domingo, julho 03, 2016

Num Tejo que já teve melhores dias, a circulação de água é reduzida e os bancos de areia acumulam-se ao longo do rio, além de que a qualidade da água é lamentável, realizou-se ontem uma actividade para protecção, ou melhor chamada de atenção para essa, do mesmo:
os problemas do rio, entre os quais o roubo de água para plantar hortaliças no levante espanhol e da central nuclear de Almaraz (onde parece que a "idiotia" do ministro português se vai articular com os interesses da nuclear espanhola...) não foram esquecidos.

2 comentários:

Carlos Cupeto disse...

Este vosso trabalho por um Tejo melhor é fantástico.
Só me falta saber como?
Tenho uma certeza, o Tejo de há cinquenta anos não volta...
Fechamos Almaraz, dinamitamos as barragens da EDP, fechamos algumas "torneiras", ... e, quase, tudo fica resolvido. Será?

aeloy disse...

Caro Carlos
O tempo não volta, é certo, para trás.
Nunca se devia ter iniciado Almaraz, que além de um enorme risco e fonte de titrio para o Tejo, que escapará às nossas análises mensais, é dispensável para o super dimensionado sistema electrico espanhol, por isso só as empresas que lucram com ela e o nosso ministro do Ambiente (porque razão?) não fazem nada para a fechar, antes pelo contrário.
Outra é a questão dos transvazes, necessários para uma agricultura agro-quimica e industrial no Lenvante espanhol, mas inútil e redutora de caudais significativamente no Tejo, e que portanto, negociálmente ou não devem ser reduzidos e cancelados, também com pressão do governo português, até no quadro da Convenção.
Finalmente a EDP... pois podia desmantelar a central do Fratel e regular melhor a de Belver, e ser mais responsável em relação aos caudais e medidas minimizadoras.
Mas o cifrão domina. Lembras-te do que aconteceu com os administradores dos bancos e outros personagens...
Abraço
António