domingo, dezembro 08, 2019

Tempo para prever viagens, reais ou imaginadas. Neste número:
 uma boa parte de uma história que partilhamos.

sábado, dezembro 07, 2019

Não tenho Frans Snyders por um pintor excepcional, mas as suas naturezas mortas são poderosas.
 esta, por exemplo.
Ou esta
que acho muito melhor.
A censura, sempre defendem uma lógica totalmente absurda obrigou a que fosse retirada do refeitório da Universidade de Cambridge.
Vivemos tempos complicados.
https://elpais.com/internacional/2019/12/03/mundo_global/1575374803_843838.html

MAIS AVIÕES NÃO!
PORTELA MAIS MONTIJO NÃO É SOLUÇÃO!
O Governo de Portugal, juntamente com a concessionária ANA/VINCI preparam-se para quase duplicar o número de movimentos de aviões na região de Lisboa, com grande incidência no Aeroporto Humberto Delgado incluindo o período nocturno e, em paralelo, construir um designado aeroporto da Base Aérea do Montijo, complementar à Portela.
Trata-se de um processo que não serve os interesses do país e que é contra as pessoas, o seu bem-estar, a sua saúde e a sua segurança e é um grave atentado ao ambiente.
Num quadro em que até o Parlamento Europeu “decretou” a Emergência Climática, o procedimento das autoridades portuguesas é o pior contributo que se pode dar no combate e no empenhamento que, por todo o planeta, milhões de cidadãos, nomeadamente as novas gerações, travam para contrariar as nefastas consequências decorrentes das alterações climáticas.
Tudo isto é feito à revelia da legislação e dos procedimentos a que o estado está obrigado, e no caso da Portela sem qualquer Avaliação de Impacte Ambiental.
O aumento da pressão sobre a região de Lisboa, nomeadamente na capital, é inaceitável e vai-nos condenar a viver pior durante mais umas décadas e, se nada fizermos, até ao fim da concessão à ANA/VINCI em 2062.
Text Box: Esta acção terá a forma de uma Concentração a realizar no próximo dia 14 de dezembro, com início pelas 15:00 horas, na Alameda do Aeroporto Humberto Delgado no terminal das chegadas.

Por estas e muitas outras razões, um grupo de organizações e cidadãos decidiu levar a cabo uma acção de protesto em Lisboa que tem por base o combate ao aumento do ruído, da poluição atmosférica e pela preservação da segurança de pessoas e bens. Esta iniciativa insere-se no quadro geral da luta contra as alterações climáticas e da emergência em que vivemos mergulhados. Mais aviões não!
PARTICIPAR AGORA É O CAMINHO MAIS SEGURO E CERTO PARA GARANTIR UM FUTURO MELHOR E MAIS AMIGO DAS PESSOAS E DO AMBIENTE.
Participa e “Traz Um Amigo Também”.
Organização: (Aberta a futuras adesões).
“Lisboa Precisa”, “ATERRA”, “URTICA”, “FAPAS”, “GlocalDecide”, “União dos Sindicatos de Lisboa-CGTP-IN”, “Plataforma Cívica Aeroporto BA6-Montijo Não”, “Zero” e outras organizações
Apresentei hoje na A.G. da A.I.
Ninguém contestou. Não havia ninguém!


Chega ao fim a minha relação com a secção portuguesa da Amnistia Internacional, de que sou fundador (da secção portuguesa) e da qual fui julgo que em pelo  três mandatos dirigente e para a qual contribui com uns milhares de euros, de direitos de autor, além dos donativos.
Recordo no inicio as primeiras cisões. Foram por decidirmos que a AI era contra a pena de morte. Antes só nos preocupávamos com os prisioneiros de consciência. As cisões ocorreram também em Portugal, país pioneiro na abolição dessa.
Depois, julgo que por cá não houve grandes sobressaltos quando a AI se investiu nos direitos das mulheres ao seu corpo e na Interrupção Voluntária da Gravidez como direito. Mas a nível internacional houve muitos conflitos internos, e a excomunhão pelo Vaticano. 2 vezes.
Já os tive (conflitos), e muitos por cá, quando a AI reconheceu as lutas de género (demissões por cá) e quando reconhecemos o direito ao casamento e sobretudo à adopção por casais do mesmo sexo, um grupo local foi desfeito (e até, vejam lá, diziam que tinham por lá um homossexual) e tive que o xingar até ao tribunal (os pretéritos reizinhos).
Tivemos alguns problemas depois, uma tentativa de assalto pelos animalistas (direitos dos animais) que ficou por aí, e a AI, nos novos documentos até avança decididamente pelo tema das alterações climáticas e pelas questões (da legalização, claro) das drogas, o que me agrada.
Mas a organização têm se vindo a transformar numa estrutura leninista, em que a burocracia, os funcionários e etc, que recebem 80% do orçamento, pelo menos em Portugal, para não serem vistos nem ouvidos em sítio nenhum, e a burocracia escolhe e controla os órgãos sociais, numa lógica que faz lembrar as células do leninismo, todas controladas pelo famoso controleiro, braço do comité central e do grande staline, seja ele quem seja. Tudo é cozinhado entre o grupo dirigente, que ninguém sabe de facto quem é.
Isto que já vem de traz tem-se vindo a acentuar e a agravar. As A.G.s transformaram-se nos novos congressos do PCUS, tudo controlado e quando não há unanimidade fora....
E isso reverte-se na política da organização. A última foi o apoio ao independentismo catalão ( esclareceu-me o diretor da A.I. que o apoio foi só aos criminosos condenados! Por gastarem dinheiros públicos em ilegalidades e infringirem as leis do Estado, aparentemente o que está no facebook é.... apócrifo! Nunca visto na A.I.) E o apoio aos direitos humanos da maioria dos catalães que não o é e é, pelo contrário assediada e com violência por uns sujeitos portadores da verdade e do paraíso? E que querem obrigar todos a segui-los.
Não há mais paciência. Hoje a AI tem menos audiência, menos influência  do que quando tinha só uma funcionária e um trigésimo do orçamento que hoje tem  (ultrapassa os milhão euros) 80 % é para pagar a burocracia, 20 funcionários, a sede e tal e tal, e escassos voluntários, mesmo. Passem bem que eu também.
Continuarei a ser um dos fundadores, continuarei a ser membro de uma secção da AI (noutro país), onde não me tenho que preocupar com estas coisecas, e claro um infatigável defensor dos Direitos Humanos, aqui, ali e acolá!
E por aqui me fico!




sexta-feira, dezembro 06, 2019

ISTO É UMA VERGONHA.
mas o ministro continua com o peitinho cheio de ar....

segunda-feira, dezembro 02, 2019

Já sabemos que em Madrid,
 além dos quase 80 milhões de gastos, fora os muitos milhões de particulares, e muitas, muitas palavras, e declarações, tal como antes em Paris, de Madrid não vamos ter nada na direcção de salvar a Humanidade, como diria Almada Negreiros, sobre as palavras para a salvar que já estão há muito inventadas.
Mas, é um momento.
Ficarei por cá a ler, este que julgo já existir em tradução para portinhol:
Uma obra, e basta-me o primeiro capítulo para o afirmar, de grande espessurae radicalidade. Necessaria e urgente. Não podemos esperar mais.

domingo, dezembro 01, 2019

Hoje temos os aviõesinhos, na brincadeira, que é disso que se trata, com o aeroporto submergível do Montijo, também obreiro de muitos churrascos....
https://elpais.com/economia/2019/11/30/actualidad/1575138858_526873.html
e um pensamento de uma das nossas  maiores filosofas Simone Weil
só ela para nos dar alento nesta canalhocracia em que vivemos, e ajudar a dar uma varridela na corrupção, fazer uma corruptura!!!!

sábado, novembro 30, 2019

Amanhã há outra sessão. A de hoje foi inolvidável, Brutal!
https://gulbenkian.pt/agenda/missa-de-bernstein/
Um enorme maestro e compositor soberbamente levado à cena pela Orquestra e Coro da Gulbenkian com colaborações de alto nível.

É uma espécie de auto-biografia, sem o ser no sentido do voyeur mas no sentido político e social articulado com o testemunho pessoal.
E é um livro com matérias para meditar.
Desde logo o erro, e como não pensar no erro de casting do Livre, das políticas identitárias, elas mesmo racistas e xenofobas, e ou nazionalistas, mesmo quando disfarçadas do seu contrário....
Mas esse é um tema para outros posts e outras reflexões.
Esta,
uma estória agradável na leitura, informada nos meandros e iluminada por um pensamento demo-liberal que se vai reduzindo.
PS
https://elpais.com/cultura/2019/12/05/babelia/1575561357_622018.html
com uma capa muito melhor!

sexta-feira, novembro 29, 2019

Era mesmo ordinário, no bom sentido.
Claro que dizer isto hoje, como dizer que o abolicionismo da prostituição é a maior ajuda que se pode dar-lhe, o que há é que legalizá-la e quebrar as ligações, passa por incorrecto para os arautos da pureza e até uns pseudo-feministas (uns!).
O velho, quando o conheci ele que o fora sempre, já o era! foi sempre  uma contra-a-corrente e de certo modo era um oposicionista. Os livros dele antes do glorioso 25 A eram censurados e escondidos na gaveta, na do meu pai os encontrei.

terça-feira, novembro 26, 2019

No Museu do Prado (Madrid) uma exposição de El Roto en contraposição com Goya.
dois grandes mestres. A não perder.

domingo, novembro 24, 2019

Já não tenho paciência, nem para os meus amigos que dizem imbecilidades.
Nestas inclui-se o nazionalismo ou a sua variante o dito catalanismo, uma invenção reaccionária, ver último trabalho de Piketty, ou o notável artigo de hoje de Javier Marias:
                                carregar x 2 para ter leitura
e tenho que dizer que também não tenho paciência para a estupidez nem a pesporrência "As coisas criam-se pelos nomes que lhes damos".
O vírus é contagioso!

sábado, novembro 23, 2019

No Porto recomendo uma excelente exposição de Henri Cartier-Bresson na Alfândega.
Vale muito a pena. Uma viagem de comboio foi motivo para leitura deste simpático livro, com interessante analise sobretudo da lógica dos populismos:

que se irão continuar nos próximos tempos, aliás a sintomatologia destes vai tomando conta das organizações....
Também li, mas é uma desilusão, sobretudo para quem gosta de Camus e já leu tudo dele e sobre...
tirando a capa é tudo dejá lu, e de resto esta revista deve andar a caminho das lonas, nenhuma qualidade no geral.

terça-feira, novembro 19, 2019

Cantiga do fogo e da guerra, José Mário Branco


Esta de hoje, com uma emoção e pensamento especial!

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20 Novembro 19

Nuclear
José Mário Branco esteve connosco, no Festival Pela Vida e Contra a Nuclear, em Janeiro de 1978, nas Caldas da Rainha, e acompanhou muitas lutas pelo ambiente e pelos  direitos. Aqui deixo uma pedra e memórias.
https://youtu.be/R9TG95sGKfQ 
e uma cantiga a condizer.
Recebo dois alertas urgentes deste importante centro de informação sobre a nuclear, um dos quais acção em relação à COP, onde é importante desmascarar esses vendilhões: https://www.nirs.org/about/

Alterações Climáticas
Aqui mais uma explicação, com quadros mto bons das sinergias que afectam o clima e as suas relações, na zona do Oceano Indico:
Em Portugal durante 15 anos empresas de Energias Renováveis financiaram produtos (livros, DVD, Ebooks, páginas web, cds, programas semanais de rádio, etc)  e sessões (média 250 por ano) sobre Alterações Climáticas e Sustentabilidade. Fui o eixo em torno do qual todas essas actividades foram realizadas.
Muito ficou por fazer e projectos foram deixados a meio (...) algumas dessas actividades têm sido continuadas... A Zero chama-me a atenção para isto:
que é, também, um bom caminho!
E este sim é um verdadeiro herói!:

Resíduos
Esta, também, picada da informação que a Zero me faz chegar:
face ao descalabro do movimento ambientalista, salve-se uma flor aqui e acolá, só a Zero, de momento, vai mantendo, alguma pressão e tomadas de posição exemplares.
Ressalvo outros movimentos específicos, como a Protejo, que aqui temos mencionado, com igual apreço, e muitos locais!!!!!!!.

Política
EXCELENTE ARTIGO, amigo Viriato. Excelente!
só hoje li , e bem necessitávamos!
E esta tenho vindo a pregar no deserto sobre ela há muito:
mas o vício dos face e dos fake tomou conta....Aqui resistimos!

Observatório Ibérico Energia (O.I.E.)

segunda-feira, novembro 18, 2019

CANNADOURO 3ED 2019 23 & 24 Novembro

Não poderei estar, com grande mágoa!
mas é um momento de afirmação da ruralidade e do nosso verdadeiro território contra fantasmas animalistas ou desenvolvimentistas, sem consideração pelas nossas terras, à pato bravo ou à galamba.



domingo, novembro 17, 2019

Quem não foi, e estava bem cheinho, perdeu um espectáculo de primeirríssima!


quinta-feira, novembro 14, 2019

Penso que ainda há alguns bilhetes....

a não perder!

terça-feira, novembro 12, 2019


Deve ser das memórias e dos anos que as arrastam. Depois da emoção que foi o lançamento do livro, da minha estimada amiga Mercedes, tenho que confessar que sendo que a leitura foi de um fôlego tive que parar várias vezes... para limpar os óculos...
Além da escrita ser poderosa a história, e então para nós que a passamos noutras andanças é claro, é envolvente.
Uma construção poderosa em torno de uma família, em torno de uma terra de lutas, onde nos são contadas, para alguns recontadas jornadas heróicas e trágicas de um poder brutal e de um povo épico.
Ainda debaixo da comoção tenho que dizer que terá sido um dos melhores romances “históricos” que li nos últimos tempos, e recomendo sem a mínima hesitação.
Nestes tempos tristes que vivemos temos que pôr as almas a falar, a gritar.