domingo, setembro 17, 2017

A religião, o nacionalismo, a intolerância e o fanatismo. Com o populismo e o racismo e xenofobia com eles articulados, e todos os outros processos de exclusão, o sexismo e a homofobia, articulados com as religiões, e a mistificação e invenção das pátrias ligadas ao nacionalismo, são com a ameaça nuclear, também com esses articuladas, a destruição do património e as alterações climáticas que também é base de migrações e guerras, mas podemos continuar mas sempre tombamos, não como os brasileiros tombam, no pensamento único e todo o totalitarismo que a partir desse se gera.
Hoje o talibã catalã:
de um dos mais notáveis cartoonistas do nosso tempo! El Roto!
E aqui:
https://elpais.com/elpais/2017/09/15/opinion/1505471886_748298.html
um artigo notável! 
Tenho que dizer que esta pré-campanha está ao nível do pior circo, dos piores palhaços.
Tenho visto de tudo, do piorio. Estive num debate em Óbidos onde só manifestamente um dos cinco candidatos está, minimamente, preparado para exercer o mandato. Um dos candidatos nem deu uma para a caixa, outro disse uma boçalidades a defender a sua dama, outro era a cassete habitual e o que deveria ser a alternativa só sabia dizer que tinha Óbidos no coração.
Há muita coisa mal, há muitas coisas a emendar, há que encontrar novas formas para que as coisas sigam uma lógica de sustentabilidade, também em Óbidos. Só o actual presidente tem capacidade para prosseguir, também aí.
E hoje fiquei siderado com uma senhora, a senhora Lisboa que disse que queria ... mais um milhão de habitantes para Lisboa. O ridículo não matará estes pseudo candidatos? Ninguém saberá encontrar os verdadeiros problemas e verdadeiras soluções?
E por Oeiras a situação raia a calamidade local. Ex-presidiários, outros que deveriam à conta do que fizeram no exercício tê-lo sido, outros que querem subir do chinelo ou continuar a avistar ilusões.
E por todo o país, por todo o lado, neste, naquele e naqueloutro só se vê incapacidades, incompetências e ignorância. Há alguns aqui e ali que se safam, mas têm a cangalhada toda às costas.
Que tristeza, a abstenção só pode subir, subir muito, muito....

sexta-feira, setembro 15, 2017

Á vista desarmada uma das maiores insanidades deste governo, que hoje foi humilhado com um,a massiva manifestação ( mais de 5000 enfermeiros trajando de negro encheram a D. Carlos, o largo da Assembleia da Rebublica e ruas em redor)
gente jovem e alegre que merece outra atenção de quem nisto manda. É inconcebível o que se está a passar.
Uma manifestação que teve carinho dos populares.

GENIN


Um filme sobre o genial, GRANDE!, GENIN.
Meu ilustrador e amigo.
Um artista completo, que faz lembrar o grande, também genial Rafael Bordalo Pinheiro.
Para quando um convite para uma presença e exibição em Lisboa?





Para ele um forte abraço.

quarta-feira, setembro 13, 2017

É um dos mistérios da distribuição. Temos as nossas "tabacarias" atulhadas de excreta, revistas de caras e do outro lado, revistas de aventuras de supostos famosos, revistas de treta e de treta.
Por aqui e por ali nalgumas ainda vemos revistas de qualidade (todas, obviamente, estrangeiras), além dos jornais (sabiam que está nos 3 primeiros em venda em Portugal El Pais!?) sendo que a soma de estrangeiros em venda fica destacada em 2º a seguir ao correio da manha.
Mas para mim é um mistério a ausência de uma das melhores revistas de pensamento, política, sociologia e literatura, fundado por um homem de elevadíssima craveira autor de uma das melhores denúncias da "Corrupcion y Politica, Javier Pradera e hoje dirigida por um intelectual de referência e desassombro Fernando Savater, a CLAVES.
Que neste número traz um dossier interessante e com excertos notáveis de Marcel Mauss sobre a revolução capitalista * de 1917, na Rússia, e um fundamental artigo sobre a eutanásia, além de outros textos referentes.
* ver o meu livro #Clientelismo#

domingo, setembro 10, 2017


A Unesco a destruir o património

Os casos do Cante e do Fado, mas que pode ser aplicado às línguas e dialectos.

Estive à pouco nas estruturas criadas em Serpa para apoiar o Cante e comprei alguns CDs de grupos do concelho.
Desde há muito que penso escrever sobre a má sorte que com a classificação da UNESCO recaiu sobre as expressões de cultura popular e também pode recair sobre línguas ou falas.
Vejamos o património é resultado das contradições entre as relações de produção e as forças produtivas no quadro de um ambiente determinado, mas que não é estático, e da espiritualidade que a partir desse se estrutura. Com as pedras e com os registos imperecíveis assim como  com  outros elementos difusos, a língua, a gastronomia, a música, a expressão plástica e outros.
As pedras vão-se degradando e o papel da classificação e o trabalho de descoberta de espólios e inventariação, seja dessas seja de elementos que lhe dão sentido é da maior valia.
Em relação a isso também se poderia falar de muitos erros dos burocratas da UNESCO, mas passemos adiante porque é mais difícil, salvo se formos taliban, dar cabo das pedras vivas e do passado dessas, embora, como sabemos também com o apoio da UNESCO deu-se cabo do Vale do Nilo, entre tantos outros, e não esqueçamos o Tua...
Mas embora o tema me tenha sido suscitado pela disparatada ideia de criptografar em lógica de ensino e construir uma gramática a partir desse absurdo, de certas falas que reflectem momentos sócio-eco-culturais, que existem num tempo e são reflexo desse, ao visitar estes espaços em Serpa (de onde virá o guito? Seremos nós a pagar?) tenho que dizer que entornei as águas.
Os CDs, e tudo o que os reflecte, e também com o fado é o mesmo, não têm nada, nada a ver com a memória o elemento que se procura preservar. É uma invenção, uma completa invenção para o turista e para o ignorante que hoje é a grande maioria dos consumidores das produções que passam na televisão ou que entram na grande teta do mercado de massas.
Não sei se era essa a intenção dos promotores das candidaturas, dos seus diversos autores, dos seus putativos beneficiários, mas o facto, a realidade é que com a classificação da UNESCO (haverá alguém preocupado com isso!?) o fado, o verdadeiro fado, de génese popular, vadio ou letrado, das tabernas e salões, de andarilhos e vadios/as, de improvisos e quadras elaboradas e cantadas por verdadeiros fadistas, que tinha andado de chinela ou a vender jornais, ou eram aristocratas, burgueses e escumalha, esse fado que ainda rompia de uma casa de meninas no Bairro Alto, ou do Café Luso, que se ouvia da janela de um palacete no Beato, ou num 2º andar para o Conde Barão, se ouvia quando um grão na asa se arrastava pelas escadarias de Coimbra, mas também numa tasca em Grândola, esse fado, o verdadeiro fado desapareceu, mercantilizado até pelos seus émulos, e hoje a entrar no Passeio dos Alegres e outras tretas dessas ou a fazer as delícias de excursões de japoneses que nem sabem o que estão a beber ( e pagar).
O Fado hoje é uma música banal cantada por vagos fadistas sem enquadramento sociocultural nem falhas no dizer ou na nota. Monotonia para inglês ver, na sua maioria.
Em relação ao Cante a situação é parecida. Tal como o Fado o Cante ainda mais estava ás portas da morte. O fascismo reprimiu-lhe a verve e procurou integrar nele canções gregorianas de igreja além de letras apologéticas de Estado Novo. E o que é grave é que, talvez reforçadas pela apologética idêntica do comunismo ( o Alentejo a alimentar o país, vejam lá!) , que lhe procurou integrar modas a louvar a reforma agrária e até o Vasco Gonçalves, o cante, o verdadeiro cante só sobrevivia escondido em tabernas (e nunca aí ouvi louvar o tal menino) e algures no campo pelas mulheres e tenho que confessar que eram do mais brejeiro (e claro divertidíssimo!).
Pois agora, talvez para alimentar toda a pandilha que foi criada com estes processos, brotam grupos profissionais de Cante, sem nunca terem ido à taberna e sem saberem a metade do que as “ceifeiras” , as verdadeiras sabiam.
Todo muito perfeito, tudo muito pronto para as salas de espectáculo e os filmes que promovem algo que não tem nada que ver com o Cante, com essa forma de resistência ao politicamente correcto e de luta contra a tirania do espírito.
A UNESCO não sabe, não deve saber que consagrou a polícia do espírito, consagrou um gosto e uma estética (e também uma gastronomia que só existe no fetiche do mediterrâneo) e com isso contribui para a machada final no que queria defender.
A UNESCO destruiu os Budas, como os taliban.

quinta-feira, setembro 07, 2017

Antes que caía o Carmo e a Trindade aqui algumas considerações enviadas hoje à Comissão Europeia que reflectem em linhas gerais o que penso deveria ser a Europa e os passos para a construir.
Mas continuamos na brincadeira....
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To frame a sustainable energy path, meaning a global pricing policy, to overcome the Iberian blocks and to stop granting nuclear and coal as it has been done for decades. Implement policies to develop micro-generation as well as local alternatives, geothermal, solar, wind as well as the recovery of wastes.
To create an energy tax that overcomes the other taxes, and discriminate the fossil with a CO2 tax additionally.
Integrate in the global agreements the environmental cost as well as create discrimination toward products being made with slave or child work and as well when coming from countries with gender discrimination.
Rise Europe as intolerant with the break of human rights and including gender and sexual discrimination and promote trade with values.
Promote a reform of the european framework, namely electing the European Parliament with real powers, be it on the budget be it on social matters and the rule of the law. End with the power of the Council and let the new E.P. have constitucional power to buildup a new Europe, be it necessary to restart with less members ( countries). Having an european government issued and responding to the European Parliament being the goal to achieve.
Empowering the people, the petition rights and a new chamber ( only) with consultive powers integrating the main social and civil organization and as well elected members from the national parliaments.
Reduce the European bureaucracy and namely the number of languages in use at european level, keeping them only for a small number of items Suggestion english, spanish, french and german.
Reinforce the international/ european tribunals, namely on civil rigths and the access to them.
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É claro que não são senão tópicos, cada um dos quais podia, devia merecer três ou quatro páginas numa primeira abordagem.Mas este foi no limite de palavras....
Mas nada disto serve senão para auto-gratificação (as palavras que vamos encontrar) dado que nada disto serve sequer para leitura e menos para discussão...

terça-feira, setembro 05, 2017

Está em curso um, mais um genocídio. Que não pode ser ignorado. Sobre o qual não podemos dizer que não ouvimos, não vimos, não soubemos.
A hipocrisia não pode ser base da política e os direitos humanos são, talvez, o único absoluto.
Aqui, um artigo exemplar:
https://www.theguardian.com/commentisfree/2017/sep/05/rohingya-aung-san-suu-kyi-nobel-peace-prize-rohingya-myanmar
é que não basta só levantarmos a nossa voz, temos que apontar o dedo e agir!


A luta vai continuar. Novos desafios se estruturam depois do fecho definitivo de Garoña.
O governo espanhol pretende diluir a questão do fecho de Almaraz no âmbito de uma discussão global sobre energia/electricidade em Espanha e com articulação com as alterações climáticas.
Temos que definir uma estratégia, isto não pode ser. E não se pode discutir estas questões como se Saramago tivesse razão. A Ibéria não é uma ilha e é composta de muitas partes. O sistema energético é global.
Podemos fechar as centrais nucleares no quadro da calendarização que propomos sem qualquer problema de subministro eléctrico e podemos reduzir as térmicas a percentagens insignificantes no quadro de uma estratégia de médio prazo, que passa por novos paradigmas na produção/consumo, micro-geração e eficiência. E descentralização e autonomia dos produtores. As instâncias judiciais em Espanha tem vindo a dar razão a estes.
Bom, tudo isso, são os temas que temos na agenda. E não esquecemos Retortillo e Villar de Cañas e outras grandes pequenas lutas....

segunda-feira, setembro 04, 2017

A fissão do atomo e a loucura dos homens, sobretudo do Kim e do Trump, deixa-nos à beira da guerra nuclear. A próxima será com pauzinhos, e não para comer sushi.
Entretanto temos os desastres climáticos, que nem esses entram na cabeçorra do tal louco, que colocam o ponteiro a um minuto do Armagedão.
Temos que continuar, além de dar a palavra e a energia dessa a agir e intervir. A reciclagem (onde está essa nos discursos autárquicos?), as micro-gerações (idem, idem), as hortas sociais e os contínuos destas e do verde urbano ( idem, idem), uma gestão social do urbanismo na linha do que se faz noutros países(idem, idem), a articulação entre municípios ( nem vê-la!!!), uma gestão de transportes equilibrada e introduzindo novos meios de locomoção ( nada, nada), comércio de proximidade a beneficiar de taxas diferenciadas ( népia, népia), um projecto cultural que envolva a sociedade e a economia( é preciso binóculos, embora a sociedade civil não pare!).
Bom e novas energias para os espaços municipais, desenvolvimento de eficiência energética na poder local, que é certo vai havendo por aqui e por ali, não é tão mobilizador, como os slogans disparatados  e fora de contexto e dos poderes municipais, e ainda por cima a ilusão de transformar estas eleições, locais e específicas num barómetro para o país.
Cada local, cada eleição, e está clara a minha discordância total com a incapacidade dos presuntivos legisladores de alterar um sistema absurdo e estruturalmente anti-democrático como são as eleições autárquicas, mas é cada local os programas são os mesmos, as iniciativas semelhantes, os vazios de ideias e projectos similares.
Aposto, pessoalmente, no máximo de renovação possível. O tempo corrói a gestão, cria lógicas de compadrio, a não ser que os personagens mudem e se altere o sentido e a estratégia.
Bom, mas estamos  no início do mês eleitoral, da campanha, que só, só começa (mas o país já está há muito cheio de carantonhas e painéis, alguns a atrapalhar o trânsito, a tapar paisagens e monumentos, para quando pormos fim a isto!???? proibir estes mamarrachos!) e não esquecemos a boa energia, de que a APREN gentilmente nos informa.
Nota:

Energia Fotovoltaica
A produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 597,4 kWh, o que permitiu abastecer todos os seus consumos, os electrodomésticos da cozinha, os pequenos electrodomésticos e a iluminação do vizinho.

Energia Solar Térmica

O aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo, 16,43 m3 de gás natural, durante o último mês.

Energia Eólica
A produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 18 % das habitações de Lisboa.  

sábado, setembro 02, 2017

Um livro de memórias, do cinema, de outros tempos...

sexta-feira, setembro 01, 2017

Hoje Melrinhos:
por gentileza de Raimundo Quintal.

quinta-feira, agosto 31, 2017

Deixamos aos grupos ecologistas o questionamento sobre os projectos camarários na área da micro-geração, no desenvolvimento de inteligência na iluminação pública, dos projectos de recuperação de energia, em diversas formas dos resíduos urbanos, da criação de lógicas de rede no fornecimento e produção de electricidade no sector camarário e articulação com o sector doméstico, comercial e industrial, sobre o que estão a prever face aos extremos climáticos e formas de os minimizar na área urbana, mas também no "interland" municipal.
Deixamos aos grupos ecologistas e ambientalistas as questões sobre o sistema de locomoção municipal, a sua electrificação, o transporte público e os sistemas dissuasores do veiculo privado, deixamos também para outros, as questões dos mercados de proximidade e da tarificação dos serviços, assim como a lógica de desenvolvimento de estruturas verdes urbanas e hortas sociais, assim como os incentivos ao desenvolvimento da biodiversidade nas áreas urbanas.
Mas não podemos deixar a outros as questões que se articulam com a nuclear e os projectos e processos que continuam em curso afectando o nosso país e os municípios nas áreas da sua competência.


Lisboa, 1 Setembro 2017

Já está na rua, há muito tempo, a campanha eleitoral autárquica. Embora o foco seja muitas vezes exterior a esta vimos equacionar o quadro de competências dos candidatos nesse quadro e no âmbito das nossas actividades.
Este ano o estado lamentável das nossas florestas, articulado com florestações erráticas  e deficiências nos sistemas de vigilância, além do despovoamento do território, articularam-se com as alterações climáticas e os extremos meteorológicos e a também errática estrutura de protecção civil e falta de lógicas de combate e gestão de fogos, para com a imprevidência do tempo/momento,  causaram as enormes tragédias que vivemos.

Todo este filme estava anunciado, como o está um possível, provável acidente, novo e mais grave acidente nuclear. O filme é o mesmo. As vítimas somos as mesmas.

Vem o Movimento Ibérico Anti-nuclear (M.I.A.), através da comunicação social, questionar os candidatos à gestão autárquica sobre o seu papel na preparação e prevenção das situações articuladas com os problemas rádio-isotópicos.
Agradecendo desde já a vossa atenção e divulgação, com os melhores  cumprimentos,
António Eloy

Perguntas do M.I.A. (MOVIMENTO IBÉRICO ANTI-NUCLEAR) aos candidatos a autarcas, e sobretudo aos candidatos a Presidente dos executivos camarários  nas eleições de 1 de Outubro
Sendo que nos termos da lei  a coordenação das ações de socorro é assegurada pelo (a) presidente da Câmara Municipal que enquanto Autoridade Municipal da Proteção Civil, dirige a atividade de Proteção Civil do Município,
Sendo que segundo o relatório confidencial, mas que vos poderemos fornecer, encomendado pelo governo português para analisar o A.T.I. de Almaraz, não foi previsto, mas é possível que venha a ocorrer, como nesse está escrito um grave, muito grave acidente em Almaraz, seja no quadro do seu funcionamento dito normal, seja no quadro de alguma anomalia que afecte as duas unidades de produção e o agora, a ser construído em zona geologicamente não analisada, conforme também é nesse relatório referido, armazém de resíduos, e não tendo sido conforme o mesmo também analisadas as consequências de rupturas de barragem a montante ou os impactos dos excessos de calor no sistema de refrigeraçã), sendo que como também  referiu publicamente um ex-secretário de Estado da Energia nacional é possível um grave acidente.
Vem o Movimento Ibérico Anti-nuclear indagar V.Exa na qualidade de candidato à Presidência da Câmara Municipal, sobre:
1-   Se está informado da situação da central nuclear, dos 2 grupos em potência e agora do armazém em construção, do facto de além do mais a sua vida útil ter chegado ao fim, e do impacto que algum acidente pode ter no nosso país e no território a que é candidato?
2-   Se o território a que se apresenta candidato é na bacia do Tejo, se está informado das consequências do funcionamento de Almaraz na poluição radioactiva do rio e se tem previsto formas de controle e eventual minimização dos efeitos dos cúmulos de trítio nos sedimentos e também se considera instalar medições e divulgar registo nesse concelho?
3-   Sendo que um acidente além das consequências para o rio será certamente na atmosfera e sua contaminação que está o maior risco, pelo que vimos perguntar-lhe se pensa adquirir e ter prontas para distribuição, a exemplo do que acontece em toda a Bélgica, pastilhas de iodo para a população do concelho?
4-   O maior risco é todavia o sistema de proteção em si mesmo. A necessidade de instruções claras, de caminhos de evacuação que não apresentem riscos, de estradas desimpedidas, de bombeiros e outros agentes da proteção civil adequadamente preparados, e articulados com o serviço nacional. Sabemos que nada ou quase nada disso está feito ou sequer preparado. Qual é a sua posição e qual a resposta que irá dar caso seja eleito para obviar a esta situação, no quadro do projecto lei, apresentado pelo Verdes e aprovado no dia 19 de Julho, por unanimidade no nosso Parlamento, que  prevê a inclusão do planeamento de emergência nuclear nos planos municipais e distritais?
5-   Está em curso projecto de iniciar a mineração de urânio em Espanha, Retortillo (Salamanca), a escassos quilômetros da fronteira portuguesa. O impacto será sobretudo na zona sua envolvente, incluindo vários concelhos em Portugal de Trás-os-Montes e da Beira Alta. Caso seja candidato nalgum dos concelhos dessa zona qual será a sua posição no quadro da análise de impacte ambiental trans-fronteiriça que se deverá realizar, a não ser que haja cedência ou desatenção do governo nacional nessa matéria.


quarta-feira, agosto 30, 2017

Vai estar à venda em Lisboa, dizem-me muito em breve, este notável carro, com mais de 600 Kms de autonomia e etc., etc.
100% eléctrico! Tesla!!!!!
Até hoje nunca tinha sonhado com um carro....
Ainda está a decorrer um pseudo-debate entre três candidatos a vereadores e um candidato a presidente e com maioria absoluta, certamente. De facto estes tempos televisivos são uma desgraceira, demagogia barata, mentiras grosseiras, interrupções boçais, disparates sem nexo. Nenhuma proposta ou projecto.
É pena o Bloco não ter candidato, as deputadas, em luta entre elas pelo 2º lugar iguais a si mesmas e o eurodeputado com a cassete sempre pronta, até o apresentador fez um à parte genial a propósito.
E  Medina só está presente, não precisa de mais.
Lisboa vai continuar na mesma????
Nota:
Não tenho nenhum candidato e já não sou eleitor em Lisboa.
Onde raio foram buscar a ideia que as pessoas que querem voltar para Lisboa vão votar aí!?
É que ser candidato e procurar convencer esses....

domingo, agosto 27, 2017

Hoje estive em Aracena. É fantástico como passamos a fronteira e não é só o "dialecto" que muda. Hábitos, formas de estar, gastronomia, o atendimento nas lojas e restaurantes! e a educação. Mesmo numa pequena vila (onde lamentavelmente um excelente hotel, que foi gerido por uma mafiagem financeira, está fechado!) temos disponibilidade e pontos de interesse, além das famosas grutas. O Castelo e todo o seu enquadramento, um museu do porco "pata negra" e a vila relativamente bem preservada, embora com muitas casa devolutas ou sem ocupação.
Acabei um fantástico livro da linguista Victoria Navas sobre o Barranquenho, que deve ser preservado enquanto cultura e dialecto com tudo o que isso implica na sua relação espaço e tempo social e também conclui outro livro de um notável Charles Foster www.charlesfoster.co.uk, sobre o seu processo de transformação, literal mas também mental e percepcional.
como ele nos diz "os andorinhões tem o hábito de voar. Temos que ganhar o hábito dos andorinhões para podermos voar".
Nalguns locais velhos amigos são candidatos e já lhes dei o meu carinho, o Rui Cunha, em Portalegre, o António Regedor em Espinho, e alguns poucos outros.
Quem leu, ou venha a ler o meu pensamento sobre Autarquias sabe que discordo da cooptação pelos partidos e presuntivas listas independentes mas na realidade na maior parte dos casos abjecções, das eleições autárquicas, e do prolongamento de mandatos e de dinossaúrios e do regresso destes.
Sou por uma radical simplificação do tempo e do modo de gestão dos orgãos,  e alteração de alguns absurdos, como as actuais Assembleias de freguesia e municipais, que deveriam ser ou suprimidas ou totalmente modificadas.
Mas também considero essencial que, mesmo estes candidatos e partidos defendam pontos básicos. Os Orçamentos participativos, as Agendas XXI, a regulamentação de referendos e um programa para estes, o apoio ao desenvolvimento de Conselhos da Cidade ( a exemplo do das Caldas da Rainha), a descentralização do executivo (a exemplo do que foi a notável ida de António Costa e do seu Executivo municipal durante alguns anos para o Intendente) a realização, como acontece em Lisboa e noutras Câmaras de reuniões do Executivo municipal nas freguesias, e abertas e participadas, a abertura, com horário de "ouvidoria" dos cidadãos das vereações, e uma série de outras medidas que são apontadas neste livrinho, que historia os nossos municípios, recuando a antes de Portugal..., acompanha a sua evolução, e faz um levantamento do clientelismo e corrupção que estão associados a poderes subliminares, muitas vezes nos bastidores.
A ler e meditar.

sábado, agosto 26, 2017

Nuclear Waste: Last Week Tonight with John Oliver (HBO)


Contado em jeito de paródia, este é o maior problema que a humanidade enfrenta.
E, aqui ao lado Almaraz!
Este ano, será porque o meu nível de exigência e estética vai aumentando com o tempo, encontro os cartazes, os dois das festas bastante infelizes.
este, por exemplo, além de estar, pelo tipo de letra e cor de fundo escolhida, completamente ilísivel, não tem qualquer lógica o jogo de cores do mesmo ou os arabescos, ainda por cima mal enquadrados.
As festas irão continuar-se...

terça-feira, agosto 22, 2017

Ontem na RTP 1 passou o excelente documentário:
http://channel.nationalgeographic.com/before-the-flood/
que deveria ser visto em todas as nossas escolas!
Agora que nos protegemos dos assassinos islâmicos ( No tinc por, fantástica expressão que junta três línguas no catalão) não seria também altura de os nossos autarcas se unirem em medidas para alterar este paradigma?

segunda-feira, agosto 21, 2017

É um tema cheio de controvérsias e que alimenta muita gente, linguistas, etno~linguistas, socio-linguistas, pseudo linguistas e uma imensa quantidade, maior em quantidade que as línguas que estudam, muitas vezes inventam e tentam ou não preservar. É que há formas de as preservar que são a sua morte, por exemplo converter uma linguagem, um linguajar de contacto, que resulta de inúmeras fusões e isolamentos, que tem uma história ligada à oralidade em escrita e ensino livresco é aniquila-la completamente. 
Não que a recolha e até a invenção (mas com base em quê? na sonoridade, na vocalização? na aspiração? nos usos?) não seja positiva.
Sou desde há muito, e recordo conversas e polémicas com o Amadeu Ferreira sobre o mirandês, herdeiro do galaico-leonês e com uma estrutura organizada, um defensor das várias, muitas línguas e das suas expressões dialectais, ou fonéticas (o minderico por exemplo ou o nizouco ou o barranquenho).
Sendo de origens barranquenhas vejo com expectativa este trabalho, na continuidade, embora rompendo com a lógica desse, de Leite de Vasconcelos sobre o Barranquenho que será apresentado agora:
e aqui deixo um desafio, alguém, algum linguista, eventualmente, que compile e desenvolva o Alfacinha, que abunda (como o tripeiro e todas as outras especificidades do nosso país, felizmente algumas, muitas já documentadas e sei que também já temos trabalho "alfacinha") em expressões únicas.
O isolamento articula-se para criar palavras que ganham com o cosmopolitismo, é assim o barranquenho e continuará a ser, resistindo à institucionalização.
A caminho de ser só memória...
https://elpais.com/cultura/2017/08/17/actualidad/1502991798_438457.html
a calçada portuguesa!

sábado, agosto 19, 2017

O fanatismo terrorista e assassino que atingiu agora Barcelona deve levar-nos a um maior empenho na denuncia do pensamento único e da intolerância.
Somos todos Barcelona e não temos medo.

Como não temos medo do racismo e da supremacia branca que alastram do outro lado do Altântico pelas mãos do mais boçal Presidente que o Estados Unidos já tiveram, e muitos atingiram altos valores nessa escala.
Três orgãos de informação de referência trouxeram-no para a 1ª página...

temos que ser todos mais, muito mais!
E, no nosso país, felizmente votados ao zero sejam os apoiantes do Daesh sejam os apoiantes do nazi-racismo, devem ser combatidos, sem tréguas e com a palavra.
A palavra vence o medo!

quinta-feira, agosto 17, 2017

Há, certamente, muito a melhorar, mas parece-me que está no caminho certo a gestão, equilibrada entre um privado e o Estado ( governo/autarquia) da Tapada já Real de Mafra.
A meia hora de Lisboa é um local óptimo para caminhadas (atenção que algumas placas estão derrubadas), para passeios a cavalo ou uma voltinha de charette, ou até uma viagem de comboio, ou para um picnic em família.
Ao lado os lobos que também valem uma espreitada e apoio.
aqui javalis e cervos, carregando.

terça-feira, agosto 15, 2017

Como de costume todos, todos irão empurrar com a barriga, mais uma tragédia que atinge o nosso país, o gravíssimo acidente no Monte:
mas, felizmente há registos, há informação de há muito tempo sobre o estado miserável das árvores do planalto do Monte, e sobretudo das ornamentais que ladeiam a zona de devoção.
Mas, como de costume, a culpa irá morrer solteira. Uns porque estiveram lá e não fizeram nada, outros porque estiveram, estão a seguir e fizeram iguais ouvidos de mercador. Mas há 12 mortos, há mais de meia centena de feridos, alguns em estado muito grave.
Não é preciso ser Hercule Poirot para saber que continuamos com a pato-bavaria a dominar a ilha, e a pensarem que ainda vivemos os tempos da colonia, ou que somos saloios.

sábado, agosto 12, 2017

Tenho a maior simpatia, e mesmo amizade com alguns dos seus membros, pelo Fórum Cidadania Lx. Deles recebo hoje um comunicado sobre Turismo, que me permito transcrever as recomendações:
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Fórum Cidadania Lx apela à Câmara Municipal de Lisboa e ao Governo que se inicie, de imediato, uma acção de diagnóstico tendente ao desenho de um plano e calendarização de acções concretas que permita, por um lado, salvaguardar e promover a qualidade de vida dos seus habitantes, conciliando-a com a promoção das actividades económicas ligadas ao turismo e reabilitação urbana, procurando que potenciar os efeitos positivos e mitigar os efeitos negativos que ambos os interesses possam provocar um no outro.

Permitimo-nos desde já
 sugerir:
À Câmara Municipal de Lisboa, o uso dos seus poderes legais na gestão do espaço público, no sentido de limitar (não elimina​r) ou reforçar a exigência nos impactos (não eliminar) da implementação ou desenvolvimento de determinadas actividades económicas, nas zonas mais sensíveis da cidade, como sejam as zonas históricas ou classificadas, potenciando outras zonas da cidade, como sejam na definição de usos em planeamento urbano, condicionamento ou reorganização da circulação e cumprimento de níveis de ruído, e, obviamente, a necessidade de se preservar o edificado, uma vez que a cidade de Lisboa foi classificada pela própria CML como sendo toda histórica;
Ao Governo, a título de exemplo, uma política de arrendamento e reabilitação urbana, que permite a coexistência e disponibilidade de arrendamento de longa e curta duração, bem como a preservação do edificado e dos conjuntos urbanos;
Ao Governo e à Câmara Municipal de Lisboa, a promoção de transportes públicos, que permita a circulação de locais e visitantes na cidade, sustentando e economia mas não prejudicando a preservação da cidade, e diminuindo a pressão do transporte turístico.
O futuro de Lisboa, enquanto cidade para os lisboetas e para os seus visitantes depende do que agora for preparado e decidido. 

Se nada for feito, será tarde de mais para salvaguardar, adequadamente, a economia da cidade e os seus habitantes.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso, Beatriz Empis, Maria do Rosário Reiche, Rui Martins, Virgílio Marques, Carlos Moura-Carvalho, Luís Mascarenhas Gaivão, Fernando Silva Grade, Jean Teixeira, Júlio Amorim, Nuno Castelo-Branco, João Oliveira Leonardo, Guilherme Pereira, Fátima Castanheira
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Os bold são meus e é para assinalar onde, do meu ponto de vista, o Fórum erra.
Nas vésperas da campanha autárquica deveria o Fórum ser mais incisivo e ter amadurecido mais esta posição e nem sequer refiro, porque é matéria de outra discussão o preâmbulo que considero de enorme optimismo, na linha de algumas posições dominantes na C.M.L.
Fazer uma proposta introduzindo a sua negação é um nonsense, assim como introduzir nesta um exemplo, que ainda por cima não tem um mínimo de realidade e prática. Já falar sobre a praga que é um chamado transporte turístico, sem equacionar a sua reformulação e mesmo supressão em certas zonas, parece na linha do tal apoio subliminar ( e esperem para ver se não está, com igual vacuidade, nalguns programas eleitorais!) Há que cortar pela rama ou volta a crescer igual.
Finalmente este depende, remete para o pensamento do divino, que me parece desajustado da prática política.
O Fórum que tem sido o defensor e ouso mesmo dizer deveria empenhar-se em constituir-se em Lisboa como Conselho da Cidade desta vez deveria ter amadurecido mais a sua posição.
O turismo desregrado, e aqui tenho apresentado algumas propostas, dá cabo da cidadania, do espaço e da vida neste. Em Lisboa e não só em Dubrovnik !!!!!

sexta-feira, agosto 11, 2017

Vivi talvez durante 40 anos perto e era rara a semana em que não a percorria...
a Estufa Fria. Espaço único de Lisboa e creio mesmo do mundo. Lamento que continue a não ser acarinhada como deveria, falta um cuidador(es) permanente, alguém que se preocupe com as plantas e a sua vida. Mas, mesmo assim, continua a ser um espaço exemplar ( atenção também às coberturas!).
Hoje voltei lá. No Centro de Interpretação (desde logo mal assinalado!) está uma razoável exposição, baseada na obra de Mendes Ferrão:
que vale a pena visitar. As funcionárias da C.M.L. que lá estão são simpáticas e atentas.
Mas... está tudo, tudo mal na organizaçao dessa, nos percursos, mal assinalados, não assinalados ou inexistentes, que motivaram, ao que me foi dito fúrias em mais do que muitos visitantes ( informação recolhida no local).
Como é possível uma exposição, desta categoria, num espaço de excelência ser completamente defraudada por caricatos sinais, sinalética no estado referido e informação in loco escassa ou lamentável.
Aqui, o tabaco:
vejam bem o estado das explicações...
Lamento que se perca o carácter educativo e de divulgação cientifica que se deveria almejar.
Mas vão lá, protestem e não deixem de admirar as espécies, algumas únicas, que por lá estão de passeio...


quarta-feira, agosto 09, 2017

Este fantástico quadro de José Malhoa # A compra do voto # é a base da capa do meu livro, com Tomaz Albuquerque: "O Clientelismo, Doença Infantil da Democracia" Edição Colibri, que com 2 anos é de particular relevância nos dias de hoje, quando duas, duas equipes de televisões passam horas, mais de 4 horas, à porta do tribunal de Oeiras à espera de um vómito, o que mostra o miserável estado da nossa informação e da nossa suposta política.
De facto as ditas candidaturas independentes têm sido mais uma facada na representação e na participação das populações na gestão da coisa pública. Populismos, personalismos e autoritarismos, jogadas e jogatanas, patifes e patifórios, ex presidiários e outros que há muito que lá deviam estar, toda a escumalha se mistura com gente de bem, que contra ventos e marés tenta dar mais democracia à democracia.
Há poucas, muito poucas listas cívicas que sejam isso mesmo, verdadeiras listas cívicas e com um projecto político de participação e representação. E já para não falar de trapaças que são independentes a polularem por listas onde não estão senão a fazer de jarão, muitas vezes sem lógica nem proveito, ou falsos independentes inventados por sabidas razões.
Os tempos estão, é certo, para a canalhada, infelizmente a merecer as benesses da tal comunicação social.
Darei uma contribuição ao esclarecimento e não deixarei de apoiar que achar que tem merecimento e capacidade de liderança para a gestão. O sistema autárquico continua infelizmente completamente errático, a interligação abstrusa entre as Assembleias Municipais e o nonsense que é a eleição do governo da cidade, assim como o disparate que são as freguesias/ paróquias eleitas  (também para a A. M.) em vez de alterado todo o seu funcionamento, no quadro de uma reforma global das autarquias, são alguns dos muitos temas, que no quadro da análise da hhistória e do funcionamento do sistema autárquico nacional aprofundamos neste livro!

segunda-feira, agosto 07, 2017

Lisboa tem vindo a perder os cinemas, quase todos.
E sobram poucos, muito poucos que não estejam convertidos em pocilgas de comedores de pipocas e sorvedores de líquidos infectos. Na verdade também há cada vez menos filmes de qualidade que nos façam mover as gâmbias para nos deslocarmos às salas de cinema, a essas.
O cinema Ideal, na rua do Loreto, herdeiro de um antigo cinema popular, que como outros (o Animatografo, ao Rossio, convertido num lupanar é uma vergonha!) esteve perdido, foi salvo e recuperado pela Midas filmes e passa, regularmente, filmes de excelente qualidade.
Está agora em exibição um filme absolutamente notável, diria uma quase obra prima, que nos conta, com carinho e cuidado, embora sem esconder as opções do realizador, a sua história do cinema francês.
Um filme de recortes, que nos deixam água na boca, e de grandes realizadores, filmes e actores. Imagens únicas, algumas para sempre gravadas na nossa memória e agora recordadas.
Três horas de deslumbre.

sexta-feira, agosto 04, 2017

Embora até nessas a praga do turistame tenha chegado, as livrarias ainda são, quase, um oásis em Lisboa, muitas até têm agora um espaço para tomarmos café, folhearmos os livros e conversar.
Temos que limitar esta praga ( turistas em massa) que arrisca a dar cabo do nosso estar.
Hoje estive na Ler Devagar, com uma primita que adorou, sobretudo a bicicleta voadora, e, claro, os livros...e lá estavam essas melgas, também.
Encontre, aí, os fundos de edição ( atenção que na net ainda custa 15 euros!) e por 3 euros, deste excepcional Goytisolo, que nos faz perceber o que também somos, quase espanhóis dos quais herdámos todos os males...

quarta-feira, agosto 02, 2017

Passou relativamente despercebido nas notícias, entusiasmadas com a gravidez da mulher do Ronaldo, os gémeos de proveta do Ronaldo, o desfalque ao fisco do Ronaldo, as férias do Ronaldo, a irmã do Ronaldo, a ex namorada do Ronaldo, o marroquino do Ronaldo, e tudo o que gira em torno do Sol do Ronaldo, e há que dizé-lo tudo o que gira também em torno do ditador Maduro, apoiado até ao limite, incompreensívelmente, pela geringonça, e também há que dizé-lo dos fogos e agora a saga das compensações ( e os afectados pela legionella? quando sertão compensados!???), e todas as restantes notícias que os média pensam que fazem vender mais publicidade, sem perceberem porque jornais e audiências estão em queda brutal...
Pois passou despercebido, mas é notícia em toda a Espanha e em jornais de todo o mundo:

Tras cuatro años y medio de incertidumbre, el buen sentido se ha impuesto. Según el Movimiento Ibérico Antinuclear (MIA), la negativa del permiso de funcionamiento a Garoña pone fin a un largo proceso plagado de oscurantismo, falta de democracia y de decisiones controvertidas del Gobierno y del Consejo de Seguridad Nuclear (CSN). Como afirma Francisco Castejón, portavoz de la organización ecologista y coordinador del MIA, “Garoña ha servido para abrir el camino a la prolongación del funcionamiento del resto del parque nuclear español”.

La no concesión del permiso a Garoña  pone fin a un largo y tortuosos proceso político y económico donde, para Ecologistas en Acción, esta central ha sido usada como rehén por las eléctricas frente al Gobierno del PP.  "Ha sido usada también como instrumento para modificar de manera importante la legislación y los reglamentos para prolongar el funcionamiento del parque nuclear español", afirma Castejón.

Para Francisco Castejón, “la petición de cierre es un clamor social y político. Los parlamentos español, vasco, riojano y aragonés han pedido el cierre definitivo de la central, y las sociedad española está también a favor de esta medida. Garoña es peligrosa y prescindible y ni siquiera sus propietarios quieren reabrirla”.

Garoña ha supuesto un precedente en los informes favorables del CSN y en la nueva reglamentación aprobada por ese organismo para prolongar el funcionamiento del parque nuclear español hasta los 60 años de funcionamiento. Se han aprobado varias Especificaciones Técnicas de Funcionamiento (ETFs) en ese sentido, se ha flexibilizado el procedimiento de cese de explotación mediante la modificación del RINR y se ha informado favorablemente el funcionamiento de una central hasta los 60 años.

En palabras de Castejón, “lo más importante es que las personas y el medioambiente nos vemos libres de esta amenaza. Esperemos ver cómo se va cerrando el resto del parque nuclear”.


O fecho, definitivo de Garoña é uma vitória do movimento ecologista ibérico e internacional. O reactor do mesmo tipo do de Fukushima apresentava sinais de deterioro e o investimento na reparação era um grande risco, e um enorme custo para as empresas proprietárias.
E por cá o tempo está excelente para as renováveis... O Sol está no seu zenite e o vento, embora também empurre incêndios dá-nos boas energias.



sábado, julho 29, 2017

Raia de alhada:
Arroz de langueirão (ou lingueirão) com salada:
Chocos, já escassos..., em su tinta:
como é que não havemos de sair de Lisboa ( ainda por cima quando vemos, lemos as globalmente miseráveis listas que nos apresentam para as vereações, ressalvo Manuel Salgado, que tem qualidade, mas é obviamente, um erro de casting e um homem sem honra, pois não respeita a palavra dada!).
Comendo Ambientes, continuamos a intervir...

terça-feira, julho 25, 2017

Com o país  sem "cabeça" (e uns média ao nível de sarjeta) e a não enxergar o ridículo da discussão se foram 64 ou 65, que enche os ditos e é o único! tema da oposição, de rastos como se vê pela qualidade da abstracção, mas também a provar que temos incapazes no governo, nada como continuar na, com a cultura.
Um filme que encontrei excepcional, sobre um dos meus animais de eleição, e as suas articulações com a conservação e sua importância nessa, para essa.
aqui:http://www.museudooriente.pt/2958/a-hora-do-lobo.htm#.WXbuBzPOozU

domingo, julho 23, 2017

O resto não é só paisagem...
também há burros e gaitas de foles, e pauzinhos a bater.

sexta-feira, julho 21, 2017

Sua seiva é tinta
Sua origem na Macaronésia
Frutifica no Algarve


Venho divulgar uma carta ao sr. Primeiro Ministro, que subscrevo sem qualquer hesitação.
É uma medida à muito necessário e fundamental para o ambiente e a limpeza das nossas cidades!

Exmo. Senhor Primeiro-Ministro
Dr. António Costa

Cc. AR, PCML, AML e media


​Vimos pela presente sugerir a V. Excelência e ao Governo que lidera, para que estude a criação de uma taxa para a utilização de "copos de plástico" (bem como pratos e talheres), semelhante aquela que já existe e se aplica a sacos de plástico. 

Esta taxa seria cobrada pelo Estado/autarquias (por quem já cobra a taxa relativa aos sacos de plástico) e permitiria financiar o esforço público de limpeza urbana, reforçar a intensidade do mesmo nos locais onde se regista grande produção e abandono de copos de plástico na via pública, aumentar a fiscalização sobre 
​os ​
prevaricadores e aumentar a reciclagem de plástico por forma a alcançar as metas de reciclagem a que Portugal se obrigou a  já 
​para​
 2020 (50%
​, contra 
as a
​c​
tuais de 29%).

​Esta taxa sobre os
 sacos de plástico mostrou-se muito eficaz na redução d
​o​
 consumos 
​dos mesmos, em Portugal e
 noutros países europeus (p.ex. na Irlanda
​ passou-se de uma média de
 328 sacos/pessoa/ano para apenas 14)
​, pelo que a introdução da taxa sobre os copos de plástico, 
permitiria contribuir para o fim
​, por exemplo,​
 do 
​"​
espectáculo
​"​
 diário de jardins 
​e espaços públicos repletos ​
com copos de plástico.

​Com efeito, estes 
copos descartáveis de plástico
​,​
 distribuídos a título gratuito pelas várias cervejeiras aos estabelecimentos comerciais
​,​
 fazem multiplicar a quantidade de resíduos urbanos
​, pelo que 
uma taxa sobre os mesmos criar
​á​
 condições para o regresso aos copos de vidro de plástico mais duradouro e com depósito/desconto em devolução. 

Um sistema deste tipo está em vigor há alguns anos na Austrália com um apreciável grau de sucesso. Uma taxa semelhante (aplicável a garrafas e copos de plástico) está também a ser avaliada no Reino Unido e já foi aplicada na Escócia como forma de 
​se ​
reduzir a deposição de plásticos nos sistemas de resíduos urbanos e a sua entrada no Oceano (onde levam entre 50 a 80 anos a decomporem-se!) 
​.

A introdução desta taxa poderia ser acompanhada pela proibição, inclusive, da entrega destes copos em locais (espaço público) e junto a locais considerados sensíveis e facilmente sujeitos a excesso de carga, como sejam miradouros e quiosques, por exemplo; e, eventualmente, pela imposição ou discriminação positiva de copos reutilizáveis, à imagem do que já se faz nos festivais de música.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Martins, Fernando Jorge, Luís Mascarenhas Gaivão, Mariana Carvalho, José Filipe Soares, Inês Beleza Barreiros, Virgílio Marques, Cristiana Rodrigues, José João Leiria, Jorge Lima, Jorge Pinto, João Oliveira Leonardo, Bernardo Silveira Godinho e Pedro Henrique Aparício
Está a decorrer, com informação e publicidade quase nula, ou seja estão a matar o que pode ser uma excelente forma de desenvolver cidadania o orçamento participativo nacional.
Não tenho dúvidas que é, talvez, mais importante que muito ruído e poluição visual que já enche o nosso espaço público com umas carantonhas que dispensaríamos de voltar a ver ( só julgamento ou novamente no caminho do xilindró!), mas vivemos tempos complicados.
Participar neste processo é de grande importância.
Votei no Jardim de Borboletas a nível nacional, sou um devoto desse precioso e útil insecto e, como não podia deixar de ser num excelente projecto de valorização ambiental de um espaço único, onde infelizmente se continua a enterrar dinheiros públicos numas dragagens sem fim (apoiadas até por pessoas e entidades que se deveriam preocupar com a sustentabilidade e o ambiente, como esta semana os Verdes), quando se deveria equacional outros processos para manter a ligação da Lagoa ao mar, fosse com investimentos em ID&D e concursos internacionais para projectos.
É um  projecto apoiado pelo Conselho da Cidade de Caldas da Rainha, de que faço parte, e pode-se apoiar/votar aqui:
https://opp.gov.pt/projetos/todos/268-centro-de-interpretacao-para-a-lagoa-de-obidos 
claro que por este link pode chegar a outros projectos e ao das borboletas.
Votem. Votem!!!

quinta-feira, julho 20, 2017

O título em português é impublicável, não por as palavras terem peçonha mas porque algumas cheiram mal. Mas se for " o excreta atinge a ventoinha" também não fica grande coisa.
Mas é verdade e é a tradução:
https://www.commondreams.org/news/2017/07/19/study-calls-rapid-negative-emissions-scientist-warns-shits-hitting-fan
as alterações climáticas vão, já estão a tornar a vida nas cidades insuportável, a não ser que se ponha cobro ao desvario da falta de planeamento, da destruição da memória, da adulteração, da continuação da adulteração, do espaço público e não se regenerem, e incrementem as suas ligações, os espaços verdes, se protejam as árvores, se reduza o transito, se estimule a proximidade, se limite a ocupação flutuante e se desenvolva uma cultura de integração, na paz.
A não ser que hajam políticas globais para as áreas metropolitanas ( será desta que iremos ver/ter propostas para desenvolver estas a sério, ou nas autárquicas continuará tudo a atirar foguetes? com ideias e slogans cada vez mais ocos a poluir visualmente todo, todo o país) e  repovoe o país ( e não posso deixar de saudar, embora toda a implementação e gestão esteja no papel e falte muito para a eficácia e legislação complementar, a aprovada lei que limita a eucaliptação desenfreada!).
Infelizmente os tempos não são propícios a quem usa as sinapses neuronais para produzir realidade e pensamento que a faz. A cultura do "omnívoro" tudo vai destruindo e uniformizando.
O espectáculo tem, terá que parar, o efémero não pode continuar, a mentira não pode continuar a ser verdade.
"
Na linha do horizonte
o Sol cansado
mergulha no mar, splash
"