quarta-feira, Outubro 01, 2014

Situações como as que vemos neste excelente blog:
http://www.copenhagenize.com/2014/09/the-arrogance-of-space-paris-calgary.html,
são infelizmente regra.
A ditadura do automóvel é, por vezes, insidiosa e pode ser preciso este abanão para a percebermos.
Em Lisboa temos, todavia, conseguido reduzir um pouco esta mancha enorme, mas é preciso mais, muito mais.
A introdução de portejamento nas entradas de Lisboa, como já temos nas pontes, e seria fácil nas autoestradas de acesso, pelo menos, articulada, desde logo com novas ligaçoes de transportes públicos e mais corredores de alternativos, bicas e outros, seria uma boa solução, veja-se o caso de Londres.
Uma mais eficaz política de distribuição também seria conveniente (pelo menos a adequada implementação da existente!), além de uma maior formação dos emels, que continuam na pedra lascada.

segunda-feira, Setembro 29, 2014


Vejo com alguma preocupação o futuro da gestão da C.M.L.
Não tanto por, mais cedo ou mais tarde, António Costa deixar de ocupar a presidência, encontro que é normal, embora preferisse que o fizesse só para a Primavera próxima e entretanto fosse clarificando as competências, mas porque tenho constatado, que salvo alguns pesos pesados, como o Arq. Salgado, e até a espessura do vice e algum outro já com traquejo, estão pelas vereações um bando de garotos, como o que hoje dá uma entrevista ao Público, ou artistas desempregados (aquele inenarrável da Protecção Civil) e pouco qualificados. A oposição também é muito, muito reles, do piorio.
Longe vão os tempos em que havia espessura e capacidade profissional e política na vereação da C.M.L., hoje vai de mau a piau.
Por isso deixa-me preocupado, até por muito desleixo já evidente pela cidade ( o tal Zé, que ninguém reforma, também tem responsabilidade!) o mau trato das ruas e espaços públicos, o lamentável estado do patrimonio, as aldrabices que continuam a pulular por serviços e servicinhos, e o que começa a ser evidente, a falta de um projecto, de um projecto que estruture uma qualquer acupunctura da, na cidade.
Hoje a cidade parece que vive por si, sem que haja dela cuidadores, lógica ou programa(ção).
António Costa, entretido a tomar conta do país tem desleixado a cidade e nela só tem boys e girls a tomarem conta.
A alternativa no país pode não o ser ( continuar!) na cidade....

quarta-feira, Setembro 24, 2014

Amanhã, a partir das 9 horas:
para saber o estado do sector das renováveis e as suas mais valias, em diversas áreas da nossa economia e sociedade.

terça-feira, Setembro 23, 2014

Não sei quem é o responsável pela Protecção Civil de Lisboa, mas só posso ficar estupefacto quando leio:
#O vereador da Proteção Civil na Câmara de Lisboa negou hoje ter acusado o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) ou a Proteção Civil pelos danos causados pela chuva de segunda-feira, afirmando que deram uma “resposta notável”.#
 Ontem disse exactamente o oposto!
Mas a  sua imbecilidade não vem de nos querer passar um atestado. Vem pelo facto de o seu cargo ser só uma vaidade. Não há, não há Protecção Civil nenhuma na cidade de Lisboa.
Viu-se o que se viu com uma chuvazita de 20 minutos. Se fora uma noite inteira é que ia ser o bonito. Nem falo do miserável estado das sarjetas, nem falo das obras que por aqui e ali proliferam impedindo acessos e funcionalidades. Falo de só haver um sistema de contenção(?) e salvados(?) mas nada estar previsto com antecedência e com carácter preventivo, nem sequer haver uma pedagogia cidadã para preparar a cidade para uma chuvita!.
Recordo que quando alertei a Vereação para a questão da sismicidade, ter obtido um encolher de ombros e uma resposta chapa 5 para a prevenção. Népia.
E apesar de tudo o Manuel Brito era uma pessoa capaz, mas limitado pela burocracia camarária e o deixa andar.
Este vereador, que desconheço mas é certamente mais um boy, é um irresponsável, e devo dizer pelo nível de respostas que, leio, deu hoje na Assembleia Municipal (essa inutilidade!), um imbecil.
António Eloy, com todas as letras!


segunda-feira, Setembro 22, 2014

Metendo água...

Caleiras de águas pluviais tapadas com cimento.
A foto de cima é da Praça da Figueira. A do meio é da esquina da 5 de Outubro com a Júlio Dinis. A de baixo é das Portas de Santo Antão (a única que não é actual).

sábado, Setembro 20, 2014

Encontrei hoje este simpático livrinho que nos conta e mostra algumas, uma parte infima, das nossas desgraças.
Da nossa incúria, desprezo pelo património que constitui o nosso país, a sua sociedade, história e cultura.
As ruínas em que vamos deixando o nosso património.
O Estado, seja o poder central, sejam as autarquias são, do meu ponto de vista os principais responsáveis pelo abandono e deixa andar em que o nosso passado construído se vai convertendo.

Não há uma política, não há capacidade quando há legislação, não há dinheiro quando há vontade, não há protecção da memória em nenhum dos casos.

Este livro podia ser só sobre Lisboa, onde temos meia dúzia de casos aqui documentados.
Um passeio por Lisboa dar-nos-ia mais de 60! Muito mais.
Lisboa, como o país está em ruínas.
Recomendo este para percebermos melhor:

sexta-feira, Setembro 19, 2014

É mesmo muito importante, sim:


Em Lisboa, mais de 80% das crianças vítimas de atropelamento foram colhidas a menos de 500 metros da escola. 1 em cada 3 vítimas estava a atravessar na zebra, ou com o sinal verde para peões, ou nem sequer estava na faixa de rodagem. Como resolver este problema? “Fechar” as crianças em casa e nos carros dos pais não é solução. Conheça o estudo do desenvolvido para a CML pela Associação Portuguesa para a Promoção da Segurança Infantil. Publicado hoje. Aqui: http://www.cm-lisboa.pt/fileadmin/VIVER/Mobilidade/Modos_Suaves/Acessibilidade_Pedonal/Documentos/Estudos_e_Projetos/Estudo_Segurança_Rodoviaria_Escolas_1o_Ciclo.pdf

quarta-feira, Setembro 17, 2014

Hoje o usufruto dos jardins deve ser radicalmente alterado.
Em Londres, recentemente, e em Washington há mais tempo, e aí pela primeira vez, mas sei que é prática usual por todo o mundo, os jardins são espaços, também de agro-cultura, de produção de verdes e têm grupos deles zeladores, deles responsáveis, escolas ou grupos de moradores.
Os jardins podem e devem ser espaços de produção de alimento e de ervas aromáticas, e nesses ser recuperada alguma ruralidade que da cidade se distancia.
Ainda tentei e cheguei a ter reuniões de trabalho ( na C.M.L.) com uma entidade que trabalha hortas horizontais e que incentiva plantações em espaços públicos, mas também dá apoio a produções de varanda ou terraço.
Na C.M.L. infelizmente há quem em palavras seja admirador de Gonçalo Ribeiro Telles mas na prática renegue ou ignore os seus contributos e os da sua escola.
Aqui dessa onde Gonçalo deixou marca e seguidores um encontro que se anuncia de muito interesse...
os jardins são espaços sociais e culturais!

segunda-feira, Setembro 15, 2014

Força de hábito pedi um pastel, aliás 2, de nata.
O simpático empregado corrigiu. aqui não há, só pasteis de belém.
Únicos:
num tempo chuvoso, entre duas cargas de água, o passar da tarde, um chá e dois pastéis (de belém), para a mesa do canto.


sexta-feira, Setembro 12, 2014

Talvez esta seja a fisioterapia ( Helena Roseta gosta mais de lhe chamar  acupunctura) de que Lisboa precisa, ou também precisa:
colmeias, isso mesmo. Nos telhados, eventualmente também ajardinados, colmeias e apicultores.
Cria-se emprego, gera-se riqueza e combate-se a poluição, além de fertilizar os nossos jardins.
E não me venham com conversa que não é possível, faz-me lembrar o Abecassis quando me dizia que não era possível separar o lixo em Lisboa ou o Zé quando dizia qualquer coisa.
Em Paris, sim em Paris isso faz-se.
Aqui:http://www.terraeco.net/Et-si-l-avenir-des-abeilles-etait,56385.html
pois é. É mesmo verdade, verdadinha. Mel e do bom!

segunda-feira, Setembro 08, 2014

Não compre azulejos nem nas feiras da ladra nem nos antiquários!

Eis o apêlo de Rosa Pomar através de um engenhoso cartaz, em que apela aos turistas para que não comprem azulejos antigos em feiras e antiquários. Também sugere a ideia de um projecto de lei que proíba a venda de azulejos antigos de origem não certificada. Vamos fazer acontecer? (http://aervilhacorderosa.com/2014/09/azulejos/).


Via Inês Barreiros

quinta-feira, Setembro 04, 2014

quarta-feira, Setembro 03, 2014


Foi finalmente concluída a versão para Android/tablet do ebook Água-Fonte de Vida e Energia, que pode ser downlodado aqui:

https://play.google.com/store/apps/details?id=pt.peopleware.ebooks.agua,

a versão para IPAD, assim como as para os dois aplicativos dos restantes 3 livros já foram aqui divulgadas, mas caso as pretendam podem solicitar-me, assim como apresentações dessas nas escolas, do nosso concelho, sem quiasquer custos.
Neste ebook há uma fantástica viagem pelo Tejo, que se conclui, obviamente, em Lisboa!

terça-feira, Setembro 02, 2014

Por vezes as questões de energia são vistas com miras defeituosas, influenciados por dinheiros da nuclear ou dos grandes ganhócios dos fósseis.
É necessário analisar os diversos dados, fazer prospectiva séria ( e não cuspir para o ar, como fazem com  essas miras!).
A evolução das novas energias, modela o quadro das sociedades sustentáveis que aspiram futuro, contrariam as alterações climáticas e reduzem a produção de excreta.
A acção contra o risco nuclear ( chamo a atenção para o último nº da Science & Vie, com capa sobre Acidente Nuclear) deve articular-se com apoio ao desenvolvimento de energias suaves.
Em Lisboa (distrito) os dados do mês de Agosto são estes:
"
Energia Fotovoltaica
Durante o mês de Agosto, 161% das necessidades de electricidade de uma família típica na região de Lisboa foram cobertas/satisfeitas por uma instalação padrão de painéis solares fotovoltaicos.  
Ou seja a produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 508,9 kWh, o que permitiu abastecer todos os seus consumos, os pequenos electrodomésticos, o frigorífico e o congelador do vizinho, veja-se o bom samaritanismo...

Energia Eólica
Geral: Durante a último mês o vento permitiu gerar, em média, electricidade suficiente para abastecer 168 000 habitações, graças à produção de todos os parques eólicos em funcionamento na região de Lisboa.
A produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 15 % das habitações de Lisboa. 

Energia Solar Térmica
Uma instalação média de painéis solares térmicos na região de Lisboa permitiu cobrir 89% das necessidades de aquecimento de águas de uma família tipo durante o mês anterior.
O aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, 16,18 m3 de gás natural, durante o último mês, ou seja  é cerca de 15 euros.
"
A partir de dados que me foram gentilmente disponibilizados pela APREN: http://www.apren.pt/pt/

 




sexta-feira, Agosto 29, 2014

Este ano farei gazeta, por motivos profissionais, mas espero que a presença e preocupação nacional e dos alfacinhas se faça também sentir:
tenho só que referir que não encontro ter sido a melhor cor a escolhida para o cartaz...