Mas será que podemos chamar a estas intervenções, tão espartilhadas, debates? Não serão meros ‘tempos de antena’? Onde fica o contraditório, o inesperado, o ser posto à prova sem conhecer previamente os temas? Onde fica a genuinidade, o confronto com o conhecimento (ou com a falta dele)? Não será isto, também, uma confissão de medos? Mas quem se propõe governar não pode ter medos destes e não é bom sinal aceitar os espartilhos que quem quer que seja queira impor.
Numa altura tão grave em que é preciso fazer tanto e explicar tanto, ‘debates’ combinados? Alguém acredita que a população em geral vá ligar coisa alguma a um tempo de antena ‘travestido’ de debate? Dois minutos para cada um se pronunciar, quando há soluções que terão de ser escalpelizadas, com verdade, clareza e seriedade? Pense--se na nossa oportunidade em África e no nosso posicionamento na Europa, na necessidade de criar Agricultura e Indústria, na Educação, na Justiça, na Saúde, só para citar algumas questões que me parecem prioritárias. Discutem-se todos estes temas em dois minutos, os que verdadeiramente interessam aos Cidadãos?
Obviamente que não. Vamos ter trocas de galhardetes que é o que menos importa, o superficial a vencer o substancial, é no que tudo isto vai acabar. Empobrecimento nosso.
Cada vez apertamos mais os meios de intervenção democráticos de participação livre, entre eles, a informação (tentativa totalitária do Primeiro-Ministro, como o é a Justiça).
Porquê tantas condições para debates que se transformam em meros tempos de antena onde, claro, nada é imprevisível?! Há algo mais importante do que informar livre e incondicionadamente?
Merecíamos isto? Merecem os Portugueses que os Candidatos a Líder só falem do que aceitam e combinam entre eles? Que desolador. Os ‘debates’ agora também se transformam em ‘batota’ eleitoral discursiva.
Isto tudo cansa que se farta ou desinteressa que se farta.
Bem... ontem as regras dos debates foram rapidamente mandadas às urtigas.
ResponderEliminarSó que todos, repito todos, os argumentos ouvidos já estavam mais que batidos: tinham sido empregues vezes sem conta nos debates da AR e nas várias entrevistas ou outras intervenções dos participantes.
Não se aprendeu nada mesmo.