sábado, Setembro 20, 2014

Encontrei hoje este simpático livrinho que nos conta e mostra algumas, uma parte infima, das nossas desgraças.
Da nossa incúria, desprezo pelo património que constitui o nosso país, a sua sociedade, história e cultura.
As ruínas em que vamos deixando o nosso património.
O Estado, seja o poder central, sejam as autarquias são, do meu ponto de vista os principais responsáveis pelo abandono e deixa andar em que o nosso passado construído se vai convertendo.

Não há uma política, não há capacidade quando há legislação, não há dinheiro quando há vontade, não há protecção da memória em nenhum dos casos.

Este livro podia ser só sobre Lisboa, onde temos meia dúzia de casos aqui documentados.
Um passeio por Lisboa dar-nos-ia mais de 60! Muito mais.
Lisboa, como o país está em ruínas.
Recomendo este para percebermos melhor:

sexta-feira, Setembro 19, 2014

É mesmo muito importante, sim:


Em Lisboa, mais de 80% das crianças vítimas de atropelamento foram colhidas a menos de 500 metros da escola. 1 em cada 3 vítimas estava a atravessar na zebra, ou com o sinal verde para peões, ou nem sequer estava na faixa de rodagem. Como resolver este problema? “Fechar” as crianças em casa e nos carros dos pais não é solução. Conheça o estudo do desenvolvido para a CML pela Associação Portuguesa para a Promoção da Segurança Infantil. Publicado hoje. Aqui: http://www.cm-lisboa.pt/fileadmin/VIVER/Mobilidade/Modos_Suaves/Acessibilidade_Pedonal/Documentos/Estudos_e_Projetos/Estudo_Segurança_Rodoviaria_Escolas_1o_Ciclo.pdf

quarta-feira, Setembro 17, 2014

Hoje o usufruto dos jardins deve ser radicalmente alterado.
Em Londres, recentemente, e em Washington há mais tempo, e aí pela primeira vez, mas sei que é prática usual por todo o mundo, os jardins são espaços, também de agro-cultura, de produção de verdes e têm grupos deles zeladores, deles responsáveis, escolas ou grupos de moradores.
Os jardins podem e devem ser espaços de produção de alimento e de ervas aromáticas, e nesses ser recuperada alguma ruralidade que da cidade se distancia.
Ainda tentei e cheguei a ter reuniões de trabalho ( na C.M.L.) com uma entidade que trabalha hortas horizontais e que incentiva plantações em espaços públicos, mas também dá apoio a produções de varanda ou terraço.
Na C.M.L. infelizmente há quem em palavras seja admirador de Gonçalo Ribeiro Telles mas na prática renegue ou ignore os seus contributos e os da sua escola.
Aqui dessa onde Gonçalo deixou marca e seguidores um encontro que se anuncia de muito interesse...
os jardins são espaços sociais e culturais!

segunda-feira, Setembro 15, 2014

Força de hábito pedi um pastel, aliás 2, de nata.
O simpático empregado corrigiu. aqui não há, só pasteis de belém.
Únicos:
num tempo chuvoso, entre duas cargas de água, o passar da tarde, um chá e dois pastéis (de belém), para a mesa do canto.


sexta-feira, Setembro 12, 2014

Talvez esta seja a fisioterapia ( Helena Roseta gosta mais de lhe chamar  acupunctura) de que Lisboa precisa, ou também precisa:
colmeias, isso mesmo. Nos telhados, eventualmente também ajardinados, colmeias e apicultores.
Cria-se emprego, gera-se riqueza e combate-se a poluição, além de fertilizar os nossos jardins.
E não me venham com conversa que não é possível, faz-me lembrar o Abecassis quando me dizia que não era possível separar o lixo em Lisboa ou o Zé quando dizia qualquer coisa.
Em Paris, sim em Paris isso faz-se.
Aqui:http://www.terraeco.net/Et-si-l-avenir-des-abeilles-etait,56385.html
pois é. É mesmo verdade, verdadinha. Mel e do bom!

segunda-feira, Setembro 08, 2014

Não compre azulejos nem nas feiras da ladra nem nos antiquários!

Eis o apêlo de Rosa Pomar através de um engenhoso cartaz, em que apela aos turistas para que não comprem azulejos antigos em feiras e antiquários. Também sugere a ideia de um projecto de lei que proíba a venda de azulejos antigos de origem não certificada. Vamos fazer acontecer? (http://aervilhacorderosa.com/2014/09/azulejos/).


Via Inês Barreiros

quinta-feira, Setembro 04, 2014

quarta-feira, Setembro 03, 2014


Foi finalmente concluída a versão para Android/tablet do ebook Água-Fonte de Vida e Energia, que pode ser downlodado aqui:

https://play.google.com/store/apps/details?id=pt.peopleware.ebooks.agua,

a versão para IPAD, assim como as para os dois aplicativos dos restantes 3 livros já foram aqui divulgadas, mas caso as pretendam podem solicitar-me, assim como apresentações dessas nas escolas, do nosso concelho, sem quiasquer custos.
Neste ebook há uma fantástica viagem pelo Tejo, que se conclui, obviamente, em Lisboa!

terça-feira, Setembro 02, 2014

Por vezes as questões de energia são vistas com miras defeituosas, influenciados por dinheiros da nuclear ou dos grandes ganhócios dos fósseis.
É necessário analisar os diversos dados, fazer prospectiva séria ( e não cuspir para o ar, como fazem com  essas miras!).
A evolução das novas energias, modela o quadro das sociedades sustentáveis que aspiram futuro, contrariam as alterações climáticas e reduzem a produção de excreta.
A acção contra o risco nuclear ( chamo a atenção para o último nº da Science & Vie, com capa sobre Acidente Nuclear) deve articular-se com apoio ao desenvolvimento de energias suaves.
Em Lisboa (distrito) os dados do mês de Agosto são estes:
"
Energia Fotovoltaica
Durante o mês de Agosto, 161% das necessidades de electricidade de uma família típica na região de Lisboa foram cobertas/satisfeitas por uma instalação padrão de painéis solares fotovoltaicos.  
Ou seja a produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 508,9 kWh, o que permitiu abastecer todos os seus consumos, os pequenos electrodomésticos, o frigorífico e o congelador do vizinho, veja-se o bom samaritanismo...

Energia Eólica
Geral: Durante a último mês o vento permitiu gerar, em média, electricidade suficiente para abastecer 168 000 habitações, graças à produção de todos os parques eólicos em funcionamento na região de Lisboa.
A produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 15 % das habitações de Lisboa. 

Energia Solar Térmica
Uma instalação média de painéis solares térmicos na região de Lisboa permitiu cobrir 89% das necessidades de aquecimento de águas de uma família tipo durante o mês anterior.
O aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, 16,18 m3 de gás natural, durante o último mês, ou seja  é cerca de 15 euros.
"
A partir de dados que me foram gentilmente disponibilizados pela APREN: http://www.apren.pt/pt/

 




sexta-feira, Agosto 29, 2014

Este ano farei gazeta, por motivos profissionais, mas espero que a presença e preocupação nacional e dos alfacinhas se faça também sentir:
tenho só que referir que não encontro ter sido a melhor cor a escolhida para o cartaz...

quarta-feira, Agosto 27, 2014

Curso de Calceiteiro:



Uma boa oportunidade para aumentar as suas qualificações profissionais. Informe-se sobre esta acção de formação.
Curso de Calceteiro no Centro de Formação FORMUP Benfica
Horário: 08h00 – 14h00 | Inicio Previsto: Setembro
+info: educacao@jf-benfica.pt | Telf: 217 123 000

sábado, Agosto 16, 2014

Ia hoje visitar o  Museu de Arte Popular, em Belém.
Estava lá uma muito simpática funcionária e um securitas...
o Museu,
apesar de ter directora ( paga segundo a função, como é obvio!), apesar de ter espaço (ocupado por uma instalação ridícula! uma cadeira de baloiço que até... virei...), apesar de ter uma loja (com alguns produtos interessantes), o Museu, que já foi uma referência e onde nos breves momentos que lá estive entraram cerca de 10 vistantes!....
não existe, está totalmente, totalmente... vazio!
É um espaço todo, todo vazio, expurgado de todo o seu património, à espera de camartelo???, ou de Godot????
Ao pé está, ou melhor continua, a definhar o jardim das cerejeiras, oferta do Japão à C.M.L., que chegou a motivar intervenção minha em reunião da vereação... e que apesar das promessas do sr. Fernandes... continua a definhar, a definhar...
Este é o país que temos!
Valeu, ao pé, também, a simpatia do empregado dos pastéis de Belém, e é claro a meia dúzia deles!

segunda-feira, Agosto 11, 2014

Energias renováveis...


Energia Fotovoltaica, durante o último mês Julho, 165% das necessidades de electricidade de uma família típica na região de Lisboa foram cobertas/satisfeitas por uma instalação padrão de painéis solares fotovoltaicos.
Ou seja  a produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 519, 2 kWh, o que permitiu abastecer todos os nossos consumos e ainda os pequenos electrodomésticos, o frigorífico e a iluminação do vizinho .

Energia Solar Térmica
Uma instalação média de painéis solares térmicos na região de Lisboa permitiu cobrir 88% das necessidades de aquecimento de águas de uma família padrão durante o mês anterior.
 Ou seja o aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar 16,14 m3 de gás natural, durante o último mês.

Energia Eólica
Em Julho o vento permitiu gerar electricidade suficiente para abastecer 163 000 habitações, só com a produção  dos parques eólicos em funcionamento na região de Lisboa.
 Ou seja a electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 15 % das habitações de Lisboa. 



Carregar no quadro para aumentar!

Com estes dados gentilmente fornecidos pela A.P.R.E.N., não é preciso mira para ver que este é o caminho da sustentabilidade!

sábado, Agosto 02, 2014

Começou hoje, de casa a abarrotar o:
tivemos um dos magos do jazz em Lisboa, James "Blood" Ulmer, que com a Memphis Blues Band proporcionaram momentos e sons de tocar a espinha.
Um fabuloso harmónica e um virtuoso no teclado completaram o mago, com todo o grupo a deixar excelente impressão, ou melhor som, que é o que ainda do corpo inunda os ouvidos!
Um programa cheio de curiosidades, a que por razões de viagens não poderei assistir senão aos saltos... toda esta semana até ao próximo Domingo na Fundação Gulbenkian.
Viva o jazz e o que lhe vai na etimologia!

segunda-feira, Julho 21, 2014

Venha de lá essa nova praça!


A propósito do programa "Uma Praça em Cada Bairro" da CML, um escrito:

«Está a decorrer a discussão pública do programa da Câmara Municipal de Lisboa (CML)designado "Uma Praça em cada Bairro - intervenções em espaço público" (o leitor não sabia que tal existisse? Pois era suposto que já estivesse a ser ouvido pela sua junta de freguesia ou pela unidade territorial da zona, isto se for morador numa das 30 zonas consideradas pela CML como prioritárias, claro, pois se não o for, esqueça), e há que dar os parabéns à CML pela iniciativa, assente esta no que assentar e demore o que demorar a ser concretizada (só em 2017 é que as obras terão terminado, até lá, falta concluir os estudos prévios, fazer algumas intervenções low cost - e como barato costuma sair caro... - e lançar as empreitadas - ai a crise e o exemplo do Capitólio).

É verdade que a ideia não é nova (era uma das medidas constantes no programa de candidatura de Manuel Maria Carrilho à CML, em 2005), mas é muito boa e como tal merece que a acolhamos com entusiasmo.

O programa faz benchmarking do Plaza Program nova-iorquino, que assentava em três vetores: garantir um espaço público de qualidade passível de ser alcançado a pé pelos habitantes num espaço de 15", criar uma «praça» de bairro, e permitir que as organizações sem fins lucrativos propusessem novos espaços públicos - e se as duas primeiras premissas são agora óbvias, a terceira nem subliminarmente falando, pelo menos nesta fase.

No programa, a CML pretende organizar, e bem, "a partir de uma praça, de uma rua, de uma zona comercial, do jardim do bairro ou de um equipamento coletivo existente ou projetado", "um ponto de encontro da comunidade local, uma microcentralidade que concentre atividade e emprego, que se consagre como espaço público de excelência e local de estar, onde se privilegiem os modos suaves de locomoção, marcha a pé e bicicletas, os transportes públicos e onde o trânsito automóvel será condicionado" e, assim, replicar a experiência da Av. Duque de Ávila, que "revolucionou as Avenidas Novas". Óptimo! Há 30 "praças" prioritárias e quase todas são-no realmente. Mas porquê estas e não outras? Ou, por que razão na intervenção prevista nas Avenidas Novas, por exemplo, não consta a requalificação do caótico Largo de S. Sebastião da Pedreira, resgatando-o para os peões e criando um espaço verde. E, na da Av. Roma, não se aproveita para arborizar os passeios junto aos prédios cinzentões da Av. dos EUA, tórrida durante o dia. E porque se esquecem do Largo Rodrigues de Freitas e da zona defronte à Igreja do Menino Deus, ou da Av. Joaquim António de Aguiar e da Morais Soares? Aguardemos.

Voltando ao que está no programa, será desta que o Largo da Boa-Hora, à Ajuda, deixará de assistir àquela gincana diária, perigosíssima para peões, automobilistas, elétricos e autocarros; e que o Calvário deixará de fazer jus ao nome, passando a contar com um espaço pedonal, árvores, sombra e, talvez, mais calma.

Tal como é de aplaudir a CML por tentar refazer o Largo do Rato, ainda que tal se revele um quebra-cabeças (elétrico 24 à parte, que finalmente parece prestes a circular). O mesmo em relação à Praça da Figueira, ainda que aqui seja muito mais pacífico por o que haver ser central e mau de mais. E no Largo do Leão, em que, depois do "tufão arboricida" de há meses, tudo o que vier será bem-vindo.

Já no Saldanha (e convinha que alguém se lembrasse do palacete do n.º 1) e nas Picoas a coisa será ainda mais simples, mesmo que à custa de algum cláxon, que o popó não vai gostar de ter canais rodoviários mais estreitos nem de ver substituídos lugares de estacionamento (especialmente sob as fabulosas tipuanas do Saldanha), por mais árvores e esplanadas que coloquem, imagine-se, coisa indecente; dirão os amigos da mobilidade poluidora.

Finalmente, algumas chamadas de atenção:

O que se entende por pavimento "unificador" (ex. Benfica)? Vai ser tudo betuminoso, em vez de calçada? E as lajetas previstas para Av. Igreja e Av. Roma são para demarcações patéticas como as que agora delimitam algumas zonas 30?

Muita atenção, por favor, aos candeeiros, bancos, bicas e papeleiras, pois cabe ao projeto adaptar-se ao local e não o contrário. Evite-se a aberração modernaça das intervenções recentes no espaço público.

Atenção ainda às intervenções de terceiros, que podem deitar tudo a perder, desde a colocação à toa de múpis às valas que se abrem ad hoc (ex.: no Rossio, a Carris, quando instala os temporizadores eletrónicos, deixa o piso como se Lisboa tivesse toupeiras).

Mas venham de lá mais praças, sim.»