terça-feira, maio 03, 2016

O clima é muito complicado. Umas vezes está Sol outras faz chuva, dizia-me um popular aqui há tempos...
o fotovoltaico é a energia com mais potencial de crescimento, mas a eólica, dizia-me um especialista noutro dia, em Portugal produz o equivalente a 5 centrais nucleares... e sem o risco destas, sem os custos destas, sem os problemas destas, sem os resíduos destas... e o aproveitamento do solar térmico, que até pode ser articulado com aproveitamentos de geotermia é uma área com muito potencial, de poupança de guito e de emissões.
Tudo isso poderá ser tema desta conversa:
ou não, porque acontecimentos inesperados, notícias imprevisíveis podem alterar o programa previsto!
A ilustrar este excelente artigo, sobre o roubo de água do Tejo:
http://www.iagua.es/blogs/antonio-lamela/otra-cara-trasvase-tajo-segura
uma foto, também espectacular do rio, em Belver, de Rui Cunha!

domingo, maio 01, 2016

A não perder:
http://www.fundacaoedp.pt/exposicoes/world-press-photo-2016/215
uma das melhores recolhas de fotografias mundiais!
com um tema fundamental!

Este é um excelente orador e tem meios sofisticados ao seu serviço:
https://www.ted.com/talks/al_gore_the_case_for_optimism_on_climate_change
eu, com outros meios, irei iniciar em Maio uma "tournée" pelo país, incluindo Lisboa!, sobre o Clima.
O Clima é connosco!

sábado, abril 30, 2016

Amanhã é um dia fruto da agitação e propaganda, o 1º de Maio já era um data mitológica, de povos antigos, as maias, ainda hoje comemoradas em muitos locais, também do nosso país. A dita agit/prop consolidou-o como dia dos trabalhadores, que são, também. uma espécie de "maias" criando com o seu trabalho e investimento novas formas e vidas.
Esta semana temos alguns eventos interessantes, noticiados por aqui e por ali...
mas será este um dos da minha curiosidade.
Hoje a publicidade e a promoção da marca, dita marketing, são uma da mais rentáveis áreas da economia...

quinta-feira, abril 28, 2016

Hoje no El Pais um excelente artigo sobre Lisboa.
Sobre um dos lamentáveis crimes que somos vítimas:
http://internacional.elpais.com/internacional/2016/04/27/actualidad/1461781816_828617.html
o desprezo pelos cidadãos com incapacidades, dificuldades ou com outros a cargo.
Por mais voltas que isto dê a EMEL é uma inutilidade funcional, e um coio de ilegalidades e manigâncias.
Acabar com ela e passar as suas competências para uma polícia municipal renovada seria, do meu ponto de vista, o caminho para termos uma Lisboa europeia e mais civilizada.

segunda-feira, abril 25, 2016

Encontrei, para um slide show, sucessão de imagens, que estou a fazer para apresentações sobre o clima #O Clima é Connosco#, que irá estar na estrada a partir de Maio, esta imagem de um livro, talvez o meu 10º, de 1992:
onde falava já de alterações climáticas, que considerava ser o tema charneira do nosso tempo, onde também tem um longo capítulo sobre Lisboa, imprescindível para que tem alma de alfacinha, e onde claro falo da nuclear, dos resíduos desta e também dela com forma de energia e perigo para a humanidade.
Hoje passam 30, 30 anos do acidente nuclear, impossível de acontecer, de Chernobyl.
Este o texto de um comunicado de imprensa que irei, já estou a divulgar.

#

Dia 26 de Abril.
Recordemos Chernobyl. Não esqueçamos Almaraz

Foi há 30 anos de Chernobyl

30 anos após a explosão, a explosão de um reactor, a catástrofe continua.
Mais de 8 milhões de pessoas (a populacão de Portugal continental) vivem em territórios contaminados da Rússia, Ucrânia e Bielorússia, obrigadas a consumir quotidianamente produtos altamente contaminados.
Entre essas numerosas crianças sofrem de cancros e leucemias, malformações e patologias cardio-vasculares.
Os atentados ao património genético são hereditários e as autoridades minimizam descaradamente o número de vítimas, que segundo investigação dos profs Nesterenko e Yablokov, publicado em 2010 pela Academia das Ciências de Nova York já teriam atingido 985 000 (quase um milhão!) de falecimentos prematuros de 1986 a 2004. E o florescimento da natureza, flora e fauna é um mito dados os elevados níveis de contaminação e mutações que está a ocorrer.
Recordo como se fosse hoje.
Estava dia 27 de Abril em Amsterdão, fazia então parte da direcção internacional do movimento ecologista #Friends Of the Earth#, quando nos chegou a notícia do acidente nuclear de Chernobyl que a ditadura soviética tinha procurado escamotear.

As radiações já atravessavam a Europa, milhares de pessoas começavam a ser evacuadas, muitas centenas, hoje muitos milhares já estavam, continuam hoje a caminho da morte.
Em Lisboa tinha começado há alguns dias no mestrado de Economia de Energia um módulo com um técnico do Laboratório Nuclear do então INETI, com o qual tinha tido discussões ágrias, que tinham terminado com um definitivo “- não é possível um reactor nuclear explodir.” Da parte dele.
Imagine-se a cara o sujeito quando voltei no dia seguinte e a notícia já era tema de todas as notícias.

Pode, um reactor nuclear pode explodir. Claro que no quadro de uma imprevisível conjugação de circunstâncias todas elas negativas. Mas pode. É possível!
Neste aniversário pouco mais há para dizer. A nuclear continua a tenta vender-se, continua a comprar mentes e encher bolsos, apesar de ser uma indústria a bordejar a falência, total. Mas será uma falência de muitos, muitos milhões e até lá continua a estrebuchar.
A nuclear não é económica, não é ambientalmente limpa, seja no início do ciclo, a mineração de urânio, que como sabemos no nosso país ainda tem um legado de destruição ambiental, sofrimento e mortes na família mineira e nas populações das zonas circundantes, seja na produção,
e recordemos Almaraz, aqui ao lado, com os problemas contínuos do seu funcionamento, os incidentes e acidentes inúmeros e agora, com o passar do tempo a insegurança crescente, a que o nosso ministro do Ambiente continua a fazer orelhas moucas,
mas não esqueçamos lutas árduas contra a nuclear em Portugal, Ferrel e todas as tentativas de nos colocar nucleares de Trás-os-Montes ao Alentejo, que tiveram oposição determinada, as lutas contra os despejos nucleares no Atlântico ou o cemitério nuclear de alta-actividade radioactiva de Aldeavila.
Não podemos esquecer também o urânio enriquecido e os mortos, também portugueses no teatro de operações onde esse foi utilizado.
Em todos esses casos, em todas essas lutas estivemos presentes.
Hoje aqui deixo este testemunho. Para que não se repita (mas e Fukushima?), para que não se repita mais.
Para que Chernobyl não se chame Almaraz, algum dia. Encerremos Almaraz e nem uma palavra mais!
António Eloy membro do Movimento Ibérico Antinuclear
Tele 919 289 390

Nota:
Hoje mesmo apresentámos, em Madrid, um documento técnico, ambiental e político sobre o encerramento das centrais nucleares espanholas, que enviarei a quem estiver interessado
#



domingo, abril 24, 2016

as flores de Abril continuam no nosso presente.
Estive ontem, neste excelente turismo rural, a falar/conversar, perante mais de 30 pessoas, de calor geotérmico:

uma sessão muito animada e participada, onde tive o grato prazer de contar com o número 1 da geotermia em Portugal, o meu estimado amigo Martins de Carvalho.
Falámos da possibilidades da geotermia em Portugal e referi casos, também, de Lisboa, onde furos geotérmicos, associados a sistemas de bombas de calor já aqueceram hospitais e hoje Universidades, e é possível com a evolução tecnológica se venham a desenvolver em mais locais, há eixos da cidade com boas possibilidades.
Também não esqueci os furos que o agiota Sousa Cintra está a fazer, ou tentar, no Algarve, com claros objectivos de especulação e compra e venda que sempre foi o seu móbil.
E tive o grato prazer de receber um livro de poesia ( e tenho que dizer que sou muito dos clássicos e dos haikus!) de Alda Carvalho, que li de um sôfrego.
Aqui menciono, porque a construção do sentido passa por estes momentos.
Porque essa foi a estória que contei, aqui:

" A gota de água
carregada de esperança
avança
na direcção do abismo
prisioneira do tempo
que a seu tempo
a fará pedra
e mistério
feito deslumbramento"

O título desta é ESTALACTITE

E aqui:
https://www.flickr.com/photos/casaldaeirabranca/albums/72157665233292954

quarta-feira, abril 20, 2016

De 23 a 25 de Abril, no ainda magnifico (os cactos são a minha perdição!) Jardim Botânico da Ajuda um programa espectacular.
https://www.isa.ulisboa.pt/files/jba/pub/articles/2016-04/Programa_2016.pdf
Excelentes sessões de trabalho e divertimentos!
E um Jardim fantástico!

terça-feira, abril 19, 2016

Estarei nesse dia a conferenciar sobre águas quentes ou mornas. Águas termais e os processos da sua utilização como fonte energética.
Mas estarei em espírito nesta sessão, que desde já recomendo com entusiasmo, ainda não tendo visto o produto mas sabendo da qualidade, da enorme qualidade e humanismo do retratado, meu querido amigo.
Gonçalo Ribeiro Telles é um incontornável arq.paisagista e ele também elemento imprescindível da nossa paisagem, da sua formação, da forma da ler, do como a modificamos e gestionamos. De como a vivemos, construímos e reconstruímos.
O homem faz também a Terra e Gonçalo Ribeiro Telles é essa grande alma que nos tem ajudado a conhecê-la e amá-la.
A não perder:
http://vimeo.com/40658606
e fico muito admirado ( ver o meu blog, insignificante) quando vejo os autores deste excelente filme não perceberem que o que se passa no Brasil, com Dilma, Lula, o PT e tutti quanti é só mais um caso de corrupção, que a democracia tem que limpar, como com estes "donos", mancúbio entre o Estado, os seus titulares e os interesses privados.
Infelizmente no Brasil é a porcaria a remove a porcaria.
Hoje em editorial do El Pais  é referida a única solução, que é uma reformulação de todo o sistema político e eleitoral  e uma limpeza profunda deste Estado da contra-insurgência, surpreendentemente hoje gerido e acarinhado pelos, alguns, que ontem se lhe opuseram.

segunda-feira, abril 18, 2016

Aqui o desperdício é quase ZERO, nada a ver com a designação (absurda do meu ponto de vista) de associação de ex membros proeminentes da Quercus (esse um nome fantástico, sendo que os seus fundadores há muito lá não estão):
E aqui uma entrevista, interessante, do nosso maior especialista de petróleo ( com o qual, independentemente do reconhecimento do seu valor intelectual e conhecimento, tenho sérias divergências, petrolíferas...) 
http://economico.sapo.pt/noticias/temos-uma-irracionalidade-completa-nos-sistemas-de-transportes-das-grandes-cidades_247388.html
a irracionalidade do sistema de transportes na cidade é, de facto, a nossa espada de Damócles.

domingo, abril 17, 2016

Le Douanier Rousseau. L'innocence archaïque. La bande annonce



Está no Museu d'Orsay até 17 de Julho, o alfandegário Rousseau, pintor da minha preferência, dois dos meu livros têm-no a ilustrar a capa e dar entrada ao conteúdo, sobre a natureza e o espírito.
Quem poder aconselho, quem não poder há livros fantásticos com os seus quadros, bem sei que não é o quadro mesmo..., mas aqui fica esta apresentação.

Tenho continuado a andar pelo país ( agora Aljustrel e Portel) a falar de ambiente, energias e chamo a atenção para as interessantes visitas e conversas da http://lisboaenova.org/ 
e hoje este artigo para reflexão, numa altura em que não sabemos a quantas andamos metereologicamente:
http://www.huffingtonpost.es/2016/04/17/cambio-climatico-polos_n_9678364.html?utm_hp_ref=spain
e em breve, por todo o país e também Lisboa irei falar de clima...

quarta-feira, abril 13, 2016

Uns empresários de treta e umas administrações no Panamá, é a nossa vida.
Imaginem que já tinham comprado 3 carros, que faziam as reparações e manutenções desde há 10 anos nesta empresa (Santogal), imaginem que vos tinha amossado o dito e que a companhia de seguros assumia logo a responsabilidade.
Imaginem, sendo o tal cliente, que só ao fim de 10 (dez!) vos põe um carro de substituição, e sem mencionar qual é o substituído, vos colocam nas mãos, mostrando a total falta de cortesia e desconsideração ( além dos 10 dias), além agora ilegalidade, um "dikie toy", sabendo que faço muitas centenas de Kms por semana.
Mas são estas as nossas empresas.
Esta já levou um aquecimento, e talvez não fique por aqui.
E
http://signos.blogspot.pt/search/label/ANECRA

sexta-feira, abril 08, 2016

Fala-se muito do:
esse curioso país, resultado e onde se vive  de um, num enorme crime ecológico...
E chega-me esta informação, que se deve analisar com cuidado, mas que está a chegar ao... Panamá!
http://pmcruz.com/eco/

segunda-feira, abril 04, 2016

Hoje estive em Vila Velha do Ródão.
A Comissão Parlamentar de Ambiente parece valente a afrontar os problemas e também na recolha da informação necessária a um parecer informado.
Hoje o Movimento Ibérico Anti-nuclear, com representantes de Lisboa, Extremadura e Almaraz, e Madrid fez-se ouvir, novamente.
Apresentámos pela voz de Paco Castejon, físico nuclear e membro do MIA, um dossier sobre os problemas de Almaraz e a história destes, incluindo as vezes em que houve poluição radioactiva do Tejo, e da atmosfera, além das escorrências de trítio, regulares.
Em Portugal, dado termos evitado este calvário ( hoje vigiado constantemente por 30 guardas civis, fortemente armados, não vá o Diabo ou o Aláh tecê-las) estamos também carentes de medidas e formas de lutar contra uma hipotética catástrofe nuclear.
Bom, mas temos renováveis....
Este mês
ou seja:


A produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 392,8 kWh, o que permitiu abastecer todos os seus consumos, o frigorífico e o esquentador eléctrico do vizinho .

O aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo, 2,71 m3 de gás natural, durante o último mês.

 E ainda a produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 26% das habitações de Lisboa. 

E não temos a enxaqueca que é uma nuclear (desnecessária em termos de produção electrica, como podemos demonstrar) senão a cento e poucos Kms... da fronteira...

domingo, abril 03, 2016

O Movimento Ibérico Antinuclear entrega à Comissão Parlamentar de Ambiente dossier sobre Almaraz


O Movimento Ibérico Antinuclear irá fazer a entrega amanhã, 2ª feira, pelas 12 horas na Cãmara Municipal de Vila Velha de Ródão de dossier sobre o funcionamento, os problemas e a situação actual da central nuclear de Almaraz.
No âmbito da análise por esta Comissão Parlamentar da problemática do Tejo, a interferência desta unidade industrial com o Rio e todos os outros problemas relacionados serão abordados nesta apresentação.
A presença da comunicação social é autorizada.
Para mais informações:
Paco Castejon 34. 639 104 233
António Eloy 351. 919289390

quinta-feira, março 31, 2016

Para a semana encontrar-me-ão em Lisboa, Vila Velha do Ródão (inspiração cátara!, que já contei várias vezes), Setúbal, Évora, por todos esses locais a intervir e explicar, e em Barrancos, para onde convido:
é uma feira... e muito mais que isso.