Quarta-feira, Junho 19, 2013


INACREDITÁVEL!
C.M.L., em fim de mandato, cria mais um Tacho para um boy!

Já no caminho para o aeroporto, não posso deixar de fazer uma colocação.
E peço desculpa do bold, mas também são estas coisas que me fazem passar dos carretos!
Sou informado que foi criado mais um inútil tacho, com as mordomias e serviços e assessores e etc. para um boy.
Regresso ao passado.
No primeiro mandato (redondo e continuando Abecassis) de Jorge Sampaio, este decidiu criar um tacho, também inútil, mas para uma pessoa, no caso, categorizada o Eng. Costa Lobo, provedor do cidadão.
Julgo que foi extinto, e bem, mto bem, pelo João Soares.
Era um cargo inútil, que produzia inúteis recomendações, e se limitava a balbúcios generalistas. Não serviu para nada e só atrapalhou o exercício da cidadania, com folclore.

Sou informado que agora decidiu a C.M.L., em fim de mandato! ( será que o boy nomeado e as prebendas acabam com o mandato?) criar um provedor... para o animal. Isso mesmo o animal.
Passo-me.
Será que é para fiscalizar os animais que deixam os seus dejectos nos passeios e parques infantis?
Será que é para fiscalizar os animais que sujam, sem eira nem beira, os muros e monumentos históricos (e classificados!) da cidade com os seus gatafunhos?
Será para fiscalizar (como o outro tentou...) a envelopagem animal que continua a proliferar pelos serviços?
Será que é para fiscalizar a continuação da alimentação dos ratos do ar?
Será que é para fiscalizar os grunhidos que continuam a inundar a cidade e tirar o sono aos seus habitantes até altas horas da noite?
Ou será, será, será mesmo mais um tacho, e tachinhos para um desempregadeco do partido?
Vou passar uma semana à Europa, onde não há provedores da animalagem, olé!

Volto em Julho, disponível para (ainda temos um mês!) alguma lista de cidadãos independentes, a sério!
Acabar com a maioria absoluta (e sou informado pelos jornais que Helena Roseta vai continuar a fazer parte dela, pelo menos é algum grão...) com alguma decência, projectos, ideias e sobretudo ética!

 “Porventura pode um cego guiar outro cego? não cairão ambos no... barranco?
(Lucas, VI, 39.)
 Só vemos bem com o coração.



Segunda-feira, Junho 17, 2013


De um salto em Lisboa, também por questões gastronómicas (ontem estive numa simpática mostra gastronómica em Paço d'Arcos, que já serviu de montra... eleitoral...) venho, como digo de passagem, esclarecer porque me têm perguntado  (inclusivé é um tópico/comentário), que pessoalmente me ocupo de ambiente, cultura e política, e de coisas que estão com elas relacionadas, embora profissionalmente trabalhe para empresas de produção de "energias renováveis", e que o património me merece atitudes, que não repercuto aqui, ao contrário de outros temas, por estar, e bem, muito bem aqui:
http://cidadanialx.blogspot.pt/
dito tudo, ou quase tudo o que em Lisboa importa sobre a conservação da memória e dos marcos, estruturas que a fazem, fizeram no tempo e no espaço.
este quadro, que penso já aqui ter publicado, noutro enquadramento, devia merecer tese sobre a matéria.
O tempo e a sua evolução, na paisagem e no social...
E agora férias, olé!
Salvo alguma urgência...

Uma cândida candidatura

Esta candidatura parece ser uma pura perda de tempo e de recursos políticos, pois António Costa está antecipadamente reeleito - embora não pelos melhores motivos:

1 - Antes de mais, porque políticos, jornalistas e comentadores já decidiram que as eleições autárquicas não são para escolher autarcas (!!!), mas sim para votar a favor ou contra o governo (como sucedeu com Guterres e, noutro contexto, com Durão Barroso nas europeias). Se assim for (e tudo indica que sim), tire-se daí o sentido.

2 - A alternativa (o PSD, sozinho ou acompanhado pelo CDS) está mais do que desacreditada. Veja-se o que Santana Lopes fez como vereador da Oposição: NADA e, ultimamente, até ia desistir (se já o fez ninguém deu por isso!), alegando falta de tempo!

3 - Ao avançar com Fernando Seara (nas condições adversas que se conhecem), o PSD deu um sinal de imaturidade. Além de que não se ouve ao candidato uma ideia concreta sobre os problemas concretos que infernizam a vida do cidadão de Lisboa.

.4 - Apesar do caos em que a cidade está, os lisboetas-típicos mostram-se satisfeitos (ou, no mínimo, conformados) com o status-quo:
Ando nas ruas, percorro a cidade a pé de uma ponta à outra, e não os vejo seriamente preocupados com o lixo, os arrumadores de carros, as sarjetas entupidas, o estacionamento caótico, os buracos nas ruas, as calçadas desfeitas ou desfiguradas, as marquises clandestinas, os sem-abrigo, os pedintes profissionais, os contentores desaparecidos ou não despejados, os grafitos (mesmo em monumentos nacionais!), o espaço público ocupado com publicidade, os prédios a cair, os jardins públicos vandalizados, os sacos de plástico e os jornais 'voadores', as cargas e descargas anárquicas, os excrementos de cão, os tocos de árvores, as ervas daninhas, as faixas BUS e as paragens da Carris ocupadas com carros particulares (e até por uma escola de condução!), as caleiras sem tampas, etc., etc...

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Conclusão: Os lisboetas de hoje têm exactamente o que escolheram, e tudo indica que assim continuará a ser. Podem, pois, limpar as mãos à parede - isso, claro, se encontrarem alguma que esteja limpa!

Quinta-feira, Junho 13, 2013

Até 5 de Agosto é tempo de apresentar candidaturas aos órgãos autárquicos.
Em Lisboa só há, neste momento um candidato a sério.  António Costa.
Claro que temos aquela brincadeira do Bloco e um desconhecido da JCP e um candidato que não é candidato da direita, e terá que (quando?) ser substituido pelo substituto.....
Embora continue a viver e trabalhar parcialmente em Lisboa voto na terra, dos meus ancestrais, onde a situação é quase tão infeliz como esta. Para já em Barrancos, ainda não há candidaturas, pelo menos, capazes.
Sem qualquer duvida, a não ser que repetisse o que João Soares fez ao não fazer campanha, o Presidente está decidido e eleito.
Julgo que seria importante tê-lo sem maioria absoluta, como teve neste mandato, mas  tenho que dizer  que não votaria em qualquer dos que se adivinham neste momento.

Como já tenho escrito, aqui e acolá, o sistema eleitoral autárquico é mau, muito mau. Um resquício de outros tempos, sem pés nem cabeça e que tem sido fonte, base da enorme corrupção política, tráfico de influências, financiamento dos partidos políticos, sacos azuis, mais corrupção, elemento estrutural do piorio que se tem feito pelo país em termos de destruição do património, dispilfário de recursos e degradação da paisagem.
Pior só o Alqueva....
E, apesar disso, tenho-me envolvido aqui e ali, na expectativa de colocar um pauzinho, ou um pouco de palha, nas engrenagens, sendo que vou sendo triturado sucessivamente pelas iniciativas em que me envolvo, sem culpa nem arrependimento meu.

Infelizmente em Lisboa, e na generalidade do país, não irá haver candidaturas independentes, não há Porto de acolhimento nem sociedade civil que se mobilize, e também contra os obstáculos e desigualdades de facto que se colocam às candidaturas, verdadeiramente cidadãs, e nas dos partidos, em bem poucas se vê decência e qualidade, mas aqui e ali vai surgindo alguma, é um facto, enquanto que nas "independentes" vemos da pior escória....
Bom estou quase a ir de férias, com o fim do ano escolar e as conferências com que animo escolas e colectividades ou associações.
Levo dois livros para acabar na bagagem e duas mãos cheias de leituras. Talvez me ligue e talvez não.
Desde já, como tenho feito ultimamente, em diversos locais, aqui deixo um livro de sonho, de construção da língua e de denúncia, de manipulações e de "gestores" (recordo o hilariante reino do Sancho Pança, na tal ilha...).
Que haja sonho,,, dedaixo da triste realidade que temos que enfrentar...



Terça-feira, Junho 11, 2013

Como uma luva, assenta a muitos, muitos dos nossos autarcas e quejandos... muito bem retratados no último livro de Miguel Sousa Tavares que recomendo:
http://signos.blogspot.pt/search/label/M.S.T.
e aqui, na excelente exposição World Press Cartoon ( e excelente, e de alto nível, a mostra da história da "charge", como no Brasil chamam ás ilustrações)

Sábado, Junho 08, 2013

No C.C.B. além desta sopa, recomendo uma simpática exposição sobre Carlos Queiroz, onde abundam traços "familiares" e algumas outras simpáticas obras do/sobre o mesmo.


Quarta-feira, Junho 05, 2013


Hoje, trago aqui uma foto, de um dos heróis do ambiente nacional.
Raimundo Quintal.

De que serve ter uma casa se não há  um planeta decente onde colocá-la.
Henry David Thoreau (1817 – 1862)

Terça-feira, Junho 04, 2013

Como é possível, em plena Baixa, este tesouro estar escondido em vez de ser uma boa fonte de visitantes?


In Portugal Romano


«As Termas Romanas dos Cássios – Olisipo

Conhecidas durante muito tempo por uma informação documental do séc. XVIII, somente entre 1991 e 1994 foi possível colocar a descoberto esta estrutura termal datada do séc. I a.C., conhecida como Termas dos Cássios...»

No meu blog, disponibilizo hoje(gratuito) as ligações para IPAD e Android de uma nova aplicação/livro sobre Energias (Sol) e Ambiente.
Bom dia desse.
http://signos.blogspot.pt/search/label/Sol

esta,,, a "capa",
A melhor homenagem que lhe podemos prestar, e que ele sabe, é a amizade que lhe temos e a sua continuação, ainda esta semana irei fazer uma apresentação aos Rotários em que lhe presto justiça, como de costume!, mas sei que ele também sente este reconhecimento público, mesmo quando presente irá estar alguma hipocrisia:

As Avenidas Novas


In Jornal AtuaLis (Junho 2013)


‘Avenidas Novas’ são as que foram sendo desbravadas do Saldanha ao Campo Grande, a ritmo variado, por três eixos ora designados Av. da República, Av. Defensores de Chaves e 5 de Outubro, após o boom da Av. da Liberdade e da construção do ‘brasonado’ Bairro Barata Salgueiro e dos ‘burgueses’ Camões e Picoas. A semelhança conceptual com a Baixa Pombalina é evidente: traçado feito a régua e esquadro, uma cidade que cresce do rio para o rural, com vontade de exibir progresso. Hoje, como ontem, as Avenidas Novas refletem a nação: disparidade de gosto, bolsa e engenho, caos urbanístico, transposição sui generis do que se faz ‘lá fora’; desprezo da memória coletiva e do Património. Mas ainda nos resta muito do Plano de Ressano Garcia: os arruamentos à la Haussmann (luminosos, em que ‘se respira’, com muitas árvores, etc.), e prédios que ombreiam com os lá de fora. Já as frentes de quarteirão que restam intactas são as da frente norte do troço Duque d’Ávila entre a Av. República-Defensores Chaves, a da frente da Versailles, a da ‘moldura’ do Campo Pequeno. Se nos lembrarmos que o Plano nasceu em Oitocentos e que só nos anos 30 do século passado se preencheu a malha ‘desdentada’, fruto das nossas costumeiras debilidades sócio-culturais-financeiras, então nada disto é novo e nada mudou. Século e meio de construção soluçante, em ziguezague, ao sabor do momento, que sujeitou as Avenidas Novas a descontinuidades e mudanças de rumo que resultaram em sucessivas vagas de abate e reconstrução: vivendas garbosas e edifícios ecléticos que viraram luxuosos prédios de rendimento, que virariam, já no Estado Novo, em prédios mais acessíveis, de pendor modernista. Ora se esmerava na construção, com arquitetos como Ventura Terra, Norte Jr. ou Miguel Nogueira e construção de boa cepa, fachadas e interiores deslumbrantes (um ‘preciosismo’ de Ressano sobreviveu até há 15 anos: os edifícios de gaveto rematavam sempre o quarteirão com fachadas arredondadas, evitando estéticas agressivas); ora se construía mal e depressa, com consequências perversas, hoje à vista de todos. Depois, os terríveis anos 60-70. Ei-las, as Avenidas Novas, numa encruzilhada: sem proteção legal, enxovalhadas pela autarquia, reféns da especulação, vítimas da sua própria opulência (muitas assoalhadas, áreas de serventia, logradouros...). Já só resta a quem não se resigna ao alumínio e à fachada em espelho, lutar prédio a prédio pela preservação dos estuques e das madeiras exóticas que ainda existem, das cantarias e do ferro forjado que se recusam a desmoronar. É bom que a Freguesia das Avenidas Novas faça pelo nome.

Domingo, Junho 02, 2013

Escreve João Seixas hoje um artigo culto e arguto sobre os Correios, no Público.
E tenho que deixar o meu veemente protesto para com o Executivo da C.M.L. por até agora ( e se me escapou peço desculpas!)  não ter tomado uma posição, um protesto desde logo, perante esta insidiosa acção de fecho das estações do correio, na cidade, e sem qualquer aviso prévio (o que desde logo revela a maior má fé) por todo o país!
Mais que as paróquias/freguesias que tem por função tratar dos enterros, o encerramento dos correios é o fecho do país.
lembrei-me deste filme em que a sobrevivência dos U.S.A. se articula com a manutenção do serviço postal.
De facto para a manutenção e sobrevivência socio-cultural do território os correios (que em Portugal se estruturam com o Estado/nação nos finais século XIX) são fundamentais*.
Hoje uma lógica de boa administração deveria, integrando outros recursos (por exemplo polos de internet ou afins) ser uma das âncoras do território.
As estações de correios são (e não são as floristas ou super-mercados que as substituem) elementos fundamentais de referência para o Estado e da confiança dos cidadãos nesse.
Nem sequer há discussão sobre o assunto!
Mas hoje a lógica financeira (e mesmo essa sem quaisquer rigores ou análise de casos!) prevalece, mas é inconcebível que uma das funções do Estado (que é assegurar a ligação entre os que o constituem) seja com esta leviandade encerrada.
Aqui, hoje, esta nota.

* Bem sei que desde, talvez, o século XVI houve Correio-Mor, mas com outras funções...


Quinta-feira, Maio 30, 2013

Ontem foi o dia da Energia.
Por isso trago aqui esta foto, do terminal de abastecimento graneleiro da central Tejo, em meados do século passado.
Os tempos mudam. A central é hoje um museu e obra de referência da cidade. Infelizmente de uma linha de rio onde se continuam os atentados.
E sobre energia vale a pena dizer alguma coisa.
Desde logo em relação aos transportes.
Continuamos a aposta (???) nos carros electricos errados. Denunciei desde o inicio a socratada dos carrinhos eléctricos, que estão longe de estarem em condições de desenvolvimento e são ambientalmente desastrosos e acho absurdo que novas apostas em locomoção não poluente ou menos continuem na gaveta. E sistemas de diminuição da velocidade do transito! Esse um desafio para a próxima vereação.
E a reciclagem (também dos óleos) que deixou de existir na cidade de Lisboa, em geral, deveria ser reenquadrada, que o sistema porta a porta não basta!
E os oleos usados e regenerados deveriam ser estimulados, desde logo na frota municipal!
Também em relação ao consumo se tem que fazer mais.
Agora que o governo se prepara para acabar (com a desculpa habitual) com o sistema de certificação energética e ambiental dos edifícios deveria a C.M.L. adoptar uma postura clara de incentivo a esta e ser mais firme na fiscalização.
E também desenvolver novos sistemas de gestão da iluminação pública.


Segunda-feira, Maio 27, 2013

A (boa) natureza precisa do trabalho do homem.
Esta é a sério, em Campo de Ourique!

Numa das listas de que sou assinante (PNED) está em curso uma interessante e empolgada discussão sobre os grafitos e os chamados “tags” que infestam as nossas cidades, seja como diz, eventualmente influenciado por “filmes”,  Nuno Pacheco, no Público este Domingo,  para marcação do território (bandidos!), ou simplesmente por falta de gosto estético ou ainda o mais vulgar vandalismo.
Recordo a propósito de aqui há tempos saindo de um bar nas traseiras da Av. Roma ter assistido a um situação surrealista. De um lado, com dispêndio do dinheiro dos pais dos energúmenos que do outro lado grafitavam ou tagavam, uma brigada da CML com uso de químicos e jactos limpava uma estrutura destruída, pelos que no momento destruíam a do outro lado da rua.!!!
Tenho estado por todo o país e tenho que dizer que é vergonhoso o chiqueiro em que as nossas cidades se estão a transformar. Riscos e garatujas por todo o lado, sem qualquer qualidade, destruindo património e degradando vilmente as construções.
Sou a favor de uma legislação simples e prática. E fiscalização adequada. Quem for apanhado a sujar deve indemnizar ou limpar o que sujou, contra-ordenação executada na hora, ou prisa!
E não me venham com conversetas sobre o estado mental dos imbecis que conspurcam as nossas cidades e destróiem o património.
E há locais onde se pode criar arte de rua. Que devem ser regulamentados e integrados na urbe. Neste aqui:
Mas tem que haver regras e obedecer a critérios!
Ou...

Domingo, Maio 26, 2013

Num dos locais onde o camartelo ainda não fez das suas, estes dias correm tranquilos e cheios de vida, pelos espaços, onde se busca aquilo e o resto e se está.
Agora uma excelente exposição de burricos.
Hoje houve tertúlias, suculentas e música de Miranda.
Amanhã há mais e também burros a acompanhar, e este é dos que já lá estava hoje, na Lx Factory:
e apoie a AEPGA(http://www.aepga.pt/), que só os outros burros é que não aprendem.

Sábado, Maio 25, 2013

Numa simpática entrevista desta semana diz-nos Gonçalo Ribeiro Telles:
 " As árvores têm uma situação de existência cultural"
pois o vereador Fernandes anda a improvisar nessa área da cultura.
Mais uma razia, na zona da Barata Salgueiro,
ou será que as árvores estariam doentes,,, e agora rebentaram todas exuberantes?
ou será que é uma nova instalação?
ou será que é somente porque cultura é o que não há por aqueles lados?
Peço desculpa pela quantidade de fotos, mas poderia colocar ai umas 50....
todas diferentes, todas iguais!
1.
2.
esta 3. com o lixinho... habitual.





Sexta-feira, Maio 24, 2013

Att. da próxima campanha #10



Logo me avisara o meu bom amigo DPA quando, inflamado, eu discuti com ele pela primeira vez esta coisa dos crimes urbanísticos aprovados por este e por aquele: «Olhe que o pior, mesmo, é a trafulhice do pós-aprovação. Muito raramente o que é construído corresponde ao que foi aprovado. É nas ‘alterações durante a obra’ que reside o busílis da coisa: a ‘vírgula’ a mais ou a menos no texto da memória descritiva, que faz com que haja nova ‘interpretação’. A alteração que escapa ao escrutínio da hierarquia. A fiscalização que vira ‘ceguinha’. A parede interior que é derrubada por ‘engano’. Os estuques que caíram ‘acidentalmente’. Os embutidos que foram esburacados pelo ‘caruncho’. As telhas que o ‘vento’ levantou e que resultaram no apodrecimento dos tectos e tornaram impossível a sua recuperação. As janelas que se abriram com o ‘vento’. Os fogos que se acenderam ‘espontaneamente’. O projecto que vira de hotelaria quando foi aprovado para habitação. Etc. Lembro-me sempre deste meu amigo quando assisto ao que se passa, por exemplo, na Duque de Loulé e vizinhanças.

Quinta-feira, Maio 23, 2013


Nada a ver o boneco com o conselho, que segue, mas dele falarei proximamente...

Não percam, o filme da abertura e o dialogo com o realizador foram momentos especiais, a

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A Judaica – 1ª Mostra de Cinema e Cultura
é o primeiro certame de temática judaica que
se irá realizar em Lisboa, no Cinema São Jorge,
de 22 a 25 de Maio 2013, com ênfase na
exibição de estreias absolutas e enriquecido
com uma série de actividades culturais paralelas.
Pela sua inegável relevância, o evento mereceu
o melhor acolhimento da Câmara Municipal
de Lisboa, da EGEAC-E.M. e do Cinema São
Jorge, como co-produtor.
Para além das longas-metragens e dos
documentários que irão ser exibidos, a Judaica
contará com a presença de Radu Mihaileanu,
Dina Zvi-Riklis e Eran Riklis, que viajam até
Lisboa para apresentar os seus filmes.
Igualmente importante será a realização de
sessões para escolas e famílias, com a exibição
de A Mala de Hana, um documentário com
uma profunda mensagem pedagógica e que
conta com o apoio da Associação Memoshoá.
Destaque ainda para os debates que serão
realizados em torno de questões de grande
interesse, nomeadamente sobre Hannah Arendt
e o seu Eichmann em Jerusalém, e Freud
e o polémico Anti-Freud.
Na festa de encerramento haverá um concerto
de música Klezmer pelos fabulosos Lisbon
Klezmer Brass que, sem dúvida, encherá
a Sala Montepio com entusiastas que venham
sentir, ao vivo, a alma e o espírito do que esta
Judaica representa.
"