quinta-feira, agosto 17, 2017

Há, certamente, muito a melhorar, mas parece-me que está no caminho certo a gestão, equilibrada entre um privado e o Estado ( governo/autarquia) da Tapada já Real de Mafra.
A meia hora de Lisboa é um local óptimo para caminhadas (atenção que algumas placas estão derrubadas), para passeios a cavalo ou uma voltinha de charette, ou até uma viagem de comboio, ou para um picnic em família.
Ao lado os lobos que também valem uma espreitada e apoio.
aqui javalis e cervos, carregando.

terça-feira, agosto 15, 2017

Como de costume todos, todos irão empurrar com a barriga, mais uma tragédia que atinge o nosso país, o gravíssimo acidente no Monte:
mas, felizmente há registos, há informação de há muito tempo sobre o estado miserável das árvores do planalto do Monte, e sobretudo das ornamentais que ladeiam a zona de devoção.
Mas, como de costume, a culpa irá morrer solteira. Uns porque estiveram lá e não fizeram nada, outros porque estiveram, estão a seguir e fizeram iguais ouvidos de mercador. Mas há 12 mortos, há mais de meia centena de feridos, alguns em estado muito grave.
Não é preciso ser Hercule Poirot para saber que continuamos com a pato-bavaria a dominar a ilha, e a pensarem que ainda vivemos os tempos da colonia, ou que somos saloios.

sábado, agosto 12, 2017

Tenho a maior simpatia, e mesmo amizade com alguns dos seus membros, pelo Fórum Cidadania Lx. Deles recebo hoje um comunicado sobre Turismo, que me permito transcrever as recomendações:
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Fórum Cidadania Lx apela à Câmara Municipal de Lisboa e ao Governo que se inicie, de imediato, uma acção de diagnóstico tendente ao desenho de um plano e calendarização de acções concretas que permita, por um lado, salvaguardar e promover a qualidade de vida dos seus habitantes, conciliando-a com a promoção das actividades económicas ligadas ao turismo e reabilitação urbana, procurando que potenciar os efeitos positivos e mitigar os efeitos negativos que ambos os interesses possam provocar um no outro.

Permitimo-nos desde já
 sugerir:
À Câmara Municipal de Lisboa, o uso dos seus poderes legais na gestão do espaço público, no sentido de limitar (não elimina​r) ou reforçar a exigência nos impactos (não eliminar) da implementação ou desenvolvimento de determinadas actividades económicas, nas zonas mais sensíveis da cidade, como sejam as zonas históricas ou classificadas, potenciando outras zonas da cidade, como sejam na definição de usos em planeamento urbano, condicionamento ou reorganização da circulação e cumprimento de níveis de ruído, e, obviamente, a necessidade de se preservar o edificado, uma vez que a cidade de Lisboa foi classificada pela própria CML como sendo toda histórica;
Ao Governo, a título de exemplo, uma política de arrendamento e reabilitação urbana, que permite a coexistência e disponibilidade de arrendamento de longa e curta duração, bem como a preservação do edificado e dos conjuntos urbanos;
Ao Governo e à Câmara Municipal de Lisboa, a promoção de transportes públicos, que permita a circulação de locais e visitantes na cidade, sustentando e economia mas não prejudicando a preservação da cidade, e diminuindo a pressão do transporte turístico.
O futuro de Lisboa, enquanto cidade para os lisboetas e para os seus visitantes depende do que agora for preparado e decidido. 

Se nada for feito, será tarde de mais para salvaguardar, adequadamente, a economia da cidade e os seus habitantes.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso, Beatriz Empis, Maria do Rosário Reiche, Rui Martins, Virgílio Marques, Carlos Moura-Carvalho, Luís Mascarenhas Gaivão, Fernando Silva Grade, Jean Teixeira, Júlio Amorim, Nuno Castelo-Branco, João Oliveira Leonardo, Guilherme Pereira, Fátima Castanheira
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Os bold são meus e é para assinalar onde, do meu ponto de vista, o Fórum erra.
Nas vésperas da campanha autárquica deveria o Fórum ser mais incisivo e ter amadurecido mais esta posição e nem sequer refiro, porque é matéria de outra discussão o preâmbulo que considero de enorme optimismo, na linha de algumas posições dominantes na C.M.L.
Fazer uma proposta introduzindo a sua negação é um nonsense, assim como introduzir nesta um exemplo, que ainda por cima não tem um mínimo de realidade e prática. Já falar sobre a praga que é um chamado transporte turístico, sem equacionar a sua reformulação e mesmo supressão em certas zonas, parece na linha do tal apoio subliminar ( e esperem para ver se não está, com igual vacuidade, nalguns programas eleitorais!) Há que cortar pela rama ou volta a crescer igual.
Finalmente este depende, remete para o pensamento do divino, que me parece desajustado da prática política.
O Fórum que tem sido o defensor e ouso mesmo dizer deveria empenhar-se em constituir-se em Lisboa como Conselho da Cidade desta vez deveria ter amadurecido mais a sua posição.
O turismo desregrado, e aqui tenho apresentado algumas propostas, dá cabo da cidadania, do espaço e da vida neste. Em Lisboa e não só em Dubrovnik !!!!!

sexta-feira, agosto 11, 2017

Vivi talvez durante 40 anos perto e era rara a semana em que não a percorria...
a Estufa Fria. Espaço único de Lisboa e creio mesmo do mundo. Lamento que continue a não ser acarinhada como deveria, falta um cuidador(es) permanente, alguém que se preocupe com as plantas e a sua vida. Mas, mesmo assim, continua a ser um espaço exemplar ( atenção também às coberturas!).
Hoje voltei lá. No Centro de Interpretação (desde logo mal assinalado!) está uma razoável exposição, baseada na obra de Mendes Ferrão:
que vale a pena visitar. As funcionárias da C.M.L. que lá estão são simpáticas e atentas.
Mas... está tudo, tudo mal na organizaçao dessa, nos percursos, mal assinalados, não assinalados ou inexistentes, que motivaram, ao que me foi dito fúrias em mais do que muitos visitantes ( informação recolhida no local).
Como é possível uma exposição, desta categoria, num espaço de excelência ser completamente defraudada por caricatos sinais, sinalética no estado referido e informação in loco escassa ou lamentável.
Aqui, o tabaco:
vejam bem o estado das explicações...
Lamento que se perca o carácter educativo e de divulgação cientifica que se deveria almejar.
Mas vão lá, protestem e não deixem de admirar as espécies, algumas únicas, que por lá estão de passeio...


quarta-feira, agosto 09, 2017

Este fantástico quadro de José Malhoa # A compra do voto # é a base da capa do meu livro, com Tomaz Albuquerque: "O Clientelismo, Doença Infantil da Democracia" Edição Colibri, que com 2 anos é de particular relevância nos dias de hoje, quando duas, duas equipes de televisões passam horas, mais de 4 horas, à porta do tribunal de Oeiras à espera de um vómito, o que mostra o miserável estado da nossa informação e da nossa suposta política.
De facto as ditas candidaturas independentes têm sido mais uma facada na representação e na participação das populações na gestão da coisa pública. Populismos, personalismos e autoritarismos, jogadas e jogatanas, patifes e patifórios, ex presidiários e outros que há muito que lá deviam estar, toda a escumalha se mistura com gente de bem, que contra ventos e marés tenta dar mais democracia à democracia.
Há poucas, muito poucas listas cívicas que sejam isso mesmo, verdadeiras listas cívicas e com um projecto político de participação e representação. E já para não falar de trapaças que são independentes a polularem por listas onde não estão senão a fazer de jarão, muitas vezes sem lógica nem proveito, ou falsos independentes inventados por sabidas razões.
Os tempos estão, é certo, para a canalhada, infelizmente a merecer as benesses da tal comunicação social.
Darei uma contribuição ao esclarecimento e não deixarei de apoiar que achar que tem merecimento e capacidade de liderança para a gestão. O sistema autárquico continua infelizmente completamente errático, a interligação abstrusa entre as Assembleias Municipais e o nonsense que é a eleição do governo da cidade, assim como o disparate que são as freguesias/ paróquias eleitas  (também para a A. M.) em vez de alterado todo o seu funcionamento, no quadro de uma reforma global das autarquias, são alguns dos muitos temas, que no quadro da análise da hhistória e do funcionamento do sistema autárquico nacional aprofundamos neste livro!

segunda-feira, agosto 07, 2017

Lisboa tem vindo a perder os cinemas, quase todos.
E sobram poucos, muito poucos que não estejam convertidos em pocilgas de comedores de pipocas e sorvedores de líquidos infectos. Na verdade também há cada vez menos filmes de qualidade que nos façam mover as gâmbias para nos deslocarmos às salas de cinema, a essas.
O cinema Ideal, na rua do Loreto, herdeiro de um antigo cinema popular, que como outros (o Animatografo, ao Rossio, convertido num lupanar é uma vergonha!) esteve perdido, foi salvo e recuperado pela Midas filmes e passa, regularmente, filmes de excelente qualidade.
Está agora em exibição um filme absolutamente notável, diria uma quase obra prima, que nos conta, com carinho e cuidado, embora sem esconder as opções do realizador, a sua história do cinema francês.
Um filme de recortes, que nos deixam água na boca, e de grandes realizadores, filmes e actores. Imagens únicas, algumas para sempre gravadas na nossa memória e agora recordadas.
Três horas de deslumbre.

sexta-feira, agosto 04, 2017

Embora até nessas a praga do turistame tenha chegado, as livrarias ainda são, quase, um oásis em Lisboa, muitas até têm agora um espaço para tomarmos café, folhearmos os livros e conversar.
Temos que limitar esta praga ( turistas em massa) que arrisca a dar cabo do nosso estar.
Hoje estive na Ler Devagar, com uma primita que adorou, sobretudo a bicicleta voadora, e, claro, os livros...e lá estavam essas melgas, também.
Encontre, aí, os fundos de edição ( atenção que na net ainda custa 15 euros!) e por 3 euros, deste excepcional Goytisolo, que nos faz perceber o que também somos, quase espanhóis dos quais herdámos todos os males...

quarta-feira, agosto 02, 2017

Passou relativamente despercebido nas notícias, entusiasmadas com a gravidez da mulher do Ronaldo, os gémeos de proveta do Ronaldo, o desfalque ao fisco do Ronaldo, as férias do Ronaldo, a irmã do Ronaldo, a ex namorada do Ronaldo, o marroquino do Ronaldo, e tudo o que gira em torno do Sol do Ronaldo, e há que dizé-lo tudo o que gira também em torno do ditador Maduro, apoiado até ao limite, incompreensívelmente, pela geringonça, e também há que dizé-lo dos fogos e agora a saga das compensações ( e os afectados pela legionella? quando sertão compensados!???), e todas as restantes notícias que os média pensam que fazem vender mais publicidade, sem perceberem porque jornais e audiências estão em queda brutal...
Pois passou despercebido, mas é notícia em toda a Espanha e em jornais de todo o mundo:

Tras cuatro años y medio de incertidumbre, el buen sentido se ha impuesto. Según el Movimiento Ibérico Antinuclear (MIA), la negativa del permiso de funcionamiento a Garoña pone fin a un largo proceso plagado de oscurantismo, falta de democracia y de decisiones controvertidas del Gobierno y del Consejo de Seguridad Nuclear (CSN). Como afirma Francisco Castejón, portavoz de la organización ecologista y coordinador del MIA, “Garoña ha servido para abrir el camino a la prolongación del funcionamiento del resto del parque nuclear español”.

La no concesión del permiso a Garoña  pone fin a un largo y tortuosos proceso político y económico donde, para Ecologistas en Acción, esta central ha sido usada como rehén por las eléctricas frente al Gobierno del PP.  "Ha sido usada también como instrumento para modificar de manera importante la legislación y los reglamentos para prolongar el funcionamiento del parque nuclear español", afirma Castejón.

Para Francisco Castejón, “la petición de cierre es un clamor social y político. Los parlamentos español, vasco, riojano y aragonés han pedido el cierre definitivo de la central, y las sociedad española está también a favor de esta medida. Garoña es peligrosa y prescindible y ni siquiera sus propietarios quieren reabrirla”.

Garoña ha supuesto un precedente en los informes favorables del CSN y en la nueva reglamentación aprobada por ese organismo para prolongar el funcionamiento del parque nuclear español hasta los 60 años de funcionamiento. Se han aprobado varias Especificaciones Técnicas de Funcionamiento (ETFs) en ese sentido, se ha flexibilizado el procedimiento de cese de explotación mediante la modificación del RINR y se ha informado favorablemente el funcionamiento de una central hasta los 60 años.

En palabras de Castejón, “lo más importante es que las personas y el medioambiente nos vemos libres de esta amenaza. Esperemos ver cómo se va cerrando el resto del parque nuclear”.


O fecho, definitivo de Garoña é uma vitória do movimento ecologista ibérico e internacional. O reactor do mesmo tipo do de Fukushima apresentava sinais de deterioro e o investimento na reparação era um grande risco, e um enorme custo para as empresas proprietárias.
E por cá o tempo está excelente para as renováveis... O Sol está no seu zenite e o vento, embora também empurre incêndios dá-nos boas energias.