Esquina da Infante D. Pedro
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«Há coisas extraordinárias!» - comentou ele - «De facto, há coisas extraordinárias!»
António Prôa
Armando Baptista-Bastos
Carlos Medina Ribeiro
Catarina Portas
Cristina Castel-Branco
Eurico de Barros
Isabel Goulão
Joana Amaral Dias
João Carvalho Fernandes
João Seixas
Jorge Ferreira
José Carlos Mendes
José Couto Nogueira
José Luís Saldanha Sanches
José Manuel Fernandes
José Miguel Júdice
Luís Coimbra
Manuel João Ramos
Margarida Pardal
Maria Filomena Mónica
Mário Alves
Miguel Somsen
Paula Teixeira da Cruz
Paulo Ferrero
Pedro Correia
Rui Tavares
- Vários
a esmagadora minoria
7 comentários:
Que processo de selecção e que formação profissional e, já agora, que sensibilidade terão cromos como esse idiota desse agente?
É mesmo assim:
Desde que estejam de serviço a um determinado trabalho, não podem fazer quase nada.
Veja-se outro caso, ali perto:
Na esquina da Av. João XXI com a Av Roma há uma ourivesaria, que tem sempre um agente da PSP à porta.
Mesmo ao lado, há uma paragem da Carris, sempre ocupada com carros.
Esse agente não está autorizado a abandonar o posto e a intervir.
O mesmo me disserram agentes da P. Municipal (de serviço à AML) e da PSP (de serviço à Zara) quando lhes fui dar conta de que estavam a ser assaltados parquímetros ali perto.
Quando muito, podem ligar para a esquadra, mas não podem sair dali.
Em breve afixarei uma foto que mostra o que refiro no comentário anterior (o caso da ourivesaria)
Bom, nesse caso, que selecção e que formação profissional terão os chefes desses pobres agentes?
Não lhes podem dar a autonomia de acorrerem a um caso urgente? Acharão que qualquer incidente que ocorra nas imediações é forçosamente uma manobra de diversão para os afastar das importantíssimas missões que desempenham, como, por exemplo, estar à porta da Zara?
Caro Carlos,
A questão da cadeira de rodas é a mais importante do seu post, mas cuja causa há muito aqui já discute - o estacionamento selvagem - ou melhor, os selvagens que estacionam!
Mas o que queria comentar é a situação, que me espanta, de por que raio um agente da autoridade passa dias e dias a tomar conta de uma obra ou de uma mudança.
Parece-me um disparate e levanta-me dois tipos de questões:
1) Quantas mudanças/obras existem em lisboa (e no país)? Cada uma tem o seu agente? Quantos estarão a perder tempo neste expediente?
2) Partindo do princípio que estes agentes efectuam o trabalho no seu horário normal de trabalho, o que acontece ao que se recebe destas empresa? Vai para a corporação? Vai para o agente? Poupa-se no orçamento geral do estado? É que vá para um lado ao para outro é um incentivo a que isto aconteça, e cada vez mais (uma nova fonte de financiamento).
Não consigo perceber a lógica disto.
A função que eu vejo ser exercida é a de, qual moedinhas, o agente ajudando camiões a fazer manobras!!
Não poderia a Câmara ter pessoas que se especializassem nisto?
É que dou comigo a pensar se faltam agentes nas ruas (para, entre outras coisas, fazer com que o sr. da cadeira de rodas possa usufruir do passeio, etc.) ou se calhar se não há agentes a menos, há é tarefas, que nada têm a ver com as suas funções, a mais!
E desculpe afastar-me do tema, mas penso que tem a ver!
Cumprimentos
pedrocontrospilaretes
E os agentes que - às centenas! - vão para os campos de futebol?
VAIS DE CARRINHO!
HÁ UM JOVEM que, todos os dias e ao pé da minha casa, estaciona impunemente o seu carro em cima do passeio, tendo o requinte de o fazer na passagem de peões. Por causa disso, assisti recentemente a uma cena confrangedora: um idoso, de cadeira de rodas, pretendia passar e não podia.
Juntaram-se muitas pessoas, gerou-se burburinho, e eu ofereci-me para chamar o reboque. Mas o paraplégico opôs-se: «Não se incomode, cavalheiro. O idiota há-de aparecer». Não me conformei, argumentando que pelo menos os famosos «bloqueadores» tinham ali uma boa oportunidade de fazer justiça!
Estávamos nisto, quando o dono do carro apareceu, a correr, falando ao telemóvel; entrou rapidamente, bateu com a porta e ligou o motor. Mas as pessoas rodeavam-no e ele apercebeu-se de que não ia poder sumir dali facilmente. Deitou então a cabeça de fora e desabafou:
«Que diabo! Eu venho aqui todos os dias e tenho de meter o carro em algum lado!».
Nessa altura, o homem da cadeira de rodas, com um vozeirão de que ninguém o julgaria capaz, explodiu: «E porque é que não o metes no **?!».
No dia seguinte, à hora do costume, o jovem apareceu e estacionou no sítio habitual. Mas, desta vez (lá deve ter meditado...) trazia um mini...
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Crónica publicada no «Expresso» de 28 de Set 2002 em «Carta Branca», inspirada, precisamente, na situação que se vê nas duas fotos de cima.
Mais de 7 anos decorridos, a situação é a mesma... ou pior.
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