A censura de que fui vítima por parte do jornal do Alentejo, que por simpatia não mencionei, já teve repercussões, e uma das quais é que... Alqueva voltou à agenda.
Mas também merece e merecerá esta semana na rádio independente, sim há rádios e jornais independentes!. onde tenho voz uma reflexão.
Mas hoje trago aqui uma oportuna de Pacheco Pereira...
podem aumentar no vosso computador.
sábado, janeiro 21, 2017
Já estão esgotadas as duas últimas sessões, mas se for persistente ainda poderá arranjar bilhetes...
para estas excelentes representações no Teatro D. Maria II da peça de Karl Kraus #Os Últimos Dias da Humanidade#, pelo Teatro Nacional São João.
Hoje vi uma das peças do tríptico "Esta Grande Época".
Um espectáculo de grande gabarito, sendo que embora o texto tenha ganho algumas incongruências com o tempo, se enfia que nem chapéu à medida aos perigosos tempos actuais.
Boas e muito boas interpretações, e um cenário adequado. Excelente o livro/ programa que se recebe com os bilhetes!
Aqui uma foto, que julgo da peça de hoje:
para dar cor.
Tem estado cheio segundo a informação que me deram.
O povo não gosta só de pão e televisão!
P. Scriptum
Hoje, também no Público, vem um excelente artigo de Francisco Louça, em baixo, sobre a peça que referi e também outra, que tentarei não perder.
Aproveito para saudar o Francisco, com quem tive calorosas divergências que mantemos, e também saudadas convergências que se frutificam, e que é uma das cabeças que nos orgulham.
Carregar para aumentar!
para estas excelentes representações no Teatro D. Maria II da peça de Karl Kraus #Os Últimos Dias da Humanidade#, pelo Teatro Nacional São João.
Hoje vi uma das peças do tríptico "Esta Grande Época".
Um espectáculo de grande gabarito, sendo que embora o texto tenha ganho algumas incongruências com o tempo, se enfia que nem chapéu à medida aos perigosos tempos actuais.
Boas e muito boas interpretações, e um cenário adequado. Excelente o livro/ programa que se recebe com os bilhetes!
Aqui uma foto, que julgo da peça de hoje:
para dar cor.
Tem estado cheio segundo a informação que me deram.
O povo não gosta só de pão e televisão!
P. Scriptum
Hoje, também no Público, vem um excelente artigo de Francisco Louça, em baixo, sobre a peça que referi e também outra, que tentarei não perder.
Aproveito para saudar o Francisco, com quem tive calorosas divergências que mantemos, e também saudadas convergências que se frutificam, e que é uma das cabeças que nos orgulham.
Carregar para aumentar!
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Teatro Nacional D.Maria II
sexta-feira, janeiro 20, 2017
Hoje, com uma imagem espectacular:
venho recomendar este, que se anuncia fascinante ciclo:
Ciclo de conferências e mostras em torno da cultura visual na Índia, na óptica de temáticas transversais como arte, religião, política, consumo, género, publicidade e media.
25 Janeiro
1ª Sessão | Sandra Marques (CRIA-IUL)
A ÍNDIA NÃO É HINDU:
Património Baul, Baul-Fakirs e a Salvaguarda das Canções Baul
22 Fevereiro
2ª Sessão | Inês Ponte (CRIA-IUL)
NARRAR E PINTAR EM BENGALA OCIDENTAL:
estórias em pinturas e narrativas sobre uma arte popular
22 Março
3ª Sessão | Mónica Reis (CHAIA-UÉ)
(tema a anunciar)
19 Abril
4ª Sessão | Jason Fernandes (CRIA-IUL)
O SILÊNCIO E A AUSÊNCIA:
O Islamicate na Índia da Colecção Kwok On,
Restante programa a anunciar
Uma organização do Museu do Oriente em colaboração com o CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia
Para mais informações clique aqui.
Avenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte) | 1350-352 Lisboa
T. (+351) 213 585 200 | info@foriente.pt
venho recomendar este, que se anuncia fascinante ciclo:
Ciclo de conferências e mostras em torno da cultura visual na Índia, na óptica de temáticas transversais como arte, religião, política, consumo, género, publicidade e media.
25 Janeiro
1ª Sessão | Sandra Marques (CRIA-IUL)
A ÍNDIA NÃO É HINDU:
Património Baul, Baul-Fakirs e a Salvaguarda das Canções Baul
22 Fevereiro
2ª Sessão | Inês Ponte (CRIA-IUL)
NARRAR E PINTAR EM BENGALA OCIDENTAL:
estórias em pinturas e narrativas sobre uma arte popular
22 Março
3ª Sessão | Mónica Reis (CHAIA-UÉ)
(tema a anunciar)
19 Abril
4ª Sessão | Jason Fernandes (CRIA-IUL)
O SILÊNCIO E A AUSÊNCIA:
O Islamicate na Índia da Colecção Kwok On,
Restante programa a anunciar
Uma organização do Museu do Oriente em colaboração com o CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia
Para mais informações clique aqui.
Avenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte) | 1350-352 Lisboa
T. (+351) 213 585 200 | info@foriente.pt
quinta-feira, janeiro 19, 2017
quarta-feira, janeiro 18, 2017
Perdi uma ou duas horas a responder, por escrito uma questionário que
um jornal alentejano me dirigiu ( dizem-me que por simpatia, vejam lá
bem!).
Depois de feito e enviado, sem que me tenham referido qualquer limitação, devolvem-me com alguns cortes de linguagem e um grave, gravissimo sobre uma matéria que hoje é silenciada, desde logo por esse jornal, que é a desgraça que ganha foros de escandalo associada a Alqueva. Ainda hoje no jornal Público artigo de uma página denunciava trabalho ilegal que prospera nas terras que vão sendo paulatinamente destruídas, por acidificação, que vão afectando a qualidade do produto final (seja vinho ou azeite) e criando bases para o deserto.
Pois o jornal referido achou que podia cortar e que eu passava pelas brasas.
Disse-lhes que não admitia essa censura e que assim ficava tudo em banho Maria.
Pois hoje ainda me tentaram demover, com desculpas estafadas. Mas eu percebo que quem paga manda e sem problemas ficámos por aí.
Aqui publico a 2ª parte da entrevista.
Sei que faltam as perguntas mas não cometo a indelicadeza de as reproduzir.
A 1ª parte está publicada no http://signos.blogspot.pt/ ,
2ª parte, assinalado o corte, a velha, velha tesoura!, imaginem que tentaram desculpar-se dizendo...que estava... incompreensível.
Depois de feito e enviado, sem que me tenham referido qualquer limitação, devolvem-me com alguns cortes de linguagem e um grave, gravissimo sobre uma matéria que hoje é silenciada, desde logo por esse jornal, que é a desgraça que ganha foros de escandalo associada a Alqueva. Ainda hoje no jornal Público artigo de uma página denunciava trabalho ilegal que prospera nas terras que vão sendo paulatinamente destruídas, por acidificação, que vão afectando a qualidade do produto final (seja vinho ou azeite) e criando bases para o deserto.
Pois o jornal referido achou que podia cortar e que eu passava pelas brasas.
Disse-lhes que não admitia essa censura e que assim ficava tudo em banho Maria.
Pois hoje ainda me tentaram demover, com desculpas estafadas. Mas eu percebo que quem paga manda e sem problemas ficámos por aí.
Aqui publico a 2ª parte da entrevista.
Sei que faltam as perguntas mas não cometo a indelicadeza de as reproduzir.
A 1ª parte está publicada no http://signos.blogspot.pt/ ,
2ª parte, assinalado o corte, a velha, velha tesoura!, imaginem que tentaram desculpar-se dizendo...que estava... incompreensível.
5
Escasso e baseado em falsidades
e mitologias. Do Viriato a Aljubarrota, vivemos imersos em ficção, que passa
por uma também mitológica invasão árabe e muçulmana (meia dúzia de guerreiros
que transformaram o arianismo no islamismo contra o irrealismo de uma religião
com três deuses, num) e feitos heróicos
inventados para criar identidade. O conhecimento, mesmo dos locais onde
vivemos, é cada vez mais escasso e a capacidade de articular discurso perde-se
no impulso binário. Infelizmente a simplificação dos procedimentos educativos e
a uniformização imposta por determinantes externos leva a que áreas fundamentais
para a aprendizagem e a elaboração a partir dessa sejam reduzidas
progressivamente. Sem conhecer, e isso passa pelas leituras de livros mas
também das paisagens e da percepção da sua construção o conhecimento é um mero
exercício trivial. Infelizmente hoje é o que está na estrada, a alta
velocidade.
Neste livro procuramos o país
positivo, o que temos de melhor e de que nos podemos orgulhar. Mas por detrás
dele temos o Armagedão. A destruição das lógicas agro-pastoris (e aqui no Alentejo as nefandas consequências da grande
barragem de Alqueva que não são minimamente consideradas por ninguém, embora já
tenha ouvido responsáveis do Partido mais empenhado nesta (PCP), citar ou
melhor hoje defender o que com Gonçalo Ribeiro Telles sempre defendi, outros
Alquevas, outro uso da água, outro uso do solo e da produção, que essa sim
poderia ter mantido o Alentejo vivo!), a destruição do interior pela ausência de polos de sustentabilidade e
outras lógicas de desenvolvimento, a degradação urbana pelo abandono a que os
centros históricos estão votados e a incapacidade do Estado se reformar e
alterar as políticas para o território, incluindo uma reforma fundamental no
poder local.
Sobre as negligências
sócio-ambientais continuadas permito-me recomendar o livro “Um Grão de Areia em
40 Anos de Cidadania em Ambientes” editado pela Esfera do Caos, em 2014.
6
Fui pioneiro no esclarecimento e intervenção cívica em
relação a esse tema. No início do ano de
2016 realizei duas sessões de esclarecimento no Algarve e tenho procurado criar
empenhos de intervenção cidadã nesta
matéria. Os riscos da mineração e até da
prospecção que é indicativa para esta, e há que dizé-lo com os actuais preços
desse sem qualquer viabilidade de exploração, são conhecidos. Emprego é quase
nulo e riscos são grandes, sobretudo a exploração em terra numa zona turística
por excelência. A exploração em mar, além de custos ainda maiores tem outros riscos e estamos a falar de um país
que vive da e na costa. E ninguém diz nada em relação ao facto de cada ano o equivalente ao consumo da Alemanha e de
Itália ser queimado, sim ser queimado, nas torres de extracção petrolífera!
E a sobrepor-se a tudo isso que sentido faz quando
ratificámos a Acordo de Paris sobre o Clima (e não vou aqui referir que o acho
insuficiente e nada vinculativo) explorarmos petróleo que em países do centro
da Europa já tem data para o seu fim de vida e bom seria que por cá em vez de
olharmos para essas torres de escuridão apostássemos no enorme potencial
nacional, não só o vento que como dizia Fernando Pessoa só por o ouvir já se
justifica a existência mas a luminosidade e o calor solar que são certamente os
eixos de futuro. E esses estão prospectados!
O petróleo, essa vida acumulada nos findos terrestres,
que fique onde está que está bem.
O rescindir os contratos, até agora julgo que só com
as empresas fictícias de um conhecido especulador financeiro, foi uma boa
decisão do governo. Que deve reequacionar tanto quanto possível os restantes e
procurar garantias ambientais absolutas para as prospecções já atribuídas.
7
O Alentejo, como já nos dizia Alfredo Saramago, é um
mundo de sabores. Julgo que o paladar que a minha avô me moldou, a minha avô
nascida em Barrancos de várias gerações de barranquenhos, foi fundamental na
formação gustativa e na exploração gastronómica da minha vida. A nossa cozinha
é uma cozinha rica de pobres, onde qualquer coisa, um simples naco de pão com
água e um pouco de azeite e umas ervas e,,,, são transformados num manjar de 20
estrelas. Mas foi a aprendizagem do território e de que forma a comida o que
comemos tem que estar articulado com o território quer aprendi com a minha avô
e os cozinheiros e cozinheiras e nas muitas viagens sempre atrás do tacho que
fui fazendo.
A comida tem que ter a marca do sítio, do local, do
regional e nesse claro vamos introduzindo produtos outros porque a comida
também é a viagem dos comeres...
8
O conceito de pecado, que só existe no cristianismo,
talvez tal não esteja divulgado porque não interessa a quem vive das indulgências
e das expiações desses ditos ou das suas
iniquas confissões, o conceito de pecado é recente, e assim como o purgatório, foi
inventado na Idade Média. Nos 10 mandamentos não há a mínima, a mínima referência
a qualquer castidade alimentar, salvo a sexual, que também é alimento para o
espírito, e até esses são leis, preceitos de outro milénio.
Portanto de pecado, estamos falados. Agora é um erro e
inadequado do ponto de vista do nosso organismo a comezaina desenfreada ou a
ascese radical de que hoje se fazem desfiles de moda. Comer bem,
equilibradamente e sobretudo comida local, em cada local e desenvolver o
convívio em volta desse momento único em que todos os nossos sentido estão
mobilizados é certamente um prazer que devemos continuar.
terça-feira, janeiro 17, 2017
De Espanha virão mais de 80...
por cá, a saga continua:http://signos.blogspot.pt/search/label/Almaraz.
e não vai parar. Logo serão divulgados os próximos episódios e o programa da conferência!
A partir de hoje aceitar-se-ão inscrições e será divulgado o procedimento.
por cá, a saga continua:http://signos.blogspot.pt/search/label/Almaraz.
e não vai parar. Logo serão divulgados os próximos episódios e o programa da conferência!
A partir de hoje aceitar-se-ão inscrições e será divulgado o procedimento.
Ocupei vários postos na Expo 98.
que foi apesar de tudo uma excelente feira de diversões e de cultura, nos meses em que decorreu.
E ainda ontem quando percorri com um amigo castelhano a zona lhe indicava que uma das minhas funções era mostrar a "turistas" o estado calamitoso da zona, e que muito os meus carros pessoais sofreram por isso.
A zona era, globalmente uma enorme de lixeira, de sucatas diversas, deresiduos industriais, e de processos também.
O processo de recuperação, e isso foi denunciado por um grupo técnico do qual fiz parte, deixou muito a desejar. O grupo foi dissolvido e eu transitei para a educação ambiental...
Onde ainda hoje recordo um empenho que um fulano que viria a ser depois director daquilo, um tal Martins me meteu para aprovar um projecto de um seu amiguinho que borregou aí.
Fui novamente transferido e acabei a fazer o ainda hoje maior e julgo que melhor programa de educação ambiental da história e a sua maleta pedagógica, feita em colaboração com a fantástica equipa do FAPAS, com a Cristina Kirkby.
Trago aqui hoje esta conversa, porque só me admira é que o "poltergeist" que é, que ficou, aquela, naquela zona, para classes médias remediadas, só agora:
http://expresso.sapo.pt/politica/2017-01-16-PSD-pede-esclarecimentos-a-Camara-de-Lisboa-sobre-contaminacao-de-solos-no-Parque-das-Nacoes
... é que estava na cara.
Os terrenos não foram devidamente descontaminados e a pressão da reboleirização, de prédios em grande densidade e altura criou um peso excessivo que irá com o tempo acentuar o movimento de gases acumulados.Não há, hoje nada a fazer...
Para bom entendedor...
E não me digam que não disse... está escrito! Desde 1994/5!
que foi apesar de tudo uma excelente feira de diversões e de cultura, nos meses em que decorreu.
E ainda ontem quando percorri com um amigo castelhano a zona lhe indicava que uma das minhas funções era mostrar a "turistas" o estado calamitoso da zona, e que muito os meus carros pessoais sofreram por isso.
A zona era, globalmente uma enorme de lixeira, de sucatas diversas, deresiduos industriais, e de processos também.
O processo de recuperação, e isso foi denunciado por um grupo técnico do qual fiz parte, deixou muito a desejar. O grupo foi dissolvido e eu transitei para a educação ambiental...
Onde ainda hoje recordo um empenho que um fulano que viria a ser depois director daquilo, um tal Martins me meteu para aprovar um projecto de um seu amiguinho que borregou aí.
Fui novamente transferido e acabei a fazer o ainda hoje maior e julgo que melhor programa de educação ambiental da história e a sua maleta pedagógica, feita em colaboração com a fantástica equipa do FAPAS, com a Cristina Kirkby.
Trago aqui hoje esta conversa, porque só me admira é que o "poltergeist" que é, que ficou, aquela, naquela zona, para classes médias remediadas, só agora:
http://expresso.sapo.pt/politica/2017-01-16-PSD-pede-esclarecimentos-a-Camara-de-Lisboa-sobre-contaminacao-de-solos-no-Parque-das-Nacoes
... é que estava na cara.
Os terrenos não foram devidamente descontaminados e a pressão da reboleirização, de prédios em grande densidade e altura criou um peso excessivo que irá com o tempo acentuar o movimento de gases acumulados.Não há, hoje nada a fazer...
Para bom entendedor...
E não me digam que não disse... está escrito! Desde 1994/5!
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reboleirização
sexta-feira, janeiro 13, 2017
Ontem realizou-se, talvez, a maior manifestação ecologista de sempre em Lisboa ( tirando talvez uma, mais genérica, sobre clima). Aqui:
http://observador.pt/2017/01/12/centenas-de-pessoas-em-protesto-frente-ao-consulado-de-espanha-em-lisboa-por-causa-de-almaraz/
e hoje e até 19 de Fevereiro:
nas Caldas da Rainha, onde também reune um orgão/organização cívica que muita falta faz noutros municípios, o Conselho da Cidade.
http://observador.pt/2017/01/12/centenas-de-pessoas-em-protesto-frente-ao-consulado-de-espanha-em-lisboa-por-causa-de-almaraz/
e hoje e até 19 de Fevereiro:
nas Caldas da Rainha, onde também reune um orgão/organização cívica que muita falta faz noutros municípios, o Conselho da Cidade.
quarta-feira, janeiro 11, 2017
O M.I.A. exige que não se
renove a autorização de exploração de Almaraz
O Movimento Ibérico Antinuclear ( M.I.A.) que agrega mais de 50
organizações ecologistas, cidadãs e partidos políticos espanhóis e portugueses,
exige que não se renove a autorização de exploração da central de Almaraz
(Cáceres), que expira no dia 8 de Junho de 2020.
A autorização de construção de um Armazém Temporal Individualizado (
ATI) pelo Conselho de Ministros Espanhol é abertura da porta para o seu
funcionamento para além dos 40 anos.
As duas unidades da central cumprem 40 anos em 2021 e 2023 e o MIA
entende que não faz qualquer sentido submeter os dois reactores a profundas e
custosas inspecções em termos económicos e em relação aos níveis de
radioactividade, também recebidas pelos
trabalhadores.
A central coloca em risco não só o território espanhol mas também o
português através da dispersão de radioactividade pela atmosfera e pelo Tejo em
caso de fuga radioactiva ou de qualquer incidente.
A nossa oposição ao ATI só faz sentido no quadro de uma estratégia de
fecho da central antes da saturação das suas piscinas.
Vem pois o MIA reclamar ao Governo Português que se posicione pelo
fecho definitivo da central e que faça essa exigência junto do Governo
Espanhol.
E vem também o MIA exigir às autoridades Espanholas que não prolonguem
o funcionamento de Almaraz para além de 2020 (*).
Com
o objectivo de exigir estas duas acções, o empenho do governo português e a
acção do governo espanhol iremos realizar uma concentração junto ao Consulado
de Espanha em Lisboa no dia 12 pelas 18 horas, esperando que nesse dia, ou no
quadro de agendamento, possam os dois governos avançar com um calendário de
fecho desta perigosa central.
(*) Conforme luz verde que, desde já, a administração do Conselho de
Segurança Nuclear já deu...
sábado, janeiro 07, 2017
sexta-feira, janeiro 06, 2017
quinta-feira, janeiro 05, 2017
Numa das minhas últimas intervenções na vereação de Lisboa disse isto:https://www.publico.pt/2017/01/05/local/noticia/risco-sismico-em-lisboa-e-como-estar-em-cima-de-um-barril-de-polvora-1757115 e muito mais.
Recordo que havia vereadores a assobiar para o ar e o da protecção civil disse-me para estar descansado.
Ai, ai, ai!
Recordo que havia vereadores a assobiar para o ar e o da protecção civil disse-me para estar descansado.
Ai, ai, ai!
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quarta-feira, janeiro 04, 2017
Inacreditável!
Ontem tentei falar com a Presidente da EGEAC, pessoa que estimo. Deixei o meu contacto pelas 9.30 a uma assistente porque o seu secretariado só chega depois das 10. Até agora.
E tive que ligar para diversos assistentes e directores e sei lá mais o quê e enviar diversos emails, para saber da disponibilidade de uma sala para um evento.
São alguns 20 os locais de que a EGEAC dispõe e administra.
Pois e isso é INACREDITÁVEL!, INACREDITÁVEL não há uma plataforma, um funcionário que disponibilize essa informação, sobre a disponibilidade de uma sala!
Há 45 ! dois em cada local para os quais falei e alguns até directores ou gestores.
Isto é INACREDITÁVEL!
Alguém tem que pôr cobro a isto.
Hallo?
Joana Gomes Cardoso!????
Ontem tentei falar com a Presidente da EGEAC, pessoa que estimo. Deixei o meu contacto pelas 9.30 a uma assistente porque o seu secretariado só chega depois das 10. Até agora.
E tive que ligar para diversos assistentes e directores e sei lá mais o quê e enviar diversos emails, para saber da disponibilidade de uma sala para um evento.
São alguns 20 os locais de que a EGEAC dispõe e administra.
Pois e isso é INACREDITÁVEL!, INACREDITÁVEL não há uma plataforma, um funcionário que disponibilize essa informação, sobre a disponibilidade de uma sala!
Há 45 ! dois em cada local para os quais falei e alguns até directores ou gestores.
Isto é INACREDITÁVEL!
Alguém tem que pôr cobro a isto.
Hallo?
Joana Gomes Cardoso!????
terça-feira, janeiro 03, 2017
Almaraz é fonte de mal entendido e birras ministeriais, de desinformação e até de um pouco de caos entre os seus opositores, que ainda não perceberam que independentemente do processo de construção do ATI ter assentado em bases falsas, que poderiam ter sido constestadas em sede de avaliação de impacto ambiental, de que o nosso governo avisado mas sem ter recebido quem o podia ter informado com detalhe e verdade, não fez caso, mas agora é caso arrumado e vamos seguir em frente.
E há dois caminhos ou Almaraz encerra ou tem um prolongamento de mais 10 + 10 anos, e aí é que o ministro tem agora que fazer frente aos poderes espanhóis e das empresas que o sustentam.
Mas o nosso ministro gosta de fazer peitaça e soprar para o ar...
Aqui não vamos fazer peitaça e novamente iremos zurzir forte e feio:
E há dois caminhos ou Almaraz encerra ou tem um prolongamento de mais 10 + 10 anos, e aí é que o ministro tem agora que fazer frente aos poderes espanhóis e das empresas que o sustentam.
Mas o nosso ministro gosta de fazer peitaça e soprar para o ar...
Aqui não vamos fazer peitaça e novamente iremos zurzir forte e feio:
segunda-feira, janeiro 02, 2017
As notícias sobre os desenvolvimentos técnicos, científicos e de operacionalização das renováveis, das energias suaves, poderiam ser, poderiam vir a ser a marca de água deste novo ano.
Infelizmente creio que iremos ter muitos mais problemas de outra gravidade que registar.
Desde logo o programa (e a equipa!) de Trump são de choque e pavor, e nesta área julgo que levarão os Estados Unidos para a revolução industrial, quando essa já passou à história...
Do meu ponto de vista a única forma de contrariar estas ideias e projectos é, além de fumar muitas brocas, agora que nos E.U.A., estão praticamente legalizadas ( na maioria do Estados!), apostar no local e nos desenvolvimentos mencionados.
Em Lisboa temos excelente indicadores:
num ano em que, novamente, a produção de electricidade por fontes não carbónicas ultrapassou novamente em mais de 50% a por essa via.
Infelizmente creio que iremos ter muitos mais problemas de outra gravidade que registar.
Desde logo o programa (e a equipa!) de Trump são de choque e pavor, e nesta área julgo que levarão os Estados Unidos para a revolução industrial, quando essa já passou à história...
Do meu ponto de vista a única forma de contrariar estas ideias e projectos é, além de fumar muitas brocas, agora que nos E.U.A., estão praticamente legalizadas ( na maioria do Estados!), apostar no local e nos desenvolvimentos mencionados.
Em Lisboa temos excelente indicadores:
num ano em que, novamente, a produção de electricidade por fontes não carbónicas ultrapassou novamente em mais de 50% a por essa via.
No distrito de Lisboa a produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a
190,9 kWh, o que permitiu abastecer
os pequenos electrodomésticos, o frigorífico e a iluminação. E o aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo,
6,55 m3 de gás natural, durante o último mês.
E a produção eólica emitiu abastecer
23 % das habitações de Lisboa.
Este ano que os ventos continuem a ser aproveitados que o sol nos continue a beneficiar com a sua luz e calor, que as águas continuem a correr e mover moinhos são os votos deste vosso cronista.
domingo, janeiro 01, 2017
Que em 2017 o diabo se mantenha em cartaz...
e a primeira do ano, corrigindo parcialmente a notícia mencionada no post anterior, mas labutando num erro de avaliação do depósito nuclear, mas uma muito melhor notícia:
https://www.publico.pt/2016/12/31/sociedade/noticia/e-a-segunda-vez-em-30-anos-que-espanha-tenta-enterrar-residuos-nucleares-junto-a-fronteira-1756652
e a primeira do ano, corrigindo parcialmente a notícia mencionada no post anterior, mas labutando num erro de avaliação do depósito nuclear, mas uma muito melhor notícia:
https://www.publico.pt/2016/12/31/sociedade/noticia/e-a-segunda-vez-em-30-anos-que-espanha-tenta-enterrar-residuos-nucleares-junto-a-fronteira-1756652
sexta-feira, dezembro 30, 2016
Hoje no Público mais um exemplo das razões porque deixei de comprar jornais. Uma senhora, que até devia saber escrever e investigar, publica um texto sem qualquer verificação nem utilização de contraditório.
Enviei este esclarecimento:
Mas conhecendo o corporativismo não lhe dou grandes hipóteses. E o mais curioso é que ainda ontem estive quase uma hora ao telefone com uma colega da senhora que hoje se desplanta sobre Almaraz a explicar-lhe isto tudo, mas os jornais também são capelinhas fechadas.
Enviei este esclarecimento:
Um ministro mal informado
Há dois meses que o Movimento Ibérico
Antinuclear solicitou uma audiência ao Ministro do Ambiente, com vista a
informá-lo, como informámos o Parlamento e autarquias, do problemas e de toda a
situação relacionada com Almaraz.
Ter-lhe-íamos dado as informações que o
Conselho de Segurança Nuclear e em consequência o Estado espanhol omite e
referido a situação em relação ao Armazém Temporal em avaliação nessa altura e
as razões porque a avaliação de impacto poderia ser contestada, o armazém não é
neste momento necessário, há espaço para armazenamento dos resíduos até ao fim
de vida, dos 40 anos da central.
Mas o ministro continuou a assobiar para o ar
e a dar palmadinhas nas costas do seu colega espanhol.
Agora vem o ministro lembrar-se de chorar
sobre o leite derramado e dizer que vai solicitar uma avaliação de impacto
transfronteiriça. Mas a quê?
O ATI é um armazenamento de resíduos de alta
actividade que existe em inúmeras centrais e que será necessário para Almaraz
para o processo de desmantelamento, e o estudo de impacto só deve ser local. Um
ATI não tem impacto transfronteiriço!
A questão que se liga com o ATI, neste
momento, é que ele está a ser construído com argumentação falsa e com o
objectivo de prolongar a vida desta central mais 10 ou 20 anos, e não como
referi por quaisquer razões de necessidade.
O que o Ministro deveria exigir, já deveria
com base no historial que continua a ignorar, desta central era o seu
encerramento, ou no quadro da construção deste ATI a garantia do seu final de
vida aos 40 anos.
Mas o Ministro, ao contrário do que aconteceu
com muitos dos seus antecessores, não ouve os grupos e entidades que conhecem
esta situação a e está, manifestamente, mal assessorado e desinformado.
O que já devia ter feito, desde logo quando o
Parlamento por unanimidade lhe solicitou que agisse com vista ao encerramento
desta central, com peças defeituosas, acidentes registados no índice de graves
e inúmeras paragens por questões de segurança, essas sim um problema transfronteiriço
que já levou à iminência do corte de água a Lisboa, era ao abrigo dos acordos
internacionais sobre a nuclear, dar seguimento ao voto do parlamento, e desde
logo utilizar também a pressão económica junto das empresas que são titulares
da central, e ao governo espanhol dizer aquilo que nas Cortes espanholas está a
ser exigência: Só ATI com decisão, interligado com o fim de vida da central.
Mas continua a soprar para o ar, o nosso
ministro.
António Eloy
Mas conhecendo o corporativismo não lhe dou grandes hipóteses. E o mais curioso é que ainda ontem estive quase uma hora ao telefone com uma colega da senhora que hoje se desplanta sobre Almaraz a explicar-lhe isto tudo, mas os jornais também são capelinhas fechadas.
quinta-feira, dezembro 29, 2016
Um artigo bem escrito e com suculência que remete para um operativo muito útil para conhecer Lisboa.
http://expresso.sapo.pt/cultura/2016-12-12-Lisboa-essa-grande-desconhecida-tem-agora-muitos-dos-segredos-a-vista.-Conheca-10-deles
No meio do sensacionalismo, mentiras descaradas, promoção de falsidades, notícias da manha, manipulações descaradas e opiniões inúteis em que se vai transformando a nossa comunicação social ( e noutros países o caminho é igual ou pior!) salvam-se ainda alguns jornalistas e espaços nalguns jornais, poucos é certo, a nível nacional. Felizmente que alguma imprensa regional ainda dá local.
Que o futuro nos traga boas leituras e melhor informação é um simples desiderato.
http://expresso.sapo.pt/cultura/2016-12-12-Lisboa-essa-grande-desconhecida-tem-agora-muitos-dos-segredos-a-vista.-Conheca-10-deles
No meio do sensacionalismo, mentiras descaradas, promoção de falsidades, notícias da manha, manipulações descaradas e opiniões inúteis em que se vai transformando a nossa comunicação social ( e noutros países o caminho é igual ou pior!) salvam-se ainda alguns jornalistas e espaços nalguns jornais, poucos é certo, a nível nacional. Felizmente que alguma imprensa regional ainda dá local.
Que o futuro nos traga boas leituras e melhor informação é um simples desiderato.
quarta-feira, dezembro 28, 2016
Fazendo votos que para o ano, negro segundo as expectativas políticas e ambientais, mas cá estaremos para as contrariar, e certamente movimentado autarquicamente, independentemente de envolvimentos pessoais, e um blog mais animado, aqui deixo para todos o link para obtenção em todos os sistemas, ipad, android, mac e pc dos aplicativos dos livros da colecção Ambiente e Sustentabilidade já produzidos, agradecendo desde já indicação de qualquer questão que lhes encontrem:
http://peopleware.pt/ebooks
http://peopleware.pt/ebooks
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Energias e sustentabilidade,
Energias renováveis
sexta-feira, dezembro 23, 2016
Se queres conhecer alguém pergunta-lhe o que lê...
Pois tenho um dos meus tempos de retiro e de leituras:http://signos.blogspot.pt/
e entre elas uma que aqui trago, porque tem um interessante enlace com Lisboa e uma lógica que defendo deveria ser alargada na nossa cidade:
a utilização de cavalos, atrelados, para turismo, na zona de Belém.
Tenho que é importante desenvolver esta actividade ( e limitar os daninhos tu-tuc que invadem tudo, sem rei nem roque!) e alargá-la a outras zonas de Lisboa e arredores, também numa lógica de refrear o trânsito e desenvolver alternativas.
O livro, patrocinado por empresas para as quais trabalho, poderia estar mais aprimorado e desenvolver melhor alguns dos temas que aborda ( nem toda a gente leu os anteriores!) seja no que toca os cavalos seja no que refere aos burros, mas é uma obra interessante, que que vale também por esta reflexão que propicia.
Pois tenho um dos meus tempos de retiro e de leituras:http://signos.blogspot.pt/
e entre elas uma que aqui trago, porque tem um interessante enlace com Lisboa e uma lógica que defendo deveria ser alargada na nossa cidade:
a utilização de cavalos, atrelados, para turismo, na zona de Belém.
Tenho que é importante desenvolver esta actividade ( e limitar os daninhos tu-tuc que invadem tudo, sem rei nem roque!) e alargá-la a outras zonas de Lisboa e arredores, também numa lógica de refrear o trânsito e desenvolver alternativas.
O livro, patrocinado por empresas para as quais trabalho, poderia estar mais aprimorado e desenvolver melhor alguns dos temas que aborda ( nem toda a gente leu os anteriores!) seja no que toca os cavalos seja no que refere aos burros, mas é uma obra interessante, que que vale também por esta reflexão que propicia.
terça-feira, dezembro 20, 2016
Útil para todos:
http://www.sortirdunucleaire.org/BD-l-energie?origine_sujet=LI201612
E em Portugal:
http://www.coopernico.org
http://www.sortirdunucleaire.org/BD-l-energie?origine_sujet=LI201612
E em Portugal:
http://www.coopernico.org
domingo, dezembro 18, 2016
sábado, dezembro 17, 2016
quarta-feira, dezembro 14, 2016
domingo, dezembro 11, 2016
Passam 40 anos de Poder Local.
Deveria ser um momento de reflexão, sobre a teia tentacular de clientes que à pala deste engordaram e das trafulhices e manigâncias e notórios casos de corrupção ( até condenados e tendo cumprido pena!) que agora voltam a avantesmar o nosso dito poder local democrático.
Claro que o nosso país evoluiu muito e para isso, como é óbvio, o poder local deu um contributo importante, mas agora que está tudo frenético e de vento em popa, não posso deixar de dizer preto no branco que as maiores patifarias se fizeram à conta desses poderes, e desde logo uma é o financiamento dos partidos políticos que à sombra desse e das suas clientelas se foi fazendo, as estruturas gangrenas desses, e a co-optação da democracia por interesses espúrios, ligados à construção civil e obras "irrealizadas", a destruição de tanto, tanto património, a devastação do território, tantas, tantas vezes com a conivência de émulos do tal poder local democrático.
Não podemos deixar de levantar a nossa voz, e exigir uma reforma radical das estruturas e lógicas não democráticas desse poder, desde logo na limitação e estatuto de menoridade que é dada às listas de cidadãos, que só muito dificilmente ganharam cidadania.
Queixa-se o poder local de que a lei das finanças locais nunca foi executada, mas não se queixam de a maior parte dos municípios estar em situação ilegal no que toca a prestação de contas e as despesas, e no caso dos custos salariais são por lei limitadas, mas servem para muitos compadrios.
Deveria o Tribunal de Contas ter mais meios para fiscalizar adequadamente esse poder, como aliás os outros!
Passam 40 anos de poder local, em contas por alto ( e obviamente as repetições dividem por mais de 1o, mais de 5 milhões, leiem bem 5 milhões, metade da população portuguesa, já foi eleita local, e quase o dobro dessa já foi candidata a qualquer coisa, inútil), os órgãos criados pela democracia e na altura com lógica, já deveriam há muito ter sido completamente reformados.
No livro " O Clientelismo" fazemos uma proposta, radical.
Mas vivemos num regime de partidocracia orgânica, e nada é capaz de lhe pôr cobro.
Agora até falam em reinstalar as freguesias, não que não ache que algumas não tenham sido extintas com arbítrio....
Mas o que se devia era reconverter estas em estruturas administrativas que são, criar-lhes um regime especial, eventualmente com eleição de um número mínimo de responsáveis e acabar com os cerca de 40.000 eleitos só para as freguesias, e para dois órgãos, com salários, senhas e assessorias.
Mas vivemos num mundo surreal, onde até o czar russo elege um tonto para presidente dos E.U.A.
Um tonto perigoso. Aio Silver!!!
Deveria ser um momento de reflexão, sobre a teia tentacular de clientes que à pala deste engordaram e das trafulhices e manigâncias e notórios casos de corrupção ( até condenados e tendo cumprido pena!) que agora voltam a avantesmar o nosso dito poder local democrático.
Claro que o nosso país evoluiu muito e para isso, como é óbvio, o poder local deu um contributo importante, mas agora que está tudo frenético e de vento em popa, não posso deixar de dizer preto no branco que as maiores patifarias se fizeram à conta desses poderes, e desde logo uma é o financiamento dos partidos políticos que à sombra desse e das suas clientelas se foi fazendo, as estruturas gangrenas desses, e a co-optação da democracia por interesses espúrios, ligados à construção civil e obras "irrealizadas", a destruição de tanto, tanto património, a devastação do território, tantas, tantas vezes com a conivência de émulos do tal poder local democrático.
Não podemos deixar de levantar a nossa voz, e exigir uma reforma radical das estruturas e lógicas não democráticas desse poder, desde logo na limitação e estatuto de menoridade que é dada às listas de cidadãos, que só muito dificilmente ganharam cidadania.
Queixa-se o poder local de que a lei das finanças locais nunca foi executada, mas não se queixam de a maior parte dos municípios estar em situação ilegal no que toca a prestação de contas e as despesas, e no caso dos custos salariais são por lei limitadas, mas servem para muitos compadrios.
Deveria o Tribunal de Contas ter mais meios para fiscalizar adequadamente esse poder, como aliás os outros!
Passam 40 anos de poder local, em contas por alto ( e obviamente as repetições dividem por mais de 1o, mais de 5 milhões, leiem bem 5 milhões, metade da população portuguesa, já foi eleita local, e quase o dobro dessa já foi candidata a qualquer coisa, inútil), os órgãos criados pela democracia e na altura com lógica, já deveriam há muito ter sido completamente reformados.
No livro " O Clientelismo" fazemos uma proposta, radical.
Mas vivemos num regime de partidocracia orgânica, e nada é capaz de lhe pôr cobro.
Agora até falam em reinstalar as freguesias, não que não ache que algumas não tenham sido extintas com arbítrio....
Mas o que se devia era reconverter estas em estruturas administrativas que são, criar-lhes um regime especial, eventualmente com eleição de um número mínimo de responsáveis e acabar com os cerca de 40.000 eleitos só para as freguesias, e para dois órgãos, com salários, senhas e assessorias.
Mas vivemos num mundo surreal, onde até o czar russo elege um tonto para presidente dos E.U.A.
Um tonto perigoso. Aio Silver!!!
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sábado, dezembro 10, 2016
Já aqui referi este peça fabulosa:
vale a pena ir a Madrid, seja só para a desfrutar!
http://cultura.elpais.com/cultura/2016/12/07/babelia/1481127632_347110.html
vale a pena ir a Madrid, seja só para a desfrutar!
http://cultura.elpais.com/cultura/2016/12/07/babelia/1481127632_347110.html
segunda-feira, dezembro 05, 2016
A não perder.
Ainda não fui ver, mas conheço o rigor e qualidade destas exposições:
http://lazer.publico.pt/exposicoes/367287_clima-expo-360
e deste Museu.
O Clima é, como diz a sabedoria popular, incontornável, assim como as maldades com que o estamos a perturbar.
Para todos uma exposição muito didáctica.
Ainda não fui ver, mas conheço o rigor e qualidade destas exposições:
http://lazer.publico.pt/exposicoes/367287_clima-expo-360
e deste Museu.
O Clima é, como diz a sabedoria popular, incontornável, assim como as maldades com que o estamos a perturbar.
Para todos uma exposição muito didáctica.
domingo, dezembro 04, 2016
Chuva, forte e violenta, e as inundações aí estão.
O nosso património infelizmente está muito, muito mal cuidado, o público (ontem tivemos mais duas tristes notícias de rapinagem de imóveis classificados, pelo camartelo) e o privado, assim que chove um pouco lá temos as inundações e os problemas das, nas casas e com o escoamento.
E nem falo nas ruas... que é o caos, total.
Ontem estive na Casa do Alentejo onde o pátio árabe é uma goteira e o chão uma piscina...
Aí, o meu editor e amigo Fernando Mão de Ferro me ofertou este excelente livro sobre moinhos (a Colibri está a fazer uma venda nas próximas 6as e Sábados e no dia 17 poderão ouvir um dos meus contos inéditos!)
Sou actualmente, profissionalmente, moleiro, dos modernos, mas vejo, leio e cuido da importância dos moinhos, como passado, e importantes no processo de alteração das condições de vida e desenvolvimento da humanidade.
Este livro escorreito e bem documentado é uma pequenina delícia, dele saí com um arroz descascado de alta calibragem!
E motivou-me uma interrogação. E os moinhos de Lisboa?
Em Monsanto havia, haverá vários. A saque?
Quem não cuida do passado descuida o futuro!
O nosso património infelizmente está muito, muito mal cuidado, o público (ontem tivemos mais duas tristes notícias de rapinagem de imóveis classificados, pelo camartelo) e o privado, assim que chove um pouco lá temos as inundações e os problemas das, nas casas e com o escoamento.
E nem falo nas ruas... que é o caos, total.
Ontem estive na Casa do Alentejo onde o pátio árabe é uma goteira e o chão uma piscina...
Aí, o meu editor e amigo Fernando Mão de Ferro me ofertou este excelente livro sobre moinhos (a Colibri está a fazer uma venda nas próximas 6as e Sábados e no dia 17 poderão ouvir um dos meus contos inéditos!)
Sou actualmente, profissionalmente, moleiro, dos modernos, mas vejo, leio e cuido da importância dos moinhos, como passado, e importantes no processo de alteração das condições de vida e desenvolvimento da humanidade.
Este livro escorreito e bem documentado é uma pequenina delícia, dele saí com um arroz descascado de alta calibragem!
E motivou-me uma interrogação. E os moinhos de Lisboa?
Em Monsanto havia, haverá vários. A saque?
Quem não cuida do passado descuida o futuro!
sábado, dezembro 03, 2016
sexta-feira, dezembro 02, 2016
Aqui há algum tempo referi que estava tudo determinado nas candidaturas em Lisboa.
Pois está tudo a correr como tinha previsto, excepto na área do Bloco e da cidadania.
A retirada de Mariana Mortágua abriu um espaço para mais cidadania, assim se saiba aproveitar a oportunidade. Voltarei ao tema, com energias...
Energias que trago aqui, como de costume... e dar a novidade, que a Zero tem estado distraída, que durante quase 24 horas ( e tenho que referir que têm aparecido uns textos "anónimos", na linha de uma opinião infundada de Mira Amaral, aliás parecem dele!, em vários jornais, a mencionar que existem sempre backups prontos a entrar em base, mas sem escrever que esses não são produção, estão em standby e logo não emitem CO2) o país esteve outra vez a renováveis e 96 ‰ eram só vento.
Pois em Lisboa no mês passado:
o fotovoltaico é a grande alternativa, só falta os custos continuarem a desdcer e as baterias a melhorar e temos um novo paradigma e uma nova cultura da energia.
A produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 225,1 kWh, o que permitiu abastecer os electrodomésticos da cozinha e os pequenos electrodomésticos .
O aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo,
7,69 m3 de gás natural, durante o último mês.
Ou seja mesmo com as temperaturas a diminuir o calor é suficiente para quase metade dos nossos consumos caloríferos
E a produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer
24 % das habitações de Lisboa.
Pois está tudo a correr como tinha previsto, excepto na área do Bloco e da cidadania.
A retirada de Mariana Mortágua abriu um espaço para mais cidadania, assim se saiba aproveitar a oportunidade. Voltarei ao tema, com energias...
Energias que trago aqui, como de costume... e dar a novidade, que a Zero tem estado distraída, que durante quase 24 horas ( e tenho que referir que têm aparecido uns textos "anónimos", na linha de uma opinião infundada de Mira Amaral, aliás parecem dele!, em vários jornais, a mencionar que existem sempre backups prontos a entrar em base, mas sem escrever que esses não são produção, estão em standby e logo não emitem CO2) o país esteve outra vez a renováveis e 96 ‰ eram só vento.
Pois em Lisboa no mês passado:
o fotovoltaico é a grande alternativa, só falta os custos continuarem a desdcer e as baterias a melhorar e temos um novo paradigma e uma nova cultura da energia.
A produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 225,1 kWh, o que permitiu abastecer os electrodomésticos da cozinha e os pequenos electrodomésticos .
Ou seja mesmo com as temperaturas a diminuir o calor é suficiente para quase metade dos nossos consumos caloríferos
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quinta-feira, dezembro 01, 2016
Uma campanha cidadã exemplar.
Em crowdfunding um grupo de activistas e cidadãos responsáveis, financiou uma útil sonda para medição da radioactividade no Tejo:
Aqui:
http://allbesmart.ddns.net/tejoseguro
Lisboa não está mais segura, mas pelo menos está mais informada!
Em crowdfunding um grupo de activistas e cidadãos responsáveis, financiou uma útil sonda para medição da radioactividade no Tejo:
Aqui:
http://allbesmart.ddns.net/tejoseguro
Lisboa não está mais segura, mas pelo menos está mais informada!
quarta-feira, novembro 30, 2016
Durante 3 ( três!) horas percorri as salas do Museu de Arquelogia de Madrid, um dos melhores museus que já visitei.
este documento, embora não seja dos mais interessantes captou-me porque menciona Encinasola, terra de muitos parentes meus, vila geminada em carne e espírito com Barrancos.
Mas foi talvez esta espécie de abaco/secretária uma das muitas que me deixou fascinado...
Um museu que para além da linearidade histórica nos deixa fascinados pelas inter-relações que estrutura e pelo presente em que nos mergulha.
este documento, embora não seja dos mais interessantes captou-me porque menciona Encinasola, terra de muitos parentes meus, vila geminada em carne e espírito com Barrancos.
Mas foi talvez esta espécie de abaco/secretária uma das muitas que me deixou fascinado...
Um museu que para além da linearidade histórica nos deixa fascinados pelas inter-relações que estrutura e pelo presente em que nos mergulha.
Também não teria votado as moções a favor de um ditador, aqui um artigo que subscrevo quase a 100%:
http://leitor.expresso.pt/#library/expressodiario/28-11-2016/caderno-1/temas-principais/porque-continuo-anticastrista-por-daniel-oliveira
embora tenha a certeza que o futuro verá muitos mais arrependidos...
http://leitor.expresso.pt/#library/expressodiario/28-11-2016/caderno-1/temas-principais/porque-continuo-anticastrista-por-daniel-oliveira
embora tenha a certeza que o futuro verá muitos mais arrependidos...
terça-feira, novembro 29, 2016
Em Madrid temos uma panóplia de lugares de culto, da gastronomia.
Estive em vários e apreciei os repastos e o ambiente, excelentes.
Madrid é uma cidade vibrante, sempre cheia de movimento e o restaurantes sempre cheios e a abarrotar de memórias.
esta é notável!
No Gijón, onde almocei entre museus e exposições.
e antes das iluminações...
que já marcam Madrid.
Estive em vários e apreciei os repastos e o ambiente, excelentes.
Madrid é uma cidade vibrante, sempre cheia de movimento e o restaurantes sempre cheios e a abarrotar de memórias.
esta é notável!
No Gijón, onde almocei entre museus e exposições.
e antes das iluminações...
que já marcam Madrid.
Sexta à noite, depois de uma ida ao Thyssen ver uma simpática exposição de Renoir, que tenho que dizer que não faz muito o meu gosto, e uma visita a um dos mais notáveis museus que já visitei, o Arqueológico, fabuloso (ver o blog Insignificante), depois de jantar num restaurante histórico fui a um dos locais que nunca perco, uma espécie de Hot Club de Madrid, o Café Central, onde assisti a um retemperador concerto de Anaut:
Sábado passei o dia numa reunião, com o objectivo de salvar Lisboa de um possível acidente nuclear em Almaraz, não sem antes, ainda na sexta, ter dado o meu contributo a uma manifestação de furiosas e furiosos contra o machismo e a violência sexual:
Sábado passei o dia numa reunião, com o objectivo de salvar Lisboa de um possível acidente nuclear em Almaraz, não sem antes, ainda na sexta, ter dado o meu contributo a uma manifestação de furiosas e furiosos contra o machismo e a violência sexual:
No dia que cheguei fui ver duas fantásticas exposições no Prado, de Clara Peeters e sobre Meta- Painting, uma evolução pela ideia de arte, além de ter dado uma volta pelos meus clássicos...noutro blog tenho imagens...
e fui ver se haveria bilhetes para a peça " La Cocina" no Valle-Inclan, referenciado nesse dia no El Pais.
Já estava esgotado, a sala de 350 lugares esgota todos os dias...
Por artes mágicas arranjaram-me um bilhete, na 1ª fila!
Tenho que dizer que foi uma das melhores, talvez mesmo a melhor peça da minha vida.
Cenários fantásticos, e durante duas horas e meia, a actividade frenética de uma cozinha " industrial", por cerca de 30 actores de alta qualidade, sem uma quebra, com uma trama apropriada para os nossos tempos, o interculturalismo e o relacionamento social.
Fantástico!
e fui ver se haveria bilhetes para a peça " La Cocina" no Valle-Inclan, referenciado nesse dia no El Pais.
Já estava esgotado, a sala de 350 lugares esgota todos os dias...
Por artes mágicas arranjaram-me um bilhete, na 1ª fila!
Tenho que dizer que foi uma das melhores, talvez mesmo a melhor peça da minha vida.
Cenários fantásticos, e durante duas horas e meia, a actividade frenética de uma cozinha " industrial", por cerca de 30 actores de alta qualidade, sem uma quebra, com uma trama apropriada para os nossos tempos, o interculturalismo e o relacionamento social.
Fantástico!
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Antes de ir a Madrid estive na Povoa de Sta Iria:
http://omirante.pt/sociedade/2016-11-24-Populacao-nao-pode-desistir-de-fazer-justica-no-caso-da-legionella
cheguei de Madrid e estive a falar numa iniciativa do: Centro Europe Direct Aveiro
Falei da União da Energia e critiquei, ferozmente a cultura da soberania, assim como a incapacidade de superar os horizontes nacionais e desenvolver uma nova cultura da Energia, inclusivé no quadro do recuado novo pacote da Energia em final de processamento.
A Europa continua a ser um sonho, mas só esse é que nos poderia afastar do pesadelo que se aproxima a passo de gigante.
O quadro de Rubens, o rapto da Europa, sobre a cultura que vale, que é universal, local e cosmopolita.
Trarei em próximas postas imagens e relatos de como vai Madrid!
http://omirante.pt/sociedade/2016-11-24-Populacao-nao-pode-desistir-de-fazer-justica-no-caso-da-legionella
cheguei de Madrid e estive a falar numa iniciativa do: Centro Europe Direct Aveiro
Falei da União da Energia e critiquei, ferozmente a cultura da soberania, assim como a incapacidade de superar os horizontes nacionais e desenvolver uma nova cultura da Energia, inclusivé no quadro do recuado novo pacote da Energia em final de processamento.
A Europa continua a ser um sonho, mas só esse é que nos poderia afastar do pesadelo que se aproxima a passo de gigante.
O quadro de Rubens, o rapto da Europa, sobre a cultura que vale, que é universal, local e cosmopolita.
Trarei em próximas postas imagens e relatos de como vai Madrid!
quarta-feira, novembro 23, 2016
Morreu hoje uma Ex Presidente da Câmara de Valência e senadora.
Trago o tema aqui não pela senhora, desde logo no âmbito privado sendo de lamentar a ocorrência, mas pela dimensão pública e política que já está a ter esse evento.
A sra estava acusada de corrupção, aliás toda a sua vida política está repleta das piores manigâncias e traficâncias, conhecemos bem casos parecidos.
O caso é que logo hoje foi proposto um minuto de silêncio na congresso dos deputados e desse se ausentaram ( e eu que os crítico acerrimamente aplaudo o gesto!) os deputados do PODEMOS, que mencionaram o respeito pessoal mas o inapropriado que seria prestar uma homenagem política a uma pessoa acusada de múltiplos crimes de corrupção em acto.
Recordei pelo menos uma vez quando com Nunes da Silva tivemos que recusar uma homenagem (política) municipal a já não recordo quem, mas um fascista empedernido, que não sei por alma de quem o então Presidente António Costa decidiu prantear essa. Não ficámos sós, um ou dois socialistas e o PCP também recusaram, esse tributo.
Os momentos de homenagem devem ser para quem os merece e quem com a sua vida os honra.
Todas as mortes são momentos de reflexão
Trago o tema aqui não pela senhora, desde logo no âmbito privado sendo de lamentar a ocorrência, mas pela dimensão pública e política que já está a ter esse evento.
A sra estava acusada de corrupção, aliás toda a sua vida política está repleta das piores manigâncias e traficâncias, conhecemos bem casos parecidos.
O caso é que logo hoje foi proposto um minuto de silêncio na congresso dos deputados e desse se ausentaram ( e eu que os crítico acerrimamente aplaudo o gesto!) os deputados do PODEMOS, que mencionaram o respeito pessoal mas o inapropriado que seria prestar uma homenagem política a uma pessoa acusada de múltiplos crimes de corrupção em acto.
Recordei pelo menos uma vez quando com Nunes da Silva tivemos que recusar uma homenagem (política) municipal a já não recordo quem, mas um fascista empedernido, que não sei por alma de quem o então Presidente António Costa decidiu prantear essa. Não ficámos sós, um ou dois socialistas e o PCP também recusaram, esse tributo.
Os momentos de homenagem devem ser para quem os merece e quem com a sua vida os honra.
Todas as mortes são momentos de reflexão
terça-feira, novembro 22, 2016
domingo, novembro 20, 2016
Foi aqui mesmo ao lado.
Por negligência criminosa de uma empresa de adubos, como está completamente, completamente mesmo, provado, morreram 14 pessoas e algumas centenas, mais de 4 centenas ficaram com sequelas da legionella. Foi aqui mesmo ao lado.
Ontem estive numa conversa no Grémio Dramático Povoense, e dei uma entrevista a um jornal local, a falar sobre as consequências da actividade industrial descuidada ou impossível de cuidar, como é o caso do urânio e todo o seu processo, embora aqui o enfoque fosse esta bactéria.
Quando das perguntas vários atingidos pelo crime desta empresa, e também pela incúria do Estado e das autarquias, além da incapacidade do sistema judicial e a leviandade de alguns dos seus agentes, tive ocasião de os colocar em contacto, estimular o associativismo e dar alguns conselhos da mais límpida sensatez para um maior empenho e pressão.
Conheço o choradinho desses bandidos e criminosos. Se pagarem indemnizações irão falir ( e lá irão uns postos de trabalho) a culpa foi do bêbado nesse dia (mas não foram vários, muitos?) ao serviço, foi um raio que caiu na cuba ( e então não se tomaram providências) ou não há provas ( mas como se a origem da bactéria foi completamente rastreada!).
A sessão embora pouco concorrida foi animada e julgo que ficou uma semente.
É preciso obrigar ao empenho autárquico, é preciso que o Estado e o sistema de justiça se mexam. Houve mortos, houve e há atingidos na sua vida e saúde. Todos, todos somos vítimas da legionella quando estes assuntos ficam em águas da dita.
A culpa não pode morrer solteira.
Agradeço à Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo e ao Grémio Dramático Povoense, assim como ao meu velho camarada Mota Redol o terem-me permitido falar e ouvir estas bravas gentes, que não podem ficar paradas. Vamos todos caminhar!
Por negligência criminosa de uma empresa de adubos, como está completamente, completamente mesmo, provado, morreram 14 pessoas e algumas centenas, mais de 4 centenas ficaram com sequelas da legionella. Foi aqui mesmo ao lado.
Ontem estive numa conversa no Grémio Dramático Povoense, e dei uma entrevista a um jornal local, a falar sobre as consequências da actividade industrial descuidada ou impossível de cuidar, como é o caso do urânio e todo o seu processo, embora aqui o enfoque fosse esta bactéria.
Quando das perguntas vários atingidos pelo crime desta empresa, e também pela incúria do Estado e das autarquias, além da incapacidade do sistema judicial e a leviandade de alguns dos seus agentes, tive ocasião de os colocar em contacto, estimular o associativismo e dar alguns conselhos da mais límpida sensatez para um maior empenho e pressão.
Conheço o choradinho desses bandidos e criminosos. Se pagarem indemnizações irão falir ( e lá irão uns postos de trabalho) a culpa foi do bêbado nesse dia (mas não foram vários, muitos?) ao serviço, foi um raio que caiu na cuba ( e então não se tomaram providências) ou não há provas ( mas como se a origem da bactéria foi completamente rastreada!).
A sessão embora pouco concorrida foi animada e julgo que ficou uma semente.
É preciso obrigar ao empenho autárquico, é preciso que o Estado e o sistema de justiça se mexam. Houve mortos, houve e há atingidos na sua vida e saúde. Todos, todos somos vítimas da legionella quando estes assuntos ficam em águas da dita.
A culpa não pode morrer solteira.
Agradeço à Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo e ao Grémio Dramático Povoense, assim como ao meu velho camarada Mota Redol o terem-me permitido falar e ouvir estas bravas gentes, que não podem ficar paradas. Vamos todos caminhar!
quinta-feira, novembro 17, 2016
Com o sistema de pesos e contra pesos em total ruptura, com um racista, misógino, contra as identidades sexuais, e defensor do criacionismo mais boçal (todo ele é boçal) e negacionista da realidade ( as alterações climáticas já nem são matéria de controvérsia cientifica, como a evolução...) a situação mundial, e desde logo nos E.U.A., onde conflitos poderão surgir, está no caminho do tal Armagedão.
E os fogos ( do inferno, para os bíblicos!) anunciam-se:
http://public.wmo.int/en/media/press-release/provisional-wmo-statement-status-of-global-climate-2016
atenção que isto não são os tais radicais...
E os fogos ( do inferno, para os bíblicos!) anunciam-se:
http://public.wmo.int/en/media/press-release/provisional-wmo-statement-status-of-global-climate-2016
atenção que isto não são os tais radicais...
quarta-feira, novembro 16, 2016
Para a agenda, tem um capítulo sobre os cafés... também, sobretudo de Lisboa!
e,
e,
http://www.esferadocaos.pt/pt/catalogo_detalhe_semcoleccao297.html
… e aqui:
http://www.esferadocaos.pt/pt/
… e aqui:
http://www.esferadocaos.pt/pt/novidades.html
… e aqui:
https://www.facebook.com/esfera.do.caos.editores/photos/a.262529900540496.62136.262499113876908/1006270166166462/?type=3&theater
… e aqui:
https://www.facebook.com/esfera.do.caos.editores/photos/pcb.1004679562992189/1004679199658892/?type=3&theater
segunda-feira, novembro 14, 2016
Estive ausente 4 dias,
fui ver um fabuloso Escócia - Austália, numa cidade fantástica, onde há muitos bons exemplos para Lisboa.
desde logo a iluminação de monumentos e outras obras de arte, que tem uma vida e cria uma empatia excepcional!
e, além de excelentemente conservada por toda a cidade estão assinalados os locais ou casas de memória!
E claro a animação é do melhor, aqui...
Mais fotos e opinião em http://signos.blogspot.pt
fui ver um fabuloso Escócia - Austália, numa cidade fantástica, onde há muitos bons exemplos para Lisboa.
desde logo a iluminação de monumentos e outras obras de arte, que tem uma vida e cria uma empatia excepcional!
e, além de excelentemente conservada por toda a cidade estão assinalados os locais ou casas de memória!
E claro a animação é do melhor, aqui...
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quarta-feira, novembro 09, 2016
A democracia é um sistema perverso, Hitler também foi eleito democraticamente, sabemos que com a cumplicidade dos comunistas, como hoje Trump é eleito com a ajuda de alguma esquerda, que continua a defender a lógica do quanto pior melhor, ou a ignorar as diferenças entre as direitas, que também saiu derrotada.
Ainda recentemente me diziam que o voto aconcelhável era... em branco, sem perceber que esse é um voto numas eleições bipolares é o voto num, assim como o voto foclórico.
A democracia é um sistema perverso, hoje à mercê de populismos endinheirados, ou não, e pela Europa, e aqui mesmo ao lado, também já os temos.
Hoje é um dia triste, não para a democracia que está jubilada e cooptada pela demagogia e extremismos, mas para as liberdades públicas e os direitos.
Felizmente em mais Estados, nos E.U.A., pode-se fumar uma ganza, em público, sem ir para a prisa. Logo que tenha os resultados finais aqui os divulgarei.Ao menos o sonho ganhou mais liberdade. Infelizmente o mundo abeira-se da guerra e um maluco tem o dedo no botão.
Pode destruir Lisboa!
Um artigo visionário:
http://www.huffingtonpost.es/michael-moore/trump-va-a-ganar_b_11212536.html?utm_hp_ref=spain
aqui:
http://www.nola.com/elections/index.ssf/2016/11/marijuana_referendum_results_9.html
Ainda recentemente me diziam que o voto aconcelhável era... em branco, sem perceber que esse é um voto numas eleições bipolares é o voto num, assim como o voto foclórico.
A democracia é um sistema perverso, hoje à mercê de populismos endinheirados, ou não, e pela Europa, e aqui mesmo ao lado, também já os temos.
Hoje é um dia triste, não para a democracia que está jubilada e cooptada pela demagogia e extremismos, mas para as liberdades públicas e os direitos.
Felizmente em mais Estados, nos E.U.A., pode-se fumar uma ganza, em público, sem ir para a prisa. Logo que tenha os resultados finais aqui os divulgarei.Ao menos o sonho ganhou mais liberdade. Infelizmente o mundo abeira-se da guerra e um maluco tem o dedo no botão.
Pode destruir Lisboa!
Um artigo visionário:
http://www.huffingtonpost.es/michael-moore/trump-va-a-ganar_b_11212536.html?utm_hp_ref=spain
aqui:
http://www.nola.com/elections/index.ssf/2016/11/marijuana_referendum_results_9.html
segunda-feira, novembro 07, 2016
Os edifícios e o sector dos transportes são uma parte maioritária das emissões de CO2 e áreas onde as alterações têm que ser radicais.
http://www.pt.cision.com/cp2013/ClippingDetails.aspx?id=ee84b467-5945-46a0-8113-36e396a45cfd&analises=1
neste excelente artigo temos matéria para reflexão e também tópicos sobre a mudança urgente e necessária.
A electrificação do sector dos transportes deveria ser paralela a alterações na lógica de ocupação do território e novas valência que abram caminho a um regresso da ruralidade, como transportes com uso de animais, que impõe também ritmos diferentes do/no tráfego urbano, e o aproveitamento de resíduos alimentares em locomoção, processos que infelizmente praticamente acabaram no nosso país, com o desaproveitamento total do óleo alimentar e outros resíduos valorizáveis em substituição do diesel.
E nos edifícios muito há para fazer, mas certamente não é solução, antes pelo contrário a peregrina ideia de substituir as fontes de calor, seja o esquentador seja o aquecimento pelo todo eléctrico, como ouvi este fim de semana a uma especialista!, porque usar a electricidade para obter calor é uma dupla maldade!!!
Isolamento, melhoria das condições térmicas, com cortiça e novas janelas, melhoria da insolação e utilização de processos mais clássicos para um optimum ambiental no interior das habitações são algumas das soluções.
E aguentar, que ou temos novas baterias em breve ou... isto vai ultrapassar e muito os 3 graus que agora já são assumidos como evidência, mas atenção que esses 3 são 4, porque um já tinha sido comido quando Paris falou em 2!
http://www.pt.cision.com/cp2013/ClippingDetails.aspx?id=ee84b467-5945-46a0-8113-36e396a45cfd&analises=1
neste excelente artigo temos matéria para reflexão e também tópicos sobre a mudança urgente e necessária.
A electrificação do sector dos transportes deveria ser paralela a alterações na lógica de ocupação do território e novas valência que abram caminho a um regresso da ruralidade, como transportes com uso de animais, que impõe também ritmos diferentes do/no tráfego urbano, e o aproveitamento de resíduos alimentares em locomoção, processos que infelizmente praticamente acabaram no nosso país, com o desaproveitamento total do óleo alimentar e outros resíduos valorizáveis em substituição do diesel.
E nos edifícios muito há para fazer, mas certamente não é solução, antes pelo contrário a peregrina ideia de substituir as fontes de calor, seja o esquentador seja o aquecimento pelo todo eléctrico, como ouvi este fim de semana a uma especialista!, porque usar a electricidade para obter calor é uma dupla maldade!!!
Isolamento, melhoria das condições térmicas, com cortiça e novas janelas, melhoria da insolação e utilização de processos mais clássicos para um optimum ambiental no interior das habitações são algumas das soluções.
E aguentar, que ou temos novas baterias em breve ou... isto vai ultrapassar e muito os 3 graus que agora já são assumidos como evidência, mas atenção que esses 3 são 4, porque um já tinha sido comido quando Paris falou em 2!
Bem sei que ainda falta, eu irei a Edimburgo, e ao norte do país até lá, mas desde já para a agenda, serão contadas estórias da luta contra a mineração de urânio e também em torno da legionella, e outros temas....
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domingo, novembro 06, 2016
Julgo que esqueci de aqui mencionar o Caldas Nice Jazz ( estava esgotado, esta!), que este ano, novamente. foi excelente.
Escrevi uma crónica a propósito da Big Band...
"
Escrevi uma crónica a propósito da Big Band...
"
Música de negros, tocada por brancos para um
público de todas as cores
Há muitos tipos de Jazz, assim como muitas
teorias sobre a sua origem, todas elas atribuindo-a a populações
afro-americanas no sul do Estados Unidos, assim como muitas teorias sobre a
etimologia da palavra Jazz, todas elas gravitando em torno da sua ligação ao sexo.
O Jazz, o sexo, sempre foi uma música, uma
atitude de resistência seja dos negros americanos, e acompanhou as lutas pelos
direitos civis, seja contra o apartheid nos Estados Unidos, seja dos opositores
às ferozes ditaduras soviéticas, com o director da Gazeta estivemos em locais
de culto da Polónia ainda sobre as botifarras dos generais, onde do melhor Jazz
nos encheu os ouvidos.
O Jazz opôs-se à lei seca e hoje é bandeira na
luta pela legalização das drogas e continua, mesmo quando dominado por
brilhantes orquestras que o suavizam para amplas audiências, a ser um som
sempre diferente, sempre enquadrado no tempo e no espaço.
O Caldas Nice Jazz é dos melhores momentos de
Jazz no nosso país, pelo projecto que lhe subjaz e pela qualidade dos músicos
com que nos presenteia. Uma iniciativa a proteger, porque no seu entorno haverá
bons frutos!
As Big Band tem um tempo no Jazz, corresponde
à integração do Jazz da marginalidade para o “mainstream, as grandes
audiências, na altura da II guerra mundial, por razões óbvias.
Nada de mal nisso, também o fado, o tango e
até a morna se adocicaram para aumentar a sua difusão e ouvidorias.
Na sexta 27 tivemos uma das melhores e
históricas big band da actualidade, num espectáculo inolvidável, Jazz de salão
de baile, integrando-se na lógica “soft”, suave e para todos os públicos,
tivemos Tchaikovsky, Rimsky Korsakov e até Frank Sinatra, entre outros,
trabalhados em toada de Jazz.
O Jazz, esta espantosa música de negros,
orquestrada e tocada por brancos, como o público, mas sem cor ou de todas as
cores.
Uma grande noite, grandes músicos e um
excelente ambiente no palco, grandes cantores e um excelente ambiente com e
entre o público.
Caldas merece o Caldas Nice Jazz. O país
merece ouvir este Jazz!"
António Eloy
sábado, novembro 05, 2016
Com regularidade falamos de questões de energia.
Hoje estive na reunião de discussão e formatação da Assembleia Geral da:
http://www.coopernico.org/
Interessante e nutritiva de ideias e projectos. Retive, tinha ideia que era ao redor de 20%, mas duas fontes garantiram que são de 17% as perdas no sistema eléctrico, ou seja só utilizamos 83% da electricidade que é enviada para a rede.
Falámos da questão do encerramento de Sines e da questões ligadas aos sistemas de redes e aos novos desafios para evitar que os 3 a 5 graus se se cumprirem os acordos de Paris, tornem irreversível a Armagedão. Que poderá dar um substancial passo em frente se Trump for eleito.
Mas vejamos como vão as coisas por cá, que é o único local onde podemos interferir...
ou seja apesar das tontandas do Bloco da Esquerda para acabar com os desenvolvimentos das eólicas, ao mesmo tempo que criticam e bem os contratos sobre o petróleo e a nuclear, mas errando tácticamente quando metem o gás no mesmo barco, as renováveis tem muito caminho para andar. Ou navegar.
Hoje estive na reunião de discussão e formatação da Assembleia Geral da:
http://www.coopernico.org/
Interessante e nutritiva de ideias e projectos. Retive, tinha ideia que era ao redor de 20%, mas duas fontes garantiram que são de 17% as perdas no sistema eléctrico, ou seja só utilizamos 83% da electricidade que é enviada para a rede.
Falámos da questão do encerramento de Sines e da questões ligadas aos sistemas de redes e aos novos desafios para evitar que os 3 a 5 graus se se cumprirem os acordos de Paris, tornem irreversível a Armagedão. Que poderá dar um substancial passo em frente se Trump for eleito.
Mas vejamos como vão as coisas por cá, que é o único local onde podemos interferir...
ou seja apesar das tontandas do Bloco da Esquerda para acabar com os desenvolvimentos das eólicas, ao mesmo tempo que criticam e bem os contratos sobre o petróleo e a nuclear, mas errando tácticamente quando metem o gás no mesmo barco, as renováveis tem muito caminho para andar. Ou navegar.
terça-feira, novembro 01, 2016
Numa das minhas últimas presenças em reuniões do Executivo ( depois foi "achado" que eu era muito crítico!) levantei a questão da impreparação total e completa de Lisboa, da autarquia, dos serviços do Estado, da protecção civil, seja essa o que seja (não sabem os riscos de Almaraz, por exemplo!) para fazer face a um qualquer terramoto.
Referi também a total falta de atenção na maioria das nossas escolas e/ ou instituições de formas básicas de minimizar os desgastes e as consequências do "big one".
Ultimamente, seja na televisão, num daqueles programas que ninguém vê, seja aqui:
https://www.publico.pt/local/noticia/terramoto-de-1755-foi-maior-do-que-o-do-japao-e-pode-repetirse-diz-especialista-1749572
somos alertados, para o que referi então. Recordo que o P.S.L. se divertia ao telemóvel e o estimável Manuel Brito ainda tentou dizer umas coisas, enquanto foi, tal como eu ignorado pelos restantes, certamente satisfeitos com os seus egos e claro a senha de presença.
Mas, isto, isto não é brincadeira.
Lisboa arrisca-se a desaparecer, bairros inteiros cairão direitos ( ou melhor provocando muita murraça) e continuamos a confiar no seguro, o tal que morreu de velho.
Ou na Nº Sra de Fátima, a mesma que nos protegerá de qualquer acidente em Almaraz.
isto poderá ser o Bairro das Colónias ou a Graça, se...
Referi também a total falta de atenção na maioria das nossas escolas e/ ou instituições de formas básicas de minimizar os desgastes e as consequências do "big one".
Ultimamente, seja na televisão, num daqueles programas que ninguém vê, seja aqui:
https://www.publico.pt/local/noticia/terramoto-de-1755-foi-maior-do-que-o-do-japao-e-pode-repetirse-diz-especialista-1749572
somos alertados, para o que referi então. Recordo que o P.S.L. se divertia ao telemóvel e o estimável Manuel Brito ainda tentou dizer umas coisas, enquanto foi, tal como eu ignorado pelos restantes, certamente satisfeitos com os seus egos e claro a senha de presença.
Mas, isto, isto não é brincadeira.
Lisboa arrisca-se a desaparecer, bairros inteiros cairão direitos ( ou melhor provocando muita murraça) e continuamos a confiar no seguro, o tal que morreu de velho.
Ou na Nº Sra de Fátima, a mesma que nos protegerá de qualquer acidente em Almaraz.
isto poderá ser o Bairro das Colónias ou a Graça, se...
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