segunda-feira, junho 20, 2016

Aqui:
http://www.csustentavel.com/wp-content/uploads/2016/05/sextas_sustentaveis.pdf
uma série
de interessantes iniciativas, para fazermos um bocadinho para que os tempos sombrios que se aproximam tenham umas migalhas de esperança... como as pedrinhas do pequeno polegar...
Um dos nossos melhores reis (Filipe I, II de Espanha) era devoto de Bosch e adquiriu este, que está no Museu de Arte Antiga:
salvo que até a 20 de Setembro está em Madrid  para a exposição temporária:
"Bosch The Centenary Exhibition" – Museo del Prado, Madrid.

Que boa ocasião para uma deslocação à que poderia ser a capital de uma Federação Ibérica.
Talvez, quem sabe.... agora que a Europa se arrisca a desvanecer-se...

sexta-feira, junho 17, 2016

É um grande acontecimento, no Campo Pequeno, no dia 30.
embora não tenha informação sobre se a corrida irá cumprir (desde logo não no que toca a lide, é certo, infelizmente!) a lógica  e programação das famosas Goyescas de Ronda, mas será certamente, um momento único de uma Praça que desde a sua renovação procura honrar o passado e os seus  tempos de templo.
Lisboa tem vindo a perder os espaços que com o toireio se articulavam para até ela trazerem a ruralidade e o espírito que com ela se articula (como reconheceu o próprio Dalai Lama) por ideias infelizes, semeadas pelo twitter, essa desgraça da democracia, ou com a mesma espessura e sound bytes desse.
Os tempos tem vindo a propiciar novos espectáculos dentro deste seu templar. Agora, dentro de uma jaula costumam estar alguns indivíduos que fazem das suas ideias, sobre alguma vida, dogma de fé.
A vida nos campos, dos quais Lisboa fazia parte, com os quais se articula, com as campinas e montados, tem animais, e tem relações rituais e até religiosas com eles.
Talvez, talvez um dia sejam alteradas, mas será uma perda terrível para o ambiente e a vida e cultura.

terça-feira, junho 14, 2016

Quando estive em funções de vereador ( em Lisboa) a queixa mais frequente e que me levou a mais reuniões foi sobre o ruído, como aliás segundo este simpático livrinho nos comunica, o é a nível nacional.
Neste livro temos uma história exemplar de decisão em julgado, em que sem ter necessidade de medições, e a todos os níveis e até ao Supremo, foi condenado um agressor. Os juízes entenderam, e bem. que o descanso é um direito que não se compagina com os ditames do sonómetro.
O ruído é uma agressão, embora se tenha que enquadrar na paisagem e articular com o silêncio.
Recomendo:
será matéria para um  meu próximo programa nas ondas hertzianas....na Montemuro!

domingo, junho 12, 2016

Estive na organização e posso garantir que eramos mais, muito mais de 2.000, julgo sem errar que seriamos entre 2500 e 3000. Aqui algumas fotos...
foi um momento de festa e de luta. Nunca, mas mesmo nunca a generalidade dos grupos ecologistas nacionais e do Estado espanhol se tinha junto aos partidos políticos que mais próximos estão da causa das energias renováveis, eficiência energética e poupança e na luta contra a nuclear e especificamente contra esta central, velha, com graves problemas de segurança e um historial de crises...



quinta-feira, junho 09, 2016

Na linha da posta anterior, aqui uma excelente iniciativa, para defender esta Terra:http://www.museus.ulisboa.pt/festa-no-museu-2016

Lisboa não existe sem a paisagem, aliás Lisboa é, também, paisagem.
Cada vez temos mais espécies silvestres a rodear-nos.
Eu cresci, na zona do Saldanha, com os meus sonhos cheios de lobos e outras espécies do género...
A terra dos meus avós, Barrancos, ainda os tinha nessa altura.
Hoje é uma espécie em transição, para voltar a ocupar o nosso território.
Para tal um dos alicerces é cuidar da ruralidade e da vida, em todas as vertentes, nessas áreas.
Aqui está um excelente projecto, agora a precisar mais do meu estimado leitor:
http://ppl.com.pt/pt/prj/e-tu-e-eu
https://www.publico.pt/sociedade/noticia/muitas-energias-para-fechar-almaraz-1734485

terça-feira, junho 07, 2016

Chega-me, no momento em que chego do norte e me apresto a andar, andar figuradamente para Cáceres, para o enterro de Almaraz, inch allah!, este livro de um querido amigo e grande caminhante, o caminho é uma espiritualidade que se articula com as nervuras, músculos e ilusão, semeia inquietação...
porque o caminho é desconhecido, cantando descobrimos o seu eco.

domingo, junho 05, 2016

A ainda, no dia mundial do Ambiente, a melhor colecção nacional de livros infanto-juvenis para jovens dos 7 aos 77:

Venho hoje, dia mundial do ambiente, no âmbito da profilaxia social deste blog recomendar duas excelentes revistas.
A mais antiga revista de ambiente da península:
sempre com
 motivos de grande interesse, e ocasionalmente com interfaces com as políticas urbanas.
Este número com notável reportagem sobre o turismo de natureza e observação dos lobos, um artigo sobre o pintor de natureza Melchior d'Hondecoeter e outros sobre clima...
que é tema de um excelente artigo, onde somos informados de "informe" das forças armadas dos E.U.A. sobre os riscos das alterações climáticas, além de um notável ponto da situação do surgimento dos primeiros mamíferos, na:
um dia do ambiente cheio de leituras, caminhadas e prazeres.

sábado, junho 04, 2016

Vale a pena ir passar o fim de semana, prolongado a este zona de Espanha.
A Extremadura, espanhola, tem das mais bonitas paisagens, terras e gastronomia do país vizinho.
E será de toda a utilidade, apesar dos papagaios falantes do nosso Ministério do Ambiente nos mentirem descaradamente, ontem ouvi um dizer que não havia registos de poluição por trítio do/no Tejo... e que as análises seriam permanentes ( 1, uma vez por mês uma técnica vai "de balde" recolher água!!!! a V.V. Ródão), na linha da credulidade do sr. Ministro que acredita no que a maioria do Conselho de Segurança Nuclear Espanhol lhe transmite, a maioria vejam bem, num assunto desta natureza e gravidade.
Bom mas ao arrepio do sentir do Parlamento, unânime!, da Assembleia Municipal de Lisboa, unânime, de órgãos municipais da maioria dos municípios da linha do Tejo, que pressionam o nosso governo para agir junto do governo espanhol ( sendo que excepto 1, uma, todas as forças políticas em Espanha já se pronunciaram pelo encerramento de Almaraz, ficando o nosso ministério do Ambiente e o P.P. espanhol, parte dele desde logo, a serem os únicos que vêem um funcionamento limpo desta central...!),
pois, como dizia acima, será de toda a utilidade de as muitas centenas de portugueses já inscritos para participar nesta jornada se multipliquem...


Há muito que não comprava a revista:
que agora adquiri, alertado pelo meu amigo Raimundo Quintal e o seu artigo sobre a Floresta Laurissilva.
E venho aqui recomendar esta excelente revistinha, com muita informação sobre plantas e jardins e procedimentos a ter com estes. Interessante artigo sobre como combater o escaravelho da palmeira. Não sei se é possível, mas vale a pena tentar.
Uma boa leitura e mais jardins!

quinta-feira, junho 02, 2016

O mês passado deve ter sido, até agora e de sempre, o mês em que fiz mais conferências/sessões seja em escolas, umas 80, seja públicas 7 ou 8, todas sobre o clima e a sustentabilidade energética.
Foi também, talvez, o mês em que as renováveis garantiram, em Portugal continental uma maior fatia da produção de electricidade 3.863 Gigawatt/hora ou seja 75% do consumo.
Talvez seja de manter esta média, com prejuízos para as minhas costas, embora tenha tentado ao máximo transportes colectivos eléctricos, quando possível. Mas pelo menos as da produção, articuladas como foi o caso com contenção no consumo!

Mas a nossa rede de caminhos de ferro já conheceu melhores, muito melhores dias. É fundamental, não percebo a política governamental nesta área electrificar alguns troços, aumentar e revitalizar a circulação noutros e inclusive recriar algumas que por falta de visão estratégica foram retiradas de circulação, seja para mercadoras seja para tipo "metro" rápido.

Em Lisboa também não estivemos mal:



Durante o último mês, 142% das necessidades de electricidade de uma família típica na região de Lisboa foram cobertas/satisfeitas por uma instalação padrão de painéis solares fotovoltaicos.
 Temos cada vez mais e mais qualificados instaladores de painéis fotovoltaicos que são um investimento com amortização cada vez mais curto. Incompreensível que quem e onde se possa esse investimento não seja concretizado!

E igualmente, aí com amortização com prazo de meses!, o térmico. Em Portugal, com o nosso Sol o nosso registo nesta área é 5 vezes inferior, per capita, ao alemão!
Uma instalação média de painéis solares térmicos na região de Lisboa permitiu cobrir 76%, quase 14 m3 de gás natural, das necessidades de aquecimento de águas de uma família padrão.
Já a produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 20 % das habitações de Lisboa, o que tendo em conta a nossa população e número de fogos é muito significativo. 

E já agora... ainda a semana passada, em Bragança, enfrentei-me com uma insensatez do nosso sistema eléctrico. A Câmara Municipal fez um investimento excelente no desenvolvimento do fotovoltaico. Pois é, é penalizada por produzir... a mais. Isto é inacreditável. 
É urgente modificar a legislação e permitir ao sector em auto-produção vender os seus excedentes!
 


Porque raio vemos tantos disparates?
Aqui uma alternaliva:
http://us12.campaign-archive2.com/?u=e78828fb6f5b95307a711754b&id=8ba69612c5&e=d11d3df6d7

sexta-feira, maio 27, 2016

De uma das melhores e mais genuínas editoras portuguesas:
numa das mais espectaculares Casa (s)  regionais de Lisboa!

quinta-feira, maio 26, 2016

Vai-se realizar esta simpática e excelente iniciativa, passando, será precisamente dia 11 de Junho, em Caceres, pela acção ibérica pelo encerramento de Almaraz.
sugiro acender umas velinhas e fazer umas rezas para que não volte a haver incidentes a poluir o Tejo e para que nunca aconteça um desastre de grande envergadura, que obrigue a evacuar as populações da fronteira, ainda por cima em completa míngua de pastilhas de iodo!

quarta-feira, maio 25, 2016

Ontem, em Cacilhas, durante mais de uma hora tracei a linha dos principais problemas ecológicos nacionais, e a sua génese e história. O meu querido amigo Goncçalo Ribeiro Telles foi fartamente referido e as "diatribes" que fizemos para que se viva em Lisboa viva, algumas falharam mas a marca dele ficará não só em espírito. Falei menos do que deveria sobre urbanismo e ordenamento do território, porque me deixei arrastar pelo peso de campanhas e acções em curso, Almaraz, Glifosato, Petróleo. Esqueci mas aqui faço a contricção ( fantástica invenção, que nos absolve de todo o pecado a troco de algo!), aqui venho recomendar, com uma acção associada!, uma espectacular página e um campanha de todo o mérito:http://ultimoanodotua.pt/
Mais vale tarde que nunca!

terça-feira, maio 24, 2016

Um dos sustos da minha vida foi, no inicio dos anos 60 quando acompanhei a minha avô ao mercado do Saldanha. Um nojo, duas ratazanas à bulha por um pedaço de carne que o talhante lhes tinha atirado. Era assim, nessa altura.
Hoje dá gosto ir aos mercados...
as frutas, impecáveis!

Os espadas pretos e o atum, como deve ser.
E o fantástico gaiado...


uma reflexão a propósito de uma visita ao dos Lavradores!

domingo, maio 22, 2016


Incentivado pelo artigo de Alexandra Lucas Coelho, de hoje no Público, fui visitar o Museu de Etnologia e a exposição “Os inquéritos ( à fotografia e território) Paisagem e povoamento".
Vale, vale muito, a pena, a não perder!
Aqui uma fotografia para uma reflexão...



Esta seria uma das escolas particulares para a qual não desdenharia contribuir com os meus impostos.
Agora, numa lógica de Estado-papá, de proteccionimo contra a lógica da sanidade económica e do liberalismo na economia (*), querem os meus impostos para fazer de papá aos filhos família que querem que os seus estejam em colégios de trafulhas que inflacionam as notas ou onde se benzem todos os dias. Não, não, não.
Os papás, que defendem o liberalismo quando não lhes toca o bolso, que façam como os meus, quem não tem dinheiro não tem vícios.
 (*) o relatório da troika, tão seguido e mais noutras áreas, previa cortes radicais nos contratos com estes trafulhas (GPS) e outros. Nada foi feito, antes pelo contrário.

sábado, maio 21, 2016

Em Lisboa temos livrarias extraordinárias, da Bertrand, no Chiado, mal, muito mal remodelada e numa lógica da pedra lascada, onde em menino ia com a autorização dos funcionários da casa ler as B.D.s que enchiam o meu imaginário, à notável Ler Devagar na Lx, à deliciosa Livraria de Viagens, no Poço dos Negros, ou a livraria Férin ou ainda à livraria Francesa, perto do defunto Instituto, ou até a antiga, que saudades,  Bucholz.
Seguindo informação de um dos meus amigos editores fui visitar a Livraria Esperança, no Funchal.
Tinha-me avisado do estendal...
de facto... os livros parece que estão a secar, à espera de ser colhidos....








pendurados por molas, que danificam o produto, e não permitem o manuseio adequado. A livraria salvo essas reservas é esplêndida e os livros têm realce....

Na Madeira o mundo, o verdadeiro, das notícias ainda é mais escasso. Mas 70 pessoas ouviram-nas na Reitoria e talvez uns 35 assistiram a uma aula que os encheu de dúvidas, ou não.
Chego e antes de partir, agora para Leiria e Bragança, ainda com passagens pelo Estoril e Cacilhas, só para os próximos dias, aqui deixo este convite, que me merece nota excelente, e só por estar nesse dia no Porto não honrarei: