domingo, julho 11, 2010

O meu "barómetro da mobilidade"

NA FOTO de cima pode ver-se, em 1.º plano, um motociclo estacionado na placa central da Av. de Roma; mas isso agora não interessa. O que interessa é chamar a atenção para os três autocarros que, vindos de Norte, pretendem virar para a Rua Frei Amador Arrais e se vêem impedidos de o fazer - bloqueando, com isso (e em hora de ponta), a faixa BUS ali existente.

O motivo está à vista na foto do meio: todo o tipo de veículos estacionados em 2.ª fila (com especial destaque, neste caso, para a carrinha escura) impedem o acesso ao Bairro de S. Miguel.


Ao fim de tempos infinitos e de um atroar de buzinas, a condutora lá apareceu (foto de baixo), aparentemente insensível ao pandemónio que provocara.

Pergunta-se: alguém sabe o que lhe aconteceu?
A resposta certa («rigorosamente nada») já foi dada. Para quem conhece o que se passa naquela esquina, era fácil...

6 comentários:

Anónimo disse...

Foi-se embora sem mais, nem sequer ouvindo algum vocabulário mais típico usado lá para o Norte.

Carlos Medina Ribeiro disse...

Evidentemente, não lhe aconteceu nada.

A cena durou uma eternidade, e nem PM, nem EMEL (muito menos PSP) se viram por ali.

De facto, naquela esquina os condutores que estacionam em 2ª fila, na passadeira de peões ou em cima do passeio NUNCA são incomodados - gozam de uma imunidade muito especial... Toda a gente sabe porquê, mas não se pode fazer nada.

João Martins disse...

No dia em que eu decidir estacionar mal o carro ou para-lo em segunda fila por já estar farto de ser incomodado por tais situações, de certo aparecerá imediatamente a psp, a gnr, a emel, a parques tejo, mais as forças de intervenção especial, a asae e o sef e mais o raio que os parta! lool

Civismo procura-se! URGENTE!

Carlos Medina Ribeiro disse...

Está enganado, meu caro.
Em 'certos locais' de Lisboa, não lhe acontecerá nada, se fizer isso que diz.
Este, da foto, é um deles.

Vale a pena ver como os fiscais da EMEL até fogem dali, só para não terem de intervir.
Infelizmente, não posso escarrapachar aqui o motivo por que (a meu ver, e na opinião de quem ali mora) isso sucede. Mas basta pensar um pouco...

João Martins disse...

Situações dessas passam-se em muitos locais da cidade, infelizmente, mas confesso que também não conheço o local. Embora tenha ido pesquisar no Google Maps porque falaram na "Frutalmeidas" e só conhecia uma junto à Maternidade Alfredo Costa.

Engraçado o que se consegue ver no Google Maps em vista aérea e mesmo ao nível da rua!

http://yfrog.com/6xsemttuloaxrp

Anónimo disse...

Esses agentes e fiscais deviam ser "rodados" (mudados de zona) com frequência, para não criarem cumplicidades.

Tenho assistido a conversas deles com comerciantes, que mostram bem o nível de "amiguismo" que se estabelece, com as consequências evidentes.

Essas conversas decorrem mesmo quando há gente nas lojas. «Chiça, que já nem disfarçam!» - é o que penso sempre.