terça-feira, dezembro 30, 2008

HOJE, ao fim da manhã, uma senhorita achou por bem deixar o carro como se vê, e foi à vidinha dela... Alguém sabe o que é que lhe aconteceu?

9 comentários:

M Isabel G disse...

O mesmo que acontece aos tipos que fazem o mesmo na Marquesa de Alorna: nada!
AH! Mas a EMEL anda por lá! Polícia, de facto nunca vi....
Voltas e voltas quando há lugares que não podem se usados porque estão tapados por carros.
O povo português deve andar sempre a assinalar urgência. Se fossem multados por falsas indicações, o Estado estava milionário.

Carlos Medina Ribeiro disse...

Pouco depois de tirar esta foto, eu mesmo estacionei num dos 2 lugares disponíveis, logo atrás do carro branco (semi-encoberto).
Minutos mais tarde, veio a condutora deste, que quis sair dali, o que só conseguiu fazer com a minha boa vontade (voltei a entrar no meu carro e tirei-o dali)...

Só mais tarde, e com toda a calma, é que apareceu a madame da carrinha que, sem pedir desculpa a ninguém, lá foi... mas não para onde - em pensamento - a mandámos.

João Pais disse...

Caro CMR,

depois me ter indicado este link, dei uma olhada a este blog. E gostaria de repetir a sugestao que fiz no Sorumbático. De certeza que a tal madame nao foi a lado nenhum, porque ela nem sequer sabe onde há-de ir. e por mais bem-intencionado que seja, nao será desde modo que ela vai saber.

Se nao for abuso, repito aqui as minhas palavras:
Caro CMR, nao sei se o seu esforco nao acaba por ser, com o tempo, parte do problema. Embora os postes+fotos sejam informativos e às vezes até divertidos (embora o gosto final seja sempre triste), nao sao realmente eficazes, no que se trata de fazer com que algo mude.
Por isso sugiro que use os seus meios de comunicacao para criar um "movimento" cívico contra estas situacoes, onde os cidadaos se podem manifestar. Por exemplo, alguns métodos que me vêm à cabeca:
- deixar um cartao no pára-brisas de cada carro, explicando simpaticamente que o senhor condutor está a prejudicar alguém
- deixar uma "multa simbólica", como se cada cidadao tivesse o poder de controlar estas situacoes
- deixar um cartao com tom ameacador (?)
- e mais radical: fazer como o pai da actriz principal do filme "2 dias em Paris", que riscava os carros estancionados em cima do passeio enquanto tentava passar à volta deles. (mas seria melhor deixar um pequeno cartao a avisar porque o dano foi feito) Porque por mais que se apele à boa consciência das pessoas, é apenas pela carteira que se podem educar.

Isto foram apenas sugestoes improvisadas, sem método. Que tal, prefere estar passivo ou activo?

Filipe Melo Sousa disse...

Este blog é claramente hostil à população activa de Lisboa. Quem escreve estes posts não está minimamente sensibilizado para a necessidade de haver mobilidade dentro de Lisboa, nem reconhece os problemas de estacionamento da cidade.

Não esquecer que é precisamente a população jovem e activa que paga os impostos para os restantes que ainda se sentem incomodados com o espaço que ocupam com as actividades que lhes enchem os bolsos. Lisboa não é apenas descer as escadas para ir dar de comer aos pombos.

Filipe Melo Sousa disse...

Ao ritmo que as pessoas saem deste país, fartas de pagar impostos e serem mal servidas, quero ver quem fica para pagar as reformas.

João Pais disse...

Caro Filipe de Melo: parece que a populacao activa de Lisboa é apenas a que anda de carro, e nao a que anda (ou tenta andar) a pé.

Carlos Medina Ribeiro disse...

Numa sociedade urbana, moderna, há quem se desloque a pé, de carro, de bicicleta, de transportes públicos, de motorizada, etc. E há quem use, ao longo do tempo, diversos desses meios.

Naturalmente, para solucionar os inevitáveis conflitos de interesses, as sociedades ciaram regras (no caso em apreço é o Còdigo da Estrada) e pessoas encarregadas de as fazerem respeitar.
Mas, como também sucede em todas as sociedades, quando aqueles a quem compete essa tarefa de fiscalização e repressão se demitem de o fazer (ou são ineficazes), o que passa a vigorar é a lei do mais forte.

É isso que actualmente vemos em muitas localidades portuguesas, um sintoma claro do nosso sub-desenvolvimento que, evidentemente, tem os seus "adeptos" - são os que beneficiam com o caos e a impunidade, e conseguem viver de consciência tranquila espezinhando os direitos de todos outros.

Filipe Melo Sousa disse...

Não é por acaso que os mesmos "incivilizados" se comportam exemplarmente fora de portugal em cidades em que a mobilidade é facilitada. Mas as avestruzes aqui enfiam a cabeça na areia e continuam a achar que a cidade é bem gerida, as pessoas é que são incivilizadas...

Melo Sousa disse...

Pipo,

"Não é por acaso que os mesmos "incivilizados" se comportam exemplarmente fora de portugal em cidades em que a mobilidade é facilitada" pois...num país a sério alguém faria isto?

os teus arguementos continuam fantásticos...