quinta-feira, junho 21, 2018

Venho, alertado pelo Forum Cidadania ( bem hajam!) denunciar isto...
é inacreditável o que estão fazem ao Palacete Mendonça, classificado com o seu entorno, sublinho com o seu entorno!
Mas haverá, haverá alguém na vereação da C.M.L. que esteja ocupado com algi além das suas coisinhas?
Eis a maravilha, antes:
será que deu entrada nos serviços da C.M.L. um pedido, licença de obra? Será que terá sido, por quem e a troco de quê?, autorizado? Senão....
Senão desde já uma coima valente e a reposição de tudo, tudo a cargo do responsável!
Não chega desclassificar este espaço como Imóvel de Interesse Público.
É preciso mais, doa a quem doer!
Mas infelizmente estamos entregues as uma tratadores de coisinhas, na Vereação....

quarta-feira, junho 20, 2018

Hoje leio este texto no D.N.
Não estando 100% de acordo com o António Mega Ferreira, não quero deixar de lhe deixar um tributo, nos meus primeiros tempos levava os visitantes a visitar a enorme lixeira ( 5 pneus furados!) que era aquele espaço, tendo depois colaborado no melhor que ficou da dita, o Oceanário e a educação, que está articulada com novas ideias de cidade, aqui por ele também referidadas.
Para ele o patriarca disso tudo uma homenagem e apreço.
https://www.dn.pt/portugal/interior/expo-98-mostra-transformou-lisboa-mas-sobretudo-habitos-dos-habitantes--mega-ferreira--9485016.html

terça-feira, junho 19, 2018

Fui assistir, com grande prazer, a este espectáculo:
https://www.edcn.pt/pt-pt/espetaculo-final-dos-cursos-livres-da-eadcn-2017-2018/

que mostra a dinâmica educativa e o empenho dos jovens na elaboração de um tempo dcheio de significados.
Aqui deixo o registo e o lamento do pouco apoio do Estado a estas importantes continuidades.
As últimas...
uma a estupenda, algo bizantina, como o cristianismo desse tempo, recordemo-nos a suposta "invasão islamica" que não é senão um processo de conversão dos povos insatisfeitos com a idolatria de 3 deuses, o pai o filho e a pomba, ao islão que é tido por uma variante de arianismo...
a Catedral de Zamora.
e aqui...
a virgem que não é senão Astarte, a pisar os cornos do touro, noutra igreja "românica"

segunda-feira, junho 18, 2018

de Salamanca trouxe o ceú....

Deixei de assinar petições e também assino poucos textos, mesmo de organizações em que confio plenamente.
Este todavia é uma excepção...
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=Panreal
vamos dar um tau tau, as estes políticos matreiros... e salvar o nosso património?

No meu tempo de criança e juventude, ovelhas pastavam no Saldanha, carroças recolhiam lixos, leiteiras com burros distribuiam leite pelas Avenidas Novas e havia muitas. muitas borboletas em Lisboa.
As carroças eram comuns em Lisboa de todo o tipo de produtos e as lavadeiras enchiam, tambºem o Saldanha.
Hoje os insectos e tudo o resto arriscam ser só memórias...

https://www.theguardian.com/environment/2018/jun/17/where-have-insects-gone-climate-change-population-decline
em Inglaterra são resíduos de outro tempo e com o seu desparecimento....

domingo, junho 17, 2018

Faz falta em Lisboa, ainda que por aqui e por ali tenhamos uma espécie...
https://elpais.com/elpais/2018/06/11/eps/1528738869_875555.html
hoje trago aqui duas imagens de um desses, em Salamanca, no caso a parte restaurante com vista sobre a praça, e um arroz de sépia (choco) noutro local, penso que como tapa...

sábado, junho 16, 2018

Ainda em Zamora....
um fantástico relógio de Sol.
E
O Merlú, estátua das pares de congregantes que tocam a reunir a Confraria de Jesus Nazareno na Semana Santa, para o desfile.
Em Zamora há inúmeras estátuas dos seus personagens. Estes são fantásticos.
Zamora tem um turismo notável, bem apresentados os monumentos e a história...
e não tentando construir museus artificiais...
aqui os três moinhos bem recuperados, que deram vida a diversas funções...

Encontrei este notável documento....
sobre o terramoto de Lisboa. Carregar para ler.

sexta-feira, junho 15, 2018

No seguimento do post anterior, e desde já prometendo mais info...
VOTEM!!!
https://opp.gov.pt/proj?search=Burros%20contra%20altera%C3%A7%C3%B5es%20clim%C3%A1ticas#proposals-list
e seguimos pensando, como burros!

quinta-feira, junho 07, 2018

Leio que um abrandamento de 1% da velocidade automóvel reduz em 4,6% o número de fatalidades.
Espero para ver se projecto para fazer essa ( a redução da velocidade e o papel dos burros para essa dita) que apresentei ao Orçamento Participativo de Portugal e sobre o qual tive que apresentar reclamação volta aos eixos ou terei que o retirar.
Neste número do Magazine Littéraire, também além de uma série de assuntos de grande interesse, um artigo que me leva, de volta a um livro de excepção,
e na importância deste para tratar as feridas de um Paris em choque.
Ontem ao ver na RTP um programa sobre o livro #Lisboa, triste e alegre# e a excelente exposição no Museu da Cidade, também pensei nisto, tudo.

Lírio Trombeta
                                                      Foto Raimundo Quintal

quarta-feira, junho 06, 2018

Talvez o vento...

terça-feira, junho 05, 2018

A versão do Público teve que sair reduzida, por razões de espaço.
https://www.publico.pt/2018/06/05/sociedade/opiniao/contrariando-a-entropia-e-o-antropoceno-1833087
Aqui o 1º original.

Em defesa da sustentabilidade e contrariando a entropia

Há discussões e controvérsia científica sobre se já entrámos numa nova idade geológica, o antropoceno, e até sobre o nome a dar-lhe caso esse facto seja acreditado pelas instituições relevantes na matéria.
As alterações, todavia, já realizadas na biosfera pela nossa espécie não têm precedentes e já existe uma fina camada radioactiva que cobre a Terra, resultante de milhares de ensaios nucleares e das centrais nucleares, sobretudo dos acidentes de Chernobyl e Fukushima, camada essa que está identificada para o futuro.
Não vamos discutir o termo, se relevando de mais ou menos antropocentrismo, pois sabemos que somos nós quem faz a História e esta com H grande é feita por nós com base nos factos num espaço e num tempo determinado.
Mas já a discussão sobre se estamos ou não nesse momento merece referência.
Há quem defenda que essa nova era começou há cerca de 10.000 anos com a domesticação de algumas plantas e animais e as primeiras interferências do homem na biodiversidade e natureza. Outros referem a incerta data da revolução industrial, a queima de fósseis e a utilização de agro-químicos, mas sem dúvida no século XVIII e XIX.
Com as alterações climáticas, o aumento do dióxido de carbono atmosférico é um dado incontornável, também no século XIX , com a globalização da Terra e da economia temos um incremento da extinção de espécies, que prossegue. Alguns autores referem-se hoje à sexta extinção, dado o grande número de espécies que se vão extinguindo, só comparável às outras cinco grandes extinções porque a Terra passou.
Mas é, sem a mínima sombra de dúvida, em 1945 com as primeiras explosões atómicas no Novo México e depois em Hiroxima e Nagasáqui que introduzimos no ambiente elementos incontornáveis. As radiações nucleares dessas explosões estarão presentes na Terra daqui a muitas, muitas centenas de milhares de anos.
Sem sombra de hesitação,  o que na história do universo e mesmo na da terra é o equivalente a milionésimos de segundo de diferença, sobre se é a revolução agrícola, industrial ou nuclear o elemento detonante, o certo é que se não contrariarmos a 2ª Lei da Termodinâmica que nos diz que toda a energia se degrada no quadro da sua utilização, a entropia que aumenta, como um sinal do aumento da desordem e da degradação deste organismo gigante, mas um grão de areia no universo, que é a Terra será irreversível.
A 2ª Lei da Termodinâmica diz-nos que a entropia aumenta nos sistemas isolados. A Terra não o é. Está aberta ao Universo e recebe energia de baixa entropia do Sol. É possível pois diminuir o aumento da entropia.
A história dos que têm procurado contrariar essa entropia e conservar as energias ( que toda ela se mantêm, no quadro da sua degradação como nos diz a 1ª Lei da Termodinâmica) e a defesa deste novo conceito, recente mas que mergulha também no tempo e nos princípios éticos e filosóficos de há milhares de anos,  das grandes religiões e de muito  pensamento filosófico, é uma luta que se desenvolve em múltiplos planos.
Nas instituições, nas acções de milhares de indivíduos e associações, na palavra e nos empenhos e lutas não violentas que inúmeras comunidades ou tantas vezes grupos isolados levam a cabo para defender a sua terra, o seu espaço vital, esse quintal muitas vezes tão desprezado, e no espaço público que procuramos ocupar e onde temos vindo a intervir.
Os rios vivos onde se deve continuar a usufruir do bem comum que é a água a correr e a sua utilização compatível com a manutenção dos ecossistemas, e sobre o Tejo temos tido particular preocupação. O Tejo é um exemplo claro de degradação e de como estas decisões de conservação devem ser articuladas a nível internacional.
Preocupação que é também com a utilização de uma forma de aquecimento da água, a partir da fissão do átomo, que nos dois grupos de Almaraz e no de Trillo afecta, pode afectar este recurso, mas também o ar e os solos onde se terão que gerir as toneladas, toneladas de resíduos desse aquecimento.
Aquecimento que não é, ao contrário do que muitas vezes os vendilhões do templo, mercadores do oligopólio energético, nos dizem um aliado na luta contra as alterações climáticas, mas antes pelo contrário. A nuclear é um aliado do modo de produção e gestão energética, de desperdício e poluição  (irreversível)  que tem na base a queima de combustíveis fósseis para fazer girar as turbinas que vão esmagando a Terra no seu espaço.
Alterar o paradigma de desenvolvimento, mudar as palavras que usamos para o enfrentar, alterar comportamento e modos de ver, ouvir e sentir é um elemento fundamental para criando hegemonia social, alargando as áreas sociais e políticas em que nos situamos, no quadro do pensamento que é sempre individual mas enquadrando-o em lógicas sociais que se devem amplificar, e interligar nesta jangada ibérica, que está, também, ligada a esta Europa hoje em crise profunda e que partilha responsabilidades globais.
O empenho por uma mudança do paradigma energético e de desenvolvimento é transversal e tem que contar com novas políticas públicas. Requer múltiplos actores políticos e sociais, mas também científicos e económicos. E um envolvimento transfronteiriço. A atitude do governo espanhol de avançar com o cemitério nuclear em Almaraz e a mina de urânio de Retortillo sem consultar e ouvir a opinião do governo português está nos antípodas desse empenho na procura de soluções comuns para a crise ambiental que vivemos.
Nós, aqui, vimos dar conta da nossa, toda, todos.
Ricardo Sixto, presidente da Comissão de Energia, Turismo e Agenda Digital do Congresso de Deputados e membro da Esquerda Unida
Pedro Soares, Presidente da Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território,
Descentralização, Poder Local e Habitação e membro do Bloco da Esquerda
Francisco ( Paco) Castejon , Porta Voz Ibérico do MIA e Doutorado em Física
António Eloy, moleiro e escritor


segunda-feira, junho 04, 2018

Em direcção à economia circular...
https://verne.elpais.com/verne/2018/05/16/articulo/1526456023_237283.html?id_externo_promo=ep_bc_signus_20180604
neste pode ver-se melhor este notável boneco...
                                                               carregue para ampliar!
Amanhã, dia mundial do Ambiente Inteiro, trarei aqui uma importante reflexão, também sobre energia, hoje trago aqui os dados mensais...

nos últimos dois meses, com as chuvas a ajudar, recuperámos o nível de produção de renováveis para prover cerca de metade, mais de metade, do fornecimento em electricidade.
Como no livro indicado anteriormente se refere a micro-geração tem que crescer, acompanhando investimentos em eficiência e conservação e menos barreiras para as renováveis, menos taxas e extorsões, assim como mais mercado.
O sector dos transportes continua a ser a nódoa negra, do consumo de fósseis.
Uma campanha que tinha previsto para reduzir a pegada ecológica, irá ficar pelo caminho por o algoritmo do Orçamento Participativo de Portugal não ter aceite, embora esteja queixa e em análise espero que por seres vivos, uma campanha contra o pé direito, titulada BURROS CONTRA AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS.

domingo, junho 03, 2018

Devia estar na mesa de todos, todos os vereadores e presidentes, de todas as autarquias:
é um livro notável, cheio de ideias e projectos para tornar as nossas cidades melhores energéticamente, em termos de resíduos e transportes, com mais espaços públicos, e descrevendo  situações exemplares em inúmeros locais do mundo.
Lisboa é mencionada, sem qualquer projecto ou acção nesta, quando poderiam ter referido a lixeira que era onde é hoje o Parque das Nações e os projectos originais para este espaço que se bem que mal saneado e abusado pela "porcalhota da mega urbanização" é um espaço que merece referência.
No dia 5 de Junho...

Que espero marque um ponto na luta contra o "antropoceno", voltarei a estar na Feira do Livro na Colibri, das 17 ás 20, esperando uma tarde tão agradável como a anterior.
Lá vos espero.
 

sexta-feira, junho 01, 2018

Miguel Poveda Canta a Federico García Lorca en Granada


Hoje, olé, para Espanha que se viu livre de um grupo de corruptos e de gestores dos oligopólios.
Vamos continuar.
                                                                     No comments!

quinta-feira, maio 31, 2018

Estive hoje a assinar livros e a conversar com vários amigos na Feira do livro. 7 ou 8 amigos uma quinzena de assinaturas. Uma tarde bem passada.
Voltarei no dia 5 de Junho a estar com a Colibri ( A 28) e a conversar e dar uso a caneta, de tinta permanente!
E comprei, para me entreter, mas os tempos mortos não existiram, pelo que foi em casa que já dei uma avanço na leitura deste livro, crónica pessoal, do meu camarada Fernando Pereira Marques, com quem tive relações amistosas e que perdi de vista há talvez 25 anos.
O livro é o homem, sóbrio, reflectido, e nalguns pontos brilhante.
Memórias de luares passados, de lutas partilhadas, de discussões épicas continuarão a povoar a realidade ou a sua imaginação.
Obrigado por esta partilha Fernando.
Haverá sempre praias para descobrirmos...

segunda-feira, maio 28, 2018

Já terei referido aqui a que considero uma das melhores revistas do pensamento, crítico.
Este número é sobre um dos temas que aventesma o nosso quotidiano e realidade. Os nazionalismos e o populismo anti-democrático que lhe está associado. Será que não há quem repare que Putin e a alt-rigth estão por trás de todos os nazionalismos, do Brexit, ao catalão, do America First ao Italixit, do ascenso do nazismo ( outro nazionalismo) na Alemanha e Austria ao inqualificável Orban ou aos novos senhores da anti-semita Polónia, será que não há quem ainda se deixe iludir?
Aqui tem uma revista para ajudar a reflectir, quem ainda quer sair dos factos alternativos e dos dogmas de pensamento que nos... aventesmam.


FEIRA DO LIVRO!

Estarei no dia 30, das 17 ás 20 h., no Pavilhão da COLIBRI, para dois dedos de conversa e para assinar alguns documentos.
Espero-, que como habitual seja um bom momento, e -vos.



domingo, maio 27, 2018

Poderá ser tema para um colóquio, que venha(mos) a realizar:
https://elpais.com/elpais/2018/05/25/ciencia/1527257820_374244.html
a questão do Antropoceno, é tema de discórdias e também um instrumento para confronto com a realidade.
Se tenho dúvidas sobre a denominação, ela própria antropocênrica, e a questão do quando terá começado ou se já começou é o centro das discussões, sendo que as transformações irreversíveis estão aí.
A nuclear, o domínio do átomo e as primeiras experiências no Novo México, ainda hoje e por milhões de anos presentes e as alterações climáticas, que penso irreversíveis, com a consequente perda da biodiversidade são eixos centrais da luta por novos modelos de gestão da energia e caminhos para a sustentabilidade, que possa reduzir a entropia que esses dois elementos aceleram e muito.
Tudo o resto está com isso relacionado.

sexta-feira, maio 25, 2018

Faz hoje um ano estive com ele, e alguns dos verdadeiros amigos.
Passou um ano, hoje passa mais um aniversário.
A obra e o exemplo da sua vida, as suas opiniões e continuação no nosso quotidiano permanecem, também.
Hoje um abraço carinhoso, para o grande mestre, e querido amigo,
                                                           OBRIGADO Gonçalo e parabéns!
Escapa-nos muitas exposições e eventos, em Lisboa e pelo país.
Por vezes as recuperamos, quando deixam registos.
Esta foi uma (re) descoberta...
no/do magnífico palácio Pimenta, onde não posso deixar de chamar a atenção para a excelente exposição " Lisboa, Triste e Alegre", este  testemunho, agora encontrado num excelente livro/catálogo.

quinta-feira, maio 24, 2018

Está na Gulbenkian uma interessante exposição de arte moderna...
esta com uma estética mao...

esta mais engravatadinha...
esta mais ao centro...
muito interessante os nichos da exposição sobre diversos tempos e modos...



terça-feira, maio 22, 2018

Tem a Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo, e em particular saúdo o meu velho camarada de lutas, António Mota Redol, elaborado uma quantidade impressionante de publicações sobre este movimento, lógica estética, elaboração literária ou artística contextualizada e também enquadramento socio-político, que teve e continua a ter a maior relevância no nosso país e em tantos outros, com referentes desiguais, é certo.
Tem-me o António ofertado grande parte das publicações, que guardo e tenho que dizer costumo nelas ler um ou outro artigo de temas que me interessam mais.
Este li-o quase todo, tem artigos muito interessantes e é um tema que me interessa muito. A imagem em movimento e o seu enquadramento, a lógica da sua produção, o guião, a montagem, a realização, para além do apreço do outro lado.
Edições  Colibri, um número a reter, especialmente para os devotos desta arte...


sábado, maio 19, 2018

Ontem numa visita guiada, visitei vários pontos das Alcaçarias:
http://lisboaantiga.blogspot.pt/p/banhos-da-alfama-ou-alcacarias-da.html
esta é uma excelente informação sobre essas.
Verifiquei o cuidado e empenho dos técnicos da C.M.L. que nos acompanharam para com o património e sua recuperação, assim como tenho que dizer o que, do meu ponto de vista, é a falta de empenho político na recuperação desta zona e destes espaços monumentais.
As Alcaçarias tem memórias que não podem ser obnubiladas por palimpsextos, nem adulterações avulsas, tem que haver uma lógica integrada para recuperação e mesmo se não houver uso pelo menos usufruto destes espaços e das suas águas, seja em lógicas termais ou geotérmicas, seja em lógicas da sua derriva adequada, que também não prejudique, a curto ou médio prazo a estabilidade e estruturas do edificado construído, muitas vezes mal, muito mal, construído na zona da sua envolvência.
O espaço das antigas termas ( Alcaçarias do Duque) é ... indescritível e fantástico, e hoje nas mãos de privado tudo se pode esperar, embora tenha ficado com a sensação que pior do que a actual negligência e abandono não será possível. Um plano de recuperação envolvendo uma equipa multi-disciplinar e articulação com a actividade empresarial seria possível, mas...
Voi outras "coisas" e ouvi outros "recados" sobre o que vai mal, muito mal nesta zona fabulosa de Lisboa, onde se notam todos os elementos destruidores de cidade, seja no polular de hostéis e quejandos, no abandono dos seus ocupantes de sempre vizinhos e um aviltar do espaço por lógicas espúrias e que deveriam ser instaladas noutro lado ( e falo do Museu Judaico).
Mas devo dizer, temo que se não nos organizarmos para romper os bloqueios em que o Salgadismo e a sua filosofia vão aplastando a nossa cidade não haverá nada, ou muito pouco para continuar a memória,,, a não ser os tais palimpsextos (manuscritos medievais escritos sobre outros e outros e outros).
Lisboa, aqui o digo com toda a frontalidade, não tem estratégia e não tem oposição ao que não tem, salve-se algumas acções cívicas exemplares, mesmo quando de algumas discordo, do Forum Cidadania Lisboa: http://cidadanialx.blogspot.pt 
e alguns cidadãos avulsos, por aqui e por ali.
É necessário encontrar bases e superar algumas vaidades e questicúluncas pessoais e começar a criar movimento que possa recriar na, para  C.M.L. capacidade de pressão e crítica e porque não assaltar, democraticamente, a Praça do Município. O som do vento dá-nos ilusão, o correr das águas força mas é preciso gentes,  as gentes que desde João de Barros nos são contadas e fizeram cidade.

sexta-feira, maio 18, 2018

Embora seja mais das tauromaquias populares e da sua ligação à ruralidade e à perenidade dos festejos socio-religiosos que lhe estão associados, e tenha visto com interesse a classificação como património dessa lógica sócio-cultural e ambiental, os toiros marcam o território e constróiem paisagem, sobre isso falei muitas vezes com o meu querido amigo para a semana a contar mais um ano, a quem envio toda a ternura, Gonçalo Ribeiro Telles, sou também um grande apreciador de cavalos e do que eles fazem, nós com eles, face aos toiros.
No Campo Pequeno ontem houve mais uma corrida, com casa quase cheia, uma noite grande, como me referiu no Oh Pereira o dono.
Um primo do tio Gonçalo,
o rejoneador Hermoso Mendonza, com cavalos árabes, e um dos actuais melhores da família Moura.
Forcados de Lisboa e Coruche, que estiveram excelentes, e mesmo no último toiro com 3 a serem retirados em maca, fizeram a pega, valentes.
A corrida poderia ter sido excelente, mas salvo 1, talvez quase 2, os toiros eram maus, até muito maus.
A Praça, sem turistas, era conhecedora e deu nota alta ao esforço dos cavaleiro.
Aqui Moura Caetano, num passe de baile, no último, que já deveria ter ido para carne antes da corrida, quase 700 quilos, o que enviou para o hospital os 3 forcados, mas que era impróprio.
e aqui:
excelentes também os lusitanos. Nota alta, muito alta para todos os cavalos, e claro os cavaleiros que os cultivam, também.

quinta-feira, maio 17, 2018

Comprei-o há talvez dois anos. Razões várias levaram-no a marinar.
Ainda só li 300 páginas, mas desde já posso dar opinião, é uma obra de enorme envergadura e qualidade. A história dos livros...
Uma viagem inesquecível pelos registos da memória, presente, passado e caminho de futuro.

segunda-feira, maio 14, 2018

O governo português contribui para o extermínio, dos últimos:
orangotangos, que vivem nas florestas tropicais que estão a ser detruidas para plantar oleo de palma (palmeiras). Aqui:
https://zero.ong/zero-contra-governo-portugues-que-aceita-oleo-de-palma-na-producao-de-biocombustiveis/
isto é inadmíssivel. Assim como os kitkats e a nutella! cheios desse produto.

domingo, maio 13, 2018

É um personagem incontornável. Um europeista, um resistente, um escritor notável, ministro em 2 países, e um polemista suave.
Neste livro leio uma interessante análise do percurso de Gramsci, na linha do que penso e da sua incapacidade de concluir o seu objecto teórico e central, o conceito de hegemonia, e a ruptura com o leninismo, seja por estar na prisão isolado, seja por estar em minoria absoluta no PCI.
O livro, recolha de artigos tem repetições mas é um texto, globalmente, de grande utilidade, nestes tempos de "rising of populims"... ou arriscamo-nos a acabar....

sábado, maio 12, 2018

A apresentação foi chatíssima, a revista tem meia dúzia de artigos e entrevistas de maior interesse e outros com menos, que devo dizer nem li porque estão no âmbito da velha, muito velha política e cheios de ranço do tempo, mas mesmo esses vale a pena neles passar os olhos, até porque infelizmente revistas de pensamento crítico não há por cá.
Li, enquanto ouvia a tal apresentação o artigo do meu estimado Henrique de Sousa, um intelectual orgânico, como se dizia noutros tempos, de grande gabarito e com uma trajectória de vida ímpar.
Tínhamos falado recentemente e mencionei o impasse do MIA entre a hegemonia (na lógica de conquista de consenso com base na "consciência prática da necessidade histórica") na linha de António Gramsci, e o velho leninismo e apocalipse revolucionário, na linha do totalitarismo de pensamento e acção.
"A sociedade civil é um momento do Estado, e não se pode comprender fora das relações sociais de mercado", tenho tentado contra os " anti-capitalistas" que tomaram conta do MIA em Espanha impôr uma pauta de transparência e defesa da economia de mercado, no qual a nuclear seria facilmente posta fora.
Nesta revista artigo sem dúvida a ler e meditar, embora discorde de alguma abordagem ainda sem ruptura total com o leninismo, é o artigo do Henrique, precisamente sobre o hoje, remetido ao silêncio, como foi depois por todo o leninismo dos Partidos Comunistas, Gramsci.
Uma revista importante para as discussões...

sexta-feira, maio 11, 2018

Lembro-me bem desses tempos, em que também privei e admirei o Prof. Domingos Moura.
Num mês de aniversário a palavra de António Sá da Costa:
http://www.apren.pt/pt/mensagem-do-presidente-maio-2018

Podemos acordar um destes dias, ou mesmo ontem, e estar mergulhados numa guerra sem fim....
Já vimos muitos destes maus filmes, infelizmente realidades, e sempre com invenções, bonecos irreais, noticias falsas e truques por baixo da mesa. E interesses bem à vista, as empresas de armamento, alguns oligopólios sempre contra o mercado, empresas de (re) construção, e interesses especulativos.
O Trump só é novidade pela boçalidade e falta de tudo, de cultura a educação básica.
Depois temos outros títeres para animar a festa, da China ( e Coreia...) , da Rússia, de Israel e Arábias, do Irão ao Daesh que quer acabar, também com esses chitas, todos o mesmo personagem.
Hoje alguma esperança, que a Europa se afirme...
https://elpais.com/internacional/2018/05/10/actualidad/1525976998_891049.html
mas não vai chegar,,,, o petróleo já disparou...

quinta-feira, maio 10, 2018

Enquanto os nossos jornais se dedicam a nulidades, vamos lendo verdadeira imprensa, ainda, por aqui por ali e acolá ( peço desculpa aos bons jornalistas que por cá tentam romper o bloqueio de editores desqualificados para os cargos)...
Pois hoje leio num dos melhores uma excelente reportagem sobre alguns dos nossos bons restaurantes ( muitos a estrear por este escriba!):
https://www.theguardian.com/travel/2018/may/10/lisbon-best-new-restaurants-chefs-jose-avillez-lusia-fernandes
e é claro as tascas que vão começando a reviver, também, por cá...

terça-feira, maio 08, 2018

Hoje, Dia Internacional do Burro, que projecto voltar a introduzir em Lisboa... os da minha geração bem se lembram a leiteira que nele montava oa enormes bilhas que vendia de porta a porta ou do das hortaliças que parava na esquina...


segunda-feira, maio 07, 2018

Esta semana vai-se realizar, na Fábrica do Braço de Prata, dia 10 pelas 18 horas uma reunião decisiva para o futuro do M.I.A.
nesta estas questões vão ser apresentadas, numa reunião aberta:

A ideologia e a luta anti-nuclear, o caso português

Não há, temos que dizé-lo com toda a clareza, ideologia nuclear. A nuclear é um resultado de desenvolvimentos científicos, aplicados (a fissão do urânio!) para aquecer água e produzir energia em alternador com tecnologia industrial.
Poluente para sempre e muito, muito arriscado.
A nuclear tem inimigos, a democracia política e a economia de mercado. E tem aliados, o comunismo ( a URSS e o seu sucessor e a China) e o proteccionismo capitalista (o caso de França é o paradigma, mas Espanha também ou hoje Inglaterra são exemplos).
A democracia é o maior inimigo da nuclear, veja-se a Austria, Itália (e quero saudar especialmente a minha estimada amiga Emma Bonino!) ou Portugal e as economias abertas, os E.U.A. até Trump, a Inglaterra até Hickley,  a Espanha hoje (1), e claro também Portugal e países onde o nuclear Kaputt (como na Alemanha que juntou as duas coisas! Democracia e economia).
A nuclear, como tecnologia é pois neutra, e tem sido um erro, do meu ponto de vista, associá-la a ideologias, todas as ideologias defendem essa tecnologia, algumas respeitam, também, a sociedade aberta e outras não...
A ecologia é transversal, deve ser, a todos os partidos e a defesa de sociedades conviviais é um desiderato que pode enquadrar-se em todas as ideologias respeitadoras dos direitos.
Existem diversos modelos, esses sim antagónicos de organização social e poder político, em relação aos quais se estabelecem lógicas de confronto e aí sim as ideologias tem o seu papel.
 A centralização ou descentralização, o privilegiar um ou outro sistema urbano ou de transportes, o primado de um modelo industrial ou determinado desenvolvimento agrícola, as determinantes da construção do sistema de poder e eleitoral.
Não em relação à nuclear, que é energia centralizada, capitalista ou comunista, mesmo modelo.
 Já mencionei os sovietes mais electricidade, nuclear, como me tentavam convencer os membros do Partido Comunista Português que lhe chamavam revolução técnica e científica, que esbarrou em Chernobyl, que nunca esqueceremos, ou os adeptos do apoio do Estado ( a pagar tudo...) na lógica do “tout electrique (et la force de frappe!)” ou os monopólios que vivem à conta das, ás costas do Estado ( Framatone, Areva, EdF).
E  todos, todos, os partidos políticos depois da revolução de Abril eram a favor da nuclear, excepto o P.P.M. partido monárquico, democrático e centrista e talvez os então quase inexistentes maoístas albaneses (UDP) , não havia centrais na Albânia, senão.... No P.P.M. era figura de referência Gonçalo Ribeiro Telles, que consideramos no coração dos ecologistas ainda hoje!
Como se ganhou a batalha da nuclear em Portugal contra todas as ideologias? Formigando, na lógica de E.O. Wilson, em todas elas e criando alianças com todas elas, sem excepção. Nunca fazendo discursos de hostilização senão os necessários na coerência, e não entrando noutras guerras senão as do direito e do ambiente.
Conseguimos, os ecologistas, unir a direita à esquerda, alguma direita a alguma esquerda, juntámos interesses capitalistas e desejos de autonomia, juntámos a economia a uma ideia social, demos sempre lugar ao mais importante em cada momento. Criámos condições para desenvolver renováveis e também lógicas de participação e envolvimento (*).  Colocámos o mercado a bombar e em todos os partidos conquistámos aliados. Isto não é uma alteração do sistema, é uma alteração do paradigma em que este se vive.
Em Portugal conseguimos ter connosco (MIA) gente de direita e de esquerda, temos conflitos, temos contradições e até discrepâncias. E embora não deixemos de reconhecer maiores empenhos de alguns sectores temos que esses, por exemplo, em nome do tal capitalismo de estado ou comunismo, são contra as renováveis, porque dão ...lucro.
Matéria para outro artigo.
(1) Se se der voz ao mercado e à democracia as centrais espanholas... fecham.
(*) nada disto envolve todos os ecologistas, alguns remaram, remam contra esta corrente...

Este artigo é a prova de debilidade do panorama editorial português. Estava para ser publicado, mas como outro jornal publicou outro artigo meu, completamente diferente e sobre outro tema...
Mas hoje, como habitualmente, quando continua a haver falsos amigos das renováveis que lhes dão machadadas...


A produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 451,1 kWh, o que permitiu abastecer todos os seus consumos, os pequenos electrodomésticos e a iluminação do vizinho, e o  aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo, 12,40 m3 de gás natural, durante o último mês. 
O sol começa, continua a romper espartilhos...
Que também não resistem aos ventos...
A produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 24 % das habitações de Lisboa.