quarta-feira, outubro 28, 2009

28 OUTUBRO 2009: 7 ANOS DO ENCERRAMENTO AO PÚBLICO DO ARQUIVO HISTÓRICO DA CML


Só mesmo em Portugal!

Há 7 anos que estamos privados de consultar o Arquivo Histórico da nossa capital, só porque andam à espera de implementar um novo imóvel para o Arquivo (projecto Aires Mateus ... who else?).

A ideia é tanto mais estúpida e contraproducente quanto se sabe que há imensos hospitais/conventos em vésperas de ficarem devolutos. O seu aproveitamento para o arquivo, não seria a solução correcta?

sexta-feira, outubro 23, 2009

Na terra das Leis-da-Treta



Av. de Roma e Av. da República
22 Out 09
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NÃO ADIANTA encherem-nos os ouvidos com conversas da treta acerca das vantagens dos transportes públicos se as respectivas faixas e paragens - sistematicamente - não estiverem desimpedidas.

Na imagem do meio, vê-se um carro que bloqueou, durante intermináveis minutos, o andamento de vários autocarros, que se foram acumulando atrás dele.
A de baixo dispensa comentários - à parte o ar natural de toda aquela gente que era suposto nem ali estar (só há uma faixa, e essa é BUS).

Para não misturar assuntos, as fotos de motos, carros e carrinhas em cima do passeio, ali ao pé, ficam para outra altura...

No Reino do «Deix' andar»

21 Out 09
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22 Out 09
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COMO SUGERIU um leitor quando, da última vez, se afixou aqui uma foto do buraco que se vê na imagem de cima (e há um outro a menos de 10m, para norte), vou ver se arranjo pachorra para escrever para a CML - até porque a situação se arrasta há uma eternidade, e o número de paralelepípedos soltos já vai em 15!

Mas não retiro uma palavra ao que escrevi - no que toca ao que eu esperaria que fizesse o pessoal da CML, que por ali passa a toda a hora...

quinta-feira, outubro 22, 2009

quarta-feira, outubro 21, 2009

Imunidade diplomática?

Um 007 estacionado numa paragem da Carris
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HÁ DIAS, referiu-se aqui que mais de metade dos protagonistas de estacionamento selvagem em Lisboa são profissionais: carros, carrinhas e camionetas, conduzidos por pessoas que acham que, como estão a trabalhar (e "é só um minutinho"), podem fazer o que aos outros não é autorizado.

A esses, há que juntar os "007", evidentemente!

terça-feira, outubro 20, 2009

Assunto resolvido:

Manuel Salgado achou tarefa “impraticável”
CML decidiu esquecer projectos suspeitos porque eram quase mil
O vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, decidiu não cumprir uma deliberação unanimemente aprovada pelo executivo municipal em Janeiro de 2008 por a considerar “impraticável”.
A deliberação visava esclarecer uma das conclusões mais intrigantes da sindicância então concluída aos serviços de Urbanismo: Entre os dez arquitectos que asssinaram mais processos de obras particulares submetidos à aprovação da CML entre 2004 e 2007, duas tinham “ligações familiares ou outras a antigos funcionários do município”, sendo que uma tinha apenas 31 anos, e dois eram octogenários. Acontece, acrescentava a magistrada sindicante, que alguns destes quatro autores “ultrapassavam gabinetes de arquitectura que mobilizam dezenas de trabalhadores”.

A “reapreciação jurídico-técnica” dos processos apresentados pelo grupo dos quatro foi restringida pela deliberação camarária [que aprovou numerosas outras medidas destinadas a corrigir as ilegalidades e falhas detectadas pela sindicância] aos últimos três anos, por ser este o prazo de “prescrição do procedimento disciplinar”. A sindicante chamara a atenção para o facto desta concentração de trabalhos em tão poucos projectistas poder resultar numa “distorção da concorrência, pela orientação da procura de serviços [pelos promotores] para pessoas determinadas em razão de prévias ligações ao município”.

Outra das hipóteses sugeridas era a de haver “simulação de actividade”, através de asssinaturas de favor, por parte de técnicos da Câmara que estão legalmente impedidos de fazer projectos em Lisboa e que pagam a quem não esteja impedido e assine por eles. No cerne da reapreciação aprovada pela CML estava assim o apuramento de situações que poderiam envolver não só responsabilidade disciplinar dos funcionários, mas também a prática de crimes como a corrupção, o tráfico de influências, o abuso de poder e a prevaricação.

Questionado pelo PÚBLICO sobre os resultados da reanálise desses processos, Manuel Salgado respondeu por escrito no dia 18 do mês passado: “Medida considerada impraticável atendendo ao elevado número de processos em causa, cerca de mil”. O autarca acrescentou depois que o total de processos daquele tipo entrados anualmente na CML era de “cerca de 1200” – o que permite concluir que ao grupo dos quatro cabia quase um terço, com perto de mil em três anos, num total de 3600. Salgado salientou que a reapreciação de todos aqueles processos conduziria à “paralização dos serviços” e que se concluiu que, em geral, “eles não eram muito relevantes”.

Muito por apurar
A constatação de que duas arquitectas ligadas a técnicos camarários falecidos e aposentados e de que dois octogenários estão entre os mais produtivos dos autores que submetem projectos à CML revela apenas uma parte de uma teia comum a quase todas as câmaras. Em todo o caso, há factos que a sindicância não apurou, mas que muita gente conhece. A trabalhar com alguns dos quatro há pelo menos dois irmãos de uma das arquitectas citadas – um está também nos primeiros lugares do ranking dos arquitectos e outro é técnico da autarquia. Os três são filhos de um desenhador da CML já falecido
PUBLICO
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A confusão é total quanto à realidade do domínio do “grupo dos quatro” no ranking dos projectistas que mais processos de obras apresentaram à CML em 2005, 2006 e 2007.
Público

segunda-feira, outubro 19, 2009

No Reino do Absurdo




AS DUAS fotos de cima mostram o estacionamento para motos existente à porta do Café Luanda, antes e depois do arranjo-cinco-estrelas que lá foi feito - com os pilaretes que impedem a sua utilização abusiva.

As duas de baixo mostram o equivalente, desta feita à porta do Vá-vá, do outro lado do largo. Aí, um arranjo idêntico não foi feito, e o estacionamento indevido continua a ser o que sempre foi.

A última foto, tirada por volta das 12h30m de hoje, mostra um carro que lá estacionou - acabadinho de ser multado pela EMEL. Não está em causa a legalidade da coima - mas... há qualquer coisa, nisto, que não bate muito certo, não acham?

domingo, outubro 18, 2009

"Entaladas"








«Aos novos edifícios que em Lisboa ultrapassaram determinado valor de construção, aquando do Plano de Urbanização e Expansão da Cidade, Duarte Pacheco impôs que ostentassem uma obra de arte na fachada, tanto mais cara quanto a importância do edifício» ... só que quando o espaço era diminuto, «as figuras em relevo apresentavam-se reclinadas, transmitindo a sensação de não se poderem levantar».

Daí que Keil do Amaral tenha glosado a situação num texto intitulado «Sobre as Mulheres Entaladas e a Intervenção dos Artistas Plásticos (...)».



Fonte: Publicação da CML/Recantos da História
Fotos: TMS

sexta-feira, outubro 16, 2009

100% competente, e a custo ZERO! (Ver actualizações em rodapé)

Ontem
Passeio obstruído, como habitualmente
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Hoje, à mesma hora
O mesmo passeio, mas "limpo", graças ao pino de plástico
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PELA PRIMEIRA VEZ em muitos meses (ou anos!), e pelo menos durante algumas horas, os peões desta zona de Lisboa tiveram direito ao uso do passeio!!!

O motivo está à vista na foto de baixo:

Alguém, revoltado com a falta de civismo de
quem aqui estaciona (algo que só tem paralelo na inoperância de quem deixa que isso suceda), resolveu ali colocar, esta madrugada, um velho pilarete de plástico, que tem tanto de mau aspecto quanto de eficácia pois, pelo menos há 10 minutos, ainda cumpria a sua função - mil vezes melhor e infinitamente mais barato do que 'aqueles que nós sabemos'...
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Actualização (26 Out 09 / 9h10m): até ao momento, o "pinchavelho" tem cumprido, heroicamente, a sua função, já tendo completado 10 dias de trabalho honesto!

quinta-feira, outubro 15, 2009

Abaixo com o ex-DIAP da R. Gomes Freire!


Chegado por e-mail:


Bom dia a todos,

Há já muito tempo que sigo os vossos blogs, e apesar de nem sempre concordar com as opiniões que expressam, considero que ocupam um papel importantíssimo e insubstituível de divulgação de assuntos fundamentais para a cidade de Lisboa. Os meus muito sinceros parabéns pelo vosso trabalho, e pela perseverança e dedicação com que o fazem.

Com base nisto, resolvi enviar-vos este e-mail com uma ideia: porque não lançam uma campanha para requalificar/demolir o prédio do antigo DIAP (prédio à esquerda na foto em anexo)?

Este edifício está totalmente desintegrado da malha urbana em que se insere, e que se encontra relativamente preservada. Tem o dobro da altura dos edifícios que o rodeiam, e a sua arquitectura, além de ter uma qualidade, a meu ver, mais do que duvidosa, é muito agressiva. Tanto quanto sei, o edifício ficou vazio aquando da saída das instalações do DIAP para o novo Campus da Justiça no Parque das Nações, pelo que esta me parece a altura apropriada para debater o seu futuro. E já agora permitam-me uma pequena "farpa": em vez de tanta energia gasta na polémica em torno do que fazer com o Tribunal da Boa-Hora, seria a meu ver muito mais proveitoso, do ponto de vista urbanístico, empenharmo-nos em fazer desaparecer este mamarracho da cidade.

Espero que este meu repto tenha um bom acolhimento junto de (pelo menos alguns) de vós.

Com os melhores cumprimentos,
Luis N. Filipe
LISBOA / PORTUGAL

Não há fome que não dê em fartura!


14 Out 09
Av. de Roma
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Foto de cima: 5 minutos antes da cena da ambulância, aqui referida, pude ver esta outra: um agente da PM, depois de multar uma vespa (e de se debater com a inerente dificuldade de "onde afixar o papelinho?"), multa um jipe, ambos estacionados na paragem da Carris junto ao Centro Roma.
Foto de baixo: às 21h40m, já noite cerrada, a EMEL prepara-se para rebocar um carro. Deu algum trabalho (pois foi preciso virá-lo), mas lá conseguiu.

Tudo bem. Quando puderem, então, dar um saltinho ali perto, à Av. dos EUA, haverá quem agradeça...

A Sangue frio

Sobre o Terreiro do Paço, aqui fica um belo texto de Fonseca e Costa:

Sou completamente avesso a intervenções de arquitectos que desfigurem obra patrimonial de grandes construtores do passado - como é o caso da Praça do Comércio, obra genial de um dos mais maiores arquitectos de Lisboa.

Imagine-se que passava pela cabeça de um pintor contemporâneo propor uma intervenção que tornasse mais "modernas" AS TENTAÇÕES DE SANTO ANTÃO, ou pela de um cineasta minimalista cortar dois planos e introduzir um feito agora num filme do Chaplin ou do Hitchcock. NINGUÉM DE BOM SENSO ESTARIA DE ACORDO.

Porquê então haver quem pense que é legítimo amputar, remodelar, alterar o que tão rigorosamente foi planeado e construído por um grande arquitecto, autor de uma das mais belas Praças do mundo ?

Acabe-se de vez com a sanha interventora dos senhores arquitectos.

Mexer na Praça do Comércio é não entender a lógica da sua colocação naquele exacto ponto da Baixa Pombalina, onde de Norte se sai pelo rio para sul ou daqui se chega a Lisboa e, pelos flancos, se liga o Oriente a Ocidente.

A Praça do Comércio abre e liga Lisboa a novos Mundos.

Os arquitectos contemporâneos que intervenham naquilo que andam fazendo.

Já se esqueceram da vergonha que foi a destruição do Eden Teatro, dessoutro grande arquitecto de Lisboa que foi Cassiano Branco ?

Aprendam a descobrir Lisboa e a luz vinda do rio-mar em que se envolve, esse Rio Tejo misteriosamente aberto num mar mediterraneo a seus pés, um mar que começa exactamente no mais belo cais com que uma cidade ao mar se possa juntar.

Só que este foi o mar que nos levou a outros mundos e também não se conhece outro cais como o Cais das Colunas - essa nossa "saudade de pedra" cuja configuração ninguém tem o direito de alterar sob pena de estar a apunhalar Lisboa.

A sangue frio.



José Fonseca e Costa

Walk21 NYC: World Pedestrian Leaders Take Manhattan

Walk21 NYC: World Pedestrian Leaders Take Manhattan
Site

quarta-feira, outubro 14, 2009

O que foi que ele disse?

Av. dos EUA, junto ao Centro de Tratamentos existente no N.º 57
14 Out 09
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ESTA FOTO, tirada hoje mesmo, mostra uma cena revoltante mas habitual (e já aqui referida por várias vezes): uma ambulância chega, encontra ocupado o lugar que lhe estava reservado, e tem de parar na faixa de rodagem.

Ora, quando eu estava a fotografar a cena, um dos tripulantes dirigiu-se a mim (como se documenta), e interpelou-me. Alguém imagina em que termos o fez?

NOTA: haverá um prémio (um exemplar de Cidade Escaldante, de Chester Himes) para quem se aproximar mais da resposta certa.

Actualização (11h01m): o passatempo terminou. Ver o comentário das 11h00m.

Punir, dissuadir ou impedir?

Fiada de carros bloqueados (devido ao estacionamento em cima do passeio)
Rua do Museu Militar - 13 Out 09
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QUANDO, uma vez por outra, o estacionamento selvagem é punido, já não é mau. Mas, para que a punição seja dissuasora, ela teria de ser a regra, e não a excepção. No entanto, quando se quer, de facto, impedir esse comportamento (e não apenas puni-lo), a solução é o recurso a obstáculos físicos (que podem ter muitos aspectos, e não necessariamente pilaretes).
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A pergunta que esta imagem suscita é, pois, a seguinte: se, do lado ascendente da rua, isso foi feito (resolvendo o problema de uma vez por todas), porque não, também, do outro?

Com 3 dias de atraso...

14 Out 09
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QUEM conhece esta zona de Lisboa, sabe bem que a impunidade sempre foi a regra: carros em cima do passeio (nesta esquina) e em 2ª fila (no início da rua Frei Amador Arrais) - a ponto de ter sido criado um Prémio ad hoc para quem mostrasse a EMEL, a PM ou a PSP a actuar - ver [aqui].

Pois bem, o prazo para reclamar o prémio terminou às 20h do passado dia 11 (sem ter sido atribuído), e a foto é de hoje...

NOTAS:
1 - Repare-se na perplexidade do senhor com o saco (não é o condutor).
2 - Um par de pilaretes teria, há muito, resolvido este problema. Nesta freguesia colocam-nos em todo o lado, menos ali - ninguém percebe porquê...
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Actualização (15 Out 09): Precisamente 24h depois, a situação era sensivelmente a mesma - a única diferença era que, onde aqui se vê um carro, estavam dois.

13 de Outubro... e vão 13...



13 Out 09
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QUASE TODOS os dias, há mais um paralelepípedo arrancado junto ao N.21 da Av. da Roma. Ontem, já eram 13 (a imagem de baixo mostra 9, havendo mais 4 do lado norte - ao pé de um gato morto que, ao fim de dois dias, lá foi removido...).
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Volta a colocar-se a questão: a toda a hora passam ali agentes da Polícia Municipal.
Seria pedir-lhes muito que avisassem "quem de direito" acerca de anomalias deste género (não me refiro ao gato...)?
É que esta, mesmo à porta da AML, já tem meses!

terça-feira, outubro 13, 2009

Vandalismo de Estado na Sé?






Operação de "restauro" ... em curso na Sé de Lisboa, sob a batuta "especializada" da Direcção-Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo. Ou dão explicações rapidamente, ou é caso para pedir a demissão de tão eminentes responsáveis.



Fotos: GCS

segunda-feira, outubro 12, 2009

Prémios António Costa - Actualização 12 Out 09

TERMINOU, às 20h de ontem, a 1ª fase dos Prémios António Costa - ver [aqui].

Assinale-se que, 18 meses decorridos sobre o seu lançamento (e apesar de amplamente divulgados), não foi, sequer, reclamado um único pas
telinho-de-massa-tenra - e estavam em jogo 648 exemplares dessa maravilha gastronómica, além de dezenas de opíparas almoçaradas de lagosta no Gambrinus!

Terá sido por receio do colesterol que nem mesmo os agentes policiais (nem os fiscais da EMEL) concorreram?!

sexta-feira, outubro 09, 2009

No domingo, a gente conversa...

Os 'pontos' dos ecopontos
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ONTEM, na Quadratura do Círculo (e a propósito do apoio de Carvalho da Silva a António Costa - e não a Rúben de Carvalho, do seu partido), José de Magalhães defendeu que o importante, nas eleições de Lisboa, no próximo domingo, é o voto-útil para derrotar Santana Lopes.

Eu já estou pelos cabelos com a pedinchice dos parasitas do voto-útil - gostava era de saber quando é que aparecem autarcas que se disponham, de facto, a resolver os problemas reais e concretos que infernizam a vida dos munícipes - como este que há anos tenho ao pé de casa e que aqui se documenta: quantos lisboetas saberão dizer se estas fotos foram tiradas no tempo de Santana Lopes ou no de António Costa?

quinta-feira, outubro 08, 2009

BARÓMETRO DA MOBILIDADE Outubro 09


BARÓMETRO DA MOBILIDADE Outubro 2009
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Parceria Jornal de Lisboa e ACA-M (Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados)..

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POSITIVO
Bem arrumadas
O estacionamento de motociclos. Finalmente em Lisboa, os motociclos têm lugar apropriado para estacionar, devidamente resguardado por pilaretes, não vão os carros (também) servir-se desse espaço.
Espera-se igualmente que automobilistas percebam que os motociclos não têm airbag.
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NEGATIVO

Zebras negras
O atravessamento em vias rápidas junto ao Eixo Norte-Sul. Quem desce a Av. Forças Armadas para entrar no Eixo Norte-Sul direcção Telheiras, encontra regularmente pessoas que descem pelas veredas (numa curva) e atravessam a via. Se ainda não aconteceu uma desgraça foi porque Deus não quis.

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JORNAL DE LISBOA-Outubro 09

JdL_21
JdL_21.pdf
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Outros barómetros aqui

E antes que me volte a esquecer das coisas importantes


A festa está de volta.

terça-feira, outubro 06, 2009

Então no domingo lá estamos, não é verdade?

Rua Pascoal de Melo
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SE NÃO FOSSE o logótipo da CML, bem visível, pensar-se-ia que a foto de baixo havia sido tirada algures no Sudeste Asiático. Mas não. Foi-o na Av. Almirante Reis, há um par de semanas - no mesmo dia da de cima, por sinal.

domingo, outubro 04, 2009

Ora conta aí...

HOJE, António Costa sossegou os lisboetas: a famigerada parede de contentores nunca terá uma altura superior a cinco unidades. Assim, já ficamos mais sossegados!

Apontamentos de Lisboa

APESAR de já ter duas semanas, esta foto ainda deve estar suficientemente actual para servir para um passatempo de resposta dupla: Onde foi tirada? O que é que se pode ler na placa indicada?

NOTA: as respostas podem ver-se [aqui].

quinta-feira, outubro 01, 2009

O essencial

Objectivamente, o que ficou claro nas urnas foi a penalização dos chamados partidos de poder.

Todos aguardamos o essencial: saber que Governo, com quem e para fazer o quê, já que nada disso nos foi dito em campanha eleitoral, como seria suposto. Basta da espuma dos dias, vamos ao que é importante, coisa de que, aliás, poucos gostam.

Há que saber que Governo: saber se temos um PS só ou em coligação é essencial, seja essa coligação formalizada ou não, embora seja muito relevante que tudo se processe de forma muitíssimo transparente. O pior que nos podia acontecer seria a existência de uma coligação de bastidores acompanhada de contrapartidas não públicas.

Seria bom para o País o entendimento mais amplo possível em termos de leque partidário sobre os grandes problemas do País. Com responsabilidades, sem partidarites agudas, que estamos muito perto do ingovernável. E, objectivamente, o que ficou claro nas urnas foi a penalização dos chamados partidos de poder (o PS perdeu a maioria absoluta e o PSD foi fortemente penalizado).

Depois é preciso saber com quem. Chega de governantes frágeis, incapazes, sem preparação alguma e dispostos a pactuar com a partidarização das instituições públicas e os ‘favores’ que minam as nossas estruturas de Governo e da Sociedade.

Finalmente, o programa é absolutamente essencial. Com a situação económico-financeira em que nos encontramos, profundamente endividados, com as contas públicas desequilibradas, com um amplo leque de prestações sociais a satisfazer, é necessário um modelo de desenvolvimento económico que garanta o estado social. Está a tornar-se cada vez mais difícil. Saber o que produzir nos sectores primário, secundário, sendo que o nosso terciário está inundado de problemas, já que dos restantes não se pode propriamente dizer que os tenhamos. E o aumento da carga fiscal impede o investimento. O caminho é cada vez mais estreito.

Saber reorganizar o Estado, as autarquias, tantas, mas tantas instituições públicas, apostar definitivamente na Educação, restituir à Justiça a sua dignidade e liberdade plenas.

É preciso recusar a funcionalização, a subordinação e o controlo do público e do privado, sob pena de deslizarmos para um regime que de democrático só tem o nome.

Pôr termo ao hábito que se instalou, desde as Descobertas, do direito à manjedoura pública.

E se for possível combater a cultura da irresponsabilidade, a demissão e indiferença que vai crescendo. Mas para isso é preciso exemplo e ter por que.




In Correio da Manhã