segunda-feira, junho 02, 2008

O triunfo dos chicos-espertos na terra das leis-da-treta

São uns a seguir aos outros - e às dúzias! - os carros que, na descida da Av. das Forças Armadas, usam impunemente a faixa BUS. Em geral, levam o pisca da direita ligado. No caso, pouco provável, de aparecer alguém da PSP ou da PM, desviam-se para uma ruazita à direita...
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Basta um único automóvel para obrigar os autocarros a parar numa das duas faixas de rodagem da Av. de Roma, gerando (ou contribuindo para) os engarrafamentos que bem conhece quem por lá passa.
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A CONVERSA-DA-TRETA é sempre a mesma: muitos lisboetas dizem que não usam os transportes públicos de superfície porque eles são lentos, e os responsáveis pelos transportes públicos de superfície dizem que não andam mais depressa porque o trânsito é caótico.
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Perante a inoperância das autoridades (cuja acção repressiva tem aumentado mas que continua a ser manifestamente insuficiente), parece que o mais eficaz ainda está a ser o aumento do preço dos combustíveis. Mas temos o direito de esperar um pouco mais da CML e das centenas de pessoas a quem pagamos o ordenado para que as cenas que aqui se mostram não sejam - como são - tão corriqueiras que quase já nem reparamos.
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Ah! E estas fotos não são de arquivo - são até bem fresquinhas...

5 comentários:

Anónimo disse...

Boa tarde!
Antes demais parabéns pelo site!
Convido-o agora a ver a agenda semanal d'A Mesa Redonda:

Segunda-Feira: Análise exaustiva à época do Benfica, bem como análise individual a cada um dos jogadores, bem como a sua permanência.

Terça-Feira: Análise à nova equipa técnica do Benfica e pequena visão sobre a nova época.

Quarta-Feira: Análise e comentário à decisão da Uefa sobre a participação ou não do FC Porto na Liga dos Campeões.

Quinta-Feira: Apresentação da cobertura do Euro 2008 pel'A Mesa Redonda.

Sexta-Feira: Fecho da sondagem sobre o onze inicial de Portugal, minha análise e comentários à mesma.

Visitem:

http://amesaredonda.blogspot.com/

E toda a actualidade desportiva também em:

http://aguia-de-ouro.blogspot.com/

João Oliveira Leonardo disse...

Eu passo todos os dias pela Av. das forças armadas e para alem de os automóveis usarem a faixa bus no sentido descendente, não há faixa bus no sentido ascendente (apesar de ter 3 faixas de rodagem) e nos semáforos da zona baixa é preciso esperar duas vezes para atravessar. O desprezo a que é votado o peão nesta avenida é gritante, pelo menos tem pilaretes

Anónimo disse...

E tanto barulho que se fez há tempos sobre os «bloqueadores»...

O material não presta e estão avariados? O método tinha inconvenientes? Que raio se passará?

A verdade é que hoje em dia é raro, pelo menos nas zonas de Lisboa que frequento, ver um carro bloqueado.

Anónimo disse...

Ainda ontem vim a saber de uma oficina-biscateira que faz o trabalho na rua.
Até aí, nada de mal.
O que sucede é que os carros que ela atende ocupam espaço da EMEL e não pagam um chavo mesmo que lá estejam o dia todo.
Os outros, à volta, pagam e podem ser multados se o não fizerem.

Aparentemente, há um qualquer "acordo" entre a oficina e os fiscais da EMEL para não multarem os fregueses.

dorean paxorales disse...

Eu vivo presentemente numa capital onde só há autocarros a partir de um perímetro distante do centro da cidade. Os seus percursos são, pois, radiais e por isso pontuais.

Dentro do tal perímetro, todo o circuito urbano é feito ou por metropolitano subterrâneo ou, muito mais inteligente, por eléctrico. Estes são longos, pontualíssimos e não encontram obstáculos à circulação pois não passa pela cabeça de ninguém estacionar em cima da linha (a verdadeira razão porque os de Lisboa desapareceram).
Resultado: do subúrbio ao centro, 30 min. em transportes públicos; de carro, 15 min. Nem vou comparar os custos mas não foi necessário instituir uma taxa de entrada na cidade para controlo do tráfego.
Claro que aqui também muita gente anda de bicicleta (há pistas a ladear a mais intensa via).

Já agora, este país está na UE há mais tempo que o nosso mas não acho que se possa chamar um país "rico". É smplesmente civilizado.