sábado, dezembro 26, 2009

Cada um segundo as suas possibilidades

Rua Frei Amador Arrais - lixo de classe média
.
Praça de Londres - lixo de pobre
.
NESTES DIAS, não se nota 'diferença de classes' quando o que está em causa é contribuir para que Lisboa seja - e cada vez mais - uma cidade suja, caótica, sem um mínimo de auto-estima e de onde fujo sempre que posso.

NOTA: repare-se que os ecopontos da foto de cima, e ao contrário do que frequentemente sucede (ali e um pouco por toda a cidade), nem sequer estão cheios.

quinta-feira, dezembro 24, 2009

No Reino do Absurdo

Descendo...
.
Subindo...
.
A eliminação de umas boas dezenas de lugares de estacionamento na Av. Frei Miguel Contreiras (onde ele já era escasso, mesmo para os moradores) deu lugar a um passeio com 3m de largura (numa zona onde quase não há peões) e a uma ciclovia com 2m (onde quase não há bicicletas).

Além disso, como a erva vai invadindo o empedrado (e, com a humidade, tornando-o escorregadio), os poucos peões que ali passam fazem o que qualquer pessoa com um mínimo de senso faria. Senso esse que parece estar ausente de quem projecta coisas como esta.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Boas Festas

A Paz é um bem que cada ser humano detém…
É uma serenidade que faz parte da nossa alma.
Fonte onde cresce o amor e se suaviza a calma…
É uma benesse dos céus para reflexão do homem!

É um apelo em forma de silêncio contra uma guerra…
Sempre tão nefasta em qualquer ponto da Terra.
É o santuário que nos abre as portas para a felicidade…
Onde baniremos a pobreza que assola a humanidade!


- Rui Pais, A Paz

terça-feira, dezembro 22, 2009

Irritações solenes (16)

O seguidismo cego assume sempre foros de patético. Mas quando se vira o bico ao prego no espaço de dias, só porque o "bispo" fez ver a "luz" ao fiel, isso irrita-me tremendamente. Vem isto a propósito de choupos.

Testemunho de um leitor




O leitor que assina "Zé Quitoles" enviou-nos estas fotos que merecem divulgação. Repare-se na magnífica solução para aquela minúscula «ilha»: nada mais nada menos que 18 (dezoito) pilaretes!
Já agora: na imagem de baixo, veja-se como está tudo num brinquinho junto à Embaixada da Suécia.

Mais um fogo "espontâneo"




E agora? Espero que a CML, no âmbito do PP do Parque Mayer, elabore desde já medidas preventivas para que os responsáveis por este incêndio não levem a sua avante, e, sobretudo, não haja efeito multiplicador de fogos naquela zona. URGENTE.

Votos de um ecológico ano novo para Lisboa

Tudo o que não cabe naquela maquete virtual de escritórios cheios de gente jovem, elegante e saudável.

A morte é um embaraço*
Publicado por Helena Matos no Blasfémias - 21 Dezembro, 2009

E em Lisboa não se lhe arranja lugar. A autarquia lisboeta indeferiu novamente um projecto que visava a construção de um complexo funerário. As razões foram mudando consoante o promotor ia respondendo às questões levantadas pela autarquia, o que desde logo não abona nada em favor da transparência e da equidade dos processos de licenciamento. Afinal quais são os investidores que podem não só esperar anos e anos por um licenciamento como ter capacidade para responder com sucessivos estudos às exigências que a autarquia apresenta “às bochechas”, para usar a expressão visualmente eficaz do presidente do Supremo Tribunal de Justiça?
(...)
Em Lisboa o caso é mais grave pois não só faltam capelas funerárias como cemitérios,
já que o cemitério tipo relvado inglês que a autarquia construiu em Carnide, nos anos 80 do século XX, não só custou o dobro dos cinco milhões de euros inicialmente previstos como acabou por revelar-se inútil já que os sete mil cadáveres ali enterrados nunca chegaram a decompor-se. E assim, de cemitério de humanos se viu transformado em necrópole de automóveis para abate. (Deste erro clamoroso na escolha do terreno não se conseguiu até agora que a Câmara Municipal de Lisboa prestasse qualquer esclarecimento.)(...)
*PÚBLICO
,
NOTA PESSOAL
Seria de esperar que os responsáveis pela construção, estudo, projecto, aprovação, etc. da vergonha que é o cemitério de Carnide não continuassem a andar por aí. Mas sabendo que nesta bendita terrra não há responsabilização pessoal nem política, desconfiam andam sim, por todo o lado...

Mordomias???

EMEL
Funcionários não pagam multas

Funcionários Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa acumulam dívidas de milhares de euros em multas por estacionamento irregular em zonas geridas pela própria empresa.
Funcionários da EMEL – Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa – acumulam dívidas de milhares de euros em multas por estacionamento irregular em zonas geridas pela própria empresa.

O CM apurou, por exemplo, que a secretária do presidente do Conselho de Administração da EMEL, António Júlio de Almeida, contava em 16 de Dezembro passado com 282 avisos de pagamento, que totalizam 1296 euros.

A este valor acresce ainda um mínimo de 8469 euros, no caso de a empresa proceder ao levantamento da contra-ordenação, que, de acordo com o Código da Estrada, se pode situar entre os 30 e os 150 euros para situações de incumprimento da proibição de estacionar em zonas de duração limitada. O valor destas contra-ordenações é pago à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, que posteriormente transfere 30 por cento da quantia para a EMEL.

Outro caso diz, curiosamente, respeito a uma funcionária do departamento de contra-ordenações da EMEL que no dia 17 de Dezembro contava com 496 avisos de taxas de estacionamento, num total acumulado de 2371 euros. Se somarmos a esta quantia, o valor da aplicação da contra-ordenação, esta funcionária contabiliza uma dívida total de 17 251 euros.

A EMEL não respondeu às solicitações do CM para prestar esclarecimentos sobre esta matéria. Um antigo administrador da empresa garantiu, porém, que estes casos 'são apenas a ponta do icebergue', adiantando que, durante o seu mandato, havia uma lista com cerca de 12 funcionários em situação de dívida para com a empresa.

Este responsável tentou, aliás, contornar algumas situações, recordando um caso particular em que conseguiu acertar com o funcionário o pagamento da respectiva dívida em prestações. No entanto, por estar 'isolado' no Conselho de Administração, a medida não se generalizou.

'ENCERRAMENTO DA EMPRESA SERÁ REALIDADE'

O problema não é novo. A falta de pagamento de multas por parte de alguns funcionários da EMEL tem levado a empresa a uma situação preocupante, tendo já sido delineadas iniciativas para travar o fenómeno. O CM sabe inclusive que o anterior Conselho de Administração, liderado por Marina Ferreira, optou por distribuir e até pagar lugares de estacionamento arrendados no Centro Comercial do Campo Pequeno a funcionários devedores.

'A situação é insustentável, pois penaliza funcionários cumpridores em detrimento dos prevaricadores', considerou um ex-administrador. 'Ou a Câmara Municipal de Lisboa escolhe pessoas competentes para estar à frente da EMEL ou o encerramento da empresa será uma realidade a prazo', concluiu o antigo responsável.

PARQUÍMETROS PORTÁTEIS POR TRINTA EUROS

A EMEL vai colocar à venda a partir de Janeiro e pelo valor de 30 euros um dispositivo electrónico que funciona como um parquímetro portátil que os utilizadores transportam consigo e activam com um cartão pré-carregado sempre que estacionarem numa zona tarifada. O presidente da EMEL, António Júlio de Almeida, defendeu, em declarações à Lusa, que este sistema 'será muito benéfico para a empresa e para o utente, porque deixam de existir as situações em que o utente ou paga menos tempo do que fica estacionado ou paga a mais'. A comodidade é outra das vantagens apontadas.
VIA PASSEIO LIVRE

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Irritações solenes (15)


Que uma Papelaria, dita da Moda, e uma outra, dita Fernandes, não tenham simples envelopes brancos com respectivos cartões igualmente brancos em vários tamanhos, que não sejam empacotados para perfazerem boas maquias, ou com piroseiras decorativas, é coisa que me irrita. Ainda por cima, impingidos por funcionários "simpáticos". Por mim, faliam já e fechava-lhes as portas, já!




Foto

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Rotundamente triste

Já me tinham avisado que as iluminações de Natal no Marquês de Pombal estavam de uma pobreza confrangedora, mas nunca imaginei que a penúria fosse tão grande.
A não ser que metade da estátua estivesse de luzes apagadas, o que não acredito, o que vi foi um Marquês polifracturado, enfaixado por ligaduras desde a clavícula até ao tendão de Aquiles. Umas luzinhas em forma de gaze pareciam querer proteger o monumento das diversas luxações e até afrontas de que tem sido alvo, nomeadamente, publicidade a céu aberto mesmo nas barbas do Marquês a empresas de telecomunicações, marcas de automóveis, isto sem falar no o deserto paisagístico na Fontes Pereira de Melo, etc. Tudo feridas expostas a quem passa naquela zona e que em tempos foi uma das mais nobres da cidade.
Depois das luzes apagadas, até os leõezinhos devem estar aparvalhados com as strobe lights por detrás da juba. Um monumento nacional versão tuning, nunca tinha visto.

A Câmara de Lisboa encontrou solução para mais de metade das 61 famílias identificadas na zona de risco da encosta do Bairro da Liberdade onde serão demolidas habitações, mas há ainda 23 por realojar.
Segundo o ponto de situação feito ontem pela vereadora da Habitação, Helena Roseta, entre estes 23 estão dez casos "mais complicados"
porque as famílias estão a recusar as casas que lhes têm sido apresentadas pela autarquia.
"
A Câmara está aqui a substituir-se ao senhorio e, com tantos casos de carência económica que há no concelho, é muito difícil quando nos dizem que não aceitam a casa porque não cabem os electrodomésticos", afirmou Helena Roseta, realçando que estas dez famílias têm um prazo até final do ano para deixarem as casas.
"É um caso de necessidade e de situação de risco. Mesmo para as famílias que prescindem do realojamento ou não se enquadram nos critérios para atribuição de habitação, a autarquia tem previsto, em último recurso, atribuir um ano de renda média como indemnização pelo sacrifício do bem", afirmou.
Helena Roseta sublinhou a urgência de ver resolvidas até ao final do ano as situações pendentes, alegando que no início de Janeiro serão consignadas as obras e até lá as casas terão de ficar livres.

A responsável pelo pelouro da Habitação deu ainda conta de algumas situações caricatas encontradas pelos técnicos da autarquia, como foi o caso de três famílias identificadas no bairro e que já tinham sido indemnizadas em 2006 pela câmara. Das 61 famílias identificadas, 21 já aceitaram a nova habitação e 12já têm as chaves

quinta-feira, dezembro 17, 2009

A Agenda

Estes dias políticos confrontam-me com um trecho de Séneca, em ‘Cartas a Lucílio’: "Convence-te de que as coisas são tal como as descrevo: uma parte do tempo é-nos tomada, outra parte vai-se sem darmos por isso, outra deixamo-la escapar. Mas o pior de tudo é o tempo desperdiçado por negligência. Se bem reparares, durante grande parte da vida agimos mal, durante a maior parte não agimos nada, durante toda a vida agimos inutilmente."

O Tribunal de Contas ‘chumba’ os contratos de cinco concessões da Estradas de Portugal. O Tribunal de Contas ‘chumba’ a criação da Central de Compras para o Serviço Nacional de Saúde, entendendo que carece de fundamento legal e que não foi apresentado um estudo sobre as vantagens da centralização das compras.

A Comissão Europeia, por seu turno, entende que a adjudicação directa dos computadores ‘Magalhães’ constitui uma violação do direito comunitário.

Estas decisões, postas em causa pelo Tribunal de Contas e pela Comissão, são decisões tomadas ao mais alto nível político e administrativo, e dizem-nos respeito a todos, quer na mobilidade, quer na saúde, quer na educação. É por isso que há situações que não servem a ninguém, e estas são paradigmáticas, porque sempre implicam gastos para as entidades públicas e para as empresas e prejuízo para os utentes. E além disso nós precisamos que as instituições funcionem e bons projectos se materializem. Para isso há que prepará-los bem, fundamentadamente e integralmente e também para isso existem estruturas administrativas.

Mas neste contexto de horrível desemprego (para não falar no subemprego e nos salários e pensões mais baixos), de endividamento e do pelo menos aparente desnorte do Governo na condução das coisas públicas, discutem-se agora eleições antecipadas e regionalização; condições de governabilidade e reptos institucionais.

Mas a quem interessa esta agenda política tão alienada da realidade? A quem interessa a intriga palaciana constante, também constantemente acompanhada por um discurso pouco polido, para não dizer desastradamente vulgar, na pior acepção do termo? Com cerca de 40% da população a atingir níveis de pobreza, não fora a ajuda pública. As últimas sondagens dizem tudo.

Chega de ruído, de desculpas, que o País precisa de trabalho, a começar pelo Governo.

Mas, se nos rodearmos de pequenos calígulas, a situação só propiciará mesmo a corrupção económica e moral desta nossa sociedade.




In Correio de Manhã

domingo, dezembro 13, 2009

Faço minhas as suas palavras


«EMEL lança parquímetro individual e serviço de transporte de crianças» A EMEL que se caracteriza por não conseguir tomar conta duns parquímetros pretende agora fazer uma rede de transporte de crianças? Já agora essa rede da CML/ EMEL é uma alternativa a esta anunciada pela CML/Alfacinhas?

Quando eles querem...

ESTAS DUAS fotografias mostram o mesmo local de Lisboa (Av. João XXI, junto à Av. de Roma), onde há uma paragem da Carris habitualmente atafulhada de carros perante o alheamento do agente da PSP que costuma estar ali - o que não se lhe pode censurar porque, estando ele de serviço a um estabelecimento comercial, não pode (ou não é obrigado a) interferir no que se passa à sua volta.

Mas atente-se agora na foto de baixo: alguma coisa se passou naquele local para que a realidade tenha sido (e durante bastante tempo!) completamente diferente do que é habitual.
Pergunta-se: o que terá sido?
.
Actualização: a resposta pode ser vista [aqui].

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Na terra das Leis-da-Treta

R. Frei Amador Arrais, R. Braamcamp, Av. Óscar Monteiro Torres e Restauradores.
Tudo esta tarde - um fartote!
.
O que mais me irrita, em todos estes casos, é que aqueles a quem pagamos o ordenado para que isto não seja possível andam felizes e contentes...
Em breve mostrarei aqui como um polícia a sério impede situações semelhantes apenas com a sua presença (e 'cara de poucos amigos'...)

Hoje à tarde, na faixa BUS da Rua do Ouro

Camionetas de turismo, carros particulares...

De novo a CRIL

CDS questiona autarquia por que não pediu paragem das obras do último troço da CRIL - Por José António Cerejo-PUBLICO

António Carlos Monteiro considera contraditória a actuação de Sá Fernandes quando estava na oposição e a sua posição actual, no caso da CRIL, na zona da Damaia
Como é que se chegou a uma situação qualificada de "crime" e considerada "irreversível" por vários verea-dores da maioria da Câmara de Lisboa, sem que esta tenha feito o necessário para a evitar. Esta foi, no essencial, a pergunta que o vereador António Carlos Monteiro, do CDS-PP, dirigiu anteontem ao executivo, a propósito da obras do último troço da CRIL, na zona de Santa Cruz de Benfica e da Damaia.
"Queremos saber como é que se chegou a uma situação irreversível e por que é que o senhor vereador Sá Fernandes não mandou parar as obras por desconformidade com o estudo ambiental", afirmou.
Tomando como ponto de partida as notícias sobre as alterações ao projecto feitas no decurso das obras e que, segundo os moradores, violam a declaração de impacte ambiental (DIA), António Monteiro perguntou se a autarquia validou essas alterações e se também considera que a DIA não está a ser cumprida.
Visando directamente Sá Fernandes, enquanto responsável pelo Ambiente, questionou-o sobre o motivo pelo qual "não solicitou de imediato a paragem das obras", uma vez que "parece que a DIA não está claramente a ser respeitada", e que, "enquanto cidadão, nunca se coibiu de embargar obras". Um dos aspectos que podem indiciar esse desrespeito é o facto, reconhecido por Sá Fernandes, de as imagens divulgadas pela Estradas de Portugal (EP), há meses, nada terem a ver com o que está a ser feito.
Sá Fernanades disse ao PÚBLICO que logo após a posse deste executivo foi pedida uma reunião à EP, que se realizou na semana passada, e na qual ficou claro que, para a câmara, "o respeito pela DIA é imprescindível". Acrescentou não ter ainda elementos para dizer que esse documento, que fixa as condicionantes da obra, não está a ser cumprido, mas garantiu que "o assunto está em cima da mesa" e que "esta é a altura certa para o discutir". Na sua opinião "ainda é possível garantir" a solução das questões paisagísticas e de mobilidade, estando "a decorrer reuniões técnicas" com a EP.
.
Uma pergunta minha:
Onde estava o CDS quando o movimento CRIL Segura iniciou a contestação?

Assembleia municipal pede garantias para Príncipe Real

Assembleia municipal pede garantias para Príncipe Real -PUBLICO

A Assembleia Municipal de Lisboa exigiu ontem, por unanimidade, que a câmara "dê garantias" de que o património das espécies vegetais do jardim do Príncipe Real não fica "comprometido" com a requalificação em curso. O CDS-PP pediu mesmo a "imediata suspensão das obras" até que todo o processo esteja explicado,
Além da moção apresentada pelo PSD, e apoiada por todas as bancadas, os deputados aprovaram duas recomendações sobre o jardim do Príncipe Real, tema que dominou a discussão da assembleia municipal. A moção exige à autarquia "toda a informação sobre a situação de cada árvore abatida ou a abater".
Foram abatidas mais de 40 árvores, sobretudo choupos, num "estado fitossanitário muito grave", de acordo com o vereador do Ambiente, José Sá Fernandes. A autarquia deve dar "garantias de que o património das espécies vegetais no jardim não fica comprometido com esta intervenção" e abrir um "debate público", defende o texto aprovado.
A assembleia exigiu igualmente informações sobre um eventual parque de estacionamento a construir no perímetro do jardim. O presidente da Junta de Freguesia das Mercês pediu a presença do vereador do Ambiente, José Sá Fernandes, na assembleia de freguesia do próximo dia 16, para prestar esclarecimentos.
Confrontado com as preocupações de todas as bancadas, Sá Fernandes afirmou-se "muito sereno".
"Foram prestados esclarecimentos, distribuídos mais de 6000 folhetos, e colocados cartazes. Admito que no momento do corte [das árvores] deveria ter havido mais informação", argumentou, reiterando tratar-se de um "projecto de grande categoria". Foi ainda aprovada uma recomendação para a elaboração de um "regulamento de utilização do espaço público".

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Lisboa, Reino do Absurdo

Lisboa - Av. João XXI
1 Dez 09
Não contente com usar um parque para motociclos, o condutor dste carro ainda achou que podia dispor do passeio... apesar de ser feriado e, portanto, dia de estacionamento abundante e gratuito.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Uma boa notícia


"O Museu de Arte Popular, em Lisboa, vai reabrir em 2010 no edifício onde originalmente funcionou, na zona de Belém, afirmou hoje a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.
O Museu de Arte Popular "é para manter-se tal como estava e para o qual foi concebido, dedicado à arte popular portuguesa", disse Gabriela Canavilhas à agência Lusa no final da inauguração de uma nova sala de ensaios do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.
A decisão contraria, assim, a decisão das anteriores tutelas do Ministério da Cultura de adaptar o edifício do antigo Museu de Arte Popular para acolher o futuro Museu da Língua Portuguesa."
LUSA
Mercado da Primavera no Museu de Arte Popular

No Reino do Absurdo e das Leis da Treta

Lisboa - Av. das Forças Armadas
2ª feira, 7 Dez 09, 9h30m
.
Para além da certeza da impunidade, o que é que pode levar inúmeros condutores (como o desta carrinha) a descerem toda esta avenida na faixa BUS?!

Criado site sobre o nº 28 da Rua de Alcolena:


http://alcolena28.weblog.com.pt

Parabéns, Cátia Mourão. E FORÇA!

Declaração do ICOM-P







domingo, dezembro 06, 2009

Ciclovias - Análise de um caso concreto

NA AV. FREI MIGUEL CONTREIRAS (um frade que parece que nunca existiu - mas isso agora não interessa...) fizeram-se, recentemente, obras para a criação de uma ciclovia.

Para isso:

Do lado Sul (junto à parede da Refer): onde dantes estacionavam 5 carros em espinha, agora só cabem 2 (e às vezes nem isso - como se vê nas duas imagens inferiores). Com o espaço ganho, passou a haver um passeio de 3m de largura (onde quase não passam peões) e uma ciclovia de 2m (onde quase não passam ciclistas).

Do lado Norte: onde dantes havia 2 fiadas para estacionamento, há agora apenas uma. Com o espaço ganho, passou a haver, ao meio, uma zona de gravilha - onde nem a pé se consegue andar.
.
Quem quer fazer um balanço das vantagens e dos inconvenientes deste caso - que, quanto a mim, é paradigmático?
.
Actualização: não teria sido possível fazer a ciclovia (e até colocar as árvores) sem eliminar lugares de estacionamento? Veja-se o que sucedeu do lado esquerdo (Norte), onde não há ciclovia nenhuma: só aí, destruíu-se uma vintena de lugares de estacionamento (ordenado, legal e pago) para criar uma zona que nem aos peões aproveita.

BARÓMETRO DA MOBILIDADE DEZEMBRO 09

BARÓMETRO DA MOBILIDADE Dezembro 2009.Parceria Jornal de Lisboa e ACA-M (Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados)..

POSITIVO:
Ciclovias, uma boa ideia.
A construção de ciclovias em diversos locais da cidade. A intenção é positiva e não duvidamos que a vontade seja sincera
.
NEGATIVO:
Mais segurança
A construção de ciclovias em diversos locais da cidade. É um perigo fazê-las sem introdução prévia de medidas de acalmia de tráfego e sem alteração prévia da semaforização do sistema Gertude. Por outro lado, é irresponsável fazê-las sem atender aos regulamentos nacionais e internacionais próprios. Ocupação de zonas pedonais (Av. Brasil), colocação de muretes de cimento (Telheiras), pintura de chevrons em arruamentos com uma única via (Benfica), são apenas alguns dos muitos erros de concepção das novas ciclovias.
.
JORNAL DE LISBOA AQUI:

JdL#23
JdL#23.pdf
Hosted by eSnips

OUTROS BARÓMETROS

O civismo também pode ser "ajudado"


2 Dez 09
HÁ DIAS, divulgaram-se [aqui] algumas fotos que mostravam passadeiras de peões por onde, devido à falta de um simples pilarete (e havendo inúmeros outros, ali em redor), os carros acedem aos passeios, onde estacionam. Em complemento, mostrava-se [aqui] o caso inverso.

De facto, muitas vezes é possível fazer-se mais do que exigir civismo e repressão - pode ser simples 'agir a montante', evitando que as situações surjam.

Veja-se este caso, que mostra o que sucede junto às duas portas das urgências do Hospital dos Lusíadas, para onde os fumadores vão...

sábado, dezembro 05, 2009

Bombeiros alertam para risco de sucata em Lisboa

Bombeiros alertam para risco de sucata em Lisboa-PUBLICO

Os Bombeiros Sapadores de Lisboa fizeram ontem uma vistoria a um "depósito de material sucateiro" no Alto do Pina, zona de grande densidade urbana, concluindo pela existência de "elevado risco" de sinistro e salubridade.
O imóvel, a que pertencem um logradouro e duas caves, está repleto de viaturas degradadas e resíduos, servindo uma empresa de peças usadas, ao lado de prédios de habitação onde algumas varandas das traseiras têm ferro-velho ao mesmo nível.
A Polícia Municipal levantou um auto, confirmando que se trata de um "operador de resíduos não autorizado". "Não tem saídas alternativas em cada piso, há uma grande carga calorífica, há muito material altamente inflamável, como sofás, tubos de borracha, pneus, tabliês de plástico. O risco de sinistro é muito, muito elevado", adiantou à Lusa, por seu lado, fonte dos bombeiros, apontando também risco "a nível de salubridade".

Um caso de powerpoint



O "muro da vergonha"- como lhe chamam as comissões de moradores - erguido pela Estradas de Portugal (EP) entre a Damaia e o Bairro de Santa Cruz de Benfica, é irreversível e representa uma alteração ao projecto do último troço da CRIL sobre a qual os responsáveis da empresa e das câmaras municipais não foram chamados a decidir.
(...)
Impacto brutal
Nesse encontro, adiantou Nunes da Silva ao PÚBLICO, "houve a percepção comum de que é preciso apurar responsabilidades" por terem sido divulgadas publicamente imagens de um projecto "que já se sabia que não era viável daquela forma".

Em causa está um conjunto de fotomontagens publicitadas pela EP para antecipar como ficariam alguns dos sítios atravessados pela CRIL, nomeadamente uma que mostrava uma estrada ao nível da entrada dos prédios, com relva no meio e um corredor pedonal a ligar os concelhos de Lisboa e Amadora. Hoje quem passa na Rua de Garcia de Orta depara-se com uma construção em altura, que chega ao primeiro andar dos edifícios fronteiros e cria uma parede de vários metros no quintal de uma fiada de moradias.

"As imagens são terríveis porque não correspondem ao que está a passar-se", admite o vereador Sá Fernandes, que tem os pelouros do Ambiente Urbano e Espaço Público, acrescentando que manifestou aos responsáveis pela obra o seu "desalento" com esta situação.
(...)

sexta-feira, dezembro 04, 2009

O Mundo Mix na Lx Factory

Centenária Barbearia Campos, que futuro?


Em vinte e tal anos tenho-a visto ficar mais pobre: os bons barbeiros morreram todos, a clientela é já quase só turística, o fabuloso mobiliário de época tem sido vendido ou partido, os estuques enfolam e até o mais que centenário espelho gigantes (proveniente de afamado bordel do final do séc. XIX) está cada vez mais opaco.

Acresce que os donos, ao que se sabe pouco interessados em propagar o estabelecimento mas antes em fazer bom negócio, o que ajuda à "festa".

A CML pouco se interessa por este Cabeleireiro de Homens que os turistas fotografam à pressa, porque os donos não permitam fotos, a não se por "requerimento oficial".

Ultimamente, o prédio onde está esta pérola do Chiado, tem sido objecto de gula da vizinha Benetton/Ramiro Leão, que lhe pretende fazerum "take over", deitando fora, claro, a pérola aos porcos.

Em tempos esteve montado um andaime (oportunista), que fez com que todos pensássemos que seria desta que o prédio (semi-devoluto e interditado nas traseiras) seria recuperado. Mas qual quê, foi só para fazer publicidade, paga, suponho. De lá saiu e a fachada e a cobertura que se danem no meio das "n" entidades que "tutelam" a Baixa.

Há uma outra curiosidade: no site de uma tal empresa esquisita chamada Diga Lisboa está a ser promovido (não se sabe muito bem por quem e com que base já que na CML nada existe de concreto) um "novo" prédio, corrido a fachada diferente, onde consta (valha-nos isso) a Barbearia Campos, em que moldes, desconhece-se.

A credibilidade da CML também passa por esta barbearia. Vamos a isso?




Foto de Luís Pavão
(Revista do Governo Civil de Lisboa/Set.09)

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Ficam à porta

Que dizer do ‘espectáculo’ que marcou a entrada em vigor do Tratado de Lisboa? Em primeiro lugar, que foi uma ilustração de um novo-riquismo político sempre dispensável, à qual não faltou o fogo-de-artifício. Quanto aos discursos – excepção feita ao do Presidente da República – foram pobres, muito pobres. Curiosamente, todos os discursos tiveram como denominador comum o de se referirem de forma ‘asséptica’ aos cidadãos, esses cidadãos que estão cada vez mais longe das instituições da União. Importa não esquecer que são os mesmos cidadãos que quando foram chamados a pronunciar-se sobre o dito disseram maioritariamente não ao Tratado ou foram, subsequentemente, forçados a dizer sim, perante a ‘ameaça’ económica. Quanto ao reforço do papel dos cidadãos, por exemplo, basta olhar para o curioso direito de petição que obriga a um número mínimo de um milhão – é isso – um milhão de cidadãos de países da União Europeia, para fazer uma petição, coisa simples, como se imagina. Exemplar exemplo da dita participação...

Mas não faltaram nem festa, nem luzes, ou não se tratasse de dia importante da carreira política do Senhor Primeiro-Ministro, segundo o próprio admitiu. Melhor mesmo (para esta forma de fazer política), era impossível. Dia importante para o Primeiro-Ministro é para ser levado muito a sério, com tudo o que o marketing pode produzir.

O problema é mesmo a substância das coisas, mas quem se importa com isso em dia de festa? Ele há sempre quem goste de estragar a festa e denunciar tanto exibicionismo ministerial. Até porque a crise da democracia, o deficit excessivo, o desemprego que grassa pela Europa fora, a possibilidade de default da dívida soberana de vários países, não vão à festa e a decomposição política da nossa sociedade também não: ficam à porta.

A festa em torno da entrada em vigor do Tratado da União demonstrou que a Europa está doente e que, ao contrário do que afirmam os seus actuais protagonistas, está a ignorar o Mundo. Com honrosas excepções, os actuais dirigentes europeus renderam-se ao dinheiro e persistem em não entender que a Europa perdeu importância política e económica e mais, perdeu cidadania. Ao compararem as Descobertas portuguesas com o actual momento, parecem ter esquecido que as tais descobertas tiveram a génese na fome, na pobreza e na necessidade de encontrar alternativas económicas. Aí, acertaram.




In Correio de Manhã

quarta-feira, dezembro 02, 2009

As árvores de novo



Reconhece que pôs o carro à frente dos bois, senhor vereador? Reconhece que o despacho negativo do antigo director do Igespar se referia a toda a intervenção ? "Não reconheço uma coisa nem outra", responde José Sá Fernandes. Na sua leitura, o documento não deixa dúvidas quanto à intenção de Elísio Sumavielle. "Para mil isso é clarísssimo. O primeiro parecer era favorável à vegetação e foi aprovado", afirma. O autarca sustenta, aliás, que não tinha nada que pedir parecer para a requalificação do coberto vegetal do jardim e que o fez apenas "por cautela". Confrontado com o facto de Sumavielle dizer que não aprovou o conjunto da intervenção, o autor das muitas acções populares que fizeram parar várias obras em Lisboa, no tempo der Santana Lopes, por irregularidades administrativas, manteve a sua posição: "O despacho é clarísssimo."
.
Obras no Príncipe Real aprovadas anteontem, em horas, pelo Igespar -PUBLICO
Quando a polémica intervenção no jardim se iniciou há duas semanas, só havia um parecer do instituto, datado de Maio. Dizia assim: "Na presente fase não aprovado"
.
Especialistas dizem que abate de árvores foi acertado

terça-feira, dezembro 01, 2009

Pilaretes no enfiamento das passadeiras: um mal menor?

Av. João XXI, junto à Praça do Areeiro
.
Av. João XXI, junto à Rua Wilson
Esta parece ser a única passadeira, desta extensa avenida, que não foi protegida com pilaretes (o que sucedeu de ambos os lados)
.
Av. João XXI, junto à Rua Oliveira Martins
.
HÁ QUEM se queixe que os pilaretes colocados no enfiamento das passadeiras podem ser incómodos para os peões, que neles se podem magoar. Na minha opinião, são um mal menor, comparado com o que "lá aparece" quando não existem.

Parece ser um bom tema para discussão, que aqui se propõe.

Uma 'dica': comparar o estorvo provocado pelos pilaretes da 1ª e da 3ª fotos com o causado pelos mupis, bocas de incêndio, caixas de correio, candeeiros, vasos, buracos não tapados, abrigos da Carris, cadeiras de esplanadas, placards publicitários, parquímetros, caixotes do lixo, caixas da EDP e da TV-Cabo, quiosques, tapumes, tocos de árvores, lixo sortido, caca de cão, canteiros-cratera- já para não falar dos motociclos, carros, carrinhas, jipes, camionetas, autocarros...

(*) - Um conjunto de duas dúzias de fotografias (tiradas recentemente, e todas nesta zona) pode ser visto [aqui].