segunda-feira, outubro 15, 2018

Hoje, na cinemateca, um filme de culto:

com uma actriz notável, uma história que tem leituras actuais....

domingo, outubro 14, 2018

É absolutamente inaceitável, e devia haver um protesto diplomático por parte do nosso governo ( bem sei que aquilo está num desvario) a intromissão, a pressão inqualificável dos governos Turco e Ucraniano, através das suas embaixadas junto do Doc Lisboa.
https://ionline.sapo.pt/artigo/629674/doclisboa-denuncia-pressoes-das-embaixadas-da-ucr-nia-e-da-turquia-?seccao=Mais_i
Estamos a falar de um, o Turco, que é herdeiro de um dos piores genocídios da história (Arménio) e que continua hoje com a liquidação dos Curdos, e que é um faz de conta democrático, sem separação de poderes efectiva, sem liberdades públicas, que estão severamente limitadas e com quase nenhuma informação livre. E outro Ucrânia de um país onde as liberdades estão cativas de um bando nacional, que não respeita minorias e onde não existe nem sombra de Estado de Direito, sob o coberto de guerra contra a Rússia, em relação à qual se aplica tudo o que diz respeito à Ucrânia, sobre direitos.
Mas tentarem limitar as liberdades no nosso país é absolutamente execrável!
http://www.doclisboa.org/2018/

sábado, outubro 13, 2018

Fico impressionado. Um concelho do interior, com cerca de 9.000 habitantes tem uma pujança invejável, uma vida cultural que é valorizada em lógica identitária, pólos culturais fantásticos, e continua a fazer investimentos na mais valia que é a cultura. Desde há muitos anos. Infelizmente o restante do país, ou a grande maioria dele e sei do que falo!, que por aqui e ali, sem chegar a esta relação população/recuperação do passado no presente, pois sem chegar a esta relação há algumas coisas válidas.
Idanha-a-Nova tem uma pujança que é de registar. E tem uma revista que lhe dá conta e tributo:
aqui com uma saudação ao Presidente da Câmara, Armindo Jacinto, e um forte e amigo abraço ao Valter Vinagre que aí  se instalou e tenho por, assim, ter contribuído com uma migalha para esta nova vida, deste magnífico concelho raiano.
Está muito, muito pobrezinha, mas talvez tenha recebido conselhos de uma das meias dúzia de empresas presentes (e para ver isso pagamos 5 euros!), que explica como fazer bons negócios ( mas ainda estão ali!) este ano a http://greenfest.pt/estoril/home
Expositores na generalidade de vão de escada, vendedores da banha da cobra e alguns institucionais, é certo. Um ou outro ( 3 de facto) com interesse... e 5 euros para a "sustentabilidade".
Não recomendo, vão passear, é melhor.

sexta-feira, outubro 12, 2018

No próximo sábado dia 20,
pelas 18.30 depois da inauguração moderarei um debate sobre estórias do jazz, moderador não é moderado....
este ano com excelente cartaz:http://caldasnicejazz.pt/
nas Caldas afirma-se um pólo do nosso jazz!

quinta-feira, outubro 11, 2018

Logo à noite um final de época em grande:
com a encenação antiga, que dá continuidade e testemunha as lógicas que se integraram na corrida à portuguesa, e na sua história, que é também elemento de estabelecimento da fronteira, do limes com Espanha (onde a situação de Barrancos, diferente de outras onde só se matava e mata o toiro para a comezaina, como em Monsarraz, entre tantas....), como me recordo de uma, mais uma, magistral conversa de/com Gonçalo Ribeiro Telles.
A corrida em Espanha foi perdendo a aristocracia que todavia enche as bancadas, com o povo, que a aficiona. É claro é o país rural e as suas memórias e resistências, que continuará a lutar contra o totalitarismo de um mundo de peluches, sem animais, sem vida.

quarta-feira, outubro 10, 2018

Foi hoje na livraria Ferin, numa sala cheia:
a apresentação deste excelente livro de Raimundo Quintal e Teófilo Braga.
Para os dois os melhores votos de sucesso.
o livro está à venda na livraria Férin, que continua a honrar os seus tempos.

segunda-feira, outubro 08, 2018

Uma história interessante:
https://www.hoy.es/caceres/anos-hazana-hombrepez-20181006183914-nt.html
sobre o Tejo e tudo.

domingo, outubro 07, 2018

Está aí, e com alguns clássicos a rever e uma ou outra novidade a suscitar interesse...
https://festadocinemafrances.com/19a/lisboa-04-14-out
Outubro é ó mês do cinema.
O DocLisboa está à porta (o programa tem aliciantes!), e recomendo o simpático e com uma música 5 estrelas Cold War,
a cinemateca também nos traz, como habitual, grandes clássicos.
Só o cinema dito grande público é que continua um arraso... e depois ainda se queixam...
E o Nimas, continua a recomendar-se.

Ainda sobre a nação...
Conta-se, e está relatado, que D.Luís, passeiava num barco no norte e vendo outro, de pescadores próximo pediu para perguntar se eram portugueses ou espanhóis. A resposta foi não, não somos, nós somos da Póvoa de Varzim.
A identidade é local, do "paese" como dizem os italianos, que país é uma perversão (alargada) dessa palavra, local, a nação é um artificio para dar sentido ao Estado, que dela não necessita (um Estado é constítuido de parcelas, diferentes identidades e até línguas).
O país, os paisanos ou patriotas, embora a pátria também se ligou e mesclou com glórias e nazionalismo, é a base identitária.
Sou português, europeu e paisano do mundo, porque tenho uma língua que me estrutura, baseia como refere Chomsky, a articulações vocabulares sobre uma gramática herdada ou moldado nos genes, ou melhor até tenho duas... e tenho uma geografia alimentar.
Mas sabemos que até as línguas se inventam, o basco reiventado ou o hebraico todo ele inventado novo (como o tal esperanto), ou o bósnio separado da sua matriz, ou o brasileiro que se separa da base. E como a comida é uma situação.
Recordo longas conversas, com muitos amigos, mas uma fantástica com Roberto Cicciomessere, deputado radical, sobre estes temas. As palavras são traiçoeiras e também operativas.
Talvez devessemos chamar-nos paisanos, de um país (paese).
Nunca nos perguntam de que nação somos? certo?
Mas sim qual é o nosso país! por alguma razão. É o espaço geo-físico, marcado por muitos factos que nos "limes", limita. A ideologia nacional chega depois, muito depois, com a guerra...
As palavras só se tornam perigosas quando se transformam em ídolos e poder...

sábado, outubro 06, 2018

Estive na FOLIO ( ainda está amanhã!) numa bonita homenagem a Gonçalo Ribeiro Telles onde tive ocasião de rever velhos amigos.
E descobri este sítio que recomendo!!!!
https://vouprolareu.wixsite.com/lareu/outubro-18
mais informação, nunca é demais!
Mais um artigo muito bom!
https://www.dn.pt/pais/interior/em-outubro-de-1918-lisboa-nao-tinha-madeira-para-tantos-caixoes-9950451.html
bem escrito, documentado e com mensagem subliminar.

quinta-feira, outubro 04, 2018

OPINIÃO


O mundo poderá continuar

O nacionalismo, nazionalismo, é como que uma fé religiosa num absoluto inexistente.
A nação ou deus são construções mitológicas, em torno de um mito e tem funções específicas.
As divinas, respeitáveis desde que não infiram com o que é de César, mas infelizmente todas as religiões têm ambições, seja por assédio, poder, ideologia , economia, todas aspiram a benesses terrenas que nada tem que ver com o divino... mas as nazionalistas, bom essas são execráveis.
Claro que se pode separar a ideia de pátria, sociocultural e linguística da nação e articulá-la ou não num Estado, num quadro determinado, mas há que ter cuidados, porque a história pode ser uma grande mentira ou invenção (as fake news não nasceram ontem, algumas até ganham quilos de publicações, veja-se o suposto Viriato!), claro que nem todos os patriotas vibram com a dita nação, identidade sem sentido num mundo globalizado onde a circulação de pessoas e bens, como aliás sempre existiu na dita história, nós somos africanos, arménios, índios, visigodos, semitas, e até neardenthais... não há genes “limpos” como os nazis ( nazionalistas) imaginavam ( Hitler, individuo, é um caso exemplar de misturas raciais!), nem qualquer tipo de pureza, como também defendem os prosélitos do povo escolhido (por quem?).

Vivemos tempos de dúvida e de incerteza por isso os “messias”, nacionalistas ( Catalunha first! America first! Hungria first! Brasil acima de tudo!) ou populistas (o outro deve ser esmagado se não for macho, branco e hetero) vão ganhando terreno.
Fazem-me lembrar os negacionistas climáticos ( aliás estão interligados na maioria dos casos, pois se a nossa nação é épica como estaremos a mudar o clima!) não querem ver a realidade.
Na história dos homens, infelizmente já houve muitos, demasiados momentos assim.
O massacre de populações inteiras (vidé Bartolomeu de Las Casas), não é o primeiro para o exterminador dos homos anteriores e de tantas, tantas, tantas espécies.
Os muitos, muitos Holocaustos, arménios, judeus, ciganos, ruandeses, não nos podem fazer esquecer aqueles que quotidianamente continuamos a perpetrar, ontem, ontem mesmo me chega a notícia, no silêncio da “noite de cristal” de que mais uma tribo na amazónia foi exterminada, para sempre! Para os Bolsanaros e Trumps eram mais uns macacos...
Vivemos tempos difíceis, a verdade já pode não ser verdade, a realidade pode ser uma invenção, a demagogia ganha com a proliferação dos meios de difusão, cada vez menos escrutinado, como sabemos.
A falta de cultura, os problemas de literacia, ( 40% dos americanos acredita que o Sol... bom o Sol gira em torno da Terra, como os extintos ditos macacos...), a frase feita e o chavão vão ganhando.
Mas enquanto houver quem memorize um livro, enquanto houver quem levante a voz para defender um direito, enquanto na solidão podermos abrir janelas para o mundo e por essa espalhar uma semente, o mundo poderá continuar.

quarta-feira, outubro 03, 2018

Uma EXCELENTE, notável mesmo, entrevista, onde não há uma que caia no chão....
https://ionline.sapo.pt/artigo/628376/margarida-saavedra-a-torre-de-picoas-e-um-elefante-na-cidade-de-lisboa-?seccao=Portugal_i
Margarida Saavedra só se engana nos envelopes, que continuam. No meu livro,
descrevo casos, no pelouro da habitação... mas é, dizem-me  que é "a cultura"...
Em relação ao resto, Rato e tudo, 100%!!!
Não há quem ponha mão nisto?

terça-feira, outubro 02, 2018

Lamentávelmente é o que escasseia em política, aliás são raros os casos de coerência e ética que podemos listar.
O trogloditismo, os aldrabilhas, os vígaros e troca tintas ou meros oportunistas, são o que mais abunda nessa classe profissional. Mas remando contra a maré temos agora este livro.
Enviam-me o convite em cima do acontecimento e não poderei corresponder, mas aqui o difundo com gosto,

segunda-feira, outubro 01, 2018

Para as agendas:
O Raimundo Quintal tem um trabalho notável em Lisboa, nomeadamente nos jardins Gulbenkian e é um paladino do ambiente e contra os atropelos no arquipélago da Madeira.
Hoje não resisto, dado contínuos problemas no gmail, que muda para pior...

(...)
É curioso, e entre nós os ecologistas recusaram muito tempo a “política”, que o director de uma das organizações ecologistas mais conservacionistas ou conservadoras não hesite em dar este testemunho:

e não perdemos a esperança...

Já não admira:

E anexo capa da maior (em número de exemplares editados, 21.000!) produção que, com Nuno Farinha já realizámos (será acompanhada de Manual Pedagógico), infelizmente não terá distribuição comercial (edição direcionada para escolas), mas estará disponível no site da APREN: http://www.apren.pt/
Em breve!


António Eloy

Nota:
Perguntam-me qual é o grande problema com Almaraz.
1-Desde logo se as duas centrais funcionarem bem e não houver nenhum incidente externo, nenhum, a não ser o contínuo acumular de resíduos, impossíveis de gerir.
Se funcionar bem e se não houver incidentes externos!
Almaraz, todavia, tem um longo, muito longo historial de problemas, deficiências, paragens por mau funcionamento, incidentes na escala INES muitos. Mas vamos contando com a providência.
2- O ATI está a ser concluído, depois de um processo todo ele errado, onde se houvera outra atitude nacional teríamos outra solução. E o grande risco é ele ser o pretexto para prolongar a vida das centrais (2) até aos 50 ou 60 anos, com os riscos referidos no ponto 1-, a aumentarem*.
3- Já tinha deixado o MIA, tomado por forças que tem mais interesse em foguetório político radical que em racionalidade estratégica e objectivos claros, mas ainda consegui que houvesse uma abertura e empenho junto da nova ministra Teresa Ribera, e que se colocasse em agenda a nomeação de Paco Castejon para a administração do C.S.N.
Como se tem visto a gritaria, erros de avaliação, tomadas de posições desprestigiantes e com falhas graves, num acumular falta de orientação política e identidade ambiental têm se sucedido. Continuamos.

*
Para impedir a renovação das licenças para as 2 centrais temos que fazer mais que gritar contra o vento. Tema para próxima conversa.
E aqui para base dessa:

(...)

domingo, setembro 30, 2018

Um grande jornalista Indro Montanelli disse" O jornalista é um oceano de sabedoria com um centimetro de profundidade". Tenho muitos amigos jornalistas e outros tantos aprecio, mas tenho que dizer, novamente, que salvo raros momentos em televisão (que não tenho e vejo seleccionadamente!) onde se vê uma ou outra boa reportagem ( e também outras tantas de alta demagogia e sem critérios editoriais!), e algum, raros artigos em jornais nacionais (dominados por editorias medíocres, dependentes do mercado e da lógica sensacionalista, sem esforço nem valência e qualidade) leio só jornais internacionais e vejo alguma televisão de qualidade noutros países.
A explicação para os Bolsonaro, Trumps, Orbans, Salvinis, Dutertes, Maduros, Castros, Putins, Xis, Puiggemontes, está também, muito no jornalismo de pia que vamos tendo.
Basta ver ou ler como hoje me calhou de castigo, algum média português para ver a indigência dos mesmos e a parolice dos jornalistas ou dos editores. Tem alguma relevância que dois personagens não tenham comentado declarações suas, que morreram no acto? Tem algum interesse contar pormenores sórbidos de um crime banal? Tem algum valor dar uma notícia que já está desmentida à hora da sua publicação? Tem alguma qualidade referir a espuma e não falar da onda ( esta é figurada...)?
As fake news são promovidas a verdades e o jornalismo que temos é quase todo orientado para a venda dos produtos que o pagam, e que necessitam que a turba continue o consumo, sem grande pensamento, sem qualquer lógica de investigação e sem critérios.
Os jornalistas constróiem a realidade e depois admiram-se que lhes caia em cima aqueles personagens, que os jornais e as TVs vão caindo em audiências e tiragens e que qualquer dia não haja nem jornais, nem jornalistas ( aliás estagiários pagos a pataco já enchem as redacções em trabalho escravo) nem liberdades!
Mas é domingo e já não é Primavera!

sábado, setembro 29, 2018

Está em Paris, no Grand Palais, até 4 de Fevereiro, uma grande exposição de Joan Miró.
a não perder! https://www.grandpalais.fr/pt/node/50425
É que nem se compara a Serralves.