domingo, agosto 09, 2009

Igual ao litro


A notícia de cima é recente.
Quanto à foto, é de 12 de Agosto do ano passado (tirada junto à Escola do Bairro de S. Miguel, em Lisboa) - mas podia ser de há 2 ou 3 anos, que não haveria grande diferença.

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Depois venham dizer-nos que o importante é 'derrotar a esquerda' ou 'travar o passo à direita'... Talvez essa conversa-da-treta convença os que foram atropelados e sobreviveram (mais os que o vão ser até às eleições de Outubro). Quanto a mim, a única dúvida é se hei-de votar em branco ou nulo.
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NOTA: sobre este mesmo assunto (pintura de passadeiras junto a escolas), veja-se um exemplo mais animador, [aqui].

17 comentários:

Anónimo disse...

Ah, mas o Costa, um que prometeu pintar as passadeiras, como se vê, cumpriu!

(Só na zona onde moro e imediações, zona essa que fica a uns 10 minutos, de transporte público, da CML, há mais que muitas passadeiras assim).

Carlos Medina Ribeiro disse...

Quando, recentemente, morreu uma criança numa passadeira não-pintada junto a uma escola, Costa teve um sobressalto...
Nessa altura, eu vi pintar algumas, nomeadamente na Rua do Ouro, com trânsito cortado e tudo!

Esta que se vê na foto também levou uma pinturazinha, quando já se estava a desfazer.

Mas mais abaixo, junto à Av. da República, nada.

Anónimo disse...

Só é pena não morrer um familiar do Costa ou doutro político qualquer numa passadeira.

Anónimo disse...

Bem, nem é apenas pintá-las.

É assinalá-las devidamente, e colocar lombas, pavimento de côr diferente e anti-derrapante junto às ditas (pelo menos as mais susceptíveis de causar acidentes), um agente da polícia nas mais concorridas, por exemplo junto a escolas: enfim, nada que não tenha sido já inventado.

t-stoff disse...

Tudo certo...

Convém (também) que haja civismo de quem atravessa, porque existem regras para o peão, enquanto o sr que vai ao volante da viatura tem uma carta comprovada, o peão não tem como provar que conhece as regras! Isto de invocar desconhecimento...

Volto a repetir, o peão também tem regras.

Existem uma serie por ai de casos de pessoas que atropelaram carros nas passadeiras, sim, para se atravessar olha-se e faz-se por prever a travagem do carro. Passadeira não e' sinonimo de ponho o pe' e ja' esta'.

Alguns ate' que tiveram de pagar o estrago da viatura.

Atropelamentos não significam APENAS insegurança rodoviária.

Centenas de pessoas atravessam fora das passadeiras, centenas de pessoas arriscam a atravessar sem olhar. Se o risco e' nosso, de quem atravessa, porque não olhar e prever os maluquinhos não sera' de todo mal pensado..? So' se secalhar queremos ter uns dias de férias forçadas..

Eu faço-o sempre, mesmo de carro, nunca se sabe quando vem um doido que passou um vermelho...

O que vale e' que nesta guerra a ideia e' que a culpa e' sempre do veiculo....

Anónimo disse...

t-stoff: "o sr que vai ao volante da viatura tem uma carta comprovada"
e daí???
eu , um dia, estava a travessar uma passadeira (antes, olhei para a direita e tb para a esquerda), não fui a correr, nem resolvi atravessar de impulso, e quase que fui atropelado, por uma condutora, que tinha o carro estacionado em cima do passeio. e esta? a culpa era minha? não devia atravessar na passadeira? ou será que a tal que TEM UMA CARTA COMPROVADA, é que não devia ter o carro em cima do passeio e muito menos fazer manobras sem vêr se alguém estava lá?
concordo consigo, quando diz que há muitos peões distraídos, mas também há e muitos com a tal CARTA COMPROVADA que nunca deviam tela.

Carlos Medina Ribeiro disse...

Um amigo meu atravessou a Av. Joaquim António de Aguiar a correr, fora da passadeira, e foi colhido por um carro.
Partiu o nariz e um dedo, mas também o pára-brisas do automóvel.
Foi para o hospital, mas teve de pagar a reparação do carro.

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Goste-se ou não do facto, o certo é que o Código da Estrada prevê obrigações - também - para os peões, e mesmo multas para os que não atravessarem as ruas devidamente.

Está tudo previsto no Código da Estrada:

Artigo 101.º
Atravessamento da faixa de rodagem

1 – Os peões não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem de que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respectiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente.

2 – O atravessamento da faixa de rodagem deve fazer-se o mais rapidamente possível.

3 – Os peões só podem atravessar a faixa de rodagem nas passagens especialmente sinalizadas para esse efeito ou, quando nenhuma exista a uma distância inferior a 50 m, perpendicularmente ao eixo da faixa de rodagem.

4 – Os peões não devem parar na faixa de rodagem ou utilizar os passeios de modo a prejudicar ou perturbar o trânsito.

5 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de €10 a €50.

Anónimo disse...

Aquela parte de os peões não deverem utilizar os passeios de modo a prejudicar ou perturbar o trânsito excede um bocado a minha compreensão... mas eles é que sabem.


A mim, sucedeu-me há pouco tempo atravessar-se-me à frente, na passadeira de peões, um ciclista vindo não sei de onde, que apareceu repentinamente e atravessou idem, e que não colhi por sorte.

Mas como agora os ciclistas, ao contrário do que acontecia quando eu era mais novo (e até fui multado uma vez por ter percorrido uns dez a vinte metros em sentido proibido), fazem o que muito bem lhes apetece, eu estaria tramado se lhe tenho batido com o carro. Porque ser ciclista é o que está a dar.

Carlos Medina Ribeiro disse...

A responsabilidade pelos atropelamentos nas passadeiras é tripartida:

Automobilistas, peões e autarquias têm de fazer, cada um, a sua parte.

Este 'post' foi colocado apenas para mostrar, com uma foto elucidativa, como a autarquia não cumpre a sua.
Com a agravante de que é paga para o fazer.

t-stoff disse...

Queria referir, como me contou agora um amigo meu, do total alheamento de quem anda pelas ruas de leitor de mp3s a altos berros. Entretanto com os carros eléctricos isto vai ter tudo muito mais piada...

Anónimo disse...

e também há aqueles que vão ao volante com música aos altos berros, a falar ao telemóvel, a ler, a arranjar as unhas e mil outras coisas.

Anónimo disse...

... entre as quais não respeitarem as passadeiras, mesmo quando elas são bem visíveis e visível é quem pretende atravessar ou vai já a atravessá-las.

Anónimo disse...

É espantoso como estes vermes dos carros vêm para aqui vomitar postas de pescada contra os peões (no fundo, contra eles também). Estes tipos, que não cumprem o Código da Estrada, embora tivessem de se sujeitar, pelo menos, a dois exames, para ficarem habilitados a conduzir (não sinalizam manobras, circulam em excesso de velocidade, não respeitam prioridades, não respeitam peões nas passadeiras e estão mesmo a borrifar-se para os peões, ao estacionar em cima de passeios e nas passadeiras, violando o citado Código, não respeitam quem respeita o Código) estão indignados contra os peões que, imagine-se, não cumprem o Código da Estrada! E se atiram contra os carros! Quando qualquer pessoa sabe, desde tenra idade, que um carro é uma coisa mais mortífera que um tubarão. O que estes vermes não dizem é que carros em cima do passeio fazem com que, devido à velocidade excessiva que praticam dentro da cidade, o peão pareça surgir de repente, pois está escondido atrás do carro, quando na realidade o peão há muito que iniciou o atravessamento da via. Isso é mais notório nos velhos e em crianças. Mas, claro, aqui os vermes dos carros afirmam sempre que as pessoas se atiraram para cima dos carros. Tal como afirmam que deixam muito espaço para o peão quando estacionam em cima do passeio. Aquelas três mulheres que foram assassinadas - no passeio - na Praça do Comércio, quando esperavam - no passeio - que o sinal ficasse verde para os peões, se calhar atiraram-se para a frente da assassina. Suicídio, portanto.
Quero só terminar chamando a atenção ao CMR que o Código da Estrada foi elaborado tendo como foco os automóveis e não a mobilidade, as pessoas. O artº 101 do Código, (e não só!) tal como está redigido, constitui uma autorização legal para os condutores atropelarem tudo o que lhes apareça pela frente, especialmente o ponto 1. E aquele ponto 4.? Como se prejudica o trânsito no passeio? Será que este ponto 4. se encaixa naquele amigo de CMR que foi atropelado no passeio porque estava distraído a tirar uma fotografia? Portanto, se concordamos com este Código, esta e outras peças denunciando o comportamento dos automobilistas não têm qualquer razão de ser. As chamadas de atenção para este estado de coisas só se justifica se não concordarmos com o Código e se pretendermos que ele seja devidamente revisto, sendo mais humanista, protegendo quem de facto mais importa: as pessoas.

Anónimo disse...

Vermes dos carros?

Quem assim se exprime perde imediatamente qualquer razão que possa ter.

Que se prendam todos os vermes dos carros, se deportem, se enforquem, se decapitem.

Enfim, é o que temos.

Anónimo disse...

A sério? Perde a razão porquê? Serás um desses vermes? Há anos que a atitude dos vermes para com os peões é "que se foda o peão" (http://quesefodamospeoes.org/). Agora que começam a surgir movimentos que protestam contra esta bandalheira aqui d'el-rei que eles se exprimem com violência.
Decapitar os vermes? Já ouvi um desses tipos, no Cais do Sodré, afirmar para quem quis ouvir, depois duma discussão por causa de um estacionamento em cima do passeio, que antes queria morrer que o proibirem de andar de carro. Não era preciso decapitar os vermes dos carros. Bastava proibi-los de andar de carro.

Anónimo disse...

Quem se exprime em termos de «vermes» não tem obviamente direito a troco. Primeiro, eduque-se.

Anónimo disse...

É difícil ser educado com quem há anos e anos me ofende diariamente colocando o seu carrito em cima do passeio ou na passadeira. Pelos vistos essa atitude cristã de dar a outra face só funciona num sentido, o do peão para o condutor, certo? Tem de me explicar porque razão tenho eu de me educar(?) se esses vermes demonstram a sua falta de educação todos os dias.