sábado, maio 19, 2018

Ontem numa visita guiada, visitei vários pontos das Alcaçarias:
http://lisboaantiga.blogspot.pt/p/banhos-da-alfama-ou-alcacarias-da.html
esta é uma excelente informação sobre essas.
Verifiquei o cuidado e empenho dos técnicos da C.M.L. que nos acompanharam para com o património e sua recuperação, assim como tenho que dizer o que, do meu ponto de vista, é a falta de empenho político na recuperação desta zona e destes espaços monumentais.
As Alcaçarias tem memórias que não podem ser obnubiladas por palimpsextos, nem adulterações avulsas, tem que haver uma lógica integrada para recuperação e mesmo se não houver uso pelo menos usufruto destes espaços e das suas águas, seja em lógicas termais ou geotérmicas, seja em lógicas da sua derriva adequada, que também não prejudique, a curto ou médio prazo a estabilidade e estruturas do edificado construído, muitas vezes mal, muito mal, construído na zona da sua envolvência.
O espaço das antigas termas ( Alcaçarias do Duque) é ... indescritível e fantástico, e hoje nas mãos de privado tudo se pode esperar, embora tenha ficado com a sensação que pior do que a actual negligência e abandono não será possível. Um plano de recuperação envolvendo uma equipa multi-disciplinar e articulação com a actividade empresarial seria possível, mas...
Voi outras "coisas" e ouvi outros "recados" sobre o que vai mal, muito mal nesta zona fabulosa de Lisboa, onde se notam todos os elementos destruidores de cidade, seja no polular de hostéis e quejandos, no abandono dos seus ocupantes de sempre vizinhos e um aviltar do espaço por lógicas espúrias e que deveriam ser instaladas noutro lado ( e falo do Museu Judaico).
Mas devo dizer, temo que se não nos organizarmos para romper os bloqueios em que o Salgadismo e a sua filosofia vão aplastando a nossa cidade não haverá nada, ou muito pouco para continuar a memória,,, a não ser os tais palimpsextos (manuscritos medievais escritos sobre outros e outros e outros).
Lisboa, aqui o digo com toda a frontalidade, não tem estratégia e não tem oposição ao que não tem, salve-se algumas acções cívicas exemplares, mesmo quando de algumas discordo, do Forum Cidadania Lisboa: http://cidadanialx.blogspot.pt 
e alguns cidadãos avulsos, por aqui e por ali.
É necessário encontrar bases e superar algumas vaidades e questicúluncas pessoais e começar a criar movimento que possa recriar na, para  C.M.L. capacidade de pressão e crítica e porque não assaltar, democraticamente, a Praça do Município. O som do vento dá-nos ilusão, o correr das águas força mas é preciso gentes,  as gentes que desde João de Barros nos são contadas e fizeram cidade.

sexta-feira, maio 18, 2018

Embora seja mais das tauromaquias populares e da sua ligação à ruralidade e à perenidade dos festejos socio-religiosos que lhe estão associados, e tenha visto com interesse a classificação como património dessa lógica sócio-cultural e ambiental, os toiros marcam o território e constróiem paisagem, sobre isso falei muitas vezes com o meu querido amigo para a semana a contar mais um ano, a quem envio toda a ternura, Gonçalo Ribeiro Telles, sou também um grande apreciador de cavalos e do que eles fazem, nós com eles, face aos toiros.
No Campo Pequeno ontem houve mais uma corrida, com casa quase cheia, uma noite grande, como me referiu no Oh Pereira o dono.
Um primo do tio Gonçalo,
o rejoneador Hermoso Mendonza, com cavalos árabes, e um dos actuais melhores da família Moura.
Forcados de Lisboa e Coruche, que estiveram excelentes, e mesmo no último toiro com 3 a serem retirados em maca, fizeram a pega, valentes.
A corrida poderia ter sido excelente, mas salvo 1, talvez quase 2, os toiros eram maus, até muito maus.
A Praça, sem turistas, era conhecedora e deu nota alta ao esforço dos cavaleiro.
Aqui Moura Caetano, num passe de baile, no último, que já deveria ter ido para carne antes da corrida, quase 700 quilos, o que enviou para o hospital os 3 forcados, mas que era impróprio.
e aqui:
excelentes também os lusitanos. Nota alta, muito alta para todos os cavalos, e claro os cavaleiros que os cultivam, também.

quinta-feira, maio 17, 2018

Comprei-o há talvez dois anos. Razões várias levaram-no a marinar.
Ainda só li 300 páginas, mas desde já posso dar opinião, é uma obra de enorme envergadura e qualidade. A história dos livros...
Uma viagem inesquecível pelos registos da memória, presente, passado e caminho de futuro.

segunda-feira, maio 14, 2018

O governo português contribui para o extermínio, dos últimos:
orangotangos, que vivem nas florestas tropicais que estão a ser detruidas para plantar oleo de palma (palmeiras). Aqui:
https://zero.ong/zero-contra-governo-portugues-que-aceita-oleo-de-palma-na-producao-de-biocombustiveis/
isto é inadmíssivel. Assim como os kitkats e a nutella! cheios desse produto.

domingo, maio 13, 2018

É um personagem incontornável. Um europeista, um resistente, um escritor notável, ministro em 2 países, e um polemista suave.
Neste livro leio uma interessante análise do percurso de Gramsci, na linha do que penso e da sua incapacidade de concluir o seu objecto teórico e central, o conceito de hegemonia, e a ruptura com o leninismo, seja por estar na prisão isolado, seja por estar em minoria absoluta no PCI.
O livro, recolha de artigos tem repetições mas é um texto, globalmente, de grande utilidade, nestes tempos de "rising of populims"... ou arriscamo-nos a acabar....

sábado, maio 12, 2018

A apresentação foi chatíssima, a revista tem meia dúzia de artigos e entrevistas de maior interesse e outros com menos, que devo dizer nem li porque estão no âmbito da velha, muito velha política e cheios de ranço do tempo, mas mesmo esses vale a pena neles passar os olhos, até porque infelizmente revistas de pensamento crítico não há por cá.
Li, enquanto ouvia a tal apresentação o artigo do meu estimado Henrique de Sousa, um intelectual orgânico, como se dizia noutros tempos, de grande gabarito e com uma trajectória de vida ímpar.
Tínhamos falado recentemente e mencionei o impasse do MIA entre a hegemonia (na lógica de conquista de consenso com base na "consciência prática da necessidade histórica") na linha de António Gramsci, e o velho leninismo e apocalipse revolucionário, na linha do totalitarismo de pensamento e acção.
"A sociedade civil é um momento do Estado, e não se pode comprender fora das relações sociais de mercado", tenho tentado contra os " anti-capitalistas" que tomaram conta do MIA em Espanha impôr uma pauta de transparência e defesa da economia de mercado, no qual a nuclear seria facilmente posta fora.
Nesta revista artigo sem dúvida a ler e meditar, embora discorde de alguma abordagem ainda sem ruptura total com o leninismo, é o artigo do Henrique, precisamente sobre o hoje, remetido ao silêncio, como foi depois por todo o leninismo dos Partidos Comunistas, Gramsci.
Uma revista importante para as discussões...

sexta-feira, maio 11, 2018

Lembro-me bem desses tempos, em que também privei e admirei o Prof. Domingos Moura.
Num mês de aniversário a palavra de António Sá da Costa:
http://www.apren.pt/pt/mensagem-do-presidente-maio-2018

Podemos acordar um destes dias, ou mesmo ontem, e estar mergulhados numa guerra sem fim....
Já vimos muitos destes maus filmes, infelizmente realidades, e sempre com invenções, bonecos irreais, noticias falsas e truques por baixo da mesa. E interesses bem à vista, as empresas de armamento, alguns oligopólios sempre contra o mercado, empresas de (re) construção, e interesses especulativos.
O Trump só é novidade pela boçalidade e falta de tudo, de cultura a educação básica.
Depois temos outros títeres para animar a festa, da China ( e Coreia...) , da Rússia, de Israel e Arábias, do Irão ao Daesh que quer acabar, também com esses chitas, todos o mesmo personagem.
Hoje alguma esperança, que a Europa se afirme...
https://elpais.com/internacional/2018/05/10/actualidad/1525976998_891049.html
mas não vai chegar,,,, o petróleo já disparou...

quinta-feira, maio 10, 2018

Enquanto os nossos jornais se dedicam a nulidades, vamos lendo verdadeira imprensa, ainda, por aqui por ali e acolá ( peço desculpa aos bons jornalistas que por cá tentam romper o bloqueio de editores desqualificados para os cargos)...
Pois hoje leio num dos melhores uma excelente reportagem sobre alguns dos nossos bons restaurantes ( muitos a estrear por este escriba!):
https://www.theguardian.com/travel/2018/may/10/lisbon-best-new-restaurants-chefs-jose-avillez-lusia-fernandes
e é claro as tascas que vão começando a reviver, também, por cá...

terça-feira, maio 08, 2018

Hoje, Dia Internacional do Burro, que projecto voltar a introduzir em Lisboa... os da minha geração bem se lembram a leiteira que nele montava oa enormes bilhas que vendia de porta a porta ou do das hortaliças que parava na esquina...


segunda-feira, maio 07, 2018

Esta semana vai-se realizar, na Fábrica do Braço de Prata, dia 10 pelas 18 horas uma reunião decisiva para o futuro do M.I.A.
nesta estas questões vão ser apresentadas, numa reunião aberta:

A ideologia e a luta anti-nuclear, o caso português

Não há, temos que dizé-lo com toda a clareza, ideologia nuclear. A nuclear é um resultado de desenvolvimentos científicos, aplicados (a fissão do urânio!) para aquecer água e produzir energia em alternador com tecnologia industrial.
Poluente para sempre e muito, muito arriscado.
A nuclear tem inimigos, a democracia política e a economia de mercado. E tem aliados, o comunismo ( a URSS e o seu sucessor e a China) e o proteccionismo capitalista (o caso de França é o paradigma, mas Espanha também ou hoje Inglaterra são exemplos).
A democracia é o maior inimigo da nuclear, veja-se a Austria, Itália (e quero saudar especialmente a minha estimada amiga Emma Bonino!) ou Portugal e as economias abertas, os E.U.A. até Trump, a Inglaterra até Hickley,  a Espanha hoje (1), e claro também Portugal e países onde o nuclear Kaputt (como na Alemanha que juntou as duas coisas! Democracia e economia).
A nuclear, como tecnologia é pois neutra, e tem sido um erro, do meu ponto de vista, associá-la a ideologias, todas as ideologias defendem essa tecnologia, algumas respeitam, também, a sociedade aberta e outras não...
A ecologia é transversal, deve ser, a todos os partidos e a defesa de sociedades conviviais é um desiderato que pode enquadrar-se em todas as ideologias respeitadoras dos direitos.
Existem diversos modelos, esses sim antagónicos de organização social e poder político, em relação aos quais se estabelecem lógicas de confronto e aí sim as ideologias tem o seu papel.
 A centralização ou descentralização, o privilegiar um ou outro sistema urbano ou de transportes, o primado de um modelo industrial ou determinado desenvolvimento agrícola, as determinantes da construção do sistema de poder e eleitoral.
Não em relação à nuclear, que é energia centralizada, capitalista ou comunista, mesmo modelo.
 Já mencionei os sovietes mais electricidade, nuclear, como me tentavam convencer os membros do Partido Comunista Português que lhe chamavam revolução técnica e científica, que esbarrou em Chernobyl, que nunca esqueceremos, ou os adeptos do apoio do Estado ( a pagar tudo...) na lógica do “tout electrique (et la force de frappe!)” ou os monopólios que vivem à conta das, ás costas do Estado ( Framatone, Areva, EdF).
E  todos, todos, os partidos políticos depois da revolução de Abril eram a favor da nuclear, excepto o P.P.M. partido monárquico, democrático e centrista e talvez os então quase inexistentes maoístas albaneses (UDP) , não havia centrais na Albânia, senão.... No P.P.M. era figura de referência Gonçalo Ribeiro Telles, que consideramos no coração dos ecologistas ainda hoje!
Como se ganhou a batalha da nuclear em Portugal contra todas as ideologias? Formigando, na lógica de E.O. Wilson, em todas elas e criando alianças com todas elas, sem excepção. Nunca fazendo discursos de hostilização senão os necessários na coerência, e não entrando noutras guerras senão as do direito e do ambiente.
Conseguimos, os ecologistas, unir a direita à esquerda, alguma direita a alguma esquerda, juntámos interesses capitalistas e desejos de autonomia, juntámos a economia a uma ideia social, demos sempre lugar ao mais importante em cada momento. Criámos condições para desenvolver renováveis e também lógicas de participação e envolvimento (*).  Colocámos o mercado a bombar e em todos os partidos conquistámos aliados. Isto não é uma alteração do sistema, é uma alteração do paradigma em que este se vive.
Em Portugal conseguimos ter connosco (MIA) gente de direita e de esquerda, temos conflitos, temos contradições e até discrepâncias. E embora não deixemos de reconhecer maiores empenhos de alguns sectores temos que esses, por exemplo, em nome do tal capitalismo de estado ou comunismo, são contra as renováveis, porque dão ...lucro.
Matéria para outro artigo.
(1) Se se der voz ao mercado e à democracia as centrais espanholas... fecham.
(*) nada disto envolve todos os ecologistas, alguns remaram, remam contra esta corrente...

Este artigo é a prova de debilidade do panorama editorial português. Estava para ser publicado, mas como outro jornal publicou outro artigo meu, completamente diferente e sobre outro tema...
Mas hoje, como habitualmente, quando continua a haver falsos amigos das renováveis que lhes dão machadadas...


A produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 451,1 kWh, o que permitiu abastecer todos os seus consumos, os pequenos electrodomésticos e a iluminação do vizinho, e o  aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo, 12,40 m3 de gás natural, durante o último mês. 
O sol começa, continua a romper espartilhos...
Que também não resistem aos ventos...
A produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 24 % das habitações de Lisboa.




domingo, maio 06, 2018

Conheci Miguel Boeiro era ele Presidente da Câmara de Alcochete, quando nos empenhámos contra o alargamento do Campo de Tiro desse concelho.
Tenho partilhado com ele outros momentos. É vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Naturologia http://www.spnaturalogia.pt/wp/pt/a-spn/, um esperantista e  homem com grandes e magníficos conhecimentos de plantas medicinais (não o serão todas?).
É um interessado pela vida, que regularmente oferta aos amigos textos sobre variadas plantas e seus usos.
Um dos últimos é sobre o cacaueiro:
e eis o texto:

" Depois de ter andado por várias roças de cacaueiros na ilha de São Tomé, visitei na Tasmânia (Austrália) a fábrica de chocolates da Cadbury e, mais tarde, o magnífico Museu do Chocolate da cidade de Colónia (Alemanha). Modéstia à parte, este era já um currículo chocolateiro invejável, mas faltava ainda conhecer a Rota do Chocolate organizada pelo Cacau Clube de Portugal, cujo itinerário abrange Aveiro, Porto e Viana do Castelo. Esta persistente “cacaufilia” foi estimulada pela tertúlia “Do Cacau para o Chocolate”, realizada em março na Associação de Cozinheiros Profissionais de Portugal, brilhantemente dirigida pelo professor gastrónomo Virgílio Gomes e pela leitura da obra, que vivamente recomendo, “Um Ano de Chocolate”, de Odete Estêvão.
Na Rota do Chocolate há a destacar a visita à “Feitoria do Cacao” em Aveiro, a pernoita no Hotel Fábrica do Chocolate, integrando a visita ao respetivo museu interativo na antiga fábrica de chocolates vianense, em Viana do Castelo e finalmente o passeio pelas tradicionais chocolatarias do Porto: “Equador”, “Maria Chocolate” e “Chocolataria das Flores”. Não é possível mencionar neste singelo escrito os riquíssimos pormenores, sentires, saberes e sabores que o cronista fruiu, mas deu para refletir e aprender. Condensa-se, a seguir, numa síntese imperfeita, de formulação obviamente discutível, algo do muito que foi apreendido.
O cacaueiro, ou seja, o Theobroma cacao é uma pequena árvore que geralmente não excede os 6 metros de altura, existente apenas nas regiões tropicais, mais propriamente numa faixa que raramente ultrapassa a latitude de 20 graus acima e 20 graus abaixo da linha do equador. Desenvolve-se em solos férteis com pluviosidade elevada, temperaturas que variam entre os 18 e os 32 graus centígrados e à sombra de árvores de maior porte.
Os botânicos incluíram o cacaueiro na família das Malvaceae. A planta é perene, estando em flor e frutificando durante todo o ano. É uma espécie caudiflora, ou seja, as flores e os frutos surgem ao longo do tronco principal e nos ramos adjacentes. As folhas são grandes, pecioladas, elípticas ou oblongas e alternas. As flores surgem aos cachos, muito pequenas, esbranquiçadas, em forma de estrela. Os frutos são carnosos e oblongos, cuja cor que, contudo, não indica o estado de maturação, vai do amarelo ao vermelho e quando secos passam a castanho-escuro. No seu interior, as sementes de cacau (30 a 40 por fruto) encontram-se encapsuladas numa polpa branca agridoce que serve para preparar uma excelente bebida refrescante, como a que nos foi dada a provar à chegada ao Hotel Fábrica do Chocolate.
As civilizações pré-colombianas desde há 1500 anos a.C. já utilizavam uma bebida amarga confecionada com as sementes do cacau, a que chamavam tchocolat, considerada estimulante e afrodisíaca. Diz-se que o imperador azteca Montezuma bebia, por dia, 50 malgas dessa bebida para aumentar o seu vigor. Acrescente-se que Theobroma se decompõe em theo (deus) e broma (alimento), logo, “alimento dos deuses”. O seu valor era tal que chegavam a utilizar as sementes como moeda de troca.
Os espanhóis trouxeram para a Europa essa bebida divina a que se adicionou açúcar, frutas e especiarias como a baunilha, entre outras. A massa do cacau originou a tablete de chocolate. A junção de leite em pó foi uma invenção de Henri Nestlé que teve enorme sucesso e o chocolate, finalmente, universalizou-se.
A maturação dos frutos demora, em regra, 5 a 6 meses. A colheita é feita manualmente e os frutos são esventrados para retirar as sementes, grãos, castanhas, ou favas, como também são chamadas. Dá-se depois a fermentação e a secagem. Nas respetivas fábricas do chocolate procede-se à torrefação, à retirada da casca, à moagem para obter a pasta de cacau que contém cerca de 50% de gordura (manteiga de cacau), ao envelhecimento, à conchagem, à temperagem e à moldagem. Bem, o processo é complexo e este escriba não dispõe de conhecimentos suficientes para detalhá-lo. Quem quiser saber mais visite, por favor, a Feitoria em Aveiro e o Museu em Viana.
O cacau proporciona um sem número de especialidades gastronómicas bem mencionadas no admirável livro de Odete Estêvão. A manteiga de cacau que derrete à temperatura do corpo humano (36 graus centígrados) é usada em medicina e em cosmética. O cacau serve para confecionar batons, champôs, velas, sabonetes, cervejas, sorvetes, geleias …
Ninguém é alérgico ao cacau, pelo contrário. As alergias que porventura poderão surgir são devidas, ou ao leite, ou à lecitina de soja, ou ao açúcar ou a outras incorporações adicionadas nos chocolates.
O cacau é muito rico em antioxidantes e contém centenas de compostos úteis para a saúde, entre os quais, teobromina, cafeína, cálcio, cobre, ferro, magnésio, manganês, potássio, zinco, vitaminas B, C, E e provitamina A. O chocolate negro (com mais de 70% de cacau e sem açúcar) é um superalimento com as seguintes propriedades no que respeita à saúde: antidepressivo, estimulante da serotonina/cérebro, preventivo das doenças degenerativas, diminui o risco de enfarte, melhora a circulação, combate as doenças intestinais, aumenta a sensibilidade à insulina, baixa o colesterol, possui ação inflamatória, fornece energia e desperta o humor e a boa disposição."
O Miguel dá ainda aulas sobre estas delícias.

sexta-feira, maio 04, 2018

Assino por baixo. Não é que não hajam muitos e bons jornalistas, mas a imprensa, e televisão nem falar, escapam entre os pingos da chuvas algumas rádios e  alguns jornais regionais, está nas mãos dos grandes grupos e tem editores ao serviço de nada, e coisa nenhuma, ou melhor do entretêm e vende publicidade, do maior balofismo e colecção de mentiras.
Sem perceberem que as vendas de jornais e audiências vão diminuindo, por isso...
e aqui:https://elpais.com/especiales/mayo-del-68/

quinta-feira, maio 03, 2018

É já amanhã, anuncia-se casa cheia. O livro é um bom-bom e irei falar, a não ter outra inspiração súbita, da viagem do D.Quixote, pela imaginação e pelo espaço. O tempo deste assim como o humanismo desse livro maior da nossa literatura.

http://oinstalador.com/noticia/id/1030/Lancamento-de-Viagens-Imperfeitas-de-Antonio-Eloy

quarta-feira, maio 02, 2018

Maio, 68. Tempo incontornável. Para o pensamento, para a acção social e política, que ainda hoje avantesma as ditaduras de todo o lado, e o politicamente correcto, o populismo e fanatismos.


Esta foto de Praga é icónica, segundos depois os tanques soviéticos, desorientados é certo, começavam a destruir a chamada Primavera, mas como sabemos estas não se podem aprisionar....
As revoltas de 68 foram momentos únicos na história, do México, aos Estados Unidos, de França à Checoslováquia, de Berlim a Manathan...
https://www.youtube.com/watch?v=JTTC_fD598A&list=RDJTTC_fD598A

Em Lisboa o nosso 68 seria o velho ditador a cair de uma cadeira pobre, e um regime iníquo a entrar em estertor, que ainda provocaria muitos, muitos mortos.
O meu 68 foi mais em 78, mas esse é outra estória, outro relato.
Hoje no Guardian um excelente artigo:
https://www.theguardian.com/culture/2018/apr/30/time-for-a-riot-how-the-art-of-1968-caught-a-world-in-turmoil, de onde piquei a foto em ilustração.

terça-feira, maio 01, 2018

o dia das maias... e uma prenda, também do passado...
https://files.acrobat.com/a/preview/ba99086c-d9db-48f7-981e-4d439487daa1
os cinemas de Lisboa!
Quando decorre, com alguns excelentes filmes mais um INDIE.

segunda-feira, abril 30, 2018

Recomendo, muito! o novo número da Visão História sobre as Grandes Obras do Estado Novo. E sobre Duarte Pacheco, incontornável, também, em Lisboa.
E também nas bancas um delicioso número do Descubrir el Arte...

domingo, abril 29, 2018

Está disponível em quiosques este excelente número:
onde além de um perfil fantástico de um dos nossos heróis temos algumas páginas de antologia:
carregar para visualização.
Um artigo exemplar:
carregar para ler.

sexta-feira, abril 27, 2018

Recordo-me de miúdo ver abelhas pelos nossos jardins, em Lisboa.
Como as borboletas foram sendo da cidade afastadas, extintas.
E pelos campos borboletas é um desafio vê-las e abelhas, só em zonas de colmeias, cada vez menos.
O mundo rural e a qualidade do ar tem- se vindo a afastar, de nós, cada vez mais.
Falo quase sempre nas conferências que faço, mesmo sobre temas mais etéreos de insectos...
De vez em quando dou uns cobres para umas campanhas internacionais de defesa das abelhas.
Tenho cada vez mais dúvidas sobre a sua utilidade ( das campanhas!).
Hoje, embora seja ainda extemporâneo o festejo, vejo que talvez sirvam para alguma coisa, contra o poderio destas empresas que vêm ou acompanharam o pior, o nazismo...
sabem de quem estou a falar....

quarta-feira, abril 25, 2018


Recordar e continuar o 25 de Abril, de 1974.
Não esquecer a ditadura e a nuclear em Chernobyl de 1986.

Passam, curiosamente no dia seguinte à revolução dos cravos, dia maior da ecologia política nacional, pois no dia 26 de Abril, passam este ano 32 anos do acidente, da explosão (impossível! diziam-nos) do reactor nuclear de Chernobyl.
Recordemos que só o facto da radiação não ter fronteiras e de as autoridades suecas terem, dado o alarmante nível de radioactividade atmosférica, decidido parar, parar, todas as suas centrais nucleares, levou a que só vários dias após o acidente, quando já dezenas de pessoas tinham morrido e finalmente a evacuação tinha sido ordenada, o Presidente da União Soviética, Gorbachev, viesse à televisão minorizar o trágico acontecimento.

Não havia forma de o meter debaixo do tapete, nem de manter o segredo. Chernobyl acabou, com os mitos, da nuclear e da URSS, fossem eles quais.

O que aconteceu já há muito era anunciado pelos “profetas de mau agoiro” que nos assumimos. Como o era o ocorrido depois em Fukushima, ou ao tinha sido o de Kistin ou de Harrisburgo, ou poderá ser amanhã, amanhã mesmo, em Cofrents, ou Almaraz como já o foi em Vandellos (onde um incêndio levou ao encerramento, permanente de um dos grupos nucleares).

A nuclear é todo o ciclo de urânio, que nos traz novamente as sombras negras da mineração (que no nosso país deixou muitos destroçados e terras contaminadas), agora a 4 Kms da nossa fronteira, em Retortillo.
É o problema dos resíduos, que levou a que sem qualquer consideração pela legislação internacional, nem pelo nosso país, o governo espanhol tenha decidido unilateralmente avançar com um depósito nuclear, também em Almaraz.

É que, essa é, de facto, a única alternativa para guardar os resíduos altamente radioactivos das centrais, dado que o local para o seu armazenamento definitivo parece não existir... O previsto para Villar de Cañas (Cuenca) é, era manifestamente... instável...
Vamos continuar a lutar, por alternativas a este “erro” de Einstein e por novos paradigmas energéticos. E pela maior participação cívica na polis!




domingo, abril 22, 2018

Conhecia em Lisboa, julgo que pela mão da saudosa Helena Vaz da Silva.
Também era uma senhora de altissimo nível.
Leio mais um, são todos de certa forma, dos seus livros de viagem.
Essencialmente no, pelo Japão.
Mas também pelos que as fazem, e como as fazemos, e contamos.
O último capítulo é um documento fantástico!
" 
...pelas estradas do mundo actual onde se encontram elementos de injustiça social, a avalanche de mentiras e impostura publicitária, as marcas irreparáveis da poluição e as cicatrizes ou ameaças nucleares.
Vamos continuando o caminho.
Dia 4 de Maio, para as agendas!!!!

A viagem do espírito sobre a matéria e a sua compreensão no e do tempo, passa por mundos de vários  momentos, e muitos desta nossa Finisterra, também.
As paisagens e Lisboa entre elas, a polis, a civitas e as suas energias estão como não podia deixar de ser também aqui presentes.
Para todos e todas....

sábado, abril 21, 2018

Leitura de fim de semana. Um livro notável, odiado por todos os fanatismos....
Politicamente incorrecto, denuncia de todas as formas de censura, e de pensamento único.
Muñoz Molina escreve hoje mais um texto lindo sobre a nossa Lisboa, triste e alegre...
https://elpais.com/cultura/2018/04/17/babelia/1523984712_473283.html

quinta-feira, abril 19, 2018

Na sequência do anterior...
vivemos a pensar que somos autónomos, mas de facto somos automáticos, dos poderes e das mentiras que se espalham por todo o digital, sem que as possamos ou sequer queiramos controlá-las.
Mas enquanto houver alguém que resiste....

quarta-feira, abril 18, 2018

Não percebo a razão, e a história vai longa, Relvas, Socrates, Feliciano, e também em Espanha, Cifuentes e outros, mas por todo o mundo, falsificações de cursos e de teses, fraudes com vista a ter um dr. ou eng. sem qualquer justificação e com enorme despautério.
Passei por situações similares, e inversas, quando li e tenho-o comigo, um livro tese de mestrado de uma senhora que é cópia ipsis verbis de um velho livro meu, ou a estórias que passei na Lusófona, ainda antes do tal Relvas, e que já contei algumas.
Costumo passar por entre as gotas, com o meu mestrado, de facto só pós graduação embora além do acima referido tenha publicado dois livros de teses, em sociologia e economia de energia, não defendidas desde logo, e nem uso o título...
Mas esta gentalha é uma vergonheira...

terça-feira, abril 17, 2018

O autor, também esteve connosco na formação do Movimento Alfacinha e no início do MPT, que rápidamente degenerou, levando ao afastamento de todos, quase todos os fundadores e todos os históricos.
Este livro Intervindo na Paisagem é também sobre Lisboa e o resto...
Embora com algumas repetições tem lições de enorme qualidade e sapiência, além de fortes e contundentes críticas políticas.
Um mestre e amigo, ainda tenho presente, (além claro deste lançamento no Salão Nobre de Agronomia a semana passada e o carinho deste), o desfile, que com os seus jovens 80 anos  ele protagonizou carregando uma faixa do MIA, além de todas as boas e tantas memórias que nos unem.
Obrigado por tudo Fernando.

segunda-feira, abril 16, 2018

Realizou-se sábado em Lisboa uma grande manifestação contra a prospecção e exploração de petróleo.
É curiosa a desinformação que o nosso miserável jornalismo, não que não tenhamos muitos e bons mas infelizmente dominados por editores ao seviço e sem cabeça ( a história do complot da cave é do mais ridiculo que já vi!) que nesse próprio dia, sem a mínima investigação ( ficou na tal cave!) deram como boa uma informação das multinacionais ( bastava perguntar, como o sabem se não fizeram ... prospecções...) sobre milhões de barris supostos nas nossas águas.
Não há e o custo da extracção será, seria tão enorme que não o justificaria ( a extracção). Estas empresas só funcionam para o mercado financeiro, bolsista, e para dar cabo do ambiente, que não lhes custa nada...
Aqui, uma boa notícia:
http://www.caneurope.org/fossil-fuel-subsidies-awards
esta, verdadeira, não passou nos tais média. Pois são propriedade das empresas poluidoras, em muitos casos....

quarta-feira, abril 11, 2018

Ordália: também conhecida como juízo de Deus (judicium Dei, em latim), é um tipo de prova judiciária usado para determinar a culpa ou a inocência do acusado por meio da participação de elementos da natureza e cujo resultado é interpretado como um juízo divino.
Mas continua nos nossos dias, disfarçada e com outros deuses, a intolerância, o racismo, o sexismo, o populismo, o totalitarismo, o nacionalismo.
Este livro é uma estória dessas, através destas.
Excelente!
 

terça-feira, abril 10, 2018

Vivemos tempos agitados. O capital financeiro e parasiyário tomou conta da economia e estamos no tempo de investimentos virtuais, de especulação bolsista, de matreirices para tapar os buracos e fugas da bandidagem e corruptos, salgados ou não, que controlam estas estruturas de capitais.
E temos que continuar a agir em vários tabuleiros, na pressão, na agitação, no dialogo e no confronto, não desdenhando nenhuma frente e tirando o máximo proveito de todos.
Usando o poder que elegemos, municípios, parlamento e pressionando os que não elegemos (pelo menos directamente) governo, empresas, e até estruturas do Estado, com níveis de responsabilidade claros.
No próximo Sábado temos acção, de e na rua.
Mas que vai paralela a acção judicial, e pressão junto dos eleitos locais.
O petróleo, e outros fósseis fazem parte de um tempo que não pode continuar, ou não teremos tempo para gozar a vida com sustentabilidade. Nem tempo nem tempo que é uma palavra que tem duplo significado, os dois que se continuam.
Vamos dar voz, a nossa voz a este tempo, para parar as petrolíferas, para salvar o tempo, das alterações climáticas e desenvolver um novo paradigma energético.

segunda-feira, abril 09, 2018

É em Portugal que este toiro Osborne, também marca a paisagem:
e
mas outros marcam a paisagem....

talvez o pai destes...
numas terras onde se recupera o património...
os antigos pombais...
a aldeia Uva! e Projectos da Palombar.




Espero, talvez com a reintrodução de charettes em Lisboa possamos em breve falar destes espectaculares animais:
entretanto apoiem a https://www.aepga.pt
Numa visita ao norte, estive nas termas de Longroiva e do Vimioso, e espero em breve ter novidades das Alcaçarias...
e visitei um espaço de que me orgulho...
e aqui, um excelente museu, onde podia estar....

 por terras onde cruzamos...
ou aqui...
umas fantásticas mirandesas...


sexta-feira, abril 06, 2018

Questões de género, raça e formas erradas de as tratar.
Aqui:



são mulheres,  e não ouço, nem vejo nenhuma manifestação feminista em seu apoio por tal....
O género não é sexo, assim como a raça não é cor ao contrario de que as, os defensores do feminismo radical e do black power entendem,
há  mulheres homens e racistas pretos (ou chinos ou indianos, etc), e homens feministas e brancos anti-racistas.
Não são as quotas que vão alterar o paradigma das desigualdades que tem que ver com a formação, educação e também ideologia.
Não fazem sentido sem dar atenção ao que é básico, uma formação que sustente as ideias liberais e que procure dar sentido filosófico às diferenças e à igualdade de acesso e de direitos.
Ontem com muitos exemplos foi tema de um prolongado almoço... 
Depois, ponham na agenda, dia 4 de Maio, na Palavra de Viajante, rua S. Bento... mais uma!

quarta-feira, abril 04, 2018

Hoje dia em que passaram 50 anos do assassínio de um dos homens mais importantes da História, Martin Luther King Jr. dei andamento a dois livros, um dos quais com lançamento para fim de Abril ou inicio de Maio. O outro lá para Julho.
Um dia activo de reuniões...
Leio um livro, também, sobre cactos, uma das minhas plantas favoritas...

este escritor holandês e um pouco ibérico escreve com agilidade e escorreitamente sobre estes e o resto, um diário.
Lembro, há muito que não os visito, os fantásticos da Tapada da Ajuda. Lembro muitos outros e os meus que convivem com 3 ou 4 plantas no meu quintal.
São resistentes os cactos!!!!

terça-feira, abril 03, 2018

Foi um mês de Março a bombar. A produção de renováveis bateu records.

  1. As centrais hídricas e eólicas foram responsáveis por 55% e 42% das necessidades de consumo, respectivamente; 
  1. O consumo registou um mínimo de 86%, ocorrido no dia 7 de Março, e um máximo de 143%, no dia 11 de Março;
  1. Foi evitada a emissão de 1,8 milhões de toneladas de CO2, o que se reflectiu na poupança de 21 milhões de euros na aquisição de licenças de emissão;
  1. Esta elevada penetração renovável teve uma influência positiva no abaixamento do preço médio do mercado diário MIBEL, que foi de 39,75 €/MWh, que representa um ganho de 4,2€/MWh face ao mês homólogo de 2017 (43,94 €/MWh) quando as renováveis representaram 62 % do consumo;
Ou seja temos possibilidade e capacidade, com novos desenvolvimentos, nomeadamente na área do solar de sermos electricamente autónomos em energias só renováveis. E exportar!
Em Lisboa (distrito)

os números, também, não enganam:

Energia Fotovoltaica
A produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 358,4 kWh, o que permitiu abastecer todos os seus consumos e a iluminação do vizinho.

Energia Solar Térmica
O aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo, 9,66 m3 de gás natural, durante o último mês.

Energia Eólica
A produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 42 % das habitações de Lisboa. 

Estamos a entrar num novo paradigma energético!!!!