quarta-feira, janeiro 17, 2018


FRUTOS DE INVERNO DO JARDIM GULBENKIAN

A variedade de frutos no inverno é uma das notáveis marcas da paisagem do Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian.
Na última sexta-feira, depois de alguns meses de ausência, voltei a visitar  calmamente todos os recantos do meu jardim predileto de Lisboa. Deliciei-me a fotografar texturas de troncos, ramos despidos, folhagens, flores, frutos.
Frutos vermelhos, alaranjados, cor-de-rosa, amarelos, azuis metalizados, quase negros, de plantas dos quatro cantos do mundo, com predomínio das nativas do extremo oriente, perfeitamente integradas nesta comunidade no sudoeste da Europa.

Berberis wilsoniae – China

Clivia miniata – África do Sul

Cotoneaster lacteus – China

Cotoneaster salicifolius – China

Crataegus monogyna – Europa

Euonymus japonicus – Japão, Coreia, China

Ilex aquifolium – Europa, Norte de África, Oeste da Ásia

Ilex x altaclarensis – Hortícola

Ligustrum sinense – China

Myrtus communis – Mediterrâneo e Sudoeste da Europa

Myrtus communis – Mediterrâneo e Sudoeste da Europa

Pittosporum undulatum – Austrália

Pyracantha crenulata – China

Rhaphiolepis umbellata – Japão, Coreia

Ruscus aculeatus – Europa, Norte de África

Symphoricarpos x chenaultii – Hortícola

Viburnum tinus – Sul da Europa, Norte de África


17.01.2018
Raimundo Quintal


Fonte: Raimundo Quintal - Jardim da Fundação Gulbenkian (Calouste Gulbenkian Fundation’s Garden) Flora (2014), Fundação Calouste Gulbenkian – Serviços Centrais, Lisboa, 335 p.

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Recebo uma multa da EMEL, que irão receber ao Totta!
Transcrevo:
Estacionou em local não destinado ESPECIALMENTE para esse efeito.
Notável este ESPECIALMENTE, que está lá, não em maiusculas. Deve ser porque era um local que não correspondia à EMEL.
E também recebo uma carta de uns cobradores de Frac, chamados agora intercobranças a invocar uma dívida, que não tenho, conforme comprovativo em meu poder ( e já tive que pôr um processo à antiga empresa desses cobradores que agora mudou de nome!) ao, imaginem!  BES!
Não há vergonha que chegue para esta gentuça.
E, para alicerçar o tempo:
e

domingo, janeiro 14, 2018

Melhoraram muito os mercados de Lisboa. Este, instalado um pouco ao lado conheci-o mto bem, desde o início dos anos 60, tinha umas enormes ratazanas por ali  e outras condições higiénicas que nem no grande mercado de Accra verifiquei.
e tenho que, voltar a recomendar, pela frescura do produto, pelo atendimento e simpatia e os preços o restaurante de peixe que está no 1º andar com vistas para o Liceu Camões, perto de onde me dizem vai ser uma nova Loja do Cidadão, de que bem precisados estamos!
E vai um cafézinho para a mesa do canto...

sexta-feira, janeiro 12, 2018

Ontem visitei, mesmo no centro de Lisboa, mas só acessível para alguns privilegiados, o posto de comando de uma empresa de produção de energia eléctrica a partir de renováveis.
Um painel (4 ecrans) notável onde se acompanham ao milímetro todas as "máquinas", com todos os dados ao mais ínfimo pormenor, com vigilância todos os minutos por operacionais ( pessoas) 24 horas por 24.
Uma empresa notável!
E hoje leio uma entrevista também excelente. Saliento, nem uma palavra sobre energias do passado, como a nuclear!
http://energypost.eu/interview-eu-commission-vp-maros-sefcovic-energy-union-deepest-transformation-of-energy-systems-since-industrial-revolution/

quinta-feira, janeiro 11, 2018



Dias 20 e 21 Caldas da Rainha e Ferrel.
Carregar para visualizar:



Há 40 anos, a Gazeta das Caldas, com a colaboração de incipientes  grupos ecologistas de todo o país, com o apoio de meia dúzia de jornalistas, professores universitários, políticos, e com todos os cantores de intervenção, organizámos em Caldas da Rainha e Ferrel uma importante acção pública, contra a então, já periclitante, e perto de uma falha sísmica que não estava a ser considerada, central nuclear de Ferrel.

Foi um grito do Ipiranga e julgo, a primeira vez que se avançou claramente com a hipótese das renováveis (então pensávamos na energia do Sol) como alternativa, para a VIDA.
O Festival Pela Vida e contra a Nuclear foi um acontecimento. A ele assistiram muitos futuros ministros e altas individualidades da Ibéria, sejam escritores, artistas, políticos, ou expoentes da sociedade.
Vamos este ano lembrar o que era o nosso país há 40 anos, das lutas que neste tempo até chegarmos ao actual exemplo que somos nas renováveis, mas também falar dos novos desafios, da nuclear em Espanha e da organização para a enfrentarmos, não esquecendo as alterações climáticas que estão associadas ao dispilfário energético e à falta de desenvolvimento de energias suaves e sustentáveis.
O cartaz do colóquio e os eventos em Ferrel seguem em anexo, para o que chamamos a vossa atenção e solicitamos a máxima divulgação.
Hoje, como ontem, é em nome da Vida e contra a Nuclear que estamos!
Por ventos e marés e com o sol a guiar-nos!
Caminhantes contra a central de Ferrel e a nuclear ainda estão, felizmente, vivos e nomeá-los seria arriscar um esquecimento ou algum lapso.
A.E. 
Mas não quero deixar de mencionar três dos nossos companheiros que desapareceram Delgado Domingues e Humberto da Cruz, assim como Zeca Afonso, neles simbolizando o conhecimento, a militância e o empenho que também na altura foram chaves na nossa luta.



quarta-feira, janeiro 10, 2018

                                          Melancolia, Edward Munch
Sem que acompanhe, totalmente, estas escolhas, elas mostram alguns locais emblemáticos da nossa comezaina...
https://elviajero.elpais.com/elviajero/2018/01/04/actualidad/1515072432_714377.html

terça-feira, janeiro 09, 2018

esta é uma das minhas favoritas das:
https://www.theguardian.com/environment/gallery/2018/jan/09/wildlife-photographer-of-the-year-peoples-choice-award-in-pictures
mas esta é fantástica...
 os ursos são dos animais mais fotogénicos...
mas é sabida a minha veneração por mochos....

segunda-feira, janeiro 08, 2018

Já aqui referi o inqualificável processo colocado pela empresa, poluidora, Celtejo a Arlindo Marques.
https://ionline.sapo.pt/artigo/595423/poluicao-do-tejo-braco-de-ferro-entre-arlindo-marques-e-celtejo?seccao=Portugal_i
Penso que esta empresa faria bem, se seguindo os doutos conselhos dos seus advogados,  retira-se a queixa e evitasse sofrer o enxovalho de arrastar o processo em tribunal, onde será tornado óbvio que esta empresa, como todas e especialmente as do sector da pasta de papel é altamente poluidora, com inúmeros testemunhos, credenciados de técnicos, cientistas e ecologistas, além das associações, de municípios e partidos políticos.
A Celtejo verá a sua imagem sofrer os maiores tratos de polé, como corresponde a uma empresa que está nos limites da lei no que toca ao cumprimento da legislação e por várias vezes a tem infringido.
A Celtejo pensou que se metia com o elo mais fraco, mas vai-lhe sair o tiro pela culatra.
Os títulos sobre as sua sinistras actividades de poluição do rio, mesmo quando não infringem a lei, serão amplamente denunciados.
Tem razão os advogados quando aconselham a administração a sair pela esquerda baixa.
E tem ainda mais razão quando conhecem bem como os processos contra a liberdade de expressão tem pouca, muito pouca cobertura seja pelos tribunais, seja pela relação, seja pelo Supremo, seja pelo Constitucional. E sabem eles bem como o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem é severo em relação a estes atropelos contra a expressão, o direito e a cidadania.
É claro que até agora nada indica que a tal esquerda baixa seja o caminho que a administração da Celtejo ( se consultassem os seus parceiros talvez modificassem a sua opinião....) vá seguir...
Deveria. A Celtejo entrará na história como mais uma entidade que tentou calar a voz do povo (sei do que falo pois já respondi em tribunal por um facinoroso, o ex presidente da Câmara Municipal de Caldas tentar sancionar os meus artigos de opinião... perdeu em tribunal!).
O feitiço vai-se virar.....
Vamos contribuir para defender o Tejo!
que já praticamente não existe no passo de Toledo!
Aqui:
https://www.change.org/p/unesco-el-estado-del-tajo-amenaza-la-declaración-de-la-unesco-a-toledo?recruiter=60221226&utm_source=share_petition&utm_medium=email&utm_campaign=share_email_responsive

Miles Davis - Concierto de Aranjuez Part 1

sábado, janeiro 06, 2018

Hoje no Cartaxo introduzi o tema da sustentabilidade no quadro do decréscimo económico e do aumento do bem estar e da felicidade.
Tema para muitas conversas....
que podem girar neste entorno!


quinta-feira, janeiro 04, 2018

Deixei a companhia Tranquilidade quando me tentaram dar o golpe do baú, há 2 ou 3 anos.
Como agora aumentaram-me o seguro. Só que na altura enviaram-me uma informação previamente e ainda fui a tempo de mudar de companhia.
para desgraça minha a Açoreana foi agora comprada pelos chineses da Tranquilidade e agora sem qualquer aviso prévio deram outro golpe. Aumentaram-me sem qualquer motivo novamente o seguro do carro.
Depois dos meus protestos fui informado, no início de Dezembro que seria ressarcido em 8 euros e alguns cêntimos. Pois apesar de já os ter questionado até agora, já passa um mês ... népia.-Para exportelarem-me foi na hora, nem esperaram um minuto.
Venho dar conta desta situação de que informarei o Instituto Seguros de Portugal.
ou dos "empregos" políticos... para os quais não têm qualificações, qualidades ou qualquer mérito.
Nem um mínimo de ética. A não ser ser do partido ou cliente....

terça-feira, janeiro 02, 2018

Aqui:
http://www.dw.com/en/nuclear-reactor-to-shut-down-amid-germanys-atomic-phase-out/a-41983056?maca=en-Facebook-sharing 
boas notícias para iniciar o ano!
E
 em miúdos:

A produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 246,0 kWh, o que permitiu abastecer os electrodomésticos da cozinha, a iluminação e os equipamentos de climatização. 

O aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo, 6,36 m3 de gás natural, durante o último mês. 
 
 A produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 28 % das habitações de Lisboa. 

O desenvolvimento do fotovoltaico doméstico, e volto a referir o papel das cooperativas  de produção e da microgeração (além da conservação e eficiência) tem, e com as novas baterias em vertiginoso desenvolvimento, que ser a cheve para um novo paradigma de consumo/produção.
E claro que o térmico, onde o nosso país está atrás, por habitante, da Alemanha que tem muito, muito menos calor solar, tem um enorme potencial.
E a geotermia de baixa entalpia, também.
O vento, pois o vento fica com o Pessoa...
 


segunda-feira, janeiro 01, 2018

E que tal uma ida ao Cartaxo?
https://www.facebook.com/events/443135549416639/
Estas estão prontas a marchar, neste ano em que a guerra às drogas, também vai acabar....
https://www.theguardian.com/us-news/2018/jan/01/california-broad-legalization-marijuana
com trump ou sem...

quarta-feira, dezembro 27, 2017

Uma empresa em constante violação da lei, como o próprio ministro do Ambiente reconhece atreve-se a por um processo a quem a denuncia:
http://movimentoprotejo.blogspot.pt/2017/12/protejo-em-defesa-de-arlindo-consolado.html
hoje falei com o Arlindo e ofereci-me para testemunha, dado que o estatuto de co-réu não é possível.
Esta empresa, a CELTEJO, uma empresa que deve, ela sim, ser alvo de coimas, muitas e até interdição da actividade, que conspurca em total ilegalidade o nosso bem que é o Tejo, ir-se-à arrepender....!!!
Não nos calaremos!!!!
Imaginemos o nosso Museu de Arte Antiga a colaborar numa edição de chacota e altamente abrasiva sobre as obras em exposição... depois dos jantares no Panteão (e terão deixado alguns tremoços...?) e das noitadas nos Jerónimos cairia o Carmo e a Trindade....
mas é só o Louvre, e as piadas sobre a Gioconda são mais velhas que a própria...

terça-feira, dezembro 26, 2017

Desmascarando os nazionalismos:

indepêndencia da minha terra, já!

domingo, dezembro 24, 2017

O lume em Barrancos:
aqui ainda não tinha começado o incêndio na torre sineira.
aqui já tinha sido extinto.


COMUNICADO

Por meio desta, informamos que a partir do dia de hoje, estaremos de férias para um merecido descanso, estaremos de volta no dia 2 de janeiro de 2018.
Desejamos a todos e suas famílias muitas felicidades nas festas de fim de ano e um 2018 com muita saúde!
Atenciosamente,
Alface, Pão Integral, Granola, Legumes e Verduras, Frutas, Linhaça, Leite desnatado, Pepino, Ricota e Iogurte 0% gordura.

P.S.: Na nossa ausência, estarão à vossa disposição, para atendê-los com a mesma gentileza de sempre:
Leitão assado, Peru recheado, Bacalhoada, Tender, Pernil, Farofa, Rabanadas, Torta de chocolate, Panetone, sobremesas, vinhos, aguardentes e todos os demais que integram a equipa.
Desde já muito obrigado pela sua compreensão! 

 

sábado, dezembro 23, 2017

                                 No Comments!

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Passei o dia em Évora, cidade magnífica, e onde encontrei numa simpática livraria uma editora que não conhecia, que edita livros de acordo com a norma do português europeu.
Talvez volte a comprar livros em português, aliás não sei como as editoras podem continuar nessa rampa descendente que é editarem livros cheios de inanidades.
Pois a Livros de Bordo merece a minha referência!
E este
num dia triste em que o potente anestésico que é o nacionalismo tomou conta de 47% dos catalães que votaram e deram mais uma maioria parlamentar ao que considero uns mentecaptos que destruirão a Catalunha, Espanha, a Ibéria e a Europa....
Ou talvez os Cidadãos o consigam impedir!?

sábado, dezembro 16, 2017

Bem sei que o francês está a cair em desuso, sobretudo nos com menos de 40, mas por vezes há algumas revistas que merecem um esforço, sobretudo quando são simplificadoras e didácticas (mas não passam disso!).
Este número da Science&Vie, é valioso, para principiantes, seja do francês seja da ecologia.
Na capa o "douanier" Rousseau, por mim tão usado....
e excelentes ilustrações!

quinta-feira, dezembro 14, 2017

Uma ida a Mértola, dois dedos de conversa com o Claúdio Torres dão-nos mais energia que o espinafre ao Popeye.
Continuo o livro da época:
que já fez milhares de quilómetros, e se recomenda!:

E nessa lógica cultural leio este.
Já aqui falei das perversões que abundam no Cante (e também no Fado).
Algumas são abordadas, entre linhas e muito a medo e esconças. neste livro, nem todas.
A mercantilização e comercialização de um valor património, quem estabelece o padrão e como? (e nem é abordado a actual moda esdrúxula de Cante religioso) e a articulação etnográfica que o Cante requer, seja como enquadramento.
Qualquer dia teremos cante com orquestra...já se canta Cante nas igrejas (sem que sejam as tais catedrais) e acompanhamento ao piano!.
Interessante parecer que há alguém preocupado com a usurpação do Cante por Serpa e o facto do caderno de encargos que poderá levar à exclusão deste da lista do Património UNESCO não estar a ser cumprida e mais,,, ser desconhecida.
Tudo isto após um almoço familiar com o Claúdio e mais um capítulo da procura de sentido, para a Humanidade.

quarta-feira, dezembro 13, 2017

carregar para ler!

terça-feira, dezembro 12, 2017

Estará, segundo me dizem, a partir da próxima semana à venda em locais que aqui mencionarei.
Os que não quiserem esperar (embora com o actual sistema dos CTT, poderá ser também um risco), poderão solicitar-me.

Mais renováveis,
a palavra do Eng. Sá da Costa:
http://www.apren.pt/pt/mensagem-do-presidente-dezembro-2017
e um quadro global:

domingo, dezembro 10, 2017

O Tejo está uma desgraça, felizmente nem todos o esquecem!
Um excelente artigo!
https://www.publico.pt/2017/12/06/sociedade/reportagem/tejo-uma-tragedia-a-vista-de-todos-1794813?page=/&b=feature_a

sábado, dezembro 09, 2017

Desfazendo equívocos, trago hoje aqui um artigo exemplar de Manuel Collares Pereira colaborador do #ALMARAZ E OUTRAS COISAS MÁS#, que me honra com amizade para a sua divulgação:


Esclarecimento; a falsa questão das Energias Renováveis pesarem no preço a que pagamos a electricidade
por
Manuel Collares Pereira
(Cátedra Energias Renováveis, Universidade de Évora)

Na semana da votação do Orçamento do Estado assistimos à discussão, em todos os media, sobre a questão das Energias Renováveis e do chumbo da iniciativa do BE nesta matéria.   
Considero que é um tema de grande importância, mas que estava a ser abordado de uma forma que não é correcta, com base numa ideia errada que há muito vai ganhando tracção e que se resume assim: as Energias Renováveis (ER)  são mais caras e o seu custo mais elevado é o que nos faz pagar a electricidade mais cara lá em casa!
Compreendo muito bem que o cidadão queira ver reduzido o preço que paga pela eletricidade que consome. Mas a discussão e o caminho para se alcançar esse objectivo terão de ser outros. Felizmente, porque necessitamos muito das ER! 
Para lá do facto de que há muitas ER e que esta generalização está logo inquinada à partida, exponho de seguida um conjunto de razões que permitem entender logo o que estou a afirmar. 
Os factos:
- é verdade que uma parte das Energias Renováveis (ER) têm beneficiado de tarifas bonificadas (embora também seja verdade que estas bonificações têm vindo a ser reduzidas no tempo e até desparecido, nalguns casos)
- as ER (sobretudo a hídrica e a eólica) produzem electricidade  (entre 50 a 60% , em média, por ano) que é colocada de imediato na rede; depois é necessário  recorrer a outras fontes (fósseis) para completar o que faz falta e que as ER ainda não fornecem
- vamos buscar primeiro, para este complemento, as mais baratas: no nosso caso é sobretudo o carvão
- se não tivéssemos as ER teríamos de recorrer, para além do  carvão , ao gás  natural (mais caro)  e até a outras formas, se fosse necessário; isto é, teríamos a mesma eletricidade, mas a um custo de produção maior![1]
- quando se calcula o custo de produção obtido com as renováveis no mix (com todas as suas tarifas bonificadas) e o custo de produção que teríamos sem elas, verificamos que há uma diferença que é superior à soma de todos os ditos sobrecustos das renováveis; estes cálculos estão feitos para os últimos anos e são inequívocos (APREN].
-isto é : as ER contribuem para um custo de produção total mais baixo! Ou seja: são super vantajosas!
Custo de produção não é preço de venda! Como é que esta redução de custo se reflecte no consumidor, na tarifa a que este compra a energia? Para já contribuiu para que a base que possa existir para uma eventual inflação posterior de preços, seja mais baixa...
Mas, na realidade, o que faz certamente subir o preço ao consumidor são todas as coisas que a “política energética” foi metendo na tarifa. E é por aí que se poderá procurar reduzir aquele valor.
O consumidor não pode é ser enganado com explicações erradas que o levem a achar que a culpa está nas ER, quando teremos ainda que depender mais delas e daí retirar benefícios ainda maiores de custos no futuro, incluindo os das alterações climáticas.
Faltou explicar porque temos/tivemos de bonificar as Renováveis. A questão foi a de incentivar a sua adopção , ajudando a  criar um mercado que de inicio não têm. Por outro lado, as ER têm de competir num mercado com custos iniciais de investimento, quando os fósseis que já lá estão têm custos muito menores, pois só têm hoje os custos (de operação) do combustível para a produção. Se fizéssemos, hoje, novas centrais a gás ou a carvão, já a maioria das ER seriam competitivas, hoje, sem mais ajudas!
As tarifas bonificadas não são rendas! Constituem um valor adicional, sobre o da tarifa  do mercado da produção, que é pago por cada kWh efetivamente colocado na rede, nos termos de um contracto com uma duração típica de 15 anos,  celebrado para tornar minimamente rentável,  aos valores ao tempo da sua assinatura,  o investimento na nova forma de energia. Este contracto não pode ser denunciado antes do seu termo ou prejudicado nas suas premissas, seja sob que forma for. Como expliquei estes sobrecustos não ficaram a pesar  no nosso bolso dos consumidores. Pelo contrario, tiveram um resultado de redução de custos de produção, muito positivos. 


[1] Chama-se a este efeito, Efeito de Ordem de Mérito

sexta-feira, dezembro 08, 2017

quinta-feira, dezembro 07, 2017

Uma boa iniciativa, por os Gaios a plantar floresta:
https://ppl.com.pt/prj/montis
vale a pena apoiar, ao menos sabemos quem come o guito...

quarta-feira, dezembro 06, 2017

e, o pior, é que quando decidem alguma coisa, é irreflectido (veja-se o caso do Infarmed), sem sentido (as taxas das renováveis) ou absurdo... Cada tiro cada melro. Estamos, novamente, entregues a aprendizes de feiticeiro. Só falta é governarem por twit.

segunda-feira, dezembro 04, 2017

Amanhã tentarei ir a estes dois lançamentos:
a Europa, que vamos metodicamente destruindo...
e o Cante, que tal como o Fado, desde que foi metido na UNESCO se funcionalizou e hoje abandonou, completamente, as suas raízes, histórias e tradições.
Mas ficam livros e memórias e velhas gravações. Hoje até temos cante sacro! Inacreditável!

Um artigo notável, com o qual estou totalmente de acordo, sobre o turismo de massas e... Lisboa!
https://www.zendalibros.com/la-europa-estamos-matando/
estamos matando a Europa e a galinha...
O ano não tem sido, será que voltarão a ser, para o ambiente e também para as renováveis.
Temos que investir mais em eficiência e em austeridade/ poupança energética, num quadro desde logo, também socialmente justo.
E não tirar os apoios ás renováveis e sobretudo não trafulhar os contratos estabelecidos.
Só as renováveis e atitudes pró-activas podem contrariar as alterações climáticas e levar ao fecho das nucleares.


A produção doméstica de electricidade, na zona de Lisboa, a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 303,4 kWh , o que permitiu abastecer todos os consumos familiares.

O aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo, 8,48 m3 de gás natural, durante o último mês.

A produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 21 % das habitações de Lisboa., isto num momento em que as condições de "ventania" não são as melhores! 
 

domingo, dezembro 03, 2017

As empresas, sobretudo os oligopólios, continuam a dominar os nossos decisores, que estão de costas voltadas para os que os elegemos, conforme se pode verificar...
mas podemos alterar este paradigma, ao nível local desde logo, o movimento de autarquias a livrarem-se do glifosato é imparável, mas temos também que dar mais força à agricultura biológica e sustentada, e alterar comportamentos.
Ser exigente é um imperativo.
E volto hoje a incentivar, na mesma lógica a tornarem-se cooperantes da http://www.coopernico.org , que já ultrapassou os 800, mas, conforme discutimos recentemente em Mérida tem que crescer mais.
Para dar vida às nossas energias!
Por entre as notícias falsas, as manipulações grosseiras e artigos escritos com os cotovelos, que hoje dominam os jornais ( não admira o seu estado comatoso!) por vezes surge um artigo de referência.
Este, por um jornalista a sério, é notável:
https://www.dn.pt/sociedade/interior/a-mulher-que-via-partir-os-vizinhos-8958474.html
um caso exemplar.

sábado, dezembro 02, 2017


CONVITE para 7de DEZEMBRO

Venho convidar-vos, e solicitar a divulgação, para o lançamento, em Portugal, do livro # Almaraz e outras coisas más#, que junta quase todos os expoentes das lutas anti-nucleares e pela sustentabilidade energética, na Ibéria.

Neste momento em que enfrentamos sérios riscos, seja a nível global, sejam os que continuam a aventasmar-nos, do projecto irrealista da mina de urânio de Retortillo a Almaraz, que nas costas do governo português no âmbito do Plano contra as Alterações Climáticas em Espanha se apresta a “ter” mais dez anos de vida..., neste livro fazemos a história de todas, todas as lutas contra o urânio e a nuclear na Ibéria e do empenho pelas renováveis e a eficiência.

Aguardando a vossa presença, desde já grato por toda a divulgação que possais dar a este, e votos de um 2018 cheio de novas e outras energias

O livro terá um preço público de 10 Euros. 


sexta-feira, dezembro 01, 2017

Em Mérida, onde nem todo o património é devidamente valorizado (a sessão realizou-se sobre antigas termas, que nem são valorizadas nem sequer enquadradas...) e algum até me dizem é rapidamente coberto de betão... realizou-se uma sessão para contribuir para a formação de uma cooperativa Extremenha.
Apresentei a experiência da Coopérnico ( quem quiser posso enviar o power point) e improvisei sobre alguns detalhes interessantes, o número de cooperantes a caminho dos 1000 ( já ultrapassámos os 800) a produção, já produzimos mais de 1 GWh, e a rapidez da concretização dos investimentos.
Vamos continuar...
Adicionar legenda
a sala estava cheia...