domingo, dezembro 10, 2017

O Tejo está uma desgraça, felizmente nem todos o esquecem!
Um excelente artigo!
https://www.publico.pt/2017/12/06/sociedade/reportagem/tejo-uma-tragedia-a-vista-de-todos-1794813?page=/&b=feature_a

sábado, dezembro 09, 2017

Desfazendo equívocos, trago hoje aqui um artigo exemplar de Manuel Collares Pereira colaborador do #ALMARAZ E OUTRAS COISAS MÁS#, que me honra com amizade para a sua divulgação:


Esclarecimento; a falsa questão das Energias Renováveis pesarem no preço a que pagamos a electricidade
por
Manuel Collares Pereira
(Cátedra Energias Renováveis, Universidade de Évora)

Na semana da votação do Orçamento do Estado assistimos à discussão, em todos os media, sobre a questão das Energias Renováveis e do chumbo da iniciativa do BE nesta matéria.   
Considero que é um tema de grande importância, mas que estava a ser abordado de uma forma que não é correcta, com base numa ideia errada que há muito vai ganhando tracção e que se resume assim: as Energias Renováveis (ER)  são mais caras e o seu custo mais elevado é o que nos faz pagar a electricidade mais cara lá em casa!
Compreendo muito bem que o cidadão queira ver reduzido o preço que paga pela eletricidade que consome. Mas a discussão e o caminho para se alcançar esse objectivo terão de ser outros. Felizmente, porque necessitamos muito das ER! 
Para lá do facto de que há muitas ER e que esta generalização está logo inquinada à partida, exponho de seguida um conjunto de razões que permitem entender logo o que estou a afirmar. 
Os factos:
- é verdade que uma parte das Energias Renováveis (ER) têm beneficiado de tarifas bonificadas (embora também seja verdade que estas bonificações têm vindo a ser reduzidas no tempo e até desparecido, nalguns casos)
- as ER (sobretudo a hídrica e a eólica) produzem electricidade  (entre 50 a 60% , em média, por ano) que é colocada de imediato na rede; depois é necessário  recorrer a outras fontes (fósseis) para completar o que faz falta e que as ER ainda não fornecem
- vamos buscar primeiro, para este complemento, as mais baratas: no nosso caso é sobretudo o carvão
- se não tivéssemos as ER teríamos de recorrer, para além do  carvão , ao gás  natural (mais caro)  e até a outras formas, se fosse necessário; isto é, teríamos a mesma eletricidade, mas a um custo de produção maior![1]
- quando se calcula o custo de produção obtido com as renováveis no mix (com todas as suas tarifas bonificadas) e o custo de produção que teríamos sem elas, verificamos que há uma diferença que é superior à soma de todos os ditos sobrecustos das renováveis; estes cálculos estão feitos para os últimos anos e são inequívocos (APREN].
-isto é : as ER contribuem para um custo de produção total mais baixo! Ou seja: são super vantajosas!
Custo de produção não é preço de venda! Como é que esta redução de custo se reflecte no consumidor, na tarifa a que este compra a energia? Para já contribuiu para que a base que possa existir para uma eventual inflação posterior de preços, seja mais baixa...
Mas, na realidade, o que faz certamente subir o preço ao consumidor são todas as coisas que a “política energética” foi metendo na tarifa. E é por aí que se poderá procurar reduzir aquele valor.
O consumidor não pode é ser enganado com explicações erradas que o levem a achar que a culpa está nas ER, quando teremos ainda que depender mais delas e daí retirar benefícios ainda maiores de custos no futuro, incluindo os das alterações climáticas.
Faltou explicar porque temos/tivemos de bonificar as Renováveis. A questão foi a de incentivar a sua adopção , ajudando a  criar um mercado que de inicio não têm. Por outro lado, as ER têm de competir num mercado com custos iniciais de investimento, quando os fósseis que já lá estão têm custos muito menores, pois só têm hoje os custos (de operação) do combustível para a produção. Se fizéssemos, hoje, novas centrais a gás ou a carvão, já a maioria das ER seriam competitivas, hoje, sem mais ajudas!
As tarifas bonificadas não são rendas! Constituem um valor adicional, sobre o da tarifa  do mercado da produção, que é pago por cada kWh efetivamente colocado na rede, nos termos de um contracto com uma duração típica de 15 anos,  celebrado para tornar minimamente rentável,  aos valores ao tempo da sua assinatura,  o investimento na nova forma de energia. Este contracto não pode ser denunciado antes do seu termo ou prejudicado nas suas premissas, seja sob que forma for. Como expliquei estes sobrecustos não ficaram a pesar  no nosso bolso dos consumidores. Pelo contrario, tiveram um resultado de redução de custos de produção, muito positivos. 


[1] Chama-se a este efeito, Efeito de Ordem de Mérito

sexta-feira, dezembro 08, 2017

Ontem na Fábrica, fotos de Alex Gandum.

quinta-feira, dezembro 07, 2017

Uma boa iniciativa, por os Gaios a plantar floresta:
https://ppl.com.pt/prj/montis
vale a pena apoiar, ao menos sabemos quem come o guito...

quarta-feira, dezembro 06, 2017

e, o pior, é que quando decidem alguma coisa, é irreflectido (veja-se o caso do Infarmed), sem sentido (as taxas das renováveis) ou absurdo... Cada tiro cada melro. Estamos, novamente, entregues a aprendizes de feiticeiro. Só falta é governarem por twit.

segunda-feira, dezembro 04, 2017

Amanhã tentarei ir a estes dois lançamentos:
a Europa, que vamos metodicamente destruindo...
e o Cante, que tal como o Fado, desde que foi metido na UNESCO se funcionalizou e hoje abandonou, completamente, as suas raízes, histórias e tradições.
Mas ficam livros e memórias e velhas gravações. Hoje até temos cante sacro! Inacreditável!

Um artigo notável, com o qual estou totalmente de acordo, sobre o turismo de massas e... Lisboa!
https://www.zendalibros.com/la-europa-estamos-matando/
estamos matando a Europa e a galinha...
O ano não tem sido, será que voltarão a ser, para o ambiente e também para as renováveis.
Temos que investir mais em eficiência e em austeridade/ poupança energética, num quadro desde logo, também socialmente justo.
E não tirar os apoios ás renováveis e sobretudo não trafulhar os contratos estabelecidos.
Só as renováveis e atitudes pró-activas podem contrariar as alterações climáticas e levar ao fecho das nucleares.


A produção doméstica de electricidade, na zona de Lisboa, a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 303,4 kWh , o que permitiu abastecer todos os consumos familiares.

O aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo, 8,48 m3 de gás natural, durante o último mês.

A produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 21 % das habitações de Lisboa., isto num momento em que as condições de "ventania" não são as melhores! 
 

domingo, dezembro 03, 2017

As empresas, sobretudo os oligopólios, continuam a dominar os nossos decisores, que estão de costas voltadas para os que os elegemos, conforme se pode verificar...
mas podemos alterar este paradigma, ao nível local desde logo, o movimento de autarquias a livrarem-se do glifosato é imparável, mas temos também que dar mais força à agricultura biológica e sustentada, e alterar comportamentos.
Ser exigente é um imperativo.
E volto hoje a incentivar, na mesma lógica a tornarem-se cooperantes da http://www.coopernico.org , que já ultrapassou os 800, mas, conforme discutimos recentemente em Mérida tem que crescer mais.
Para dar vida às nossas energias!
Por entre as notícias falsas, as manipulações grosseiras e artigos escritos com os cotovelos, que hoje dominam os jornais ( não admira o seu estado comatoso!) por vezes surge um artigo de referência.
Este, por um jornalista a sério, é notável:
https://www.dn.pt/sociedade/interior/a-mulher-que-via-partir-os-vizinhos-8958474.html
um caso exemplar.

sábado, dezembro 02, 2017


CONVITE para 7de DEZEMBRO

Venho convidar-vos, e solicitar a divulgação, para o lançamento, em Portugal, do livro # Almaraz e outras coisas más#, que junta quase todos os expoentes das lutas anti-nucleares e pela sustentabilidade energética, na Ibéria.

Neste momento em que enfrentamos sérios riscos, seja a nível global, sejam os que continuam a aventasmar-nos, do projecto irrealista da mina de urânio de Retortillo a Almaraz, que nas costas do governo português no âmbito do Plano contra as Alterações Climáticas em Espanha se apresta a “ter” mais dez anos de vida..., neste livro fazemos a história de todas, todas as lutas contra o urânio e a nuclear na Ibéria e do empenho pelas renováveis e a eficiência.

Aguardando a vossa presença, desde já grato por toda a divulgação que possais dar a este, e votos de um 2018 cheio de novas e outras energias

O livro terá um preço público de 10 Euros. 


sexta-feira, dezembro 01, 2017

Em Mérida, onde nem todo o património é devidamente valorizado (a sessão realizou-se sobre antigas termas, que nem são valorizadas nem sequer enquadradas...) e algum até me dizem é rapidamente coberto de betão... realizou-se uma sessão para contribuir para a formação de uma cooperativa Extremenha.
Apresentei a experiência da Coopérnico ( quem quiser posso enviar o power point) e improvisei sobre alguns detalhes interessantes, o número de cooperantes a caminho dos 1000 ( já ultrapassámos os 800) a produção, já produzimos mais de 1 GWh, e a rapidez da concretização dos investimentos.
Vamos continuar...
Adicionar legenda
a sala estava cheia...


quarta-feira, novembro 29, 2017

Receitas para mudar, para a mudança.
As alterações climáticas já estão a acabar com a democracia. A hipocrisia dos discursos, o populismo da demagogia ( o caso do imposto sobre as renováveis, finalmente chumbado, é um case study!), o domínio do new speak e dos seus arautos vão de par com a manutenção de um sistema de dispilfário financeiro e energético.
só o himem pode todavia alterar o paradigma...


Em direcção às árvores distantes
Vimos uma águia mergulhando
Num dia de Primavera
M. Shiki

De tempos a tempos
As nuvens sombreiam
Os adoradores da Lua
M.Bashô

terça-feira, novembro 28, 2017

Perto ( 1,5 km) da Cidade encantada temos uma magnifica vista sobre o vale de Uña
e no caminho, como que para recordar-me...


segunda-feira, novembro 27, 2017

É notável o enredo que a partir de umas bizarras formaçoes geolóligas foram capazes de fazer, parece que estamos num mundo maravilhoso, melhor que o artificialismo das Disneys...
logo à entrada temos dois cartazes a explicar-nos o que vamos ver. No Insignificante coloco o outro e outras fotos...
e
esta é a luta do elefante e do crocodilo...
todos tem uma estória, mais ou menos inventada (a do Viriato, totalmente, pois se ele nem existiu!).
Uma visita para duas horas e os miudos vão adorar!

A esta hora ia a caminho da cidade encantada. A água do limpa pára brisas gelou, a temperatura chegou a menos, menos 11!
vou fazer um post com a fabulosa dita, mas regressado a Cuenca...

sem perceber como alguma terra pode ter um ratio destes de conventos...
depois de um momento com os patos...
vou almoçar dois pratos locais...


domingo, novembro 26, 2017

Leio um artigo sobre um dos meus fascínios...
aqui:https://elpais.com/cultura/2017/11/15/babelia/1510751470_310172.html
e preparo-me para sair, talvez em busca de
alguma boneca, que as virgens estão todas cativas...

esta, aqui:
num simpático museu de Cuenca.
Onde também encontrei para ilustrar outras conversas...
a explicação, porque razão trezentos cavaleiros islamicos "conquistaram" ou melhor encontraram uma península pronta para a conversão....

Uma excelente reportagem sobre o nosso rio:
https://elpais.com/agr/la_agonia_del_tajo/

Desde Cuenca, onde os museus abundam, e o património da humanidade é para levar a sério, trago duas fotos do museu de arte abstracto:
e o próprio museu, por dentro e por fora...
e, com muitas conversas em mistura um slide inacreditável, que mostra o estado em que os nossos governantes vão abandonando a sustentabilidade, mas conversas há muitas...
é inacreditável!



quarta-feira, novembro 22, 2017

www.centrocienciacafe.com

é um local fabuloso. Altamente pedagógico e com uma imersão cultural, seja no café, total.
Voltarei a este tema!
Alguns de Lisboa, aqui parámos no Majestic!

terça-feira, novembro 21, 2017

Vou estar fora uns dias....