terça-feira, janeiro 21, 2020

2 conceitos, infelizmente muito afastados da nossa realidade (do espírito) que somos nós e as nossas interacções.
Isonomia, quer dizer uma efectiva participação cidadã no processo de decisões políticas. Nada está mais longe disso que o simulacro de democracias em que vivemos, em que o voto de 4 em 4 anos elege uns tronhos para fazerem o que o capital e os financistas deste querem.
Isegoria, quer dizer o direito a uma informação clara e suficiente e à livre expressão que mediante dialogo insira o cidadão no processo político. Infelizmente estamos nas mãos dos Cofina; ver ontem o telejornal da TVI, onde MST faz figura de corpo presente, as ignóbeis manipulações e execráveis declarações, trapaceiras e mentirosas de vários personagens, quais Dos Santos; mostra-nos claramente o nível de perversidade em que nos estamos a deixar envolver. Seja sobre o aeroporto, seja sobre o regadio, e a água, seja sobre o Alqueva. Mentiras, mentiras, mentiras e grosseiras manipulações.
E as alterações climáticas continuam o seu curso....

segunda-feira, janeiro 20, 2020

Fui fundador da A.L.O.O.C. (Aliança Livre de Objectores/as de Consciência) e só posso dizer que recomendo, sem subterfúgios, também pela qualidade das paisagens, desempenho dos actores e realização sóbria, este filme:
uma história, longe de ser única, de uma oposição não violenta ao nazismo e ao seu totalitarismo de pensamento, para o qual a ética e valores morais eram intoleráveis.

domingo, janeiro 19, 2020

Lembrei-me do #Banqueiro Anarquista# de Fernando Pessoa nesta leitura, deliciosa:
Max Aub é um escritor nas bordas do surealismo, mas nas bordas dele mesmo.
Um grande escritor!
Novos doc!!!
http://www.eda.pt/Mediateca/Publicacoes/Paginas/Manuais-Escolares.aspx#
recomendo o download do pdf.
Foi um trabalho, seja na parte do Continente (disponível no site da APREN), que nos envolveu, tanto com a excelente equipa da APREN, como com diversos responsáveis nos Açores, e que nos deu muito prazer.
Escusávamos era de saber (mas já nos tinham informado) da enorme ignorância que grassa pelo Ministério da Educação e a incapacidade de quem o dirige, mas esse  é outro filme.

sábado, janeiro 18, 2020

Avanços, por aqui e por acolá, na luta pela legalização das drogas. E a sua regulamentação e fiscalização médico-sanitária, assim como controle de qualidade e observância de preços, incluindo as taxas, impostos sobre o processo de compra/venda.
E claro alterando os paradigmas, a lógica de repressão e de política criminal, passando a quadros normativos legais e funcionais.
Nos U.S.A. está quase a ser legalizada e integrada a Cannabis, no sistema.
Depois, bom depois ou estamos aí, ou estamos aí!

quinta-feira, janeiro 16, 2020

Saí hoje no Publico online:

Pensando como uma montanha *

1-Desmascarando os Pinóquios:
Vamos ser claros, NÃO VALEM DE NADA os DISCURSOS CONTRA AS ALTERAÇÔES CLIMÁTICAS, dos nossos governantes quando não põem em questão o modelo de desenvolvimento, a lógica produtivista, mais, mais, mais minas aqui e acolá (e quanto mais cavam mais CO2 emitem!) e sobretudo sem equacionarem uma alteração da estrutura e do volume do tráfego aéreo, sem diminuir, diminuir mesmo o número de aviões nos ares, e desde logo reduzir as aterragens. Logo mais aeroportos ou alargar os existentes, sem quaisquer estudos de impacto ambiental como está a ser feito na Portela e sem uma planeamento global, é incrementar as emissões e logo estar do lado dos mentirosos descarados e dos palavrosos sem consistência.
E, será que ignoram que a curto prazo haverá taxas, muitas!, sobre o transporte aéreo e é impossível que este continue excluído dos cômputos de emissões. Essa questão não tem, infelizmente sido tida em conta, porque o som de casino em que estamos mergulhados não deixa ouvir a montanha.
2-De disparate em disparate:
Sobre o Montijo está tudo dito. Não haverá aeroporto no Montijo. As razões ambientais são esmagadoras e só a construção civil e sectores financistas é que continuam a alimentar essa ideia. Não haverá por questões ambientais, de conservação da natureza e observância das leis nacionais e internacionais, pelo ruído que deveria levar à deslocação do Montijo e arredores, e porque (mas como é que ninguém se lembrou de tal?) porque a aviação civil não tem condições de aterragem aí, e embora a hipótese de hidro-aeroporto esteja na calha não há já aviões para ela adaptados.
Alcochete é um erro, igualmente, mas sobre esse não nos vamos detalhar. Já sobre Alverca, invenção de um comentador político,  os problemas ambientais são parecidos aos do Montijo, embora aí pudessem aterrar meia dúzia de aviões.
Nenhuma destas alternativas é solução.
3- E então quê?
Seria, segundo os nossos melhores especialistas (porque raio estão calados?), a solução integrada do Poceirão/Rio Frio, com um comboio em condições, seria a ideal. Mas não alteraria o paradigma. Passamos adiante.
É necessário diminuir o tráfego aéreo, já. Porque estamos a afogar-nos num turismo degradante e degradador da nossa capital, causador de muitos problemas, seja na habitação, nos recursos e no bem estar dos alfacinhas.
É necessário, desde já afastar da Portela o alargamento e já, mas já mesmo, afastar desta os low-costs. Temos a solução pronta em 4 meses. Monte Real, e um investimento na rede ferroviária, melhores comboios e mais. Em Londres já aterrei a mais de três horas do centro. De Monte Real a Lisboa talvez uma hora, ou menos.
Tal aliviaria desde já a pressão, que tem, tem mesmo que diminuir, e criaria condições para planear um aeroporto para longo curso (sendo que uma mini –Portela, com restrições de horário poderia manter-se para voos na UE).
Essa já existe (e achámos que a sua construção havia sido um elefante branco!). Em Beja temos já um aeroporto internacional pronto, prontinho, faltam as ligações. Mas será que não temos políticos capazes de articular outro desenvolvimento do nosso país que passe por uma ferrovia em condições, Lisboa/ Madrid/ Beja/Sines/Badajoz, não esquecendo Monte Real e o Porto, etc, pontos nevrálgicos para uma alternativa sustentável e essa sim em linha com o que dizem e não fazem. Lutar contra as alterações climáticas, pensar como uma montanha.
António Eloy
do Observatório Ibérico Energia
Florival Baiôa
do Movimento Beja Merece Mais.
* Título pirateado a uma obra fundamental de Aldo Leopold

segunda-feira, janeiro 13, 2020

Vergonhoso. Reparem sem estar assinado, com o carimbo de pernas para o ar, infringindo a lei:
terá sido um ignorante que colocou isto?
O Reservado o Direito de Admissão deixou de estar em vigor no fim do Estado Novo e apesar de violar o artigo 13.° da Constituição (Princípio da Igualdade) ainda foi usado durante mais alguns anos.
E
liberdade de acesso é uma regra estruturante do alojamento turístico

Uma das traves mestras da legislação turística é a da liberdade de acesso aos empreendimentos turísticos. Ou seja, todos os cidadãos podem aceder livremente aos empreendimentos turísticos (art.º 48.º do RJET) pelo que restrições como “reservado o direito de admissão” são incompatíveis com esta regra estruturante do alojamento turístico.

A recusa de acesso ou de permanência só pode ter lugar quando a pessoa perturbar o funcionamento normal do empreendimento turístico.
Mas mais :
site da HISA
A expressão "reservado o direito de admissão" não tem suporte legal. É livre o acesso aos estabelecimentos de restauração e de bebidas. No entanto, pode ser recusado o acesso ou a permanência a quem perturbar o seu funcionamento normal, designadamente, por não manifestar a intenção de utilizar os serviços; penetrar em áreas de acesso vedado; recusar-se a cumprir as normas de funcionamento privativas do estabelecimento (desde que essas normas sejam devidamente publicitadas); ou que se façam acompanhar por animais (desde que essa proibição seja devidamente publicitada). Também pode ser vedado o acesso quando o estabelecimento tem uma reserva temporária de parte ou da totalidade do espaço (casamentos, baptizados...).

Trago isto aqui, porque não é um problema local, embora cada vez isto seja mais raro, seja pelo mero bom senso e bom discernimento.
Não há, desde o 25 de Abril locais que possam discriminar o direito de admissão!!!
Já o melhor dos Marx dizia que não seria sócio de um clube que o aceita-se como tal!

domingo, janeiro 12, 2020

Um filme que deveria ser obrigatório nas Escolas de Comunicação Social e para os recrutas, e o pessoal senior das procuradorias e da investigação criminal.
Os direitos dos cidadãos pisoteados, a cáfila em busca de presas e de titulares, a polícia em defesa do estatuto e desculpabilizando os seus erros... enfim, há 20 anos como hoje....

sábado, janeiro 11, 2020

Tenho que confessar (me) que é uma leitura perdida no tempo o "Elogio da Loucura" de Erasmus.
Outros, muitos outros discursos ou não, se têm vindo a sobrepôr (e Voltaire um pouco mal tratado aqui por Zweig...), mas ao ler esta biografia, que exalta o espírito anti-fanático, humanista e europeísta, avant la lettre, fico rendido a este personagem e à releitura da sua "loucura".

os labirintos da escrita deste mestre, e também a sua falta de ousadia, não lhe retiram o mérito e a grandeza!
Mudámos as Notícias!
Agora com registo e mais qualidade! e sempre a mesma atenção e cuidado.
Podem visitar e inscrever-se!
https://obseribericoenergia.pt/index.php
não se irão arrepender!

quinta-feira, janeiro 09, 2020

Enganei-me. Afinal tudo indica que com o apoio de muita poncha (terá sido metida pela goela do PCP e do PAN?) e depois da teatrada da actriz do Bloco (aquele -agarrem-me, mas agarrem-me mesmo, senão eu bato-lhe, foi impagável, mesmo!-), parece que as contas do Estado (mais despesa inútil, aeroportos e minas, menos investimentos sociais, saúde, educação, ambiente!, pois se vão todos para as ditas) irão ser aprovadas.
Vivemos a ser enterrados no ridículo.
E não sei se devemos rir ou chorar, num país onde até uma apresentadora, que mostra o corpinho em "paraísos" tropicais e não tem nada no pensamento, acha que pode ser presidente da republica....
 vamos catar os resíduos....com poncha aguenta-se melhor!

terça-feira, janeiro 07, 2020

A edição, felizmente, tem vindo a melhorar...
Hoje entre uma conferência e uns trabalhos leio este:
tradução medíocre, e um livro sem nada, ou melhor a que falta um (qualquer) enquadramento. Mas mostra meandros da diplomacia....

segunda-feira, janeiro 06, 2020

Passam 5 anos, parece que nunca aconteceu, ou gostaríamos de poder ignorar que existiu esse dia, esse momento.

este foi o número do Charlie Hebdo que seguiu o massacre na sua redacção.
Não há tristeza que passe.

sábado, janeiro 04, 2020

Julgo que o próximo orçamento só tem, a não haver alterações muito substanciais, um caminho.
O chumbo, e o país em 2020 a duodécimos.
E um ano sem rumo, talvez a anteceder outro de novas eleições, legislativas.
Vivemos entre ficções e não se vê sombra de bom senso, seja onde seja.
O governo pesporrente, uma oposição de direita lamentável e de esquerda troglodita, não ha ninguém com pés e cabeça a pensar.
E não se vê, nem no horizonte, qualquer alternativa.

aqui a ansiedade e um grito de Munch.
Chegou-me hoje ás mãos este DVD que recomendo, fortemente.
É um dos melhores filmes de, sobre jazz que conheço, além de um muito bom enredo e direcção.
um sax, do outro mundo!
E aqui:
https://vimeo.com/221061645

quinta-feira, janeiro 02, 2020

José Mário Branco - Cantiga para pedir dois tostões




https://youtu.be/S1ciV-QCRqU

Hoje, comboios, e memórias:
https://elpais.com/elpais/2019/12/13/eps/1576257024_573186.html
o tempo passa, o tempo fica.
Não há tempo a perder:
https://www.publico.pt/2020/01/02/mundo/opiniao/politizacao-clima-1898937
este artigo sóbrio e seco do meu caro amigo Nuno S. Teixeira.
Temos que agir já, mas o que vemos são muitos discursos, e mais aeroportos, mais minas, e menos comboios, menos espaços verdes, menos biodiversidade.
Os discursos estão cada vez mais irreais, e as políticas cada vez menos sustentáveis.
Só vemos e ouvimos disparates, e ou mentiras , e agora que o correio da manha tomou conta da TVI, que me dizem já estava a um nível do piorio, a expectativa baixa.
A concentração dos média e o domínio destes pelos capitais financeiros e pela publicidade, é outra face da adulteração em que nos mergulham.
O O.I.E. irá, para tentar contrariar este estado, surgir no início da próxima semana renovado e dar um sinal, um primeiro passo para uma nova forma de organização.

domingo, dezembro 29, 2019

Um filme (DVD) notável.
Bem estruturado, ligação imagem real e desenhos/animação de alta qualidade, adaptação excelente de crónicas de um Grande Repórter Ryszard Kapuscinski (Ricardo) sobre o que poderia ter sido uma catástrofe maior, a tomada de Angola pelo regime do Apartheid.
Um filme que nos faz regressar....
a um tempo que não volta, nem em bonecos.

sábado, dezembro 28, 2019

Uma estória com toda a actualidade, sobretudo na crítica radical ao jornalismo de sarjeta que cada vez mais domina a nossa comunicação social, falta de qualquer deontologia, sem princípios nem valores e ao arrepio do próprio código deontológica,o que hoje é papel para o coiso.
no teatro da Trindade, uma excelente encenação, bons actores e bailarinos e razoáveis cantores ( há que afinar melhor algumas partes que se tornam inaudíveis na articulação com o jazz da notável banda).
Um espectáculo que deveria levar muitos a questionarem o seu trabalho, que conduz aos popylismos em que nos vamos atolando.