(Lucas, VI, 39.)
O Carmo e a Trindade
Quarta-feira, Junho 19, 2013
(Lucas, VI, 39.)
Segunda-feira, Junho 17, 2013
http://cidadanialx.blogspot.pt/
dito tudo, ou quase tudo o que em Lisboa importa sobre a conservação da memória e dos marcos, estruturas que a fazem, fizeram no tempo e no espaço.
este quadro, que penso já aqui ter publicado, noutro enquadramento, devia merecer tese sobre a matéria.
O tempo e a sua evolução, na paisagem e no social...
E agora férias, olé!
Salvo alguma urgência...
Uma cândida candidatura
1 - Antes de mais, porque políticos, jornalistas e comentadores já decidiram que as eleições autárquicas não são para escolher autarcas (!!!), mas sim para votar a favor ou contra o governo (como sucedeu com Guterres e, noutro contexto, com Durão Barroso nas europeias). Se assim for (e tudo indica que sim), tire-se daí o sentido.
2 - A alternativa (o PSD, sozinho ou acompanhado pelo CDS) está mais do que desacreditada. Veja-se o que Santana Lopes fez como vereador da Oposição: NADA e, ultimamente, até ia desistir (se já o fez ninguém deu por isso!), alegando falta de tempo!
3 - Ao avançar com Fernando Seara (nas condições adversas que se conhecem), o PSD deu um sinal de imaturidade. Além de que não se ouve ao candidato uma ideia concreta sobre os problemas concretos que infernizam a vida do cidadão de Lisboa.
.4 - Apesar do caos em que a cidade está, os lisboetas-típicos mostram-se satisfeitos (ou, no mínimo, conformados) com o status-quo:
Ando nas ruas, percorro a cidade a pé de uma ponta à outra, e não os vejo seriamente preocupados com o lixo, os arrumadores de carros, as sarjetas entupidas, o estacionamento caótico, os buracos nas ruas, as calçadas desfeitas ou desfiguradas, as marquises clandestinas, os sem-abrigo, os pedintes profissionais, os contentores desaparecidos ou não despejados, os grafitos (mesmo em monumentos nacionais!), o espaço público ocupado com publicidade, os prédios a cair, os jardins públicos vandalizados, os sacos de plástico e os jornais 'voadores', as cargas e descargas anárquicas, os excrementos de cão, os tocos de árvores, as ervas daninhas, as faixas BUS e as paragens da Carris ocupadas com carros particulares (e até por uma escola de condução!), as caleiras sem tampas, etc., etc...
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Conclusão: Os lisboetas de hoje têm exactamente o que escolheram, e tudo indica que assim continuará a ser. Podem, pois, limpar as mãos à parede - isso, claro, se encontrarem alguma que esteja limpa!
Quinta-feira, Junho 13, 2013
Em Lisboa só há, neste momento um candidato a sério. António Costa.
Claro que temos aquela brincadeira do Bloco e um desconhecido da JCP e um candidato que não é candidato da direita, e terá que (quando?) ser substituido pelo substituto.....
Embora continue a viver e trabalhar parcialmente em Lisboa voto na terra, dos meus ancestrais, onde a situação é quase tão infeliz como esta. Para já em Barrancos, ainda não há candidaturas, pelo menos, capazes.
Sem qualquer duvida, a não ser que repetisse o que João Soares fez ao não fazer campanha, o Presidente está decidido e eleito.
Julgo que seria importante tê-lo sem maioria absoluta, como teve neste mandato, mas tenho que dizer que não votaria em qualquer dos que se adivinham neste momento.
Como já tenho escrito, aqui e acolá, o sistema eleitoral autárquico é mau, muito mau. Um resquício de outros tempos, sem pés nem cabeça e que tem sido fonte, base da enorme corrupção política, tráfico de influências, financiamento dos partidos políticos, sacos azuis, mais corrupção, elemento estrutural do piorio que se tem feito pelo país em termos de destruição do património, dispilfário de recursos e degradação da paisagem.
Pior só o Alqueva....
E, apesar disso, tenho-me envolvido aqui e ali, na expectativa de colocar um pauzinho, ou um pouco de palha, nas engrenagens, sendo que vou sendo triturado sucessivamente pelas iniciativas em que me envolvo, sem culpa nem arrependimento meu.
Infelizmente em Lisboa, e na generalidade do país, não irá haver candidaturas independentes, não há Porto de acolhimento nem sociedade civil que se mobilize, e também contra os obstáculos e desigualdades de facto que se colocam às candidaturas, verdadeiramente cidadãs, e nas dos partidos, em bem poucas se vê decência e qualidade, mas aqui e ali vai surgindo alguma, é um facto, enquanto que nas "independentes" vemos da pior escória....
Bom estou quase a ir de férias, com o fim do ano escolar e as conferências com que animo escolas e colectividades ou associações.
Levo dois livros para acabar na bagagem e duas mãos cheias de leituras. Talvez me ligue e talvez não.
Desde já, como tenho feito ultimamente, em diversos locais, aqui deixo um livro de sonho, de construção da língua e de denúncia, de manipulações e de "gestores" (recordo o hilariante reino do Sancho Pança, na tal ilha...).
Que haja sonho,,, dedaixo da triste realidade que temos que enfrentar...
Terça-feira, Junho 11, 2013
http://signos.blogspot.pt/search/label/M.S.T.
e aqui, na excelente exposição World Press Cartoon ( e excelente, e de alto nível, a mostra da história da "charge", como no Brasil chamam ás ilustrações)
Sábado, Junho 08, 2013
Quarta-feira, Junho 05, 2013
Terça-feira, Junho 04, 2013
Bom dia desse.
http://signos.blogspot.pt/search/label/Sol
esta,,, a "capa",
As Avenidas Novas
‘Avenidas Novas’ são as que foram sendo desbravadas do Saldanha ao Campo Grande, a ritmo variado, por três eixos ora designados Av. da República, Av. Defensores de Chaves e 5 de Outubro, após o boom da Av. da Liberdade e da construção do ‘brasonado’ Bairro Barata Salgueiro e dos ‘burgueses’ Camões e Picoas. A semelhança conceptual com a Baixa Pombalina é evidente: traçado feito a régua e esquadro, uma cidade que cresce do rio para o rural, com vontade de exibir progresso.
Hoje, como ontem, as Avenidas Novas refletem a nação: disparidade de gosto, bolsa e engenho, caos urbanístico, transposição sui generis do que se faz ‘lá fora’; desprezo da memória coletiva e do Património. Mas ainda nos resta muito do Plano de Ressano Garcia: os arruamentos à la Haussmann (luminosos, em que ‘se respira’, com muitas árvores, etc.), e prédios que ombreiam com os lá de fora. Já as frentes de quarteirão que restam intactas são as da frente norte do troço Duque d’Ávila entre a Av. República-Defensores Chaves, a da frente da Versailles, a da ‘moldura’ do Campo Pequeno. Se nos lembrarmos que o Plano nasceu em Oitocentos e que só nos anos 30 do século passado se preencheu a malha ‘desdentada’, fruto das nossas costumeiras debilidades sócio-culturais-financeiras, então nada disto é novo e nada mudou.
Século e meio de construção soluçante, em ziguezague, ao sabor do momento, que sujeitou as Avenidas Novas a descontinuidades e mudanças de rumo que resultaram em sucessivas vagas de abate e reconstrução: vivendas garbosas e edifícios ecléticos que viraram luxuosos prédios de rendimento, que virariam, já no Estado Novo, em prédios mais acessíveis, de pendor modernista. Ora se esmerava na construção, com arquitetos como Ventura Terra, Norte Jr. ou Miguel Nogueira e construção de boa cepa, fachadas e interiores deslumbrantes (um ‘preciosismo’ de Ressano sobreviveu até há 15 anos: os edifícios de gaveto rematavam sempre o quarteirão com fachadas arredondadas, evitando estéticas agressivas); ora se construía mal e depressa, com consequências perversas, hoje à vista de todos. Depois, os terríveis anos 60-70.
Ei-las, as Avenidas Novas, numa encruzilhada: sem proteção legal, enxovalhadas pela autarquia, reféns da especulação, vítimas da sua própria opulência (muitas assoalhadas, áreas de serventia, logradouros...). Já só resta a quem não se resigna ao alumínio e à fachada em espelho, lutar prédio a prédio pela preservação dos estuques e das madeiras exóticas que ainda existem, das cantarias e do ferro forjado que se recusam a desmoronar. É bom que a Freguesia das Avenidas Novas faça pelo nome.
Domingo, Junho 02, 2013
E tenho que deixar o meu veemente protesto para com o Executivo da C.M.L. por até agora ( e se me escapou peço desculpas!) não ter tomado uma posição, um protesto desde logo, perante esta insidiosa acção de fecho das estações do correio, na cidade, e sem qualquer aviso prévio (o que desde logo revela a maior má fé) por todo o país!
Mais que as paróquias/freguesias que tem por função tratar dos enterros, o encerramento dos correios é o fecho do país.
lembrei-me deste filme em que a sobrevivência dos U.S.A. se articula com a manutenção do serviço postal.
De facto para a manutenção e sobrevivência socio-cultural do território os correios (que em Portugal se estruturam com o Estado/nação nos finais século XIX) são fundamentais*.
Hoje uma lógica de boa administração deveria, integrando outros recursos (por exemplo polos de internet ou afins) ser uma das âncoras do território.
As estações de correios são (e não são as floristas ou super-mercados que as substituem) elementos fundamentais de referência para o Estado e da confiança dos cidadãos nesse.
Nem sequer há discussão sobre o assunto!
Mas hoje a lógica financeira (e mesmo essa sem quaisquer rigores ou análise de casos!) prevalece, mas é inconcebível que uma das funções do Estado (que é assegurar a ligação entre os que o constituem) seja com esta leviandade encerrada.
Aqui, hoje, esta nota.
* Bem sei que desde, talvez, o século XVI houve Correio-Mor, mas com outras funções...
Sábado, Junho 01, 2013
Quinta-feira, Maio 30, 2013
Por isso trago aqui esta foto, do terminal de abastecimento graneleiro da central Tejo, em meados do século passado.
Os tempos mudam. A central é hoje um museu e obra de referência da cidade. Infelizmente de uma linha de rio onde se continuam os atentados.
E sobre energia vale a pena dizer alguma coisa.
Desde logo em relação aos transportes.
Continuamos a aposta (???) nos carros electricos errados. Denunciei desde o inicio a socratada dos carrinhos eléctricos, que estão longe de estarem em condições de desenvolvimento e são ambientalmente desastrosos e acho absurdo que novas apostas em locomoção não poluente ou menos continuem na gaveta. E sistemas de diminuição da velocidade do transito! Esse um desafio para a próxima vereação.
E a reciclagem (também dos óleos) que deixou de existir na cidade de Lisboa, em geral, deveria ser reenquadrada, que o sistema porta a porta não basta!
E os oleos usados e regenerados deveriam ser estimulados, desde logo na frota municipal!
Também em relação ao consumo se tem que fazer mais.
Agora que o governo se prepara para acabar (com a desculpa habitual) com o sistema de certificação energética e ambiental dos edifícios deveria a C.M.L. adoptar uma postura clara de incentivo a esta e ser mais firme na fiscalização.
E também desenvolver novos sistemas de gestão da iluminação pública.
Segunda-feira, Maio 27, 2013
Ou...
Domingo, Maio 26, 2013
Agora uma excelente exposição de burricos.
Hoje houve tertúlias, suculentas e música de Miranda.
Amanhã há mais e também burros a acompanhar, e este é dos que já lá estava hoje, na Lx Factory:
e apoie a AEPGA(http://www.aepga.pt/), que só os outros burros é que não aprendem.
Sábado, Maio 25, 2013
" As árvores têm uma situação de existência cultural"
pois o vereador Fernandes anda a improvisar nessa área da cultura.
Mais uma razia, na zona da Barata Salgueiro,
ou será que as árvores estariam doentes,,, e agora rebentaram todas exuberantes?
ou será que é uma nova instalação?
ou será que é somente porque cultura é o que não há por aqueles lados?
Peço desculpa pela quantidade de fotos, mas poderia colocar ai umas 50....
todas diferentes, todas iguais!
1.
2.
esta 3. com o lixinho... habitual.
Sexta-feira, Maio 24, 2013
Att. da próxima campanha #10

Logo me avisara o meu bom amigo DPA quando, inflamado, eu discuti com ele pela primeira vez esta coisa dos crimes urbanísticos aprovados por este e por aquele: «Olhe que o pior, mesmo, é a trafulhice do pós-aprovação. Muito raramente o que é construído corresponde ao que foi aprovado. É nas ‘alterações durante a obra’ que reside o busílis da coisa: a ‘vírgula’ a mais ou a menos no texto da memória descritiva, que faz com que haja nova ‘interpretação’. A alteração que escapa ao escrutínio da hierarquia. A fiscalização que vira ‘ceguinha’. A parede interior que é derrubada por ‘engano’. Os estuques que caíram ‘acidentalmente’. Os embutidos que foram esburacados pelo ‘caruncho’. As telhas que o ‘vento’ levantou e que resultaram no apodrecimento dos tectos e tornaram impossível a sua recuperação. As janelas que se abriram com o ‘vento’. Os fogos que se acenderam ‘espontaneamente’. O projecto que vira de hotelaria quando foi aprovado para habitação. Etc. Lembro-me sempre deste meu amigo quando assisto ao que se passa, por exemplo, na Duque de Loulé e vizinhanças.
Quinta-feira, Maio 23, 2013
Não percam, o filme da abertura e o dialogo com o realizador foram momentos especiais, a
"
A Judaica – 1ª Mostra de Cinema e Cultura
é o primeiro certame de temática judaica que
se irá realizar em Lisboa, no Cinema São Jorge,
de 22 a 25 de Maio 2013, com ênfase na
exibição de estreias absolutas e enriquecido
com uma série de actividades culturais paralelas.
Pela sua inegável relevância, o evento mereceu
o melhor acolhimento da Câmara Municipal
de Lisboa, da EGEAC-E.M. e do Cinema São
Jorge, como co-produtor.
Para além das longas-metragens e dos
documentários que irão ser exibidos, a Judaica
contará com a presença de Radu Mihaileanu,
Dina Zvi-Riklis e Eran Riklis, que viajam até
Lisboa para apresentar os seus filmes.
Igualmente importante será a realização de
sessões para escolas e famílias, com a exibição
de A Mala de Hana, um documentário com
uma profunda mensagem pedagógica e que
conta com o apoio da Associação Memoshoá.
Destaque ainda para os debates que serão
realizados em torno de questões de grande
interesse, nomeadamente sobre Hannah Arendt
e o seu Eichmann em Jerusalém, e Freud
e o polémico Anti-Freud.
Na festa de encerramento haverá um concerto
de música Klezmer pelos fabulosos Lisbon
Klezmer Brass que, sem dúvida, encherá
a Sala Montepio com entusiastas que venham
sentir, ao vivo, a alma e o espírito do que esta
Judaica representa.
"











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