quarta-feira, janeiro 28, 2009

Lisboa de 1600


7 colinas de Olíssipo ou Lisboa

Como as 7 colinas de Tomar, Roma, Jerusalém ou Constantinopla ...

Narram as lendas que Lisboa foi fundada por Ulisses, o chefe dos Argonautas que veio até aqui.

Diz a lenda que Ulisses se tomou de amores por Ofíussa, e quando o herói homérico regressou à sua Tróia, no navio "Argos", Ofiússa vendo-se abandonada e só, enfureceu-se e fez estremecer o planalto do Tejo, cujos estertores telúricos fizeram nascer as 7 colinas de Olíssipo.

A Primeira Colina é a de "S.Vicente de Fora"

Á esquerda desta, vai-se levantando uma outra, a Segunda Colina, que sobe até ao "Postigo de Stº André".

A Terceira Colina, é a mais alta de todas, e tem no cimo o Castelo de S.Jorge.

A Quarta Colina, é a de "Stª Ana"

A Quinta Colina, é a de "S. Roque"

A Sexta Colina, a ocidente, na parte direita, fica a das "Chagas", cujo nome lhe é atribuído em razão da Igreja, edificada pelos marinheiros da rota da India, em louvor às Chagas de Cristo.

A Sétima Colina, é a de "Santa Catarina" do Monte Sinai.


As 7 colinas têm ainda significado simbólico:


1 - Colina de S.Jorge (Mouraria) (Atómico)

2 - Colina de S.Vicente (Alfama) (Sub-atómico)

3 - Colina de Sant'Ana (Anunciada) (Etérico)

4 - Colina de Stº André (Graça) (Ar – Radiante)

5 - Colina das Chagas (Carmo) (Gasoso – Fogo)

6 - Colina da Stª Catarina (Camões) (Liquido – Água)

7 - Colina de S. Roque (Bairro Alto) (Sólido – Terra)

A referência às sete colinas num contexto sagrado e primordial, nasceu entre os autores dos séculos XVI e XVII dos quais se destacam Damião de Góis, Luis Marinho de Azevedo e Frei Nicolau de Oliveira, entre outros.

Mas é Frei Nicolau quem primeiro define e descreve, desta forma, as 7 colinas, sendo que ainda hoje se conservam aí os 7 principais templos de Lisboa.

3 comentários:

Miguel Barroso disse...

É bom saber.



Abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO

MP disse...

Obrigada

scheeko™ disse...

Já agora, aqui fica uma curiosidade, a "outra" Lisboa que houve no que agora é Manhattan

http://blog.scheeko.org/archives/000431.html