sábado, junho 30, 2018

A alteração da mobilidade passa por diversas "ondas"...
e aqui:
https://elpais.com/cultura/2018/06/29/actualidad/1530272106_985032.html

A velha contradição entre os recursos, a sua disponibilidade e a manutenção dos equilíbrios que com a nossa sede de mais, de mais demografia, de mais produção e consumo, de mais, mais, mais...
algum dia tem que chegar ao fim.
Esta é uma BD com um desenho e um enredo forte, uma novela gráfica, onde esse fim chega... na linha de tantos livros que ultimamente tenho devorado sobre a vidas .... das árvores... e plantas...

Recordo bem quando há 4 ou 5 anos na Amnistia Internacional se discutiu o "estatuto" dos/das trabalhadores sexuais.Tive então ocasião de tomar uma posição frontal, que já tinha discutido com muitos companheiros e aqui quero recordar o Miguel Portas, que está no meu livro, que defendia igual posição. Em # Um Grão de Areia #, aqui:
https://www.wook.pt/autor/antonio-eloy/20873
Hoje trago aqui um artigo que é também a evidência da razão porque o eleitorado comunista facilmente se passa para a extrema direita (o caso francês não é único!).
O conservadorismo moral, a falta de capacidade de inovaçao e de acompanhar os tempos, agrega o PCP ao pior, ao piorio da nossa sociedade, seja na Eutanásia seja na prostituição, e em outros tópicos morais e de direitos humanos
Se bem que em alguns casos ainda tenha alguma relevância, na conservação do património poe exemplo, onde verdade seja dita os outros conservadores também estão, é cada vez mais dispensável. Não foram os milhóes que acumulou, na lógica da acumulação primitiva, e a força de trabalho e  intelecto dar-lhe-iam curta vida.
Em Lisboa não esquecer que chegaram a ter 5 vereadores, agora ... 1 e outro a meio....
https://www.publico.pt/2018/06/30/sociedade/opiniao/o-poder-das-palavras-a-proposito-do-trabalho-sexual-1835935

sexta-feira, junho 29, 2018

Foi eleito deputado municipal, quando o Gonçalo, com a lista alfacinha, tirou a maioria absoluta ao Kruz Abecassis, que logo a teria novamente pela mão do P.S....
Mas já era um "enfant terrible" do movimento ecologista e um jornalista altamente empenhado, que não renegava as suas opiniões no que escrevia.
Muito antes do 25 de Abril já era conhecido pelo seu desamor a quem não defendia o ambiente e o ordenamento do território, e o seu desafecto aos que defendiam minudências sem enquadramento global.
Depois foi um dos fundadores do (legítimo) Movimento Ecológico Português (que posteriormente os Verdes se aborbotaram), da secção portuguesa dos Amigos da Terra (Friends of the Earth), e do Comité Anti-nuclear de Lisboa (C.A.L.).
Escreveu alguns livros, recolhas de investigações sobre várias lutas ambientais e foi um adversário feroz da eucaliptação do nosso país.
Sempre com o nariz (título de um dos seus livros de poesia) ao alto e nunca vergando a mola, o Afonso era também, podia ser irascível e com uma fina, muito fina ironia.
Tenho com ele muitas estórias e partilhas.
Hoje que a sua alma nos deixou, não quero deixar de aqui referir que continuamos a sua luta, o seu empenho e assim honramos a sua memória.
Obrigado Afonso Cautela.


Sou, genericamente, e com razões, contra os dias de. Mas sou a favor de todos os direitos... o direito a manifestar-se, todos os dias a favor desses, e porque não num certo dia manifestar o orgulho da identidade, e gritar esse Orgulho. Ontem foi o dia do Orgulho Gay.
Os apoiantes desta tecnologia, no caso do Sampaio Nunes um brilhante demagogo, agora com o apoio de parte do Bloco da Esquerda, vão ao parlamento a pretexto de falaram sobre rendas excessivas, sobre as quais baralham tudo e aumentam com populismo a confusão dos cidadãos, não a dos tais ( espero que uma minoria!) do BE que já tomaram lado, a favor dos que estão a favor disto:
mas é a vida...
Mas não posso deixar de referir que tem sido o BE, ou parte deste, o principal aliado e opositor das malfeitorias com que de Espanha nesta área nos querem brindar.

quarta-feira, junho 27, 2018

                                                   Aqui a Lagoa de Obidos

O artigo irá ser publicado na Gazeta das Caldas, mas desde já:

# Um Orçamento errático!

O Orçamento Participativo de Portugal é uma ideia brilhante, não original de cá, mas mal, muito mal executada.
Se o procedimento de candidatura e as regras são transparentes, logo alguém mete a foice em seara alheia, desde alteração dos títulos dos projectos a manuseamento dos mesmos. ERRADO!
Depois se a votação digital tem lógica o processo a seguir à mesma raia o absurdo. O titular (individual, mesmo que articulado como foi o caso com o Conselho da Cidade com um colectivo!) desaparece,
No caso do Centro de Interpretação da Lagoa, o Centro Ciência Viva contactou a anterior direcção da Liga, e segundo informações que tenho o “concurso” publico não teve mais concorrentes! Então ninguém avisou a PATO ou o GEOTA?
Bom adiante, depois de uma gestão da Liga que a lançou para o pior, o pior mesmo do seu já longo passado, o meu querido amigo Eugénio Sequeira à  frente de um grupo de magníficos e de jovens voltou a colocar a LPN entre os grupos que contam e não mero gestor de projectos e dinheiros.
Mas este que a Liga apresenta ainda vem do outro tempo.
Não adianta, agora o Conselho da Cidade dizer que está, pois então não?, envolvido. O projecto, já feito e não susceptível de alteração, como foi insinuado nesta reunião, a não ser com contributos no seu âmbito, é globalmente mauzinho.
Uma barraca com uns cartazes e uns donativos do povo, e mais de um terço para pagar as técnicas, as viagens, refeições e estadias das mesmas, quase 40%, dos cerca de 100.000 do projecto.
Não vai ser um Centro de Interpretação que interprete, como foi manifesto na reunião, o estado comatoso da Lagoa, que exerça, no âmbito informativo a função de espinho nos poderes vários que a tem deixado morrer, esgotos mal ou não tratados, dragagens mal feitas e bem pagas, florestação absurda, empreendimentos turísticos deslocados, delapidação do património por construções ilegais, etc, etc.
Não irá ser um centro com recurso a novas tecnologias, seja no procedimento da construção, que deveria ser ele próprio inovador e usando tecnologias passivas e alternativas e ter, e não me digam que é caro, quais 30.000 euros chegavam e pagava os custos do trabalho, para ter dois ou três écrans interactivos para usufruto dos visitantes e poderia, esse sim ser um ex-líbris para a Lagoa.
Vamos ver se com a nova direcção da Liga, e irei informar pessoalmente o seu Presidente, com mais empenho do Conselho da Cidade que não pode remeter-se à passividade, e com as energias que encheram a Biblioteca numa noite muito chuvosa, isto vai para a frente.
E como me dizia o meu velho amigo José Carlos Faria o que é preciso é salvar a Lagoa ou não haverá nada para interpretar! A velha contradição entre as forças produtivas e as relações de produção!#

E não esqueçam, há outro Orçamento em vista:
e o vosso voto é fundamental! 
Depois, depois se verá!

terça-feira, junho 26, 2018

As viagens continuam....
em Caldas da Rainha!

domingo, junho 24, 2018

Venho dar duas indicações gastronómicas. Cada uma à sua maneira são duas catedrais que aqui venho recomendar.
O Lagar, a três quartos de hora de Lisboa é um restaurante sensacional. Gerência familiar e optima comidinha. O comidona, que as doses são generosas e de altissíma qualidade.
Esquecemo-nos muitas vezes destes templos à mão de semear, este Lagar está perto do magnifico jardim do Buddhas, que também recomendo perto do Bombarral.
Já aqui estive três vezes, e cruzei-me com ele nos Eventos Gastronómicos de Santarém.
Ontem comi uns joaquinzinhos do arco-da-velha, e o arroz que o acompanhava era de pedir meças aos chefes do Bichelin, ou como se chama esse concurso de mostra de pratos.
E a grande especialidade, que não perco nunca, é o arroz de pato. O melhor do mundo, agora que estamos em maré de superlativos mundialistas.
A cozinheira, mulher e mãe dos atentos e esclarecidos chefes de sala, é merecedora das tais estrelas.
O seviço, estavam com um jovem em "estágio", é diligente e atencioso e o local tem parqueamento à porta e espaço para um puro e um passeio.
Um verdadeiro Lagar, como nos tempos de antanho, com os requintes da modernidade gastronómica.
E não refiro o queijo, um Castelo Branco e o vinho da região porque isso faz parte do muito bom!

E hoje estive no Covão dos Musaranhos, em cima da Lagoa de Óbidos, restaurante esplanada despretensioso, onde vou muitas vezes, onde comi uma salada de búzios de 20 valores e umas enguias, ai, ai, ai... de chorar por mais.
Um serviço amável e umas vistas únicas.
Vamos ver se o Centro de Interpretação Ambiental da Lagoa, de que aqui falarei em breve tem alguma utilidade....

sexta-feira, junho 22, 2018

O post anterior deveria encher de vergonha os angariadores do título de Capital Verde da Europa.
Mas todos sabemos que estes orgasmos, são sempre passageiros, mais uns foguetes para o ar, cuidado com os olhos dos anjinhos, mais uns copos, tira e põe óculos qual Jekill e Hyde, e a bravata continua sem resultados que não sejam mais árvores cortadas, menos espaços verdes e muita propaganda, mas aqui e ali a ideia de cidade verde vai sumindo, vai desaparecendo, dominada por hordas de hunos, que pensam que estão na terra deles onde a humidade e as condições edáficas permitem a relva seja pastada.
As ligações verdes transversais, as varandas em ocupação vegetal, a limitação do tráfego e a redução da velocidade continuam no cacifo. E os aproveitamentos solares é por um canudo...
Veremos se agora Capital Verde, os atentados urbanísticos, porque o verde é também a memória das pedras vivas, vão parar  e vamos ter  uma ideia global para o espaço urbano.
Vamos ver... para crer.

quinta-feira, junho 21, 2018

Venho, alertado pelo Forum Cidadania ( bem hajam!) denunciar isto...
é inacreditável o que estão fazem ao Palacete Mendonça, classificado com o seu entorno, sublinho com o seu entorno!
Mas haverá, haverá alguém na vereação da C.M.L. que esteja ocupado com algi além das suas coisinhas?
Eis a maravilha, antes:
será que deu entrada nos serviços da C.M.L. um pedido, licença de obra? Será que terá sido, por quem e a troco de quê?, autorizado? Senão....
Senão desde já uma coima valente e a reposição de tudo, tudo a cargo do responsável!
Não chega desclassificar este espaço como Imóvel de Interesse Público.
É preciso mais, doa a quem doer!
Mas infelizmente estamos entregues as uma tratadores de coisinhas, na Vereação....

quarta-feira, junho 20, 2018

Hoje leio este texto no D.N.
Não estando 100% de acordo com o António Mega Ferreira, não quero deixar de lhe deixar um tributo, nos meus primeiros tempos levava os visitantes a visitar a enorme lixeira ( 5 pneus furados!) que era aquele espaço, tendo depois colaborado no melhor que ficou da dita, o Oceanário e a educação, que está articulada com novas ideias de cidade, aqui por ele também referidadas.
Para ele o patriarca disso tudo uma homenagem e apreço.
https://www.dn.pt/portugal/interior/expo-98-mostra-transformou-lisboa-mas-sobretudo-habitos-dos-habitantes--mega-ferreira--9485016.html

terça-feira, junho 19, 2018

Fui assistir, com grande prazer, a este espectáculo:
https://www.edcn.pt/pt-pt/espetaculo-final-dos-cursos-livres-da-eadcn-2017-2018/

que mostra a dinâmica educativa e o empenho dos jovens na elaboração de um tempo dcheio de significados.
Aqui deixo o registo e o lamento do pouco apoio do Estado a estas importantes continuidades.
As últimas...
uma a estupenda, algo bizantina, como o cristianismo desse tempo, recordemo-nos a suposta "invasão islamica" que não é senão um processo de conversão dos povos insatisfeitos com a idolatria de 3 deuses, o pai o filho e a pomba, ao islão que é tido por uma variante de arianismo...
a Catedral de Zamora.
e aqui...
a virgem que não é senão Astarte, a pisar os cornos do touro, noutra igreja "românica"

segunda-feira, junho 18, 2018

de Salamanca trouxe o ceú....

Deixei de assinar petições e também assino poucos textos, mesmo de organizações em que confio plenamente.
Este todavia é uma excepção...
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=Panreal
vamos dar um tau tau, as estes políticos matreiros... e salvar o nosso património?

No meu tempo de criança e juventude, ovelhas pastavam no Saldanha, carroças recolhiam lixos, leiteiras com burros distribuiam leite pelas Avenidas Novas e havia muitas. muitas borboletas em Lisboa.
As carroças eram comuns em Lisboa de todo o tipo de produtos e as lavadeiras enchiam, tambºem o Saldanha.
Hoje os insectos e tudo o resto arriscam ser só memórias...

https://www.theguardian.com/environment/2018/jun/17/where-have-insects-gone-climate-change-population-decline
em Inglaterra são resíduos de outro tempo e com o seu desparecimento....

domingo, junho 17, 2018

Faz falta em Lisboa, ainda que por aqui e por ali tenhamos uma espécie...
https://elpais.com/elpais/2018/06/11/eps/1528738869_875555.html
hoje trago aqui duas imagens de um desses, em Salamanca, no caso a parte restaurante com vista sobre a praça, e um arroz de sépia (choco) noutro local, penso que como tapa...

sábado, junho 16, 2018

Ainda em Zamora....
um fantástico relógio de Sol.
E
O Merlú, estátua das pares de congregantes que tocam a reunir a Confraria de Jesus Nazareno na Semana Santa, para o desfile.
Em Zamora há inúmeras estátuas dos seus personagens. Estes são fantásticos.
Zamora tem um turismo notável, bem apresentados os monumentos e a história...
e não tentando construir museus artificiais...
aqui os três moinhos bem recuperados, que deram vida a diversas funções...