de reconstruções integrais, de grande prestígio (Openlucht School Amsterdam, Zonnenstraal Sanatorium Hilversum, Café de Unie Roterdam, Pavilhão de Barcelona, etc., etc.,)
Não teríamos aqui uma oportunidade de classificação de conjunto urbano, de restauro integral e de limpeza de todas as excrescências como marquises, caixotes de ar condicionado e cabos pendurados? Esta mensagem é dirigida à CML, ao Ministério da Cultura e acima de tudo ao Igespar, lembrando esta última instituição de que a forma de como "arrumou" o caso da Classificação do Bairro Social do Arco Cego, é simplesmente inaceitável!Historiador de Arquitectura

Assim, não !

"Comissão contra a corrupção só foi nomeada há dois meses e só ontem o soube - José António Cerejo

Luis Barbosa soube ontem pelo PÚBLICO que foi designado pela Câmara de Lisboa no dia 16 de Julho - PUBLICO
"Fiquei à espera
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A Comissão de Boas Práticas criada pela Câmara de Lisboa em Janeiro de 2008, na sequência da sindicância aos serviços de Urbanismo, ainda não entrou em funções. Formalmente designado na reunião do executivo de 16 de Julho, o seu presidente, Luís Barbosa - que é também presidente da Cruz Vermelha Portuguesa-, disse ontem ao PÚBLICO que desconhecia a sua nomeação, embora confirmasse que foi "sondado" por António Costa para o cargo no início do ano. "Desde então não soube de mais nada", afirmou.
Perante o quadro com que se deparou no sector do Urbanismo, marcado pela promiscuidade entre o exercício de funções públicas e privadas por parte de muitos técnicos e dirigentes camarários, a procuradora Elisabete Matos avançou com a proposta de um vasto conjunto de "medidas correctivas", entra as quais avultava a criação de um comissão para a prevenção da corrupção. Semanas depois, a câmara adoptou a ideia por unanimidade, aprovando a constituição de uma comissão para a promoção das boas práticas com as características e objectivos propostos pela magistrada.
Apresentada como uma bandeira das medidas contra a corrupção na câmara, a comissão seria constituída por "três personalidades de reconhecida idoneidade" e seria designada por maioria de dois terços pela Assembleia Municipal. Entre outras competências, teria a missão de "monitorizar as áreas sensíveis em matéria de risco de corrupção", "elaborar códigos de conduta e códigos de boas práticas" e "avaliar e encaminhar as queixas de cidadãos e trabalhadores".
Em Junho de 2008, a Assembleia Municipal aprovou por unanimidade uma deliberação que acompanhava no essencial a proposta camarária, mas devolvia à câmara a responsabilidade de designar, por maioria de dois terços, os membros da comissão. "Entendemos que, cabendo à assembleia a fiscalização dessa comissão, perderíamos independência se fôssemos nós a nomeá-la", explicou a sua presidente, Paula Teixeira da Cruz.
Nos termos dessa deliberação, após a nomeação pela câmara, a comissão entrava de imediato em funções e dispunha de 30 dias, "após a sua constituição", para apresentar o seu "regime de funcionamento" e "plano de trabalho". No prazo de 60 dias, teria também de entregar à assembleia, para aprovação, um projecto de "código de conduta ética" que "densifique os impedimentos legalmente previstos [para os funcionários] e as normas de promoção da transparência da actividade municipal". O "regime de funcionamento" devia prever os "mecanismos de monitorização do cumprimento dos códigos" a aprovar.
A deliberação discriminava igualmente elementos e informações sobre a actividade dos serviços de Urbanismo, susceptíveis de indiciar comportamentos menos transparentes ou corruptos, que a comissão teria fornecer mensalmente à assembleia.
Moções de repúdio
Passados seis meses, porém, a câmara ainda não tinha procedido à nomeação da comissão, o que levou a assembleia a aprovar, por iniciativa do PSD, uma moção de repúdio pelo arrastamento do processo. Seis meses depois, em 15 de Junho passado, uma outra moção de idêntico teor foi aprovada pelos deputados. De acordo com Paula Teixeira da Cruz, a única explicação dada pelo presidente da câmara ao longo desse ano foi a "dificuldade de encontrar pessoas com disponibilidade para aquelas funções".
No dia 16 de Julho, finalmente, por proposta de António Costa e com 12 votos a favor e cinco contra, a câmara aprovou a nomeação de Luís Barbosa, antigo ministro dos Assuntos Sociais, ex-dirigente do CDS e actual presidente da Cruz Vermelha, como presidente da comissão. Como vogais foram nomeados Margarida de Sousa Lobo, urbanista e professora universitária, e António Nadais, da Inspecção-Geral dos Serviços de Justiça.
O PÚBLICO perguntou ao gabinete de António Costa como é que se explica a demora registada na nomeação da comissão, mas não obteve resposta. Quanto ao facto de esta ainda não ter tomado posse, uma porta-voz do autarca afirmou que "foi por causa das férias" e que "dentro de duas semanas" tudo ficará resolvido.
Também contactado pelo PÚBLICO, o presidente indigitado, Luís Barbosa não escondeu a sua surpresa: "Olhe, se fui nomeado está-me a dar uma notícia!" O antigo administrador da Cimpor adiantou que foi "sondado" por António Costa "no princípio do ano", mas que "desde então não soube de mais nada". "

sábado, setembro 05, 2009


2 Set 09
À porta do Hotel Roma

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NO 'OUTDOOR' de baixo, MFL pede candidamente aos políticos que «Prometam só o que podem cumprir», o que, complementado com a imagem do carro em cima do passeio, parece uma piada ao cartaz de cima.

Mas não!

Repare-se que o «Cumprimos» se refere tão-só a «Pôr a Câmara a Funcionar» - o que, como já se suspeitava e o ar satisfeito da personagem confirma, nada tem a ver com a repressão eficaz ao estacionamento selvagem.
... mas tratando-se de reprimir o estacionamento selvagem, há que começar por algum lado!
Ontem, junto ao Vá-Vá
Novo outdoor da rapaziada do «Cumprimos!»
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Em 1.º plano, um carro no passeio. Ao fundo, à direita, o estacionamento para motociclos 'devidamente' ocupado por um carro (porque não cabem lá mais...).